Archives For September 2011

Depois de um mês sem Friday Mixes, a seção mais amada do blog está de volta com 10 remixes ensurdecedores, que mantém o ritmo do primeiro ao décimo (sim, 10 remixes hoje!). Os maiores destques ficam para a versão do Avicii para o Coldplay (é ouvir para crer); para a eletrizante releitura do morno-novo single do Justice; e por último, a pancadaria intensa que o R3hab mais uma vez nos proporciona, dessa vez com o Guetta. Não deixem a quantidade espantar, todos os remixes foram cuidadosamente escolhidos e merecem ser ouvidos com atenção. Façam bom proveito e bom final de semana a todos!

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Coldplay – Every Teardrop Is A Waterfall (Avicii Radio Edit)

Com apenas 22 anos, o Avicii é novo em idade mas provavelmente já foi em mais festas do que você irá na sua vida. Com alguns hits em mão, uma legião de fãs e uma coleção de festivais como headliner (inclusive ele vem ao SWU!), o DJ já é um dos principais nomes do cenário eletrônico atual, graças ao seu house progresssivo com influências de pianos que mistura beleza com agressividade.

Essa semana saiu finalmente seu remix para o novo single do Coldplay, “Every Teardrop Is A Waterfall”, que vem abrindo todos os sets do cara esse ano, e com apenas uma semana, a música já atingiu a marca de mais de 100.000 plays no seu Soundcloud. O hype, entretanto, é justificável. Com um começo progressivo que vai nos guiando até o refrão de Chris Martin, a música se mantém num tom suave até seu último minuto, onde abusa de sintetizadores que formam uma espécie de “cascata sonora”, resultando em um final eufórico que vai te fazer desejar a versão extendida o mais rápido possível. Se você achou o remix do Swedish House Mafia bom, você não ouviu nada ainda.

Coldplay – Every Teardrop Is A Waterfall (Avicii Radio Edit)

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Justice – Audio, Video, Disco (Albin Myers Remix)

O Justice mesmo admitiu que o novo disco, e inclusive o novo single, “Audio, Video, Disco”, vai ter mais ar de banda do que de eletrônico. E eis que entra esse remix do Albyn Myers. O cara desacelera um pouco os vocais, que combinam perfeitamente com o baixo e os efeitos que são adicionados, e apaga de vez os instrumentos da original mudando o foco para a batida, muito mais eletrônica, com uma percussão funda repleta de sintetizadores – perfeita para se ouvir nos clubes. Além de ser mais dançante, a versão ainda inclui uma base progressiva cheia de drops no caminho, então aproximem-se com cuidado.

Justice – Audio, Video, Disco (Albin Myers Remix)

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David Guetta & Usher – Without You (R3hab XS Remix)

Falando em músicas eletrônicas, o R3hab é outro que vem nos surpreendendo a cada remix. Depois das incríveis versões para a Robyn e para a Jennifer Lopez, o DJ resolve atacar o novo single do David Guetta, a melosa “Without You” com o Usher. Mas como de praxe, R3hab dá uma surra na música que ainda vai virar tema do iPod da sua irmã adolescente, abusando de drops e das rotineiras batidas insanas após cada refrão. Não soa como nenhum remix dele que já saiu, e mais uma vez nos deixou impressionados. Garanto que até o falsette do Usher ficou mais aturável depois dessa.

David Guetta & Usher – Without You (R3hab XS Remix)

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CSS – City Grrrl (MEN Meets GRRRL Remix)

O CSS vai lançar o novo single em parceria com o MEN, e de brincadeira resolveram remixar cada um a música do outro. Enquanto os brasileiros vão remixar “Rip Off”, o MEN resolveu mexer na a melhor música do novo disco do CSS, “City Grrrl”. Uma batida mais crua é favorecida (ao invés do estilo Lady Gaga da original), com guitarras, uma bateria e novas linhas de sintetizadores que garantem o ritmo electro-funk do MEN, com inclusive os caras adicionando alguns vocais próprios no final. E se ainda não conhece a original, prepare-se para viciar no solo de saxofone.

CSS – City Grrrl (MEN Meets GRRRL Remix)

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Beyoncé – Countdown (DJ Nita Remix)

Beyoncé e uma das mais legais do 4, “Countdown”, é recortada e colada em uma balada house anos 90 de sete minutos de duração, que já começa com samples da cantora como se ela estivesse urrando. O clima permance clássico até o final, com batidas pulsantes e até meio sombrias, como se fosse uma inveção do Azari & III. Apesar da duração, o DJ Nita surpreende ao mudar completamente a estrutura da música, com os refrões aparecendo e desaparecendo, e mantém os ouvintes entretidos da primeira à última batida.

