.

O Dale Earnhardt Jr. Jr. segue divulgando o EP Patterns, que já teve o excelente single “If You Didn’t See Me (Then You Weren’t On The Dancefloor)”, com o videoclipe da música “Dark Water”. O irreverente duo de Detroit chamou Joe Baughman para dirigir o vídeo, que é uma espécie de fábula ao mesmo tempo sombria e descontraída. As imagens conseguem grudar na mente assim como os assovios graciosos da canção, cujo clipe apresenta uma mocinha atormentada se afogando em um rio de águas escuras. Além de mostrar o desespero da jovem, retratado também por cenas dela dançando em um palco acompanhada de pessoas vestidas como figuras aquáticas, o clipe ganha um ar pueril quando a dupla de artistas aparece em um submarino na forma de claymation (técnica de animação em stop motion), completando o encanto da produção.

D7dug0W

Cada vez mais, a cena eletrônica vem se aliando ao indie rock chegando num ponto em que não se pode classificar determinadas bandas como indie ou eletrônica. E esse é o caso do Misun, grupo de Washington que une muito bem elementos do rock alternativo e batidas eletrônicas. O trio, formado por Misun Wojcik nos vocais, William DeVon na guitarra e Nacey, responsável pelo teclado e produção das faixas, já tem um EP lançado e recentemente divulgou a deliciosa “Sun Made”.

Ao contrário dos trabalhos anteriores, “Sun Made” deixa de lado o foco nas guitarras-faroeste para dar espaço à batidas mais agressivas, que parecem uma mistura da explosão do Crystal Castles com a sutileza de uma Lana Del Rey. Com um riff de sintetizador impaciente, a produção muda de forma brusca logo nos primeiros segundos, quando as batidas crescem junto a belos e delicados pianos formando a base ideal para a entrada dos vocais de Misun, que parecem fazer o ouvinte flutuar graças à hipnótica combinação de timbres adocicados e a produção extravagante de Nacey. O resultado é um número estonteante e até então singular, que certamente irá agradar àqueles que procuram algo menos óbvio – e ainda assim excelente – dentro da música pop.

Misun – Sun Made

Mais próximo do experimental e menos radio friendly, é provável que esteja bem perto desses três americanos saírem do estúdio improvisado no quarto da vocalista para espaços e públicos bem maiores e enfim, lançarem seu primeiro álbum que, pelo menos aqui no blog, já é um dos mais aguardados do ano.

.

Sinead Harnett está construindo lentamente o seu nome na cena dance do Reino Unido. Primeiro ela colaborou em duas músicas do Disclosure e mais recentemente em uma das faixas do Rudimental. Agora ela dá um passo enorme em sua carreira com “Got Me” e o lançamento do vídeo para faixa. A direção traz Sinead em um ambiente com pouca luz, em diversos ângulos e muito filtro que troca as cores da produção. A música traz uma energia mais sombria contrastando com a sensualidade nos vocais da cantora, o que é muito bem transferido para o vídeo. “Got Me” é um grande passo na carreira da cantora e que deve ajudá-la a atrair novos fãs com o tempo, sem precisar de mais colaborações.

a0285943938_10

Bem vindos à primeira edição da Quarta e Vinte, a nova sessão do Oh My Rock dedicada a tudo o que possa te fazer relaxar, entrar em transe e embarcar em viagens sonoras alucinógenas que passam longe dos 128 bpms dos nossos Friday Mixes. A intenção aqui é trazer mixtapes criadas por diversos convidados, com o que há de mais legal no chill, future-bass, trap dentre outros inúmeros gêneros relax que surgem a todo instante e que não costumam passar muito por aqui, até agora.

Como o título da sessão sugere, apesar da real intenção ser – admitimos – criar uma mixtape ideal para se ouvir “chapado”, nada te impede de ouví-la em qualquer momento do dia que queira escapar do stress da semana e voar para outro universo, pelo menos até a chegada da sexta. Então passa a bola aí e aperte o play que a viagem será inteeeeeensa!

