Archives For June 2010

Depois de lançar Flashover, uma música um tanto quanto diferente para os padrões da banda, e causar decepção nos fãs que esperavam o ressurgimento do new-rave, temos aqui o verdadeiro primeiro e novíssimo single dos Klaxons, do novo álbum Surfing the Void. Chamada de Echoes, a canção carrega ainda o ar violento da antecessora, mas acrescenta aqui uma batida mais dançante e um refrão mais acessível, e sem dúvidas, apesar das mudanças, ainda lembra o Klaxons que tanto amamos.

♫ Klaxons – Echoes

Yael Naim – Toxic (16 Bit Dubstep Remix) (Britney Spears Cover)

Uma das canções pops mais marcantes dos anos 2000 ganha aqui uma roupagem acústica que parece ter saída daquelas caixinhas de bailarina de brinquedo. Enquanto o cover já estava rodando por aí há algum tempo, o remix pelo 16 Bit saiu esse ano, e adiciona um tom ainda mais sombrio ainda à música. O ar de graça pode ter sido tirado um pouco, porém, foi substituído  aqui por uma seleção de barulhos perfeitos para assustar sua irmã caçula na calada da noite.

♫ Yael Naim – Toxic (16 Bit Dubstep Remix) (Britney Spears Cover)

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Pattern Is The Movement – Crazy In Love (Beyoncé Cover)

Se tivesse que escolher uma segunda música pop que mais marcou os anos 2000 com certeza seria Crazy In Love. Prestigiada pela crítica em geral ano passado, onde a música viu o topo de muitas listas de melhores da década, temos aqui também uma versão dark para a música. Os caras do Pattern Is The Movement criam aqui uma melodia densa, cheia de camadas e incluindo até um xilofone, que por incrível que pareça, não tira o tom sombrio do cover. Asissta também ao belíssimo cover do Antony & The Johnson para a música (clique aqui para assistir).

♫ Pattern Is The Movement – Crazy In Love (Beyoncé Cover)

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Sam Billen – To Kingdom Come (Passion Pit Cover)

Sam Billen chegou até a mim através desse belíssimo cover do Passion Pit, que na verdade vem fazendo cover de muita gente por aí. Embora os sintetizadores e barulhos eletrônicos da música tenham ido embora, todos os barulinhos da original foram recriados aqui com instrumentos orgânicos. Pense em um versão da música tocada por aquelas bandas de rua, onde cada um tem um instrumento diferente e tenta cantar ao mesmo tempo que você vai entender do que estou falando. No fim, o que ficou na verdade, foi o ar de felicidade da música, e um resquício do vocal original, e por isso o cover não deve soar estranho a muitos.

♫ Sam Billen – To Kingdom Come (Passion Pit Cover)

Meio mundo parou no início do mês, quando vazou uma cópia de baixíssima qualidade do esperado CD de M.I.A, o /\/\ /\ Y /\. Até então, nada mais se ouviu sobre o disco, eu inclusive ouvi apenas uma vez e estou esperando em maior qualidade, mas o mais engraçado foi ver alguns amigos blogueiros repreendidos pela própria gravadora por postar resenhas (não tão positivas) do álbum. A justificativa?

“Tire a conclusão final quando ouví-lo em uma qualidade melhor”

Certos ou não, uma das faixas de maior destaque, Teqkilla, acaba de sair na rede como o próximo single, e na maior qualidade possível. Cheia de bleeps, sons estridentes e uma M.I.A voraz, a música é uma homenagem bem divertida à todas as bebidas alcoólicas do mundo, passando por Smirnoff, Captain Morgan, Malibu, Johnnie Walker, e é claro, Teqkilla. No final da música, quando sua cabeça já estiver girando, tudo o que vai querer é tomar mais uma dose dela. A parte mais genial da canção? “She’s just a hooker / I put on a chilla / But I want TO Quilla”!

