Archives For October 2011

Apesar de já teram recebido apoio das principais rádios de rock alternativo da Inglaterra com “Crystals” e “Swimmhaus Johannesburg”, uma das maiores promessas para o próximo ano, os Fixers, chegam agora em Dezembro com o lançamento do seu primeiro EP, Imperial Goddess of Mercy. Sem nenhum dos singles anteriores em sua curta tracklist, a banda promove o lançamento com o single “Majesties Ranch”, e com o download gratuito de “Trans Love”.

Se os Fixers almejavam a realização única da psicodelia e da música pop, “Majesties Ranch” provará que a banda está no caminho certo, com as devidas influências do Beach Boys e principalmente do Animal Collective em seus devidos lugares. Da produção exuberante e cheia de sintetizadores ao refrão familiar e principalmente ao vocal, a canção remete sem medo aos americanos, mas consegue resultar em um single próprio ao seu final, repleto de harmonias vocais, chacoalhos, guitarras e toda uma vibe pôr-do-sol californiano. É uma eufórica canção que vai te fazer cantá-la em pouco tempo, e que traz de volta a fórmula do primeiro single, “Crystals”, só que mais polida dessa vez.

Fixers – Majesties Ranch

A segunda canção do EP, “Trans Love” (que pode ser baixada aqui), têm o grupo deixando de lado a vibe dos sintetizadores modernos do single oficial a favor de uma sonoridade retrô. Nos versos a banda soa muito parecido com o segundo single, “Swimmhaus Johannesburg”, com cantos melódicos e guitarras suaves, até explodir em seu refrão, onde mostra todas as influências do Beach Boys, com guitarras anos 60, uma percussão agitada e um refrão repetitivo (“I’m in love with a tropical world”) que certamente grudará em sua cabeça. O middle 8, a base de pianos, também demonstra o lado sereno e mais acessível do grupo.

Fixers – Trans Love

Imperial Goddess of Mercy é o EP de 5 faixas do grupo experimental produzido pelo Ben Allen. Ele será lançado no dia 5 de Dezembro.

Pra que fazer festa de Halloween quando a música não acompanha o tema? Foi a partir dessa pergunta (ou desabafo), que resolvemos juntar as canção e remixes que mais nos lembram esse período, com releituras que abusam de sintetizadores vampirescos, ares góticos ou que vão te fazer relembrar de alguns temas de filmes famosos. Mas nada de witch-house ou música pra ficar parado: aqui é pra dançar e ficar de pé do início ao fim, e celebrar essa época de festas com estilo. Aperte o play logo abaixo e entre no clima – sem travessuras, só gostosuras.

Halloween Oh My Rock 2011

Tracklist e músicas individuais após o jump!

Memory Tapes nasceu em 2009 quando o chillwave ainda engatinhava. Não muito bem visto por alguns, o pseudo-gênero englobou uma grande leva de artistas que ainda não estavam categorizados. Sem nenhuma semelhança na música que faziam, na estética ou na região geográfica o fato é que o gênero já gerou e continua gerando bons frutos. Memory Tapes é um deles. Considerada como uma das precursoras desse estilo ensolarado, cheio de samples e clima nostálgico, a banda lançou seu segundo álbum em julho desse ano. Apesar de ter deixado para trás alguns elementos do primeiro álbum, Davye Hawks, o frontman da banda, ainda bebe da mesma fonte: os anos 80.

Eu, particularmente não entendi o clipe de “Offers”, novo single do disco que acabou de ganhar seu vídeo, mas a mistura do ballet experimental com takes externos é hipnotizante. E a música é uma daquelas delícias atemporais, que te fazem ter a impressão de já ter grande intimidade com a banda. Em meio a tantas texturas, camadas e elementos, como saxofones que se mesclam a sintetizadores, pianos, e outros instrumentos, a voz de Davye ecoa através de sua melodia estonteante e penetra facilmente em nossos ouvidos. Dê o play a seguir e aproveite essa vibe psicodélica e relaxante.

Memory Tapes – Offers

A canção faz parte do segundo disco da banda, Player Piano, lançado esse ano pelo selo Carpark Records.

Conheça Grimes, o projeto da canadense Claire Boucher, que está prestes a se reinventar. A cantora já lançou na verdade dois álbuns, mas como disse em uma entrevista recente à Pitchfork, seu terceiro, previsto para Janeiro do ano que vem, será o mais polido, acessível e melhor trabalho até então. Seu som tem como base sintetizadores sombrios que flutuam sobre seu vocal angelical, mas no novo single, “Oblivion”, as coisas mudaram um pouquinho.

Claire combina com maestria elementos mais pop com seu som decididamente mais atmosférico, resultando em uma faixa tão sombria quanto dançante. A canção a princípio soa mais como uma releitura de “Heart of Glass”, do Blondie, misturados a sintetizadores borbulhantes e grudentos la la la’s que nos lembram da Gwen Stefani, mas com uma estrutura estranha mas ao mesmo tempo intrigante, com uma boa dose de diversidade que a separa facilmente das outras canções de electro-pop. O single é uma peça celestial e de muito bom gosto, que nos deixou salivando por mais.

Grimes – Oblivion

“Oblivion” é a primeira música do novo disco da cantora, Visions, que será lançado no dia 31 de Janeiro de 2012.

