Archives For December 2010

Quero agradecer neste post a todos os nossos visitantes, leitores, colaboradores e amigos que fizeram o Oh My Rock crescer cada vez mais nesse ano de 2010. Venho tentando fazer um blog pra mim desde o ano passado, porém foi nesse ano, em Abril, que vi que iria seguir com o site pra valer. E que bom que fiz! Não ganho nada com esse blog, mas garanto que cada download baixado, comentário deixado ou link retuitado conta bastante para que o blog siga em frente.

Então obrigado a você, que nos ajudou, que leu o blog, e espero que possamos contar com a sua presença em 2011, que está logo alí! Que venha mais um ano repleto de boa música, e que o blog cresça cada vez mais, assim como todos os nossos parceiros e blogs amigos!

Preparei uma playlist especial para o fim do ano, com canções nem agitadas nem leves, o ideal para quem vai passar com os amigos em alguma festa! São canções que têm um ritmo “feel good”, alegres, que pra mim, representam bem esse clima de fim de ano. Espero que curtam!

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♫ [D/L] Mixtape: Feliz 2011!

01 Robyn - Stars 4-Ever
02 Kylie Minogue - Put Your Hands Up (If You Feel Love)
03 The Knocks - Dancing With The Dj
04 Sky Ferreira - One (WAWA Remix)
05 Miami Horror - Sometimes
06 Cut Copy - Feel The Love
07 The Black Eyed Peas - The Best One Yet (The Boy)
08 Alex Gaudino - I'm In Love (Radio Edit)
09 Calvin Harris - Flashback
10 Daft Punk - One More Time

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Estarei fora na primeira metade de Janeiro, mas surpresa, o blog não vai parar! Preparei um post exclusivo por dia, que entrará automaticamente, e deve aparecer no Twitter na mesma hora, então façam o favor de retuitar e espalhar o post, visto que não estarei aqui pra fazer isso! Curtem as férias, o fim de ano, e fiquem de olho nos lançamentos de Janeiro, que prometem muito! Feliz 2011 a todos, e boas festas!

Saudações,

LUIS

Friday Mixes de volta na última edição do ano!! Dessa vez misturamos alguns remixes novos com alguns velhos, de 2009-começo de 2010, mas mesmo se já conhecer alguns, recomendo ouvir todos na sequência!

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CocknBullKid – Hold On To Your Misery (Dreamtrak Diamond Sound Remix)

Falei da CocknBullKid a um tempinho atrás, mas acabei ignorando a cantora mais tarde depois de ouvir um novo single por aí que não me desceu muito bem. Para eu ouvir esse remix aqui me custou um pouco, principalmente por ser um remix de uma faixa ainda não lançada. Mas ouvi, e adorei de primeira, restaurando minha fé novamente na cantora. A música pode ter um ar feliz no começo, e chega até com um ar de Madonna anos 80, mas depois dos 2 minutos, quando o refrão entra pra  valer (é um coral de crianças cantando o título em coro), a faixa revela sua verdadeira identidade, e se a versão original tiver a mesma estrutura, não brinco quando falo que esse pode ser um dos maiores hits da pista indie de 2011. Ouça o melhor remix da semana, aqui.

CocknBullKid – Hold On To Your Misery (Dreamtrak Diamond Sound Remix)

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Ciara – Ride (So Shifty Remix)

Ciara, a rainha do crunk’n’b, teve um álbum novo lançado esse ano, e enquanto ele pode ter sido o maior fracasso que a cantora já fez, esse novo single “Ride”, que fala nada mais nada menos de como a cantora “cavalga” direito na cama, é exatamente tudo o que gosto nela: batidas fortes, refrões grudentos e um climinha todo sexy. O remix, entretanto, joga as coisas pro alto um pouco, e transforma a música em mais um batidão pra cantora, e merecia assim ter sido, na minha opinião, a versão original da faixa.

Ciara – Ride (So Shifty Remix)

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Britney Spears – Circus (Diplo Circus Remix)

Britney está voltando semana que vem já (tomara!) com um novo single, e quem sabe, com mais um hit em mãos. Enquanto Circus, o disco, e principalmente a música, não são os melhores exemplos do que Britney sabe fazer melhor, esse remix do Diplo certamente esquenta as coisas um pouco mais do que a versão original, acrescentado batidas tribais e até um certo quê de funk, transformando esse circo americano num circo com um tempero até brasileiro, lembrando alguns hits da M.I.A.

*O SoundCloud detecta qualquer faixa da Britney e não deixa você subir com a faixa, então ouça a faixa aqui em baixo, e não se esqueça de colocar pra tocar na sua playlist também!

