Nos dias 11 e 12 de Agosto aconteceu em Barcelona o DGTL Festival, que aparenta ser um dos festivais de música eletrônica mais promissores da atualidade. Com sua carga social e de sustentabilidade, a ideia do evento vai muito além do entretenimento e da música eletrônica por si só. De acordo com o próprio organizador do evento, passaram por ali aproximadamente 35 mil pessoas, recorde de bilheteria em relação as versões anteriores.


O Parc Del Forum, local onde aconteceu o evento em Barcelona, foi completamente repaginado para a data. Naves industriais, andaimes e estrobos de luz intermináveis decoravam o ambiente. O projeto “Art & Revolution” é um dos fundamentais da organização, tomando sustentabilidade como pilar da programação que tem como enfoque dar visibilidade a iniciativas inovadoras que ajudam a reduzir o impacto ao meio ambiente. As iniciativas visam um festival sem resíduos, implementando pela primeira vez um cardápio vegan para as opções de comida, a reciclagem de urina para utilização como fertilizantes vegetais, a contratação de refugiados e imigrantes para trabalhar como colaboradores, dentre várias outras iniciativas.


Já em sua terceira edição na cidade, o evento contou com um lineup espetacular. O primeiro dia contou com nomes como Mano Le Tough, ÂME, Tale Of Us, Solomun, Marcel Dettmann, que não decepcionaram, mas também não ousaram o suficiente para terem seus sets como referência e exemplo de música de qualidade. A história ja muda no segundo dia, a impressão era de que os artistas tinham carta livre, e o ambiente era de um techno mais denso e intenso, o que levou todo o público ao êcstase. Nomes como Daniel Avery, Eats Everything, Derrick May, Coyu, Joy Orbison, Maceo Plex, Jeff Mills, Paco Osuna e Seth Troxler completavam o batalhão, num dia de música de alta qualidade, sets impecáveis e minuciosos.

A largada para a edição de 2018 já foi dada, ainda sem nenhum nome confirmado o público já começa a criar expectativa para o festival que mesmo que ainda de porte pequeno/medio, já alcança um público bastante eclético e exigente. O evento ainda conta com edições em Amsterdam, São Paulo e Tel Aviv.

Fotos: Resident Advisor

Pelo primeiro ano, o blog Oh My Rock adiciona mais um festival à sua lista e fará a cobertura completa do DGTL em Barcelona. O evento já avança para sua terceira edição, constando em sua primeira e segunda com 20.000 e 30.000 pessoas respectivamente. Aclamado pelo lineup extremamente refinado de música eletrônica, o evento sempre traz artistas que estão em voga em todo o cenário internacional. Nomes como Âme, Derrick May, Mano Le Tough, Paco Osuna, Solomun, Tale Of Us, Joy Orbison, Red Axes, Daniel Avery, Jeff Mills, Coyu, Prins Thomas, Eats Everything estarão presentes.

O evento terá lugar nos dias 11 e 12 de Agosto na cidade de Barcelona, no Parc Del Forum das 15pm às 03am e contará com mais de 50 artistas. Nos vemos em breve!

 

Alex Crossan sob o codinome Mura Masa já é figura antiga em nossas publicações. Desde 2015 com lançamento do seu primeiro EP, o artista rápidamente ganhou notoriedade por seu trabalho. Recentemente lançou seu primeiro álbum debut com nome homônimo Mura Masa. O trabalho conta com participações que vão de  A$AP Rocky a Charli XCX, Jamie Lidell, Desiigner entre outros, mostrando a grande capacidade que o jovem produtor têm de passear por vários gêneros musicais, que vão do hiphop e trap ao disco, funk e house.

Decidir apenas  uma música para resumir seu trabalho é bastante complicado, mas “Helpline” conquista desde a primeira audição. Com influências indie pop e 80’s a canção faz quase lembrar um Prince com influências funk. O álbum completo está disponível no Spotify.

Nos dias 15, 16 e 17 de Junho aconteceu em Barcelona, Espanha, a 24ª edição de um dos festivais de música eletrônica mais esperados do ano, pelo quinto ano consecutivo o OhMyRock esteve presente para acompanhar de perto e resenhar os pontos altos do evento. Com crescimento exponencial, o festival cada ano supera o ano anterior em quantidade de espectadores. Na versão de 2017 atingiu seu recorde mais uma vez, foram 123.000 pessoas que passaram pelo local. Dividido em Sonar Dia e Sonar Noite, o evento aconteceu em dois locais diferentes. De acordo com a organização, passaram pelo evento pessoas de 100 nacionalidades diferentes, contando com 5500 profissionais, e mais de 2000 empresas de criatividade e tecnologia, que fizeram mais uma vez história.

Já renomado por sua veia tecnológica e de inovação, o festival trouxe centenas de artistas de todas as partes do mundo, para pincelar o futuro próximo da música. Electro e hiphop constam com os maiores nomes do festival, mas o trap teve grande destaque esse ano, além de uma variedade imensa de outros gêneros que desenhoaram os caminhos que a música deve tomar. A abertura do festival ficou por conta de um setlist de 4 horas da multifacetada e multitalentosa artista Björk.

