Archives For March 2011

Bastou a Cocknbullkid twittar que o novíssimo single dessas duas garotas tinha sido escrito por ela, que já fui logo procurar saber de quem se tratava. E para a minha surpresa, o Oh My! é um novíssimo duo que até agora só tem essa música mesmo, mas que é o suficiente para nos deixar curiosos. Assinadas pelo selo que tem uma quedinha por electropop, o 679, casa de garotas como Marina & The Diamonds, Little Boots e mais recentemente Spark, as meninas chegam aqui com “Run This Town”, um pop ridiculamente simples mas viciante da mesma forma. Ao contrário das outras artistas do selo entretanto, o Oh My!, pelo menos nessa música, apresenta uma pegada rocker que combina bem com a atitude “rebelde” das moças, que literalmente gritam no refrão que “mandam na cidade”. Tudo bem que pelas batidas pop da faixa, elas acabam se complicando pela rebeldia exagerada, mas fica difícil não sucumbir ao apelo da faixa quando suas vozes encantadores misturadas ao tal simples-porém-efetivo refrão chegarem aos seus ouvidos. Talvez seja apenas um pop bobo que acabou me conquistando, mas pelo menos é um pop bobo de qualidade. E tem um papagaio no vídeo delas, tem coisa mais incrível? Baixe a faixa a seguir e veja um teaser do seu futuro vídeo logo a baixo também.

Oh My! – Run This Town

Chegou a hora de você conhecer a sua mais nova obsessão britânica, o The Good Natured. A banda passou despercebida pelo meu radar em Outubro de 2010, quando deixei escapar seu primeiro clipe, mas felizmente retornou essa semana com um contrato em mãos com a Parlaphone Records (Gorillaz, Bat For Lashes, LCD Soundsystem), e um novíssimo single. E que arrependimento. Não de escutá-los, mas sim de não ter postado sobre eles antes. Para começar, conheça Sarah McIntosh, uma londrina de apenas 20 anos que de cara já parece com Romy, a vocalista do The XX. Seu tom sombrio, entretanto, não fica só no visual. Mas ao contrário do minimalismo da última banda, Sarah parece encorporar tudo o que há mais de moderno na música pop atual, adicionando à formula um toque sombrio e gótico, assim como o Nika+Rory, que você certamente conheceu nesse post aqui.

Sobre suas músicas, o primeiro passo para se tornar fã da cantora é “Be My Animal”, a dita cuja que deixei passar ano passado. A faixa, que já fez parte da coletânea da Kitsuné em Julho passado, começa com xilofones à-la La Roux que logo dão espaço para sintetizadores e guitarras, e é claro, um belíssimo refrão que promete te encantar logo de primeira e já preparar o terreno para as faixas que seguem. Embora ela possa soar um tanto quanto alegre, basta olhar para sua letra, onde Sarah implora para que “você a mate agora”, que a história muda completamente. Se tem uma música que pode fazê-la se tornar grande, mesmo no mercado norte-americano, é essa. Se até hoje “Dog Days Are Over” é novidade pra muita gente, quem sabe “Be My Animal” não vire o próximo grande hit exportado de 2012? Ouça e se familiarize logo com a cantora aqui em baixo.

The Good Natured – Be My Animal

E se a entrada foi muito curta e fácil de digerir pra você, seja bem vindo agora ao prato principal. O novíssimo single a sair da cantora, “Wolves”, foi produzido pelo Patrik Berger (de “Dancing On My Own”, da Robyn), e traz consigo um ar mais gótico e menos alegre que o single inicial. Com um começo que lembra uma mistura de Crystal Castles e Ladyhawke, a faixa logo se transforma em um pop feroz, que certamente vai acelerar seu batimento. Com uma letra sombria, a cantora conta se vê dançando ao redor de fogueiras e uivando para a lua, sobre um refrão ridiculamente viciante onde ela implora que os “lobos a levem de volta para casa”. Ouça logo abaixo:

The Good Natured – Wolves

As duas músicas fazem parte do EP recém lançado da cantora, o Be My Animal EP, que já saiu com o selo da Parlaphone Records. Resta agora aguardar um álbum oficial e conter a ansiedade.