Beyoncé – Countdown (DJ Nita Remix)

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The Rapture – How Deep Is Your Love (A-Trak Remix)

“How Deep Is Your Love” já é uma das músicas mais bonitas do ano, e apesar de serem conhecidos pelo disco-punk de causar bagunça nas pistas, a versão original do Rapture e seus pianos eram um tanto gospel para realizar tal feito. Eis que finalmente, depois de diversos previews, o A-Trak liberou sua versão mais eletrônica da faixa, que apesar de começar bastante fiel à original, logo se transforma em um monstruoso trance com batidas agressivas que dão um novo ar à música. Fique de olho no drop do último minuto.

The Rapture – How Deep Is Your Love (A-Trak Remix)

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Alex Winston – Velvet Elvis (Crystal Fighters Remix)

Alex Winston e seu incrível single “Velvet Elvis” já tem dois remixes de respeito, mas eis que surge uma nova versão pelo Crystal Fighters que rouba com facilidade o troféu das mãos do RAC. Da versão original só sobraram os vocais, visto que a influência espanhola da banda é vista em cada segundo do remix, com batuques praianos, novas guitarras, steel drums e uma delicada linha de sintetizadores que limpam o refrão mas logo o aceleram de novo com a mesma rapidez. Pra dar uma refrescada do eletrônico.

Alex Winston – Velvet Elvis (Crystal Fighters Remix)

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Lana Del Rey – Video Games (White Lies Remix)

Apesar de soar intocável, ainda espero por muitos remixes que reinventem a bela “Video Games”, da Lana Del Rey. Apesar de não serem muitos os corajosos, surpreendentemente o White Lies conseguiu dar um novo ar à música, mantendo da versão original só os vocais. Com uma introdução que soa mais como um convite à entrar num disco voador, a música logo evolui de sintetizadores sci-fi para uma batida mais dark e sombria, como um remix electro-gótico dos trabalhos da Zola Jesus. A base é progressiva, com a banda brincando dentro da própria atmosfera e despejando os vocais de Lana aos poucos, culminando em um final fantástico a base de pianos.

Lana Del Rey – Video Games (White Lies Remix)

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Coldplay – Paradise (Ianborg Remix)

Nada melhor que um outro remix do Coldplay, só pra comemorar a passagem deles ao Brasil. Dessa vez a escolhida é o single mais recente, a pegajosa “Paradise”. O Ianborg dá um maior destaque aos pianos, mas para manter o equiíbrio do doce e o amargo, adiciona ameaçadoras batidas dubstep que sondam a faixa a cada segundo, e que apesar de explodirem de vez em quando, acabam resultando em uma mistura peculiar e mas simplesmente impressionante. O final, onde a vitória é dos pianos, é mais bonito que a própria original.

Coldplay – Paradise (Ianborg Remix)

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Marina & The Diamonds – Radioactive (Captain Cuts Remix)

Finalmente! Estávamos ansiosos desde que ficamos sabemos que o Captain Cuts, responsável por alguns dos melhores remixes do ano, estaria dando o retoque necessário na nova música da Marina & The Diamonds. Finalmente, o remix será lançado semana que vem, mas é com muito orgulho que apresentamos pela primeira vez aqui no nosso blog.

Apesar de não ser aquele affair agitado que estávamos esperando, a música já começa com um drop gigantesco, que não serve para nada além de enganar os ouvintes para o que vem a seguir. O que sucede na verdade é uma versão mais calma e introspectiva da música, com pianos e doces sintetizadores que vão na direção oposta à versão original, quase como uma versão trip-hop da faixa. O final, para surpreender, tem o Captain Cuts acelerando as coisas novamente com batidas dubstep, que combinam com o tom da faixa e registram o gran-finale de sua versão.

Marina & The Diamonds – Radioactive (Captain Cuts Remix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes #30 (D/L: Botão direito, Salvar como…)

ATUALIZADO: Atualizado com o vídeo completo.

Falei sobre a Queen Of Hearts semana passada aqui no blog, que está prestes a aterrisar oficialmente no mundo pop com seu primeiríssimo EP, o The Arrival. Além do cover de “Spanish Sahara” dos Foals e da incrível “Black Star”, a cantora acabou de divulgar hoje o primeiro single oficial do disco, justamente a canção que estávamos mais esperando ouvir, “Shoot The Bullet”, que conta com a produção do The Sound of Arrows.