Britney Spears – Circus (Diplo Circus Remix)

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Robyn – Dancehall Queen (Feat. Name Brand Remix)

Por falar em Diplo, “Dancehall Queen”, uma das músicas da Robyn produzidas pelo cara, ganha aqui um remix feito pela própria equipe Mad Decent, com batidas dubstep e até um featuring extra, do novato Name Brand, outro assinado pelo selo. O remix não muda muito da versão original, mas consegue ser no mínimo tão divertida quanto, e a participação do cara, apesar de curta, dá um fôlego extra à música.

Robyn – Dancehall Queen (Feat. Name Brand Remix)

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Peter, Bjorn & John – It Don’t Move Me (Miike Snow Remix)

Seguindo a mesma linha do último remix do Miike Snow que postei aqui, para “The Kids Don’t Stand A Chance” do Vampire Weekend, a banda transforma a melhor música do último disco do Peter, Bjorn & John, que infelizmente passou despercebido por muitos, numa canção cheia de sintetizadores e batidas que, assim como os outros remixes da banda, poderiam ter saído direto do debut dos caras.

Peter, Bjorn & John – It Don’t Move Me (Miike Snow Remix)

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Polarsets – Leave Argentina (Thomas Sagstad & Mike Hawkins Remix)

Como se a versão original da música não fosse já agitada o suficiente para causar baderna nas pistas indies, o brilhante single “Leave Argentina” do Polarsets, que conquistou bastante gente aqui no blog, ganha o tratamento merecido aqui, nesse remix que está incluso no CD físico do single. Mas enquanto seus primeiros podem ser tudo o que se esperar de um remix digno da faixa, os últimos são compostos por batidas não muito emocionantes, mas que não chegam a incomodar, sem contar que não é nenhum problema que uma edição não resolva!

Polarsets – Leave Argentina (Thomas Sagstad & Mike Hawkins Remix)

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Mr. Little Jeans – Rescue Song (The Naked & Famous Remix)

Apresentei essa cantora e sua doce canção no começo do mês, e agora, no final de Dezembro, surgiu esse remix do hypados The Naked & Famous, que adicionam guitarras e sintetizadores, capazes de recriar a música por completo, chegando a lembrar um pouco o hit “Young Blood” dos caras, que também comentamos na metade do ano. Enquanto confesso que não sou o maior fã do debut dos caras, esse remix aqui conseguiu deixar a música de Mr. Little Jeans ainda melhor, mantendo as boas qualidades da versão original.

Mr. Little Jeans – Rescue Song (The Naked & Famous Remix)

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Phoenix – 1901 (What Kind Of Breeze Do You Blow? E-Mix)

Com um nome tão diferente quanto esse, tem como não ouvir esse remix do Phoenix e seu single megatocado “1901”? Talvez o remix mais diferente e inusitado que ouvi da faixa, a minha primeira reação foi querer parar a faixa logo nos primeiros segundos, mas depois que se acostumar com a abordagem diferente do remix, todas as boas memórias dessa música vêm a mente, e fica difícil não curtir. Com novas linhas de guitarras e sintetizadores, como disse, se curte um remix diferente que foge um pouco da linha original, esse será o melhor remix do Phoenix que irá ouvir.

Phoenix – 1901 (What Kind Of Breeze Do You Blow? E-Mix)

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[D/L] Friday Mixes XI

Friday Mixes XI by ohmyrock2

Talvez você se lembre do Clock Opera e do seu magnífico remix pra “I Am Not A Robot”, da Marina & The Diamonds (se não ouviu, perdeu um dos melhores do ano), mas sinceramente, nada pode te preparar para esse novo single, agora da própria banda, com vocais e tudo.  “Once And For All” foi incluso no disco da Kitsuné desse ano, e é exatamente o que se esperar se o  Brandon Flowers do The Killers resolvesse se juntar ao Passion Pit, pegando os sintetizadores brilhantes desse último mas mantendo todo aquele ar de grandiosidade de suas melhores músicas. Com um refrão poderoso e quase cinematográfico, o vocal de Guy Conelly é quase tão inspirante quanto a própria canção, que chega a lembrar uma “All These Things That I’ve Done” mais eletrônica, e serve como uma luva para completar a majestia da faixa. É ouvir para crer, e torcer para que o álbum saia logo.

Clock Opera – Once And For All

Depois de lançar os excelentes singles “Zombie” e “Mirrors”, Natalia Kills está um tanto indecisa com qual será o próximo do seu disco Perfectionist, que sai em Março. A cantora está entre “Wonderland” e esta aqui, “Love Is A Suicide”, que foi vazada recentemente. Se as comparações com a Gaga eram um tanto quanto óbvias antes, espere até ouvir essa nova música, que conta com a produção de Fernando Garibay (de “Alejandro”), que as semelhanças ficarão ainda mais evidentes. Com sintetizadores, batidas fortes e um refrão repetitivo típico da cena pop atual, enquanto a música não é nenhuma “PokerFace”, ela sem dúvidas ajudará mais na carreira de Natalia se lançada como segundo single, embora eu ainda prefira a menos comercial “Wonderland” e sua letra cheia de referências à Disney.

