Entrevista: Penguin Prison

Luis Felipe —  11/09/2011 — 5 Comments

Nosso amor pelo Penguin Prison é um dos mais antigos do blog. Chris Glover, o idealizador do projeto, já fez excelentes remixes para artistas como Marina & The Diamonds, Ellie Goulding, Kimbra e Darren Hayes, e começou a lançar suas primeiras músicas em 2009. Desda lá, já lançou quase metade do disco como single: “Golden Train”, “The Worse It Gets” e “Fair Warning” são apenas algumas das boas razões para ouvir desde já seu variado e recém-lançado debut, e ajudaram a definir seu som como uma mistura do electro-pop moderno com um quê da disco music dos anos 70 e 80.

Mesmo em meio ao lançamento do seu primeiro disco, Chris Glover tirou um tempinho para responder nossas perguntas, esclarecer o mistério por trás do seu nome, nos contar sobre os bastidores do processo de gravação do seu disco, da arte da capa, dos seu remixes e nos revelar um pouco sobre o futuro que nos aguarda, além é claro, de mandar uma mensagem especial para os fãs brasileiros. Leia a entrevista completa e ouça em primeira mão seu disco de estréia – tudo a seguir.

Olá, Penguin, tudo certo?

Tudo bem, e você?

Tudo ótimo! Antes de tudo, seu nome na verdade é Chris Glover. Porque decidiu ir por Penguin Prison ao invés do seu nome verdadeiro?

Na verdade eu queria ter um “nome de banda”, porque quando escrevo as músicas eu gosto de trabalhar com outras pessoas e não apenas sozinho, e quando eu apresento as músicas eu apresento com outras pessoas também, então eu queria que o projeto tivesse seu próprio nome ao invés do meu, visto que não faço a música acontecer sozinho.

Entendido. Mas e a pergunta que vale um milhão: o que “Penguin Prison” significa?

Eu fiz uma música com meu amigo Bob, e nós estávamos brincando quando ele me veio com uma linha onde citava “penguin prison”. Acabei gostando e decidi usar o nome para minha banda.

O que está ouvindo no momento?

Estou ouvindo o novo álbum do Metronomy, o novo do Bon Iver

Você tinha um contrato ano passado com uma gravadora, ia lançar o disco mas acabou saindo de lá. Esse ano você assinou com outra e vai lançar o disco finalmente, mas chegou a passar sobre sua cabeça lançá-lo de forma independente?

Eu acho que o selo que estou agora é ótimo, o Downtown Records, então estou feliz em lançar o álbum com eles.

Seu álbum foi finalizado ano passado mas está sendo lançado apenas agora em setembro. Você é o tipo de artista que sempre volta às canções finalizadas para fazer algum tipo de ajuste ou você acha que as canções estavam pronta do jeito que estávam no ano passado?

O álbum foi feito em vários lugares com várias pessoas diferentes, então eu estava sempre melhorando-o até achar que estivesse pronto. Eu acho que meu próximo álbum será diferente no sentido de como irei fazê-lo, mas foi dessa forma que eu fiz esse primeiro!

Qual foi o maior desafio em fazer um debut?

Eu cheguei a dar algumas pausas na construção de algumas músicas, porque simplesmente não sabia como finalizá-las. Aí eu tentava trabalhar nela novamente, dessa vez com a ajuda de uma outra pessoa, pra ver se conseguíamos terminar o trabalho.

Quantas músicas você escreveu ou gravou para o disco?

Eu fiz 13 músicas, e tem 11 no álbum. Teve uma que eu realmente achei que não encaixava, e outra que era “Animal Animal”, que foi lançada como single a quase dois anos atrás!

Qual a música mais especial para você e por quê?

Eu acho que “Something I’m Not” é a música mais legal do álbum. Sonoramente falando, acho que é a mais inovadora com certeza.

Aqui vai uma coisa engraçada: você realmente chama o seu carro de “Jenny”, como fala na música “The Worse It Gets”? Se não, da onde tirou essa linha?

Eu não chamo meu carro de Jenny! Meu amigo Alex Frankel da banda Holy Ghost! que me veio com essa parte. Ele trouxe a ideia de uma música para minha casa, nós trabalhamos nela e ela se transformou no que “The Worse It Gets” é hoje.

Minha canção favorita do disco é a versão extendida de “Golden Train”, com quase sete minutos. Como você a fez? Você a fez antes da versão editada ou você a fez depois de perceber que a música precisava de alguns minutos extras?