♫ M.I.A. – Teqkilla

Sim, você já deve estar cansado de Marina & The Diamonds, e sim, principalmente de I Am Not A Robot. Péssimas notícias então. Ao apertar o play nessa canção de Hoodie Allen, duas coisas serão evidentes. A primeira é a voz de ratinho que Marina ganha aqui. A segunda, entretanto, é a mais óbvia: Hoodie Allen vem bebendo da mesma fonte que os amigos Theophilus London, e principalmente, Chiddy Bang. Desde o grito, “It’s Hoodie Allen!” (…“It’s Chiddy Bang!”), até o sample no refrão, as semelhanças são inegáveis. Porém, temos uma reviravolta bem interessante aqui. Enquanto Chiddy está preocupado em vasculhar a blogosfera atrás do próximo hit pra incluir em sua mixtape, Hoddie decidiu focar em apenas um artista, e sim, a escolhida foi a Marina & The Diamonds. O novo EP do cara, com somente músicas da cantora, The Diamond Cuts, ainda não tem previsão de sair, mas já estou me preparando para me apaixonar novamente por Marina e seu robô.

♫ Hoodie Allen – You Are Not A Robot (Feat. Marina & The Diamonds)

Vamos lá. Estou de olho nesse cover feito pela Shakira desde que saiu a notícia de que ela, para alguns, teria a audácia de fazê-lo. A música em questão é Islands, do The XX, uma das bandas mais legais do ano passado e um tesouro indie bem guardado do mainstream. O lance em questão é que, embora Islands seja uma canção bem ensolarada para a banda, se você já viu o the XX sabe que o pessoal é bem conhecido por suas roupas pretas e performances estáticas, e por outra lado, Shakira é conhecida pelo exato contrário. Mas dessa vez, tenho que concordar com a cantora de Waka Waka. Islands, ou Explore como ela quis chamar, coube perfeitamente na voz de Shakira, que adiciona uma produção mais animada à música, que pediu pra isso desde que ouvi pela primeira vez. Sem desmerecer o The XX, Shakira acertou com esta aqui.

♫ Shakira – Explore (The XX Cover)

OBS.: A música por enquanto está gravada ao vivo, mas a qualidade está ótima. Para ver a performance do cover, durante o Glastonbury deste ano, e o incrível vídeo de Islands do the XX, basta clicar aqui.

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Glam-rockers of Montreal acabam de lançar o novo single, que fará parte do álbum False Priest, de nome bem provocativo. O álbum contará com a participação das favoritas Janelle Monaé e Solange Knowles, a irmã hipster de Beyoncé. Sobre a música, tenho que dizer que ela é típica-of-Montreal. Com um baixo guiando a música e uma bateria galopante no refrão, a canção carrega toda uma vibe espanhola, para no final, terminar com um instrumental que decreta de vez a influência da música, que poderia muito bem fazer parte de um filme dark-fodão do Zorro no futuro. Mais uma vez, a banda mostra que é capaz de manter o próprio estilo e ainda assim flertar com outras influências. Vamos ver no que essas colaborações vão dar, e enquanto isso, vai curtindo Coquet Coquette.

♫ of Montreal – Coquet Coquette

Uma das bandas mais queridas do ano passado lança nesse mês a re-edição do debut “Manners”, sucesso de 2009. A capa mudou (você vê logo acima) e na minha opinião ficou mais condizente com o clima alegre do álbum. A maior novidade, entretanto, fica com a inclusão de uma música bem querida pela banda, Dreams, sucesso dos anos 90 do Cranberries, que já vem sendo tocada constantemente ao vivo. Como até mesmo nas faixas mais lentas da banda, temos os sintetizadores dominando, e os caras, como de constume, comandando. É uma bela faixa para terminar o álbum de um jeito mais calmo (a antiga, Seaweed Song, ainda me deixa com o coração na mão!), e com certeza vale sua inclusão. Se veio de outro planeta e ainda não conhece a banda, trate já de ouvir o disco.

♫ Passion Pit – Dreams