A música dá sequência à sua tríada de canções pop bem feitas, e ao invés de espelhar Katy Perry dessa vez, Queen of Hearts volta ao seu território de segurança com vocais sussurrados e cheios de inspiração do electro-pop da Kylie Minogue. Apesar de boa, a produção não soa a par com o que podemos esperar do The Sound of Arrows, que busca não ousar e seguir uma linha mais convencional, sem  muitas surpresas. O versos, entretanto, vão acelerando aos poucos e assim constroem caminho até o elegante refrão, acessível e que deve agradar qualquer fã de música pop. Vejam também o recém lançado clipe abaixo.

Queen Of Hearts – Shoot The Bullet

O EP de cinco faixa, The Arrival, sai dia 3 de Outubro e além do Sound of Arrows, conta com contribuições de Beatrice Hatherley (Kylie/Zoot Woman), Dreamtrak e do Diamond Cut, com o Stuart Price (Madonna/Kylie) finalizando e adicionando os retoques necessários em cada faixa.

O Is Tropical não é nenhuma novidade para os amantes do eletrônico que estão sempre buscando o som mais hype do momento. O trio surgiu como um grande mistério, se apresentando sempre por baixo de máscaras, e foi lançado pela gravadora Kitsuné com o single “The Greeks”, que atingiu seu devido ápice , principalmente ao infame vídeo envolvendo crianças e guerra de uma forma bem ousada.

Aproveitando todo esse sucesso, eles chegaram em Julho com seu debut, o Native To, e agora, quase 3 meses depois, divulgaram o que seria o segundo single, a faixa “Lies”. A música segue todo o estilo deles, com uma elevada quantidade de BPMs, bastante uso de sintetizadores e uma vocal mais lo-fi que vai crescendo à um refrão eletrizante. O vídeo, mais uma vez, veio para polemizar e traz cenas “explícitas” de sexo envolvendo prostitutas, tema central da música.

Is Tropical – Lies

O disco, Native To, já foi lançado pelo selo Kitsuné. Lembrando que eles também passam pelo Brasil em Novembro, nos palcos do SWU.

É claro que você conhece o Karlsson & Winnberg. Além de estarem a frente do Miike Snow, como se não fosse o bastante, o duo também é responsável pelas melhores faixas da Britney, sob o codinome de Bloodshy & Avant (ouça “How I Roll” e comprove a genialidade). Enquanto o banda deles não volta e a Britney está em turnê, os suiços tomaram um tempo para compor uma nova música e idealizar mais um projeto em sua carreira, só que dessa vez sobre o próprio nome.

É apertar o play em “The Dance” para os sintetizadores típicos que já conhecemos aparecerem, e o que se segue é uma composição elétrica lotada de bleeps que beiram o electro-punk, com efeitos meticulosamente programados para te fazar exatamente o que seu título sugere. Para apimentar ainda mais as coisas, o convidado da vez é o Spank Rock, que com rimas rápidas e um vocal agressivo combina perfeitamente com a velocidade da música. Por ser mais agitada que as composições do Miike Snow e experimental demais para ser dada à Britney, nada mais lógico, portanto, do que formar esse novo projeto. Não ouça se estiver em espaço público.

Karlsson & Winnberg – The Dance (Feat. Spank Rock)

Os dinamarqueses do The Asteroids Galaxy Tour estiverem esses dias no Rock In Rio e ganharam até certa atenção da mídia local. Estouraram em 2008, quando sua faixa “Around The Bend” virou música da propaganda do primeiro iPod Touch, e mais recentemente, o ótimo single “The Golden Age” foi pego pela Heineken. A mistura de acid jazz, pop e psicodélico é encontrada em muitas faixas do primeiro disco, Fruit, que contagiou muita gente na época. Agora, se preparam para o lançamento do mais novo álbum, Out Of Frequency, que sai em Fevereiro mas já conta com o primeiro single “Major” para audição.

No meio da banda está a vocalista Mette Lindberg, com todo seu carisma e extravagância que mantém o público preso, e é graças à sua sintonia com a sonoridade espalhafatosa de “Major” que o trabalho funciona tão bem. A música já começa de forma alta, com trompetes te recebendo sem piedade até que os vocais de Mette entram cheios de deboche na história. Além do vocal, a música traz todos os elementos essenciais para se entender e gostar da banda: triunfais solos de saxofone, um groove extremamente sensual e todo um toque moderninho-porém-retrô característico do seu som, quase como um Ting Tings brincando de anos 70. Não fique surpreso se ouvir a faixa em algum comercial chamativo na TV. Pessoalmente, o grupo teve um dos melhores lançamentos dos últimos anos, e com certeza possuem um grande trabalho que vale a pena ser esperado.