“Golden Train” foi a primeira música que fiz como Penguin Prison. Eu a fiz com meu amigo Alex Frankel do Holy Ghost!. Primeiro fizemos a versão mais longa e depois a versão editada, mas as pessoas ainda não ouviram essa versão pois é exclusiva do álbum.

Você já escolheu seu próximo single? Nós estamos prevendo que “In The Way” será o próximo,  é totalmente “Penguin Prison”!

Na verdade “Don’t Fuck With My Money” é o próximo single, e acho que será o maior sucesso do álbum! Talvez “In The Way” possa ser um single também, quem sabe!

Das canções ainda não lançadas, “Desert Cold” é sem dúvidas minha preferida. Acho incrível o contraste entre os versos brincalhões e o refrão mais sério, com violões. Mesmo sendo bem diferente da sonoridade das outras faixas do álbum, a música tem alguma chance de se tornar single?

Eu sinto que “Desert Cold” certamente será um single em algum ponto do caminho. Eu a acho bem diferente das outras canções do disco, o que é bem legal. Ela tem alguns elementos de rock que as outras não têm.

Outra coisa que amamos é a capa do disco, sem dúvidas uma das mais legais do ano. Os desenhos são incríveis, mas qual o significado por trás deles?

Toda a arte do disco Penguin Prison foi feita por uma mulher chamada Frau Grau, da Alemanha. A arte meio que demorou um tempo para ser construída, mas se você vê-la de perto, em CD ou vinyl, verá o quão especial ela é. Nós conversávamos e tivemos bastante ideias, até que ela apareceu com uma que gostei muito e acabamos tomando aquela direção. Mas não sei o sentido por trás dela, pra ser sincero!

Realmente, toda a arte dos singles e inclusive do álbum pareciam seguir uma mesma linha. Mas já pensou em colocar uma foto sua em alguma capa?

Não, eu acho que nunca vou querer uma foto minha em alguma capa para ser sincero. Eu gosto de capas de disco cuja arte é apenas uma bela imagem. Como os ábuns do Radiohead, por exemplo.

Além de suas próprias músicas, sempre esperamos pelos próximos remixes que está fazendo. Como que essas colaborações acontecem e qual delas foi a mais divertida de ser feita?

Minha favorita é justamente a primeira que fiz – o remix para “I Am Not A Robot”, da Marina & The Diamonds. Geralmente, alguém da gravadora ou o empresário do artista entra em contato com meu empresário com a proposta, então eles me mandam as partes da música, eu pego os vocais, coloco-os em pro tools e invento a melodia e a intrumentação que se encaixa com eles.

Pode nos dizer algo do seu próximo remix, e se não puder, pode nos dizer qual artista você acha que precisa daquele toque “Penguin Prison” para se tornar completo?

Meu mais novo remix é para o novo single de uma artista chamada Lana Del Rey, chamado de “Blue Jeans”, que eu acho bem legal. Se for parar pra pensar, eu acho que prefiro fazer remixes para vozes femininas ao invés de masculinas. Os melhores que já fiz foram pra vozes femininas! Então se tem alguma artista que ainda não foi “remixada” por mim – é ela que quero como próximo remix!

Seus remixes são basicamente produções novas, que aproveitam da original apenas o vocal. Você já pensou em produzir uma música original ou até mesmo um álbum para alguém? Já recebeu alguma proposta?

Sim, já pensei, e seria extremamente legal com certeza. Algumas pessoas já me chamaram aqui e alí, mas não fiz nada concreto ainda.

Esse ano estamos vendo um bom tanto de excelentes debuts, inclusive o seu. Você já tem algum favorito?

Gosto muito do Twin Shadow e do Das Racist!

E você gostaria de vir para o Brasil?

É claro que gostaria de ir para o Brasil! Que tipo de pergunta é essa?

Se você pudesse descrever o Brasil em uma palavra, qual seria?

Sinceramente eu não conheço muito sobre o Brasil, mas parece ser o lugar mais legal da América do Sul e aparentemente tem um monte de mulheres sexies, então se tivesse que escolher apenas uma palavra ela seria “sexy”.

Muito obrigado por responder nossas perguntas! Nós amamos seu trabalho e foi muito bom poder conversar com você sobre ele! Alguma palavra final para seus fãs brasileiros?

Eu realmente espero e estou muito ansioso para fazer muitos shows no Brasil. Eu não sei quando vai acontecer, mas espero que seja cedo! Muito obrigado!

Ouça a seguir o excelente debut do Penguin Prison. Sem nenhuma faixa ruim, o disco já é um dos nossos favoritos do ano desde que conseguimos botar as mãos nele no começo do ano, e merece ser ouvido na íntegra.


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