Jolympix-press-600x400

Johanan é a nova cria a sair do prolífero mercado pop da Escandinávia, preenchendo no caminho todos os requisitos (dentre eles, um contrato com o badalado selo Neon Gold) para se tornar a próxima sensação vinda da Suécia. Entretanto, o requisito primordial chega sob o nome de “Go On (Let It Go)”, um massivo número pop que escancara as pretensões nada humildes do cara, soando como uma tentativa do Sigur Rós em fazer música pras rádios. De início sutil, Johanan logo apresenta seus delicados vocais, que crescem em sintonia com a produção ambiciosa, que, ao final – repleto de violinos, sintetizadores e uma percussão exuberante – beira a catarse, culminando em um épico pop que você não vai conseguir largar.

11169246_680919638707572_7549579486837133455_n

É apertar play em “Loud(y)”, estreia do nova-iorquino Lewis Del Mar, que fica difícil não lembrar do Alt-J. Soando como uma versão mais roqueira e igualmente experimental dos londrinos, Lewis te convida a embarcar na mais pura viagem sonora com uma produção criativa repleta de pausas, guitarras, mudanças de vocais e um grave ameaçador que predomina boa parte da produção. Curta e direta ao ponto, a diversidade sônica de “Loud(y)” representa a afirmação segura de um artista que só pode estar prestes a explodir.

Fenster_by_S_Urzendowsky_small

A vibe do Fenster é a que você está procurando. Isso é porque o som dos alemães baseados em Berlim foge do convencional na melhor forma possível. A banda lançou o debut em 2012, e agora em 2015 vem o terceiro disco, sucessor de The Pink Caves (2014), Emocean, do qual “Memories” é o primeiro single.

O dreampop psicodélico da banda é marcante, os riffs de guitarra difusos prendem o ouvinte a cada detalhe da faixa, enquanto os vocais flutuantes fecham o enredo. O mais legal é que “Memories” também é o cartão de visita para o filme que o Fenster fez, do qual Emocean é a envolvente trilha sonora. Emocean, o filme, vai debutar no festival Pop-Kultur de Berlim dia 26 de agosto. Emocean, o álbum, será lançado dia 4 de setembro. Enquanto isso, você fica viciado na vibe intrigante e psicodélica do Fenster.

tumblr_nsm6anSJKZ1qa7dyho1_1280

Após o lançamento do revigorante EP 1000, o londrino de 22 anos Ben Khan continua sua onda de lançamentos infalíveis com a densa “Blade (Tidal Wave Of Love)”, amostra de que o produtor, ao contrário de algumas de suas maiores inspirações (hmm, Jai Paul), não pensa em parar tão cedo. Aplicando seu estilo característico sobre uma produção eletrônica mas de base orgânica, a mistura de sintetizadores com guitarras funkies o aproximam de um R&B com sensibilidade pop, que, acrescentados ainda a um maremoto de samples e barulhos bem pontuados, culminam em mais um exemplo da genialidade de vanguarda do jovem produtor.

TENDER-Legion-Armour-Indie-Underground-Aaron-McMillan-1070x580-1070x580-Recovered-1070x580

Produção eletrônica minimalista, harmonias vocais com inspiração dos Bee Gees e uma estrutura tão experimental quanto pop poderia ser a perfeita descrição para uma nova música do Jungle, Broken Bells ou até mesmo do Air. Entretanto, estamos falando dos londrinos do TENDER, dupla que inicia os trabalhos com o pé direito na graciosa “Armour”. Economizando no uso de sintetizadores e guitarras, que aparecem de forma pontual, a mistura dos elementos citados aos delicados vocais da dupla consegue dar vida a uma produção cheia de gingado e envolta de mistério, que nem o próprio duo de fato.

maxresdefault-1

Grace Mitchell não é exatamente nova na cena, com alguns singles e um EP lançado ano passado, porém, se for pra definir aquele momento de reviravolta na carreira de alguns artistas – a passagem do desconhecido para o mainstream – para Mitchell, o momento é agora. Apesar de ter ganhado inicialmente comparações que passeavam entre a Lorde e a BANKS, a londrina desafia similaridades com o lançamento de “Jitter”, primeiro single do recém lançado EP Raceday.

Como comentado pelo próprio Zane Lowe, por conter “mais ideias numa canção do que a maioria das cantoras tem em uma carreira”, “Jitter” pode soar confusa e bagunçada a princípio, com glitches e uma batida com toques de grime pavimentando caminho, entretanto, para um refrão ao mesmo tempo açucarado e arrogante, intercalando ainda entre os versos vocais em inglês e francês, cantados e falados. Como dito, a peculiaridade da canção dificulta comparações, mas se a Charli XCX resolvesse se juntar com a galera do PC Music pra fazer seu novo single, talvez não ficasse muito longe disso aqui. De qualquer forma, a estranheza pop e definitivamente calculada do single fascina, e faz de Mitchell mais uma daquelas promessas certamente deliciosas de se acompanhar.

10498611_819023291443902_4314575150038836698_o

O norueguês Kornelius Coucheron-Gautier Teigen, ou, pra facilitar nossa vida, Coucheron, já deu as caras aqui no blog com seus remixes criativos, dançantes e extremamente originais. Sem perder tempo, o produtor conseguiu reunir uma gama de artistas pra dar vida ao seu primeiro EP, Playground, encabeçado pelas brincalhonas “Ruby” e “Chocolate Milk”.

A primeira, “Ruby”, que conta com os vocais da sueca Noonie Bao, é um synth-pop de batidas pulsantes que soa como se a Robyn tivesse regravado o ARTPOP da Lady Gaga. Refrão grudento, produção divertida e até um solo de guitarra compõe sua produção, que demonstra as habilidade do multi-instrumentista. Já “Chocolate Milk”, cantada pela Rye Rye, faz jus ao nome do EP ao trazer uma produção mais brincalhona, futurista e cheia de surpresas, como se tivesse saído do jardim de infância do mundo dos Jetsons. Energético, refrescante e criativo, a gente recomenda fortemente que você também ouça o restante do EP, Playground, lançado no começo do mês.