O festival aconteceu durante 3 dias e 2 noites. Correndo sempre entre os palcos, era difícil controlar tudo o que acontecia ao mesmo tempo. Alguns nomes ainda flutuam no ar, mas os que ainda marcam em minha mente são, Tommy Cash, Princess Nokia, Bawrut, DAWN, Yung Beef, Prins Thomas, River Tiber, Elysia Crampton, a deusa do tecnho Suzanne Ciani, Evian Christ, a xôxas Bad Gyal, Jon Hopkins, Clams Casino, Fat Freddy’s Drop, o impressionante Soulwax, Daphni & Hunee, Cashmere Cat, De La Soul, Cerrone, Eric Prydz, Vitalic… a lista é interminável.

Mas os que merecem destaque e que foram os shows mais surpreendentes  foram Justice, com tal potência visual que o maior galpão/stage do festival estava em uma espécie de transe, Moderat transcendendo tempo e espaço, dada sua perfeição. Little Dragon com seu pop/eletrônico agudo e poderoso e Nicolas Jaar muito mais maduro e alucinante que anteriormente.

Arca pelo segundo ano consecutivo, trouxe Jesse Kanda para ser responsável pela parte audiovisual do show. Com um espetáculo extremamente sexy, o venezuelano Alejandro Ghersi usa o palco como passarela para atravessá-la desafiadoramente com seu andar poderoso. Seus gestos, suas poses, são uma mistura de sofrimento e sensualidade, sua voz sofrida tem uma expressividade e intensidade tão grande que deixa todo o público boquiaberto.

 

Anderson .Paak é quase o oposto. Com um show completamente descontraído e divertido leva o público ao delírio com seus hits. De uma energia contagiante coloca inclusive os mais desavisados que estão de passagem para dançar. Domina a bateria como se fosse um brinquedo de infância, e enquanto não o faz, passeia pelo palco com suas danças extremamente sexys, sempre sorrindo, dando a impressão que é a pessoa que mais está se divertindo em todo o show.

SOHN sem dúvida uma das maiores surpresas de todo o festival. O álbum é agradável, então esperava um show parecido. Ledo engano. Funciona muito melhor ao vivo, com seus graves que penetram a alma, as luzes hipnóticas e uma voz tão afinada e poderosa que nem parecia o mesmo frágil som do álbum. O show é intimista, mas muito envolvente, prende do inicio ao fim.

The Black Madonna foi a responsável pelo encerramento do festival, quando toda a multidão da última noite se dirigia para o gran finale. Black Madonna, que de Black ou de Madonna não tem nada, com seus 15 anos de carreira não decepcionou, colocou todo mundo para gastar os últimos restos de energia que sobravam depois de 3 dias de festival. A artista é considerada uma das melhores DJs da atualidade, consolidada internacionalmente e presente nos maiores festivais ou eventos musicais.

O festival recém terminou mas está de olho na edição seguinte, que completa 25 anos, então promete ser ainda mais especial que as versões anteriores. Os primeiros ingressos já foram postos a venda e vendidos instantaneamente. A ansiedade é sempre grande pelo lineup, que sempre surpreende. O festival ainda conta com edições em várias outras cidades pelo mundo.

Nos vemos em 2018!

Carly Rae Jepsen sempre teve a receita perfeita para fazer pop de verdade. Grudento na medida certa, dançável e poderoso. Depois de quase 2 anos sem nenhum lançamento, Cut The Feeling cai como uma bomba no mundo pop, que anda bastante carente e desesperado por novidades. Depois de algumas decepções com as divas já consagradas, Carly consegue retomar parte do trono que alcançou com Call Me Maybe.

O single havia sido produzido para a animação “Ballerina” mas acabou ganhando lançamento próprio e divulgação no Spotify.

Como é de praxe, todos os anos realizamos a cobertura completa do Festival Sonar em Barcelona. O evento já avança para sua 24ª edição, e conta em seu histórico com os shows mais icônicos e artistas mais aclamados de todos os tempos. 2016 artistas como ANOHNI, Fatboy Slim e New Order passaram pelo festival. O lineup de 2017 não deixa a desejar, entre suas principais atrações, estão nomes como Björk (em um DJ set especial), Anderson .Paak, Justice, De La Soul, Cashmere Cat, DJ Shadow, Moderat, Little Dragon, Clams Casino e uma lista interminável de atrações.

E evento de dia acontece na Fira Montjuic, o evento de noite na Fira Gran Via Hospitalet, durante os dias 15, 16 e 17 de Junho e conta com espaços interativos de arte audiovisual, criatividade, inovação e tecnologia além de todos os espetáculos. Nos vemos em breve!

ROMES – Tryna Be

Luis Felipe —  05/04/2016 — 1 Comment

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A pergunta que o ROMES nos faz no seu primeiro single poderia muito bem ser redirecionada a eles: “quem ‘tão tentando ser”, meu caros? É praticamente inegável toda a vibe “verão 2006” evocada por “Tryna Be”, um tiro indie que parece sair da mesma metralhadora de hits que os primeiros álbuns do Phoenix, Foster The People e Two Door Cinema Club, só que tão legal que fazem as comparações virem em segundo plano. Guitarras ensolaradas e um vocal despretensioso ajudam a criar a boa primeira impressão dos canadenses, firmada com louvor graças a um refrão pegajoso e sintetizadores pontuais. No final das contas, a gente só espera conhecer mais dos caras com seu EP de estreia, Believe, que chega dia 8 de abril.