Archives For April 2011

Mais um Friday Mixes para agitar sua sexta! A única recomendação que tenho pra hoje, novamente, é que vocês ouçam o set completinho, sem pausas, no player abaixo. Na minha opinião, é o melhor mix contínuo que eu já consegui fazer,  tudo certinho, sem interrupções bruscas, e aposto que você nunca imaginou como uma música dos Klaxons iria transitar para uma da Willow Smith! E corre pra baixar, pois o SoundCloud só deixa as 100 primeiras pessoas fazerem o download! Aperte o play hoje, o replay amanhã e sem enrolações, vamos ao que interessa…

Friday Remixed XIX by OhMyRock

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Adele – Rolling In The Deep (Afrojack Remix)

Esse já o terceiro remix de “Rolling In The Deep” da Adele que aparece aqui no blog, mas é por um bom motivo esse aqui. Não sei se é melhor do que o remix que os The Soundmen fizeram para ela, mas na verdade, esse aqui está mais para mashup. O instrumental é todo de “Replica”, do Afrojack, que já era um mashup por si só, mas que vai crescendo e crescendo até atingir seu ápice no refrão, onde as coisas parecem explodir. Sua batida constrói e se descontrói três vezes, e cada uma delas é de fazer pirar. Ouça sem medo esse remix/mashup, que é a pedida ideal para um final de semana insano.

Adele – Rolling In The Deep (Afrojack Remix)

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Klaxons – Echoes (Designer Drugs Remix)

O que aconteceria se “Echoes”, o primeiro single do segundo disco dos Klaxons, fosse na verdade do primeiro disco? Essa é a pergunta que o Designer Drugs fez, e conseguiu responder com êxito nesse remix, que mistura até mesmo samples de “Atlantis To Interzone” em suas batidas. Se você conhece o primeiro disco, nem preciso dizer que esse remix é agressivo, que vai te fazer  querer cometer atos inapropriados, e que ele é, por natureza, “alto”. Traz lembraças do “new-rave”, tem batidas pesadas, sintetizadores novos e um baixo podre, que juntos formam uma versão que dá um banho na original, e nos fazem perceber mais uma vez o quão superior é o som do primeiro disco da banda.

Klaxons – Echoes (Designer Drugs Remix)

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Willow Smith – 21st Century Girl (Jump Smokers Remix)

Willow Smith começou como motivo de piadas por todos, mas de pouco em pouco ela está desbancando até mesmo as popstars veteranas, provando que brincadeira é coisa de criança. Embora “21st Century Girl”, o segunda single da menina, não tenha o mesmo apelo pop que “Whip My Hair”, o Jump Smokers, experts em melhorar músicas fracas, mantém a terrível letra “sou cantora e sou criança mesmo” da música, mas adiciona todos os retoques necessários para você se preocupar mais com dançar do que qualquer outra coisa. Mais uma vez os caras acertam em cheio, e sobre Willow, dizem que seu próximo single “Rockstar” será o melhor de todos. Enquanto isso, o melhor a fazer é dançar ao som desse aqui.

Willow Smith – 21st Century Girl (Jump Smokers Remix)

 

Cocknbullkid – Asthma Attack (WAWA Club Mix)

Cocknbullkid lançou esse mês o seu último single antes do disco oficial, “Asthma Attack” e se você achou a faixa melosa demais, espere para se surpreender com esse remix. O WaWa já fez uma brilhante versão para “One”, da Sky Ferreira, e aqui eles continuam o bom trabalho, adicionando sintetizadores e batidas electro que dão uma nova cara à essa deliciosa música. O destaque fica para o crescimento no refrão final, que utiliza o mesmo truque do remix anterior, e manda nossa cabeça para o espaço. O legal é que ele vale tanto para as pistas quanto para os fones, e mesmo eu gostando muito da versão original, se tivesse que escolher uma pra ouvir pra sempre, escolheria sem sombra de dúvidas essa aqui.

