Entrevista: Frankmusik

 —  18/07/2011 — 5 Comments

Vincent Frank – nascido Vincent James Turner no dia 9 de Outubro, ficou mais conhecido anos depois pelo nome artístico de Frankmusik. O que começou como uma brincadeira, virou um Myspace e acabou gerando tanto barulho que um EP era o mais óbvio. Assim, em 2007, foi lançado seu Franksium, suficiente para atrair ainda mais curiosos e devotos pelo electropop. Em 2009 lançou seu aguardado debut, Complete Me, repleto de canções favoritas como “In Step” e “3 Little Words”, além dos singles “Better Of As Two” e “Confusion Girl”.

Recém mudado para Los Angeles e assinado pela Cherry Records, Frankmusik se prepara para o lançamento do seu novo disco, Do It In The AM, e é ao meio do processo de produção final e preparação de uma nova turnê que pudemos bater um papo com o cara. Confira logo a seguir.

Primeiramente, obrigado por tirar o tempo para responder minhas perguntas. Como está?

Estou ótimo. Espero que esteja bem!

O clipe do seu novo single, “Do It In The AM”, já ultrapassou todos os seus demais videos em número de visitas, por algumas centenas de milhares. E a canção só está sendo lançada agora. Você ficou surpreso com as reações – tanto boas quanto ruins – dos fãs antigos e dos fãs novos atraidos pela canção?

Estou muito feliz com a recepção. Eu não consigo acreditar que já alcançou números tão altos, considerando que nem foi lançada ainda!

Seu novo LP também é entitulado Do It In The AM. Você começou com o intuito de formular o album do jeito que é, ou ele foi se transformando no que é conforme você foi gravando?

Eu precisava desafiar a mim mesmo e aos ouvintes. Mudar para Los Angeles e morar lá por 18 meses, vivendo uma cena cultural completamente desconhecida teve uma influência enorme no meu trabalho novo!

Quantos singles/video clipes você está querendo pro disco Do It In The AM?

Quantos eu puder.

Existe alguma chance de um outro album acústico ou alguma versão Deluxe do novo disco?

Bem provável. Talvez eu faça isso agora, na verdade.

Você é dois, quase três anos mais velho do que quando você lançou seu disco de estréia (Complete Me, de 2009). Como que você mudou e cresceu neste tempo?

Claro! Mais que nunca, estou mais feliz e mais focado em levar minha música ao máximo de pessoas possível.

Voltando para Complete Me – o LP, os singles, os video clipes, as entrevistas – tem alguma coisa que você deixaria fora, mudar, fazer diferente? Toda a questão com Olivia… existe também um sentimento coletivo entre os fãs que talvez você foi levado a diluir seu som, fazer o LP mais “suave” do que teria sido sem isso. Qual sua opinião sobre tudo isso, em retrospectiva?

Eu falei a verdade. Eu acho triste que estou sendo questionado por muitos sobre minha honestidade, considerando que os tablóides não tem problema nenhum em celebrar cantores pop viciados e as vidas disfuncionais de muitos outros. Eu estava apaixonado e eu escrevi este amor e sim, algumas vezes eu falei sobre isto. Desde minhas entrevistas cruas de 2009 eu fiz um pedido de desculpas à Olivia, em pessoa, alguns meses antes de me mudar para Los Angeles.

Seus companheiros de gravadora, Far East Movement, Natalia Kills e Colette Carr são participações confirmadas no novo LP. Podemos esperar mais alguma participação? Houve conversa de uma colaboração com a Ellie Goulding um tempo atras.

No mais provavél estas serão todas as participações.

Falando da Ellie Goulding, ela mencionou em entrevista que escutar você no Myspace foi o que compeliu ela a explorar um som mais eletrônico. Sua sessão inicial com ela resultou na canção “Wish I Stayed”, que ela amou tanto que decidiu que esta seria a direção que queria explorar (em seu disco de estréia). Um tempo depois disto você pôs ela em contato com Starsmith, na época um produtor desconhecido, que acabou escrevendo bastante e fazendo quase toda a produção do disco, que no geral foi um succeso. Desde então, falam-se de algum tipo de briga ou rixa entre você e o Starsmith. Você arrepende ter passado a Ellie ao Starsmith, e como está sua relação com ele agora?

Papo furado. Eles sabem o que eu fiz por eles então se houver alguma rixa deve ser só na cabeça deles.

Você tem estado morando em Los Angeles pelos últimos dezoito meses. Qual foi a coisa mais assutadora da mudança, e como foi que morar em LA influenciou o som do seu LP novo?

A coisa mais assustadora foi arrumar um visto de trabalho. LA tem sido bom para mim, não é um lugar muito assutador. Meu LP tem mudado é claro, eu estou mais praticado na minha arte e isto tem me feito sentir tão bem.

Em LA você assinou com a gravadora Cherrytree Records, onde Far East Movement (com quem você já colaborou e fez show) são seus companheiros de selo. Como que estas duas associações vieram a acontecer e como que elas te influenciaram e moldaram seu novo LP?