Natalia Kills – Love Is A Suicide

E aí, qual curtiu mais? Na verdade, Natalia quer é ver números, e a música mais baixada no iTunes durante a primeira semana do álbum vira o single, de acordo com a cantora. De qualquer forma, espero que a cantora receba o sucesso que mereça, e que ela eventualmente relance “Zombie”, que foi pra mim uma das melhores músicas pop de 2010.

Jai Paul – BTSTU

Luis Felipe —  28/12/2010 — 1 Comment

Se Janelle Monae levou o R’n’B às suas origens em 2010, podemos esperar o exato contrário do Jai Paul, para 2011. As vezes basta uma única audição para percerbermos quando o artista está levando o seu gênero a um novo patamar, e é bem isso que senti ao ouvir a incrível “BTSTU”, primeiro e único single do cara que promete ser a próxima sensação indie-pop. Começando a faixa com um “don’t fuck with me” em falsetto e continuando com um “that shit was the love of my life”, o que parece uma faixa extraída direto do FutureSex/LoveSounds do Justin se transforma numa verdadeira festa soul do futuro, com saxofones, lasers de videogame, batidas dubstep e algumas harmonias vocais bem estranhas de fundo, mas que se encaixam perfeitamente com a bizarrice da faixa. É tudo o que o RnB deve (ou deveria) soar nessa nova década: futurístico, electro e sexy – mas sem perder a essência.

Jai Paul – BTSTU

Para completar, o cara, que só liberou essa música ainda, já foi assinado mesmo assim pela seleta XL Records, a mesma do Vampire Weekend e do The XX, e a única notícia que temos do cara é que ele está finalizando seu álbum, e que ele sai com certeza em 2011. Outra coisa legal é esse ensaio com os dançarinos para seu clipe, que se depender dessa coreografia deve ficar animal.

Aqui está o primeiro vídeo do novo disco do Gorillaz, o The Fall. Depois de nos pegar de surpresa ao anunciar um novo disco sem mais nem menos que vai ser distribído de graça no Natal, o líder Damon Albarn ainda frisou que o novo trabalho foi feito inteiramente em um iPad e seus mil e um aplicativos. O primeiro gostinho do resultado você pode sentir agora, com a faixa “Phoner To Arizona”. Agora depois da pop e viciante “Doncamatic”, não espere algo do tipo. A faixa brinca com sons experimentais e distorções vocais, criando um clima extremamente “trippy”, auxiliada apenas pelo seu vídeo. Se as outras músicas do disco seguirão a mesma linha, não posso deixar de dizer que ficarei um tanto quanto decepcionado, mas ao se tratar do Gorillaz, o melhor que temos a fazer é esperar para julgar a obra por completo – é claro, não se esquecendo que é tudo de graça, um presente de Natal aos fãs. Aguardem dia 25, o The Fall, por toda a internet.

Gorillaz – Phoner To Arizona

Acho que fui um dos únicos blogueiros que não deu muita atenção ao James Blake, simplesmente por não ter achado muita graça no cara. Ele, que lançou três aclamadíssimos EPs em 2010, apareceu em várias listas de melhores de 2010 e foi chamado de “visionário” pelo Pitchfork, lançou esse ano como primeiro single um cover da Feist (de “Limit To Your Love”), e tinha o lançamento do seu disco para 04 de Fevereiro.

Para seu azar, entretanto, as 11 mp3s do James Blake cairam na rede ontem, e mesmo torcendo o braço, dei uma chance ao disco. 40 minutos depois eu declarei derrota. James, que faz um som minimalista e tem apenas 22 anos, até então vinha fazendo músicas baseadas nas batidas, sem vocais, ou quando tinha vocais, eram recortados e manipulados. No debut, todas as 11 faixas são cantadas por ele, mas sua voz na verdade é um mero complemento das suas batidas. Tome por exemplo “Wilhelms Scream”. O cara usa uma letra repetida várias vezes durante a faixa, que dão espaço para o crescimento do tom e da atmosfera comovente da música. Sua voz é apenas mais um mero instrumento aqui, mas que mesmo assim, em conjunto com suas delicadas batidas dubstep, formam algo único e original, como poucas coisas vistas ultimamente. Eis aqui o primeiro grande álbum de 2011.

James Blake – Wilhelms Scream