Archives For July 2011

Quando fiz o primeiro Weekend Mixes eu o descrevi como “uma seção de remixes sem muitas regras”, e é basicamente isso que vamos ver hoje. Alguns remixes que ficaram de fora dos Friday Mixes, outros mais pesados, e outros de canções que ainda não são muito conhecidas – está tudo aqui. Mas como disse no post anterior, qualidade ainda é algo muito prezado por nós, e é isso também o que vamos ouvir hoje. Venha com a cabeça aberta e afunde nos remixes a seguir, escolhidos a dedos por nós! E é claro, bom final de semana!

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Quando achamos que já ouvimos de tudo, sempre aparece música nova. Descritos como algo entre o Cut Copy e o Delphic está Rüfüs.  O trio faz aquilo que gostamos de ouvir, mistura o pop com uma base eletrônica, e o novo single dos australianos, “We Left”, contempla este electropop moderninho. A batida é tranquila, nada muito pesada, nem ritmada. O vocal é leve, lembra o Friendly Fires em seu debut.  O single não faz dançar, mas é suficientemente intenso para envolver. Mais uma vez não se trata de nada inovador, porém é um expoente particularmente interessante do cenário pop atual. O vídeo de “We Left” traz imagens em sequência, escondidas pelo nome da banda.

Rüfüs – We Left

O single acaba de ser lançado pela Fruit Records e conta com outros bons remixes de “We Left”.

Tem vezes que escrevemos sobre uma banda que gostamos tanto, que meses e meses se passam e nada de novidades. Falei sobre o Grouplove em Janeiro desse ano, quando estavam lançando seu primeiro EP. Em “Colours”, o primeiro single, a banda apresentava sua faceta indie-rock divertida e cheia de ganchos, enquanto em “Naked Kids”, a mais pessoal e melhor do grupo até então, eles explicavam como começou a amizade entre eles – que acabou dando o nome da banda.

Mas aqui estamos, em Julho, e felizmente as boas notícias chegaram. Com um álbum programado para Setembro, o Never Trust A Happy Song, a banda acaba de lançar o single que vai fazê-los voltar aos holofotes em instantes, a mega-divertida “Tonge Tied”. A música é uma daquelas que de tão legal nem parece ter versos, apenas um refrão eterno, mas não se engane. Entre melodias pegajosas, pedidos para “ir até a casa do seu melhor amigo” e os vocais já conhecidos de Christian Zucconi, eis que surgem algumas surpresas, como xilofones, sintetizadores e até mesmo um mini-rap feito pela única mulher do grupo, a super talentosa Hannah Hooper, também responsável pela arte da capa do disco. Pra completar, que tal um vídeo que começa com um cara tendo uma bad-trip, e vai voltando a fita até parar na origem de tudo? Um indie rock bem feito e em sua melhor forma.

Grouplove – Tongue Tied

O disco, Never Trust A Happy Song, sai dia 13 de Setembro pelo selo Canvasback Music/Atlantic, e mal podemos esperar para ouví-lo.

Não é de hoje que venho falando do Polarsets, trio indie de Newcastle, da Inglaterra, que parece ter fetiche por cowbells ao mesclar o instrumento em praticamente todos as músicas que pudemos ouvir até agora. Depois de nos apresentar em 2010 seu primeiro single “Leave Argentina”, e ter o último “Sunshine Eyes” lançado oficialmente pela Kitsuné, chega a hora do querido selo Neon Gold sediar o lançamento do próximo single do grupo.

Apesar de não ser inédita, finalmente uma nas nossas músicas favoritas vai ganhar uma versão oficial. “Morning”, como dissemos ano passado, é uma faixa menos imediata, sem grandes refrões aparentes, mas que traz a mesma fórmula do grupo de volta, ou seja, se conseguir ficar parado com essa aqui, cheque seus pulsos pois deve haver algo de errado com você. Com um clima alegre e guitarras aparecendo aqui e alí, a faixa foi completamente regravada e soa ainda mais incrível em sua versão final, e mais uma vez se torna a perfeita compania para se ouvir pela manhã. O single ainda vem acompanhado de um b-side, “Sunset”, que praticamente pega o mesmo instrumental da demo de “Morning” e cria uma outra melodia em cima. Não entendi seu propósito aqui, visto que a música soa não-finalizada e um pouco sem sentido, mas vale a pena ser conferida.

O single será lançado digitalmente pelo Neon Gold no dia 08 de Agosto.

Podem reclamar que o Mash Me Up demora para aparecer, mas prefiro fazer um post quando vale a pena do que jogar mashups desnecessários por aqui. Tendo em vista que não sou muito fã do gênero, o que parar por aqui podem ter certeza que é sinônimo de qualidade e de música que não foi feita apenas pra se ouvir uma vez, mas sim repetidas. Fiquem agora com os melhores mashups do mês de Julho.

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Britney Spears vs. Amy Winehouse – Big Fat Rehab

Amy Winehouse foi uma grande estrela e a primeira da nossa geração que vimos ir embora nessa idade. Suas músicas ficarão em nossas lembranças pra sempre, e em especial “Rehab”, seu (infelizmente) mais honesto e transparente single. Apesar de ver alguns mashups bem tristes que surgiram agora, esse aqui deixa a depressão de lado e aponta para as pistas. Com o instrumental de Amy misturado com os vocais de “Big Fat Bass”, a canção de Britney e Will.I.Am, vi alguns fãs reclamando do mashup, mas se ouvir sem preconceitos, verá que a mistura é surpreendente, e além de funcionar, ficou uma delícia. Comprovem.