Cocknbullkid – Asthma Attack (WAWA Club Mix)

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Chris Brown – Yeah 3x (Cold Blank & Alex Dreamz Remix)

A primeira vez que o Chris Brown apareceu aqui no blog, tinha um bom motivo: The Knocks. Dessa vez, o remix não é por ninguém famoso, e o mérito vai para a canção mesmo, que convenhamos, embora tenha um clipe ridículo, é viciante pra caramba. Mas enquanto a original fica só na TV pra mim, esse remix pelo Cold Blank tem tudo que eu gosto, e transporta a música direto pra a minha playlist. Mantendo o que a original tinha de melhor, inclusive o refrão, os caras mexem apenas nos versos, acrescentando batidas e samples de videogames – que diga-se de passagem, é uma das minhas maiores fraquezas em remixes. Mais uma vez, curtam sem preconceitos.

Chris Brown – Yeah 3x (Cold Blank & Alex Dreamz Remix)

 

Beyoncé – Run The World (Girls) (Susan Esthera Remix)

“Run The World”, o novo single da Beyoncé, mal saiu e os remixes já começaram a brotar. E se você não gostou do sample do Major Lazer, vai adorar esse aqui. Primeiro porque Susan Esthera faz um limpeza geral na faixa, eliminando quase por completo o sample de “Pon The Floor” e adicionando seu lugar palminhas, panelas (sim, eu ouvi isso!) e uma suave batida trance, que deixa todo o destaque para os malabarismos vocais de Beyoncé. A faixa ainda continua uma bagunça deliciosa, e enquanto essa ainda não seja a versão ideal para causar uma bagunça idem nas pistas, já é um bom aperitivo do quão superior essa música pode ser sem o bendito sample.

Beyoncé – Run The World (Girls) (Susan Esthera Remix)

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Fergie – Glamorous (Treasure Fingers Remix)

Se no Friday Mixes passado tivemos uma releitura de “Hollaback Girl”, dessa vez temos de “Glamorous”, uma canção mediana da Fergie que aqui mostra seu poder escondido. Com sintetizadores que iriam fazer qualquer banda de synth-pop orgulhosos, batidas mais fortes e até mesmo um solo de guitarra no ápice da música, essa versão não é o batidão que muda totalmente o seu ritmo, mas sim uma releitura muito mais caprichada, bem produzida e atual da música. No final, ela não é só melhor do que a original, mas provavelmente a melhor coisa que já saiu da carreira solo da Fergie.

Fergie – Glamorous (Treasure Fingers Remix)

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Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (RAC Mix)

RAC é um dos melhores DJs atualmente, e eu acho que ninguém duvida mais disso. Seus remixes têm um toque mágico, que não deixam as coisas mais aceleradas, mas sim mais gostosas de se ouvir. A mais nova do cara, um remix para a deliciosa “Something Good Can Work”, do Two Door Cinema Club, deixa tudo mais tranquilo e suave, mantendo a agitação do refrão e ficando até um pouco mais eufórico do que outros remixes do RAC no final. Como de costume, graças aos seus famosos pianos e sintetizadores, para um sábado ou domingo pós balada, não tem coisa melhor para se ouvir.

Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (RAC Mix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes XIX

Friday Mixes XIX by OhMyRock

*Como sempre, o SoundCloud proibindo a gente de postar algumas músicas. Dessa vez, ficaram de fora do player acima a Willow Smith, a Beyoncé e o Two Door Cinema Club, que vocês podem ouvir apertando o botão de “play” abaixo de cada descrição acima, ou até mesmo na nossa setlist completa, sem cortes, logo no início do post.