Pegue as suas polainas e sua fita cassete de Dirty Dancing, que os anos 80 voltaram! Tyson, o produtor londrino que está recebendo o apoio de nomes como Justice, Boys Noize e A-Trak, chega aqui sem muita informação, mas com uma faixa matadora que vai virar a sua nova música favorita do final de semana. Embora para mim tenha soado repetitiva e clichê demais no início, a faixa acabou ganhando os meus ouvidos graças a um refrão viciante e o vocal extremamente peculiar do cara, que horas chega a soar como uma versão adolescente do Cee-Lo Green. Junte ainda os sintetizadores do Chromeo à mistura, só que mais retrôs, que o pacote estará completo. Pop, dance ou simplesmente um pedaço maravilhoso da nostálgica era disco dos anos 80, você pode até ser perdoado ao pensar que a música é apenas um relançamento daquela época, mas basta dar algumas chances à ela que seu próprio brilho aparecerá em instantes.

Tyson – Ran For Love

Com o anúncio oficial do seu primeiro disco previsto para o dia 23 de Maio, Anita Blay, mais conhecida como Cockbullkid, está de volta com um novo single e um novo vídeo. Já tive a oportunidade de ouvir metade do disco, e assim como “Yellow”, uma outra favorita e quem sabe futuro single, “Asthma Attack” chama atenção logo de cara. Com uma daquelas melodias que conseguem alegrar seu dia no mesmo instante, a faixa consegue ser mais serena do que seu último single, “Hold On To Your Misery”, e conta com uma bela combinação de versos e refrões, cantados de uma forma belíssima pela cantora, que aliás nos apresenta com seus melhores vocais até então. Mas embora possua uma melodia ensolarada, seu vídeo, repleto de danças e movimentos, foi gravado inteiramente à noite, e como a própria disse, tem a intenção de mostar os diversos personagens que habitam a cidade de Londres de hoje. Se apaixone pela música e assista ao seu belo vídeo logo abaixo.

Cocknbullkid – Asthma Attack

Se ainda não conhecia a Cocknbullkid, dá um pulinho aqui para acompanhar toda a cobertura que fizemos dela até então, que felizmente vai culminar no lançamento do seu disco, o Adulthood, que como disse sai no dia 23 de Maio.

Quando você der o nome à sua banda baseada num dinossauro de um desenho da Nickelodeon, os Rugrats – Os Anjinhos, e ainda chamar seu primeiro single de “Houseboat Babies”, você ganhou minha atenção. Se você ainda resolver chamar o produtor do Animal Collective para produzí-la (Ben Allen, do Merriweather Post Pavillion), é bem provável que você me faça ouvir a música pelo menos 20 vezes antes de dizer que não gostei. Mas isso não é necessário, já que não precisei ouvir essa música nem duas vezes para declará-la como uma das melhores coisas do ano até então. Se você ainda não percebeu, “Houseboat Babies” é um triunfo, e de um modo peculiar, a referência aos Anjinhos não está alí a toa. Se o  jogo de pergunta e resposta no primeiro refrão não te conquistar, com o vocalista perguntando “Can you feel it?” e uma garotada respondendo aos gritos “YES I CAN FEEL IT”, espere até o último minuto da música, onde os caras transformam essa brilhante parte de alguns segundos num verdadeiro epic-finale, com mais pelo menos dois refrões que entram na mistura.  E eu já disse que a música é dançante, tem riffs de guitarra no meio, sintetizadores bem posicionados e uma letra com pelo menos dez quotes preparados para encher sua timeline? Ouça a música logo abaixo e me diga se o hype é a toa.

Reptar – Houseboat Babies

A música faz parte do EP People Are Cool Y’all, todo produzido pelo Ben Allen.