Britney Spears vs. Amy Winehouse – Big Fat Rehab

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Leona Lewis vs. Lady Gaga – Born To Collide This Way

Leona Lewis nos pegou de surpresa com seu belíssimo novo single, “Collide”, que em sua versão original já era um mashup por si só. A briga se deu pelo fato de Leona usar o instrumental de “Penguin”, uma faixa eletrônica do maior DJ de electro do ano, Avicii, e aqui, se rolar briga essa terá de ser feita com Lady Gaga e sua também incrível “Born This Way”. Com o instrumental do hit em mãos, “Collide” flui naturalmente entre seus versos e refrões, que combinam com cada parada da marcha libertadora electro-pop de Gaga, criado com mastria pelas mãos do Steamwaver.

Leona Lewis vs. Lady Gaga – Born To Collide This Way

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David Guetta vs. Calvin Harris – Little Bad Girl Used To Hold Me

Depois de lançar seu novo single, “Little Bad Girl”, Guetta resolveu olhar para os fãs que imploravam para o cara sair do mainstream, pelo menos por alguns minutos. Dias depois caiu na rede uma versão mais violenta, poderosa e muito mais efetiva do seu single, e dessa vez sem vocais para atrapalhar seus drops. Aqui, essa mesma versão (que já postamos aqui) é utilizada, só que dessa vez com os vocais de Calvin Harris e sua delícia chiclete “You Used To Hold Me”. O resultado é sensacional e merece ser tocado em todos os clubes daqui até o final do ano.

David Guetta vs. Calvin Harris – Little Bad Girl Used To Hold

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DJ Bahler – Helios & Hypnos (Local Natives vs. Wolfgang Gartner)

Depois de uma luta entre seis canções (das 20 que compões essa brilhante mixtape criada pelo DJ Bahler), acabei escolhendo a mais agitada e direta do grupo: um brilhante mashup com o instrumental de “Illmerica” do Wolfgang Gartner, com os maravilhosos vocais do Local Natives, uma das nossas bandas favoritas de folk-rock. As duas originais são sensacionais, e apesar de completamente distintas, o DJ Bahler conseguiu não só uní-las com mastria, mas sim criar um ambiente completamente diferente para ambas as faixas. Um trabalho de primeira, que merece ser divulgado, e se curtiu, corre aqui e ouça o resto de sua mixtape Free The Snares, com mashups de Florence & The Machine, LCD Soundsystem, Cults, Matt & Kim e mais.

DJ Bahler – Helios & Hypnos (Local Natives vs. Wolfgang Gartner)

Experimentalismo com classe. O que mais me surpreende na música é o novo, de certo modo prefiro o novo ao belo. Neon Indian é uma banda tipicamente experimental, desconectada da grande mídia e, por conseguinte do pop. Camadas de sintetizadores lindíssimas fazem uma sonoridade estranha e que vai muito além daquilo que é feito pelo MGMT. O primeiro álbum da banda foi lançado em 2009; Psychic Chasms é um achado, preenchido com distorções que tiram o fôlego (caso não conheça escute Ephemeral Artery e entenda). Agora em 2011 um novo disco está por vir. O single da vez chama-se “Fallout”. Mais maduro que as composições iniciais, porém igualmente original, o single é fantástico. Não existem exageros nem agressividades aos tímpanos, apenas belíssimas notas que casam-se com o vocal típico do Neon Indian. Deliciosamente novo.

Neon Indian – Fallout

O disco Era Extraña será lançado dia 13 de Setembro pelo selo próprio Static Tongues. Desde já fico ansioso.

Por esses dias conheci Tom Vek, compositor pop experimental londrino que consegue, à partir de diversas influências e ritmos criar um som extremamente sofisticado e delicado. Quando pesquisei sobre, descobri que ele já é bem conhecido, com participação inclusive no The O.C. e com música no GTA IV. De qualquer forma, ele estava afastado da música nos últimos seis anos, lançando sua primeira inédita somente agora, em 2011, a primeira desde seu disco de estréia (We Have Soundem, 2005). O seu segundo trabalho surge então como uma nova realidade tanto para os fãs quanto para o cenário atual.

Leisure Seizure foi lançado no início do mês passado e traz consigo o single título do post: “Aroused”. Música de composição complexa, misturando batidas africanas, sintetizadores modernos e, para completar de forma divina uma percussão muito envolvente. A sua voz, de tons graves, parece completar todo esse conjunto emprestando à letra tudo aquilo que você precisa para, literalmente, viajar com o som. O vídeo também de extrema simplicidade, porém muito bem trabalhado (principalmente em relação à fotografia), me lembrou muito o de “Serotonin” do Mystery Jets, entretanto a atuação – que aqui lida basicamente com o ato de fumar – cria um ambiente sensual e distinto, se adequando muito bem ao som. Vale a pena conferir.

♫ Tom Vek – Aroused (D/L: Botão direito, Salvar como…)