E acaba de cair na rede o mais novo single do Calvin Harris. O cara, que já declarou ter desistido da vida de cantor, lançou esse ano um single chamado “Awooga”, mas sem vocais. Dessa vez, entretanto, a canção ganha forma na voz de Kelis, que transforma a música em mais um futuro hit para o agora somente DJ. A música tem uma produção que lembra as melhores faixas do I Created Disco, e é tão “verão” quanto uma música eletrônica pode ser. Com samples e sintetizadores retrôs que me lembram os jogos clássicos do Super Mario, embora a música não tenha um refrão poderoso, é recheada de subidas e descidas em suas batidas, o que dispensa qualquer remix por enquanto. Ouça a faixa logo abaixo.

Calvin Harris – Bounce (Feat. Kelis)

[Via]

O Swedish House Mafia é um grupo suiço composto de três DJs: Steve Angello, Axwell e Sebastian Ingrosso. Os caras estão de pouco em pouco dominando o mundo com seu house bombástico, e com hits como “One (Your Name)”, e o mais conhecido “Miami 2 Ibiza”, todos estavam esperando ansiosamente para o próximo passo do trio. Mais recentemente, Steve Angello estreiou essa novíssima faixa em seu set na Austrália, e desde então, vídeos e mais vídeos brotaram do que seria o mais novo sucesso do grupo. Mas não precisamos esperar mais. “Save The World”, o single em questão, acaba de cair na rede, e enquanto muitos andam falando que ele tem os vocais do Miike Snow, quem canta aqui é John Martin, que também faz um trabalho maravilhoso. A música é tão grandiosa quanto o house pode ser hoje em dia, e ao contrário dos outros singles, essa aqui tem um clima mais europeu, com um refrão simples mas viciante, que chega lembrar o Coldplay, mas é claro, se esse fosse produzido por três dos melhores DJs de electro da atualidade.

Enquanto a internet inteira está distribuindo uma versão em baixa qualidade da faixa, agarre a música em alta qualidade logo abaixo, e faça rápido, pois pelo visto os caras não estão gostando muito dos links que andam vendo por aí.

Swedish House Mafia – Save The World (Feat. John Martin)

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Florrie, que conquistou nossos ouvidos com “Give Me Your Love” e lançou um EP homônimo no ano passado, está de volta com um novo mini-disco, ainda não intitulado, que traz como primeiro single a deliciosa “Begging Me”. A música também é produzida pelos mestres do Xenomania, o que garante estilo de sobra à faixa, mas que infelizmente ainda não consegue chegar à altura da nossa favorita. Mas isso não quer dizer que “Begging Me” seja ruim. Mantendo o ar infantil e adorável dos seus outros singles, a música é um pop que deve espantar quem não gosta do estilo, mas aproximar ainda mais fãs para a cantora, principalmente por ser seu primeiro lançamento oficial, o que garantiu seu primeiro clipe até então. Infelizmente, também é a primeira faixa que não é disponibilizada de forma gratuita, então se estiver se sentindo generoso ou quiser apoiá-la, e garanto, ela merece, clique aqui para comprar a faixa no iTunes. Mas quem está com os bolsos vazios, pode baixá-la também no nosso link exclusivo logo abaixo.
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Lembrando que nossa “generosidade” se mantém à música, se gostou realmente do que ouviu, fique de olho no novo EP de Florrie, que irá ser lançado em diversas lojas online no dia 26 de Maio, incluindo o single acima.

Rock com pianos é a mistura certa pra nos fazer levantar da cadeira na hora, e assim como os sumidos do Jukebox The Ghost fizeram no ano passado, é a vez do Saint Motel ditar as próximas regras do jogo. Um teclado borbulhante e vocais pop gaguejados anunciam a música, que já promete ser mais viciante e preparada pra te fazer assoviá-la durante os seus quatro minutos. Riffs de guitarra anunciam o refrão, que na verdade, é aquele esquema “dois em um”. Se achava que a música já tinha teclados demais, o primeiro e grudento refrão vai te mostrar que seu começo não era nada ainda, e com uma melodia descompromissada, vai te fazer desejar estar na praia da capa com um sol queimando. Mas em segundos, as guitarras tomam o centro do palco, que com a ajuda de gritos de piedade, transformam a canção num hit “lota-arenas”, nem que por 15 segundos. Só esse refrão já mostra que a música abraça o indie-pop com força, e de uma forma encantadora e jovial, é um fantástico exemplo do quão irresistível esse gênero pode ser.

