Sam Sparro – Happiness

Depois de um bom tempo afastado e alguns singles instrumentais não muito bem recebidos lançados, Sam Sparro começa agora a divulgação oficial do seu próximo trabalho, o segundo disco Return To Paradise. E se o primeiro single, “Happiness”, é alguma indicação, Sam parece ter deixado de lado o electro-pop moderno de seu debut a favor de um retorno literalmente ao paraíso das pistas de dança dos anos 70. Com uma introdução a base de pianos, a canção segue a linha do disco-house bem propagada no ano passado por artistas como The Magician, Flight Facilities e Beni, com direito a um baixo funky e aqueles clássicos violinos setentistas permeando toda a faixa. O refrão só entra na segunda metade, mas é dos grandes e totalmente alto-astral, com direito a um coral gospel de fundo. Pode não ser do jeito de esperávamos, mas os vocais de Sparro combinam tão bem com a atmosfera da música que fica difícil de negar, dessa vez o cara realmente está de volta.
O Return To Paradise ainda não tem data definida, mas o clipe de “Happiness” foi gravado semana passada e o single virá com remixes, adivinhem, do Beni, do The Magician, do Mr. Fingers e de outros.
Santigold – Disparate Youth

Santigold, estávamos quase perdendo a fé em você, quase. As comparações com a M.I.A. vêm desde o primeiro disco, mas convenhamos que com seus lançamentos recentes, inclusive no recente single “Big Mouth”, as coisas estavam bagunçadas demais para a gente deixá-las de lado. Felizmente, a cantora acaba de resgatar nossa fé com seu novíssimo single “Disparate Youth”, talvez um dos seus melhores até então.
Esqueça o tom esquizofrênico de “Big Mouth” e a falta de sentido de “Go” (sua parceria com a Karen-O que felizmente não estará no disco). Acompanhada de uma batida electro que vê referências no drum & bass, Santigold ainda traz algumas guiatarras eletrizantes que servem de fundo para cantar (sim, aqui ela realmente canta) uma das canções mais belas que já fez. O refrão é uma delícia a parte, que traz aquel tom electro-reggae que também permeava algumas músicas do primeiro disco, soando quase como uma versão reformulada de “Shove It” só que com uma letra humanitária e um bom tanto mais melódica, que apesar de conter batidas agitadas, trazem um clima mais tranquilo e um tanto mais organizado (leia-se pop) que seus lançamentos anteriores. Agora vai, hein?
Detalhe que a versão acima é a versão completa do disco, retirada do iTunes com 4:45. O disco (agora muito aguardado por nós), Master Of My Make-Believe, sai no dia 1º de Maio pelo selo Downtown, e ainda contará com produções do Switch (do Major Lazer), do Dave Sitek (TV On The Radio) e do Nick Zinner (do Yeah Yeah Yeahs). Um single de “Disparate Youth” com remixes sai no dia 8 de Abril.
Chiddy Bang – Out 2 Space / Handclaps & Guitars

Finalmente. Depois de duas mixtapes, um recorde quebrado em plena MTV e diversos samples usados, o duo Chiddy Bang, formado por Chiddy e um dos produtores emergentes mais criativos, Xaphoon Jones, acaba de lançar seu primeiro disco, liberado previamente para quem tivesse feito sua pré-compra via iTunes. Quem conhece ou gosta da fórmula de Chiddy melhor se praparar para o café da manhã: aqui estão as melhores músicas que Chiddy já fez, e sobre a produção, nem preciso comentar – está nas alturas.
Se não conhece Chiddy, não vá esperando aquela coisa experimental do Odd Future ou do A$AP Rocky. Aqui a coisa é decididamente pop, com a diversão sem compromisso em primeiro plano e com geralmente os versos de Chiddy dando espaço para grandes refrões que grudam instantamente, tudo isso sobre batidas electro-pop e a produção criativa e mirabolante de Xaphoon. Em “Out 2 Space” (a favorita da banda – e nossa), o refrão (que não é sampleado de nenhum lugar rs) fica por conta de Gordon Voidwell, que mais parece uma versão pop do Passion Pit e não soa nada menos que gigante na faixa, com uma produção espaçosa e futurística, cheia de percussão, batidas electro-R&B, beeps intra-estrelares e um backing vocal feminino cantando de fundo. Se você não gosta de hip-hop e quer experimentar o hip-pop de Chiddy, conheça-o em sua melhor forma logo aqui em baixo.
Chiddy Bang – Out 2 Space (Feat. Gordon Voidwell)
Outra que quase tomou o espaço de “Out 2 Space” de nossa canção favorita foi “Handclaps & Guitars”. Seu título já deduz que ela não é uma pra ficar parado, mas é em seu refrão, que não vai sair da sua cabeça tão cedo, onde se define melhor do que qualquer resenha (“oh oh oh oh, I just came to party!”). Essa aqui nos traz Chiddy em alguns de seus versos mais afiados e Xaphoon em sua forma mais agitada e festeira, com batidas que parecem ter saído de um vídeo-game perdido da década de 80 mas reformuladas pelo produtor pra 2020, culminando em uma das composições mais alegres e alto-astral do disco.
Chiddy Bang – Handclaps & Guitars
Nós simplesmente amamos o Breakfast e apesar de não gostarmos muito de hip-hop, junto com Kanye West e algumas canções do A$AP, Chiddy Bang nos trouxe um trabalho impecável que junta tudo o que mais gostamos no gênero – e misturados a uma produção mais moderna que a maioria dos discos pop de hoje e refrões que parecem prontos pra explodir, nunca estivemos tão satisfeitos com um café da manhã. Compre o Breakfast aqui, e se quiser, também postamos o primeiro single com a Icona Pop ano passado aqui.
HAIM – Forever

