1º ANO DO OH MY ROCK: Os 10 Posts Mais Injustiçados

Luis Felipe —  23/03/2011 — 9 Comments

E é com muita alegria que comemoro um ano do Oh My Rock! Pra falar verdade, o aniversário é amanhã, quando vou entrar com um post de agradecimentos, mas hoje venho com um tópico igualmente especial. Por se tratar de música indie, em sua grande maioria, nada mais do que normal termos alguns posts extremamente injustiçados, seja pela críticia especializada, pelo público em geral ou até mesmo pelos leitores do blog. Foi pensando nisso que resolvi desenterrar 10 dos meus posts favoritos que sinto que foram mais injustiçados, daqueles que só nós falamos quando sai uma música nova,  que você não viu em lugar nenhum mais, que deixou passar batido e que até mesmo seu vizinho indie-xiita não sabe quem é – mas que vai te fazer se perguntar como conseguiu ficar sem ouví-los até hoje. Concorda ou discorda da lista? Acha que “injustiçei” alguém? Deixe um comentário aqui em baixo, e não se esqueça de entrar amanhã e na sexta para duas surpresas bem legais que estou preparando também. E é claro, parabéns ao blog!

Cliquei aqui para conhecer a lista!

 

10. Matthew Dear – Slowdance

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Começando como DJ em festas de faculdade e fazendo as amizades e os movimentos certos, o cara já fez remixes pra nomes de peso como Hot Chip, The XX e Charlotte Gainsbourg. Mas ao contrário de um disco cheio de músicas para beber e chacoalhar em qualquer pista de dança, vá esperando um eletrônico mais calmo, com letras inspiradas e uma voz bem soturna, mas nem por isso menos empolgante. “Slowdance”, uma das melhores do álbum, lembra um pouco as faixas mais calmas do TV On The Radio, mas é somente uma das facetas do disco, que passa de um groove-minimal-sexy-pra-caralho a um finale inteiro com pianos, tamanho é a profundidade de sua música, que te faz sentir cada uma das sombras que você encontra em uma noitada regada a descontrole e excessos.

Matthew Dear – Slowdance

 

09. The Limousines – Internet Killed The Video Star

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Os The Limousines fazem um electro-rock suave, com muitos refrões e um toque de gênio que falta em muita banda por aí. Por exemplo “Internet Killed The Video Star”, o maior destaque do disco, é basicamente uma crítica à nossa geração, que trocou guitarras por samples, drum machines e disco balls. Mas enquanto isso poderia ser a letra de uma banda de rock pesado revoltada com a música do século XXI, na voz dos The Limousines tudo fica mais suave e menos agressivo do que parece, despistando até mesmo os ouvintes mais atenciosos com, adivinhem, refrões grudentos, samples e drum machines. Basicamente soa como aquele seu amigo chato pra caramba, que diz que odeia suas bandas “modernas” mas acaba cantando Passion Pit bêbado na balada. Mas todos nós amamos ele, certo?

The Limousines – Internet Killed The Video Star

 

08. Stepdad – My Leather, My Fur, My Nails

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Com excelentes harmonias, refrões enormes e sintetizadores explosivos, chega o Stepdad, um duo americano que faz synth-pop na mesma linha das mais felizes do Passion Pit. Já dá pra sacar isso só de ouvir “My Leather, My Fur, My Nails”. A música tem tantas ideias boas em seus divertidos 4 minutos, que fica até difícil acompanhar tudo de primeira, mas com um refrão que vai ficar horas na sua cabeça, não será nenhum castigo retornar aqui pra tentar entender de verdade tudo o que está passando. Pra completar o pacote, o vídeo é como uma dose de LSD injetada diretamente no seu cérebro, e me fez sentir como numa montanha-russa da Disney: eu estava na minha primeira volta, mas sabia que mal podia esperar para repetir a próxima.

Stepdad – My Leather, My Fur, My Nails

 

07. 1,2,3 – Confetti

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1,2,3 e seu single “Confetti” estão no meu iPod desde Novembro de 2009, e desde então não sairam da minha cabeça. Com seu indie rock vintage e uma melancolia tipicamente indie, a banda junta guitarras, bateria e formam um som mais cru, mas igualmente grudento. A música lembra um pouco as grandes baladas do The Black Parade, o segundo disco do My Chemical Romance, e é pedida certa se nomes como Free Energy, Weezer e Freelance Whales te trazem boas lembraças. O álbum está para ser lançado em breve, inclusive já postei o excelente primeiro single “Riding Coach” aqui, então corre e não deixe essa banda passar em branco.

1,2,3 – Confetti

 

06. Jai Paul – BTSTU

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As vezes basta uma única audição para percerbermos quando o artista está levando o seu gênero a um novo patamar, e é bem isso que senti ao ouvir a incrível “BTSTU”, primeiro e único single do cara que promete ser a próxima sensação indie-pop., que soa como uma faixa extraída direto do FutureSex/LoveSounds do Justin, versão 2015. Começando a faixa com um “don’t fuck with me” em falsetto e continuando com um “that shit was the love of my life”, a música se transforma numa verdadeira festa soul do futuro, com saxofones, lasers de videogame, batidas dubstep e algumas harmonias vocais bem estranhas de fundo, mas que se encaixam perfeitamente com a bizarrice da faixa. É tudo o que o RnB deve (ou deveria) soar nessa nova década: futurístico, electro e sexy – mas como toda a essência de 50 anos atrás.