Hoje finalmente sai o novo álbum da Britney Spears nos Estados Unidos, e se você não está nem aí pro disco, e ignorou a enxurrada de tweets sobre o álbum há duas semanas atrás, deixe eu tentar explicar o hype visto por outros olhos. A melhor maneira para isso é apresentar a vocês “How I Roll”. Posicionada no disco ao meio de canção agitadas, eletrônicas e na maioria queridas pelos fãs, está essa estranha música produzida pelo Bloodshy & Avant, que faz muito mais do que seus 3 minutos e meio podem supor.  Dito isso, fica fácil entender por quê a música foi criticada pelos fãs como uma canção “sem sentido” e “sem estrutura”. Realmente, sua estrutura não é nada convencional, mas acho que, para mim, isso a torna ainda mais atraente. Com um começo suave e uma melodia que vai se desdobrando aos poucos, a música brinca com o vocal de Britney a toda hora, que passa do angelical ao robótico em segundos, numa música que parece ser bonitinha até você parar para ouvir sua mensagem nada puritana (e até mesmo dois palavrões disfarçados que vão te pegar de surpresa). Com um segundo refrão maravilhoso que aparece do nada na segunda metade; um break inacreditável com samples dos gemidos da cantora sobre batidas que parecem garrafas de Coca-Cola explodindo; e diversas partes brilhantes e pegajosas (“bum ba da dee dum bum bum” e “shimmy ya shimmy yo shimmy yay” pra dizer algumas), a música parece aquela típica canção estranha gravada por uma cantora indie que odeia o mainstream. E é por isso que o fato de Britney ter gravado deixa tudo mais interessante.

Como disse, ao meio de tantos possíveis hits, essa pequena faixa prova ser um passo à frente para o pop, e é exatamente o que eu esparava ouvir da cantora em 2011, mesmo que esteja destinada ao esquecimento. Um pop futurístico, inovador e bizarro, que te faz lamentar que as outras popstars não tenham coragem de gravar isso ainda. Mas tem uma explicação. Com mais de dez anos de carreira e 7 discos nas costas, Britney não precisa provar mais nada a ninguém, e focada apenas em seus discos, ela grava exatamente o que quiser. Ela pode até não escrever suas faixas, dublar nos shows e não dar a mínima para o showbusiness mais, mas quem liga pra isso com canções tão brilhantes como essa em mãos? Eu não ligo, e como o Femme Fatale prova, nem ela.

Britney Spears – How I Roll

Escutar música é uma das coisas que mais faço em meu tempo livre, que convenhamos, é apertado. Mas quando é pra ouvir, melhor ouvir direito, ainda mais se tratando do Justice e seu mega-aguardado single, “Civilization”. Todo mundo que já ouviu o Cross sabe o que esperar da produção do duo-francês, e sinceramente acho um pecado ouvir ou julgar a música pela qualidade de rádio que saiu ontem. Se você foi um dos que não gostou, não se preocupe, pegue seus melhores fones, aperte o play aqui em baixo e se prepare para mudar de opinião. Tudo bem que se você esperava um hit à-la “D.A.N.C.E.” pode ser difícil, mas se esperava algo no mesmo nível que as OUTRAS canções do excelente disco, fique tranquilo que a qualidade não caiu. Com um vocal masculino  inédito dando as caras, a música têm letras, refrão e tudo mais, não ficando só nas batidas. Mas mesmo que ficasse, “Civilization” ainda mereceria mérito. Mais agressivas e cheia de detalhes só percebidas numa versão em alta qualidade, a música soa como um híbrido das violentas batidas de “Stress” com a melodia suave e dançante de “DVNO”. Depois de fakes, previews e até propagandas com a música, com um primeiro gostinho bom desse jeito, finalmente posso esperar tranquilo o próximo álbum do Justice. E que saia em qualidade boa, de preferência.

Justice – Civilization

Justice – Civilization (Q.G. Official Remix)