Conheça agora uma das nossas maiores descobertas do mês e possivelmente a melhor banda de três irmãs que você já viu. São elas, as californianas Danielle, Alana e Este, que deram seu sobrenome, HAIM, como nome à banda (rima com “time”, de acordo com elas). Elas são novas, têm vinte e poucos anos, mas já estão trabalhando com Mike Chapman em seu debut (famoso produtor do Blondie) e já estiverem em turnê com Jenny Lewis e com o Julian Casablancas (atualmente estão com o Electric Guest andando por toda a Califórnia). Lançaram semana passada seu primeiro EP, Forever, de três canções apenas, que trouxe nos quatro minutos da canção título a maior razão para esse post (e meu maior vício atual).
Se você gosta do Friends (outra banda que aguardamos ansiosamente o debut) vai se sentir em casa com as meninas do HAIM. Imagine um indie-pop com toques de R&B, dançante pra caramba e sem medo de soar pop que conseguirá entender um pouco do vício. Soando quase como uma Kate Bush que decidiu seguir o lado funky da vida, os vocais de Danielle trafegam pelos cowbells e as percussões agitadas para nos apresentar um número que não pode ser ouvido apenas uma vez. “Forever” é uma afiada canção pop com um baixo grooveado e guitarras dançantes, que só é melhorada pelo seu ante-refrão (cantado em coro pelas meninas) e um refrão insanamente pegajoso. E se nada funcionar até sua metade, espere até ouvir o breakdown na casa dos 3:12, onde tudo pára e palminhas entram em cena para Danielle nos tirar do chão e voltar com tudo para mais uma rodada, repleta de harmonias vocais (ou gritos?) que lembram uma versão mais amigável do Tune-Yards. Estamos apaixonados.
Se gostou do que ouviu, não perca tempo pra baixar o EP Forever das meninas, que está sendo distribuído gratuitamente aqui e conta ainda com mais duas músicas inéditas. Tem uma entrevista delas para a Interview (onde as descobri) que conta um pouco de suas vidas e futuros planos, vale a pena conferir também.
Reptar – Sebastian