Eu conheci o Far East Movement em Londres e tivemos uma noite louca depois que Martin Kierszenbaum mencionou que eles estavam abrindo para o N.E.R.D. CherryTree é cheio de pessoas apaixonadas [pela música] e eu sinto que há um espirito e alvo coletivo em acreditar em talento novo que talvez não seja necessariamente a escolha mais óbvia para successo comercial.

Você recentemente falou com a Music Week que o presidente da CherryTree Martin Kierszenbaum que te fez perceber “é ok ser um cara heterosexual e um cantor pop“. O que exatamente você queria dizer – você poderia expandir essa citação?

Um artista masculino solo fazendo música Pop sem conexão á alguma boyband, ou grupo de rock, ou qualquer coisa que diz respeito à musica black, geralmente atrai um monte de suposições sobre o que ele realmente faz ou é. Martin me fez lembrar que minha música deve ser mais importante independente se o público entende ou não. Eu acho que eu estava querendo dizer que o Martin me fez sentir que eu poderia ser apenas eu mesmo. Eu não faço rap e eu realmente canto tão alto como uma garota, e ele me fez sentir que as suposições das outras pessoas sobre mim são irrelevantes.

Você preocupa se os fãs se envolvem mais com o Frank (a estrela Pop) do que a música em si?

Não posso dizer que tenho percebido.

Qual sua opinião sobre música Pop em geral neste momento?

Difere ao redor do mundo.

Você estará levando o LP na estrada, fazendo turnê, festivais e coisas do tipo? Você estará viajando com “AM” mais longe do que fez com o seu LP de estréia?

Espero que sim.

Alguma palavra final?

Gosto das suas perguntas.

Felizmente, junto da entevista, o Frankmusik também nos mandou uma amostra do novo disco, com cinco faixas, sendo quatro delas inéditas. Abaixo você confere o que nós achamos delas.

1. Do It In The AM (Feat. Far East Movement) [3:30]

Essa vocês já conhecem. A faixa em si é bem mediana, com um refrão divertido mas sem aquele quê de loucura dos singles antigos do cara. Pop, fácil de ouvir, sem os gritos estridentes “de menina” como ele mesmo disse – o típico primeiro single que pretende fazer aquilo que Frankmusik nos disse: alcançar o maior número de pessoas possível.

2. No I.D. (Feat. Colette Carr) [3:13]

“No I.D.” é o próximo single, e Frank, se você está nos lendo agora, por favor, impeça isso o mais rápido possível. Se “Do It In The AM” já foi uma certa decepção para os antigos fãs, “No I.D.” vai fazer com que muitos deles nem ouça o resto do disco. A música é um mid-tempo que soa mais como um dueto com Colette. A letra é péssima, com Frank e Colette gritando de uma forma bem dramática no refrão sobre não ter uma I.D. (documento de identificação), tão sério que parece que eles tão fazendo piada sobre isso. Colette chega a soar como a t.A.T.u. no final, de tão estridente sua voz. “You got a problem with me, shut your mouth and party with me, ela diz, mas infelizmente não consigui ficar com o bico fechado não.

3. Struck By Lightning [3:27]

Aqui a coisa começa a melhorar. Vocais e gritinhos estridentes no ponto, sintetizadores eufóricos e um refrão forte completam essa música que é a mais agitada e parecida com o primeiro disco que achamos aqui. Não chega ser tão boa quanto “3 Little Words”, mas podemos dizer que é sua equivalente nesse disco novo. O break desacelera as coisas, que volta com tudo para um final divertido com um refrão duplo de bônus.

4. Cut Me Down [3:34]

Se “Struck By Lighting” era a “3 Little Words” da safra, “Cut Me Down” pode muito bem ser a nova “Confusion Girl” versão desacelerada. Como um amigo me disse, a música é um mid-tempo que “chega a lembrar as músicas da Rihanna”, bem melosa nos versos mas com um refrão mais agitado. Os samples de vocais recortados do Frankmusik deram o toque que precisava, e apesar de inocente, a música chega como a melhor e mais grudenta das novas músicas. O final é lindo, com uma cantora (seria a Ellie Goulding?) cantando junto com ele. É o típico pop que consegue ser radiofônico, sem forçar nos gritos, e realmente esperamos que a equipe de Frankmusik escolha essa aqui como segundo single.

5. Wrecking Ball [3:23]

Apesar do título, “Wrecking Ball” é uma música bem feliz, que lembra o Frankmusik antigo e ainda tem uma leve influência da disco music. Com um refrão simples, cheio de repetição e bem divertido, a música é fácil e gostosa de se ouvir, sem os exageros do cara e com uma produção bonita a base de pianos. Se fosse pra continuar a comparação, essa seria a “Better Off As 2” da vez, e junto com “Cut Me Down” é a melhor que ouvimos.

Obs.: Blake é nosso novo colaborador e apesar de brasileiro, é editor do blog britânico Flop Of The Pops. A entrevista foi feita por ele, enquanto a resenha das faixas foi feita por mim, Luis.


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