Jai Paul – BTSTU

 

05. Steel Train – Bullet

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Quando coloquei o álbum do Steel Train no meu Top 10 do ano passado, muita gente deve ter olhado torto. A banda não recebeu muita atenção dos blog mundiais, nem da imprensa, mas “Bullet”, a primeira faixa do disco, é basicamente tudo o que mais gosto no indie rock atual condensado em 4 minutos de puro prazer. Mostrando a faceta mais Springsteen dos caras, após uns segundos de som ambiente, a música engrena a marcha total em uma canção extremamente envolvente, que você não esquecerá tão cedo. Uma das minhas favoritas do ano passado, ela chegou inclusive a ser regravada pela Scarlett Johansson, mas infelizmente a brincadeira parou por aí. Se ainda não conhece, ouça “Bullet” logo abaixo.

Steel Train – Bullet

 

04. GOBBLE GOBBLE – Lawn Knives

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GOBBLE GOBBLE é um grupo canadense de electro-pop, que como eles mesmo dizem, soam como Vengaboys estourados e cantados por robôs defeituosos durante o apocalispse. Desde a primeira visita ao seu MySpace eu já sabia que essa não era uma banda normal. Bagunçado, doido e completamente sem sentido, eu poderia me deixar ser hipnotizado por horas pelo seus gifs malucos, mas foi apertar o play e descobrir que suas músicas também tinham as mesmas características. Barulhentas, elas usam e abusam da produção e efeitos eletrônicos, deixando os ouvintes a beira de um ataque epiléptico. “Lawn Knives”, o melhor ponto de introdução à banda, tem de loucura o que tem dançante, e é a música mais curta e brilhante que já ouvi desde Sleepyhead do Passion Pit. Atualmente separados em diversos projetos paralelos, ainda aguardo ansiosamente por um CD oficial do grupo.

GOBBLE GOBBLE – Lawn Knives

 

03. Cloudeater – Vampire

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Com uma introdução complicada, que envolvia Jimmy Hendrix e Trent Reznor, a banda pode ter se complicado um pouco, mas tudo é bem facilitado quando ouvir seu EP, com 5 faixas tão diferentes entre si que parecem ter sido feitas por uma banda diferente cada. Um soul-rock que soa moderno e vintage ao mesmo tempo, “Vampire” é a grande cartada dos caras, que com 7 minutos soa como a melhor música que o Maroon 5 está tentando gravar a três discos e não consegue. A música é tão cheia de partes brilhantes que não sei o que é melhor aqui. Seja o vocal que mistura R&B com rock, um refrão que faz jus ao título ou um break de dois minutos em que se repete “vampire”, a faixa só me faz perguntar porquê esses caras não fizeram nenhum sucesso ainda, seja nos blogs ou até mesmo aqui. É sexy, dark, energética – e te deixa sem desculpas para odiá-la. Ouça agora e não deixe esses caras escaparem mais uma vez.

Cloudeater – Vampire

 

02. The Tins – The Green Room

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Eu desisti dos The Tins. Não porquê eles são ruins, mas porquê eu cansei de esperar alguma coisa deles. E eles não estão nem aí. Demoraram cinco anos para lançar um EP, o melhor do ano passado, e não sabem quando lançarão o disco, mas de qualquer forma você esattrá perdendo se não conhecê-los. “The Green Room”, a melhor deles, tem 7 minutos de duração e é uma odisséia indie para não dizer menos, com o protagonista em uma canção de amor nada usual, quando tudo está acabado e perdido. O lamento do personagem, na marca dos 4 minutos, é tão comovente para ele quanto para o ouvinte, onde grita que agora, tudo o que ele quer é acabar com a vida da pessoa que quebrou seu coração. “É um pouco triste, é um pouco triste”, ele canta, de uma forma completamente honesta que te compra no mesmo instante. Com sintetizadores borbulhantes se repetindo a música inteira e uma melodia conduzida pela guitarra, a música te agarra desde o primeiro segundo e te solta apenas no final. Ou bem depois, pra falar a verdade. Provavelmente uma das melhores músicas do ano passado, se tivesse que fazer um Top 10.

The Tins – The Green Room

 

01. Nika+Rory – I’m Not Going Anywhere

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Nika+Rory é o projeto paralelo de Zola Jesus, uma banda de electro-goth que você já ouviu falar aqui. Na verdade, tudo começou quando um dos caras da banda, Rory Kane, resolveu tornar o som mais pop. Conseguiu ainda com que a vocalista principal, Nika Danilova, entrasse no bonde, para formar então a aqui Nika+Rory. Embora as música sejam completamente acessíveis, pop e radiofônicas, não espere ouví-las na rádio um dia. O clima aqui é bem como o de Zola Jesus, gótico, porém mais pop. Bem pop. E com autotune. Daí conheça “I’m Not Going Anywhere”, que com um tom sombrio, um refrão explosivo, batuques e uma dose de originalidade, prova que talvez essa tenha sido a música mais injustiçada desse primeiro ano do blog. O projeto pode estar morto, mas pelo menos gerou mais duas músicas do mesmo estilo, que você pode conferir no post original.

Nika+Rory – I’m Not Going Anywhere


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