Um dos discos de 2012 mais aguardados por nós acaba de ser anunciado. O Reptar, que lançou um EP maravilhoso de 5 faixas ano passado (que inclui as já comentadas “Stuck In My ID” e “Rainbounce”) e lançou a nossa décima faixa favorita de 2011 (o futuro hino-indie “Houseboat Babies”) divulgou agora que o seu primeiro disco, intitulado Body Faucet, sai no dia 1º de Maio pelo selo Vagrant. Assim como EP, o disco foi todo produzido pelo Ben Allen (Animal Collective, Gnarls Barkley, Washed Out) e serve como uma continuação do lançamento anterior, trazendo onze canções inéditas junto do hit “Houseboat Babies”, que tinha ficado de fora do EP (agora sabemos motivo).
Para divulgar a notícia, a banda está distribuindo gratuitamente a faixa de abertura e primeiro single do disco, a divertida “Sebastian”, que deixa o experimentalismo do EP de lado a favor de uma sonoridade mais imediata e fácil de gostar, isca ideal para quem esteve desatento até então. A banda dá sequência à sua mistura difícil de ser categorizada e chega aqui como uma espécie de Vampire Weekend com o espírito punk indie do Black Lips, mesclando toques do afro-pop, cowbells, elementos eletrônicos-psicodélicos e ganchos pop pra dar e vender, principalmente em seu antêmico refrão, que pega “Houseboat Babies” de base e faz seus “oh oh ohs” grudarem imediatamente em nossas cabeças. A produção do Ben Allen só deixa as coisas ainda mais polidas, mas a canção tem tanta cara de hit quanto nossa outra favorita do disco, e se as duas canções são alguma indicação, é bem capaz que o debut do ano esteja mais próximo do que imaginamos.
O aguardado Body Faucet sai no dia 1º de Maio pelo selo Vagrant, mas um vídeo da música deve surgir em breve. Se quiser receber em primeira mão as novidades da banda e ganhar o download oficial de “Sebastian”, basta se cadastrar no mailing oficial da banda.
Elliphant – In The Jungle

Nós amamos grandes canções pop e não dispensamos um refrão grudento, mas nem sempre o melhor é o mais fácil. As vezes as melhores canções pop são aquelas que te pegam pelos detalhes e pela coragem de sair um pouco daquela fórmula convencional, e é aí que entra a mais nova (e terceira) aposta do selo sueco Ten, responsável primeiramente pelos nossos favoritos Niki & The Dove e principalmente Icona Pop. Conheça, portanto, o Elliphant e seu primeiríssimo single, “In The Jungle”, que apesar de soar pouco como os artistas anteriores, compartilha do mesmo senso de aventura e ousadia em suas composições.
Como o nome sugere, “In The Jungle” é um experimento mirabolante, uma selva de sons. A canção segue com apenas um refrão, cantado por Ellie sobre um vocal processado e trabalhado ao extremo, repetido sobre uma base dançante que nos leva a drops e abusa de sirenes, samples exóticos e batidas electro, lembrando bastante as músicas bagunçadas e exóticas da M.I.A. só que com uma produção eletrônica. Dito isso, apesar da excentricidade, é fácil gostar da música de cara e se pegar dançando suas batidas sem esforço, principalmente quando ela vem junto de um vídeo maníaco, com uma criança dançando e atirando lasers coloridos de neon em cima de um carrinho de compras enquanto é acompanhada por uma trupe de dançarinos composta por ravers, policiais e até Papai Noéis malucos, e como se não fosse bastante, tudo em slow motion. Tem como não amar esses suecos?
Como disse, “In The Jungle” é só o primeiro single do grupo, e será um prazer assistí-los desenvolver essa sonoridade. E pela produção tanto da música quanto do vídeo, parece que eles não têm intenção de ficar no anonimato por muito tempo não.
Baron Von Luxxury – That Disco Beat (Feat. Little Boots)

Enquanto aguardamos ansiosamente por material novo da Little Boots, acaba de ser lançado na rede uma parceria da cantora com o produtor Baron Von Luxxury, de Los Angeles. A canção é “That Disco Beat”, produzida com a cantora em mente e que faria parte do seu primeiro disco, mas acabou sendo engavetada quando seus produtores decidiram empurrá-la para um som mais comercial (leia-se RedOne, etc). A canção, entretanto, foi reformulada e agora conta com os vocais do próprio Baron, soando mais como um dueto e fazendo parte da tracklist do seu primeiro disco, The Last Seduction, lançado gratuitamente no último dia 16. A canção é puro synth-pop na veia das outras canções de Victoria e traz todo seu som característico, e apesar de soar agradável, serve mais como um aperitivo para seus próximos passos do que uma canção nova propriamente dita.
Baron Von Luxxury – That Disco Beat (Feat. Little Boots)
O disco de Baron Von Luxxury, The Last Seduction, foi lançado no dia 16 de Fevereiro e pode ser ouvido e baixado gratuitamente por aqui.
Charli XCX – Valentine