The Asteroids Galaxy Tour – Major

Outra novidade que deve atrair mais curiosos ao grupo se deve ao fato do novo remix do Justice ser exatamente de “The Golden Age”, último single da banda. Os Justice recortam e colam os vocais de Matte no começo, com echos espaciais e uma começo um tanto experimental, mas logo ao entrar aquele baixo meloso marca-registrada do grupo, a música se transforma no delicioso pop que a faixa original é – só que um tanto mais moderna dessa vez. Vale a pena conferir a novidade para conhecer mais sobre o trabalho dos dois grupos.

The Asteroids Galaxy Tour – The Golden Age (Justice Remix)

O disco, Out Of Frequency, sai em Fevereiro.

Já pararam pra pensar na quantidade de prodígios que estão brotando na música? Do Madeon ao Unicorn Kid, a mais nova sensação a entrar no clube é Amanda Mair, de apenas 16 anos mas que já conseguiu um contrato com os suiços do Labrador, casa do The Radio Dept. e Acid House Kings.

O mais novo single, “Doubt”, é aquele pop leve tipicamente sueco que afunda nos ouvidos sem muito trabalho, soando como uma média exata de Ellie Goulding, Lykke Li e Kate Bush. Apesar de ser responsável pela composição e pela meia dúzia de versos que vão grudar na sua cabeça (especialmente o forte refrão), na verdade é a orgânica produção que mais encanta durante seus quatro minutos, certamente feita por alguém entendido. Contando com belos arranjos orquestrados, uma bateria galopante, pianos, harpas e sintetizadores que parecem ter saído do paraíso, se ouvida com atenção seus detalhes são inúmeros, destacando-se inclusive os fantasmagóricos backing vocals que combinam perfeitamente com os gélidos vocais de Amanda. Fiquem de olho pois esse pode ser apenas o começo de uma grande artista.

Amanda Mair – Doubt

Amanda é mais uma bela promessa para 2012, e se ficou com um gostinho de quero-mais, ouça também o single anterior, “House”, um pouco mais emotivo e menos grudento, mas que compartilha da mesma beleza e tonalidade de produção do single anterior.

Amanda Mair –  House

Um debut é esperado para o começo de 2012, e estamos aguardando ansiosamente.

História de produtor e compositor que se juntaram não é coisa nova (Broken Bells, The Shins), mas é a primeira vez que vejo a história acontecer desse jeito. O musicista AM, de Los Angeles, que já trabalhou com o Air, com a Charlotte Gainsbourg e fusa pop, soul e R&B, não demorou muito para conhecer o Shawn Lee, que mora na Inglaterra e é expert em neo-soul, ambient e jazz. Apesar da distância, a troca de emails acabou resultando em músicas, e depois de dois anos trabalhando assim, eis que chegou a hora de sair o inevitável disco completo.

A colagem de sons é Celestial Electric, e traz como primeiro single “Somebody Like You”, que consegue sintetizar bem sua sonoridade. A proposta era criar um electro-soul que remetesse ao funk dos anos 70, com Lee enviando para AM bases de música eletrônica, como gravações em teclados e sintetizadores, que por sua vez escrevia as letras por cima. Mas além disso, o single carrega todos os ares de um pop-vintage à-la Mark Ronson, só que com uma instrumentação ainda mais rica e cheia de detalhes, espelhando por horas o psicodelismo-pop dos anos 70 e até mesmo a nossa tropicália, com AM, seus vocais em falsetto e um punhado de melodias pegajosas que vão fazer até o seu amigo mais hipster balançar a cabeça.

AM & Shawn Lee – Somebody Like You

Outro destaque do disco é a charmosa “Dark Into Light”. Dessa vez um pouco menos dançante, a música traz AM com vocais à-la Thom York, só que mais sussurrados e um pouco mais agitados. Com uma linha de baixo suja, xilofones e uma percussão gentil, a união de synths e guitarras psicodélicas garantem o terreno anos 70 que une o disco, só que dessa vez num tom mais sério e até um pouco mais sensual. É o tipo de som para se ouvir de madrugada depois de uma noitada onde o descanso é obrigatório.

AM & Shawn Lee – Dark Into Light

O disco, Celestial Electric, traz doze faixas de muito bom gosto e vai ser lançado amanhã, 28 de setembro.