Saint Motel – Puzzle Pieces

É muito gratificante ver um artista que você apóia, mesmo só com uma música, finalmente dar passos firmes rumo ao estrelato. Dito isso, conheça “Cameo Lover”, o indomável segundo single de Kimbra, que já mexeu com nossas cabeças ao aparecer em “I Look To You” do Miami Horror e principalmente pelo incrível combo vídeo/single de “Settle Down” no ano passado, seu primeiro single oficial. Enquanto a outra música falava sobre casamento e vida “perfeita”, essa aqui é dedicada à todos os amantes que desejam ter coragem para interromper a cerimônia do próximo. Mas como o anterior, “Cameo Lover” é um pop afiado, repleto de estilos misturados que juntos formam um labirinto de sons e cores, guiado pela voz confidente de Kimbra. Quando você achar que decifrou a música, ela logo surge com alguma novidade para bagunçar a equação. Tome por exemplo o refrão, que diminiu o ritmo da música pela primeira vez que aparece, mas que na segunda agita ainda mais as coisas, para no final, voltar com tudo de uma maneira ainda inédita, chegando a lembrar a Janelle Monáe. Instrumentos modernos e clássicos se alternam a cada momento, onde hora batidas eletrônicas dão espaço à violinos, que dão espaço para sintetizadores, para trimpetes, para um baixo cru, etc.

Se isso soa como uma bagunça pra você, saiba que realmente essa pode não ser sua típica canção pop. Mas acompanhada de um brilhante vídeo, as coisas ficam mais imediatas do que parece. O clipe apresenta uma gama de cores saturadas, coreografias com crianças à-la “Settle Down”, e um grupo de rapazes com os olhos vedados. À medida que Kimbra e suas garotas tocam os tamborins e pedem para eles “abrirem o coração”, os caras vão aos poucos obecendo sua ordem. É uma grande metáfora que embora não seja completamente óbvia, é bastante poderosa quando ouvida com cuidado.

Kimbra – Cameo Lover

E o mais impressionante de tudo? Kimbra ainda não foi assinada por nenhuma gravadora. Mas isso não parece importar para ela, pois “Cameo Lover” é o próximo single do seu álbum Vows, que embora não tenha uma data de lançamento ainda, foi prometido pela cantora para “até o final desse ano”.

Não se sabe muito ainda sobre os The Botaniks, e a única coisa que tenho a respeito deles é um email que me mandaram. Lá, eles se auto-proclamam um “duo mutante vindo de um mundo apocalíptico com um som que une materiais analógicos e digitais”. Bem, a descrição pode ser mirabolante, mas seu primeiro single é bem menos complexo do que aparenta. Mas “Fond of Jane”, o primeiro single, realmente une o soul com elementos modernos e eletrônicos, misturando o antigo com o moderno. De acordo com texto ainda, a música é uma homenagem a um “eterno ícone feminino” (seria ele Jane Fonda?), esbanjando sensualidade em suas letras, cantadas nas vozes de Bernhoft, um cantor de soul que chega a lembrar um Sam Sparro com falsettos tão agudos quanto o do Justin Timberlake. Com versos hipnotizantes e um refrão eletrônico, no fim, parece não ter uma dança certa ainda para a música, mas a vontade de se mexer será bem imediata.

The Botaniks – Fond of Jane (Feat. Bernhoft)

Os caras ainda estão distribuindo algumas demos e instrumentais em seu site, que é bem viajante por sinal, além de um para o Local Natives, então só clicar aqui e conhecer mais sobre a banda.