Depois de um começo instável e o enfim lançamento de seus dois primeiros singles ano passado (as muito bem-recebidas “Stay Away” e “Nuclear Seaons”), a novata Charli XCX está trabalhando incansavelmente no que virá a ser seu disco de estreia, e enquanto maiores detalhes não são revelados, a cantora acaba de divulgar na internet uma nova faixa, “Valentine”, em comemoração ao dia dos namorados, celebrado hoje em muitas partes do mundo.
Deixando um pouco a vibe electro-dark de lado, Charli se arrisca em uma sonoridade um tanto feliz se comparada aos seus primeiros singles, e enquanto eles soavam mais como a obra antiga da Marina & The Diamonds, “Valentine” se parece mais com o electro-pop feliz que Marina vem fazendo recentemente. A canção não está finalizada, mas já soa promissora em sua atual forma, e traz consigo um refrão tão romântico quanto grudento, repleto de sintetizadores anos 80 que servem de base para os vocais elásticos da cantora brincarem a vontade.
Notícias do primeiro disco de Charli devem estar prestes a sair, então fiquem ligados para maiores novidades.
Casablanca – I Needed To Know

Uma das coisas mais legais de gostar de música é poder acompanhar o crescimento dos artistas e da sua fama como um todo, e se você é desses que já pega o bonde andando, bem, você está perdendo metade da diversão (e seja bem vindo ao Oh My Rock). Dito isso, apresento agora uma das bandas mais novas que já passaram em nossas páginas (“nova” tanto em carreira quanto em idade), o Casablanca. Formado por cinco amigos de 17 anos que moram em Londres, o grupo pode ser novo em idade, mas pelo som do primeiro single, isso está longe de ser um empecilho.
Na verdade eles já lançaram duas músicas anteriormente, mas é “I Needed To Know” que ditará as regras a partir de agora. A banda já está fazendo certo barulho na cena underground britânica e vem do mesmo “grupo” que nos trouxe o Bombay Bicycle Club e mais recentemente o Theme Park, outra aposta pra 2012. Começando com um belo riff de guitarras que duram mais de meio minuto, aos poucos os vocais da música aparecem, alternando entre o grave nos versos serenos à-la The National e um vocal mais limpo e agudo no explosivo refrão, onde o título é repetido incansavelmente regado de uma série de “oh-oh-oh’s” que grudarão na cabeça sem esforço. Com um senso de complexidade e individualidade bem maior do que os 17 anos aparentam, a música nos deixa exatamente com vontade de “conhecê-los melhor”. Só espero que não demore muito para o próximo single…
Se gostou, aproveite e curta o caras no Facebook pra ficar ligado em maiores novidades. Nós certamente estaremos.
A*M*E – City Lights (Feat. Bartoven)

Qual foi a primeira coisa que você pensou quando viu essa avalanche cor-de-rosa aqui de cima? Pop-chiclete? Nicki Minaj? Mais uma daquelas músicas teen detestáveis que irão nos atormentar nas rádio? Bem, com excessão do “Nicki Minaj” e da palavra “detestável”, é bem capaz que você tenha acertado em cheio, e como um pop chiclete de vez em quando não faz mal a ninguém (principalmente numa sexta-feira), apresento agora A*M*E, essa garota de apenas 17 anos que fez (até então) uma das músicas mais grudentas do ano. Pop de qualidade, apesar de bem direto ao ponto.
Seu primeiro single, “City Lights”, produzido pelo jovem e talentoso MNEK (guarde esse nome), é mais uma daquelas músicas sem mensagem nenhuma além da própria diversão da protagonista, nesse caso acompanhando A*M*E e seus amigos por um tour noturno de Tokyo a Los Angeles, com direito a uma batida deliciosa composta por samples vocais do próprio MNEK recortados, picotados, e mesclados a uma batida house-pop, cuja “cereja no bolo” é um contagiante refrão, repleto de palminhas e batidas pulsantes que vão te fazer querer estar lá com eles, festejando com a garota e sua trupe. Adicione ainda um carisma muito maior que essa capa “séria” pode sugerir, uma parte de rap do próprio irmão do produtor (só pra quebrar o gelo de tanta coisa pop num só lugar) e um vídeo simples porém tão colorido quanto sua personalidade que o pacote estará completo, pronto para ser usado em todos os próximos finais de semana do ano.
A*M*E – City Lights (Feat. Bartoven)
A*M*E – City Lights (Feat. Bartoven) (DEMS Remix)
E não vá descartando A*M*E logo de cara, a garota ainda guarda algumas surpresas na manga. “City Lights” não é nem seu primeiro single oficial e se quiser acreditar no que disse, basta ouvir aqui mais três clips de alguns futuros singles da cantora e aguardar ansiosamente pelos seus lançamentos.
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