Quarta e Vinte  Vol. I:  “Oh My Blunt” por Eduardo Pininga

Quem assina a mixtape de hoje é o nosso ex-colaborador Eduardo Pininga, que já tocou em nossas festas e atualmente toca nas festas mais loucas de São Paulo, com um set que segue bem essa linha. A tracklist pode ser vista aqui e se quiser falar com o cara, basta entrar em contato com ele por aqui. Um abraço e até a próxima!

its-colossal-mass-was-no-match-for-this-pure-being-650x635

Picasso uma vez disse: “Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer”. A frase pode não ser nova, mas é usada como um lema pelo quinteto de Los Angeles denominado WALLA que, diante de todas as dificuldades que uma banda nova costuma enfrentar, começa a despertar a atenção devido à bela sonoridade que possui e aos primeiros resultados positivos obtidos. Com integrantes de diferentes partes do mundo (México/El Salvador, Itália, Indonésia, Brasil e Coréia do Sul) que se conheceram através dos meios digitais, ano passado a banda conquistou o primeiro grande feito ao lançar um EP chamado Animal Of Love, que trouxe o single “Rising Tied”. E em 2013 a história não é diferente: no próximo dia 4 de junho o quinteto promete lançar o EP Nature, e eles já começam a tirar o nosso fôlego com o formidável single “No Time“, que apresentaremos agora.

Para você entender o quão fabulosa é “No Time”, imagine uma pool party ao som de “Hearts On Fire”, do Cut Copy. Em seguida, tomamos conhecimento de vocais agudos, sintetizadores funky e uma produção madura que soa como um casamento entre o Passion Pit e o Strange Talk. Para fechar com chave de ouro, solos de guitarra ensolarados e cheios de vida ao melhor estilo Two Door Cinema Club tornam o single apaixonante e indispensável em qualquer festa na piscina. O modelo pode até parecer nada inovador, já que citamos tantas referências conhecidas, mas o que há, de fato, é uma excelente apropriação da receita para a produção de um synth-pop de qualidade, singular e viciante. Esperamos que a banda cumpra o que promete através da frase de Picasso e mantenha a qualidade inicial nos próximos singles.

WALLA – No Time

.

Apesar de ter uma letra que aborda as dificuldades de lidar com os sentimentos, “Hustler” não é nem um pouco difícil de ouvir, devido ao som minimalista que ganha proporções épicas e à voz suave de Josef Salvat, que parece uma versão masculina da Lana Del Rey e lembra o tom de James Blake, Gotye e Phoria. O responsável pelo vídeo é Oliver Kember, que conseguiu evitar que imagens díspares como dominós caindo e corpos se tocando virasse uma bagunça. Os efeitos caleidoscópicos e o jogo de sombras propiciam uma harmonia às imagens, que ainda refletem o intimismo da música ao exibirem o cantor sob um chuveiro.

1346077349_cover

O som da dupla Mirror Kisses pode facilmente ser colocado em qualquer playlist que exalte os anos 80 e a revolução musical causada pelos sintetizadores. Trazendo elementos do synth-pop e do new wave – e deixando as influências dos grandes atos daquela época dominarem suas batidas (é inegável a inspiração deles no Human League, por exemplo) – o duo de Virginia deixa a paixão pela sonoridade daquela década transparecer em cada segundo do seu novo single, “Can’t Believe”.

O mentor do projeto, George Clanton, acertou lindamente quando investiu em acordes envolventes e atemporais. É a aura sombria e introspectiva dos sintetizadores que faz com que “Can’t Believe” seja metade faixa perdida há 30 anos, metade composição elegante e moderna que dominaria fácil qualquer pista de dança no século XXI. É um som que mistura um pouco do que a gente já ouviu com o I Heart Sharks e o Cold Cave, mas que o Mirror Kisses eleva a outro nível. Destaque para os vocais de Clanton, sólidos e enigmáticos. São eles os responsáveis por te transportar imediatamente para a época de ouro do synth-pop, e que vão te fazer botar “Can’t Believe” tocando no repeat. O Mirror Kisses ganha cara de banda grande com um single forte, deixa todo mundo com vontade de dançar e se faz promessa do synth-pop americano.

Mirror Kisses – Can’t Believe

“Can’t Believe” faz parte do novo álbum do Mirror Kisses, Heartbeats, lançado agora em maio.

Página 1 de 211123...1020...Última »