Entrepreneurs é o projeto solo do britânico Adam Crisp, que já esteve presente por nossas páginas com um espetacular remix da Marina & The Diamonds, e que recentemente lançou um single duplo do seu próprio projeto, que talvez tenha passado despercebido por muitos.

O single é composto por dois lados princiais, sendo a primeira faixa a histérica “Fuck Tactics”. Nos vocais, além de Adam e sua pose indie-rocker-favorito de ser, estão também a novata FOE cantando o refrão (que já apresentamos aqui), e o rapper Ghostpoet num verso só para ele. A canção tem um saxofone furioso que contracena de igual para igual com as guitarras e as baterias dançantes, culminando em um solo de guitarras que decreta de vez o estado pandemônico da faixa. É o que chamaríamos de pop irreverente.

Entrepreneurs – Fuck Tactics

O segundo lado do single, tão espetacular quanto o anterior, é “Bubblegunk”, uma pequena faixa cheia de experimentalismos mas que não sai de nossas cabeças há meses. Com batidas fortes e uma base de sintetizadores centrais que se mantém firmes e pegajosos, a música traz vocais que horas soam como um Julian Casablancas descontrolado, envolto por um tom obscuro e epiléptico, mas completamente dançante. A música se mantém uniforme até o segundo e grudento refrão, até que um solo de guitarras invade suas batidas maníacas no melhor estilo Van Halen de ser. Assista ao vídeo e veja seu corpo mexer instantâneamente.

Entrepreneurs – Bubblegunk

O single foi lançado em Julho desse ano, mas não temos nenhuma notícia sobre um futuro álbum do produtor.

Produtores consagrados podem ajudar a definir o som de uma nova banda ao mesmo tempo que conseguem mudar sua essência por completo. Felizmente, no caso do Electric Guest, ambos os lados saíram vencedores. Com um disco, Radical Miracle, já no forno para ser lançado, o duo de Los Angeles teve ninguém menos que o Danger Mouse (Gorillaz, Gnarls Barkley, U2, Broken Bells) para produzir todas as suas faixas, inclusive as do seu magnífico EP de estreia, Mondo. O duo é formado pelo vocalista Asa Taccone e por Mathew Compton, e apesar da produção pelo Danger Mouse, as canções soam como obras que flertam tanto com o rock quanto o lado mais pegajoso do pop, com elementos do rock psicodélico, sintetizadores vintages, guitarras, baixos e refrões de sobra.

A primeira faixa do EP é a maravilhosa “Awake”. A mais agitada do disco, a canção é acompanhada por uma linha de baixo firme e dividida em três partes. Na primeira, com versos e refrões, ela nos apresenta Asa dividindo o refrão com harmonias vocais que soam como um coral de igreja formado por garotas indie, com um clima grudento mas detalhado, que nos lembram as melhores do Broken Bells e mais recentemente do AM & Shawn Lee. E justo quando achamos que a canção ficará na sua estrutura fixa, graças à ignição de um solo de sintetizadores, ela logo se transforma em uma eufórico passeio pela soul music com os mesmos belos vocais cantando um novo refrão, para no final, a base de palminhas, violões e batidas mezzo-R&B, nos trazer ainda um terceiro refrão, que termina nos cinco minutos como um menáge irresistível entre o pop, o rock e o psicodélico.

Electric Guest – Awake

A segunda, e melhor do disco, é a sedutora “Troubleman”, de nove minutos. Mas não desista pela duração. É apertar o play para que uma das melodias mais bonitas e uma das letras mais poéticas do ano infectarem seu cérebro, graças a arranjos meticulosamente programados como órgãos de igreja, violões, guitarras e inúmeros detalhes que só aparecem com audições repetidas. O adorável refrão aparece sempre que pode, mas um solo de guitarra em sua metade dá o tom para o segundo ato da canção, que inesperadamente, soa como uma música totalmente diferente, onde o título da faixa é finalmente revelado. Com baterias, backing vocals, harmonias vocais e a mesma produção espetacular do Danger Mouse, a segunda metade eleva a faixa de uma viagem esotérica e cansativa que poderia acabar soando para um pop de conteúdo que, por que não, poderia muito bem ser tocada nas rádios. No final, para surpresa, as cordas são amarradas e o refrão da primeira parte retorna, fechando seus nove minutos com mais um solo de guitarra, numa faixa que nos obriga a senti-la e experencia-la.

Electric Guest – Troublemen

A última e mais curta faixa do disco, “American Dream”, mostra banda em seu momento mais pop, com um refrão que parece estar sendo cantado em coro e vocais abafados que nos fazem lembrar de um MGMT mais maduro, fechando o EP com chave de ouro.

Electric Guest – American Dream

A banda é uma das maiores promessas para 2012, e já abriram para o Foster The People e causaram certo tumulto no festival CMJ que rolou em Nova Iorque na última semana. A banda finalmente assinou um contrato peso-pesado com a Downtown Records, que irá lançar seu disco, Radical Miracle, no ano que vem, precedido por um novo single e clipe oficial.

Theme Park – Milk

Luis Felipe —  25/10/2011 — 2 Comments

Theme Park, como já apresentados por aqui anteriormente, por si só é um nome que já exala diversão – esta que estava muito mais presente na demo de “Milk” do que no último single oficial dos britânicos, a apaixonante “Wax”. Enquanto esse último acabou virando nossa música favorita dessa promissora banda, parece que agora é a hora de “Milk” revidar com uma produção mais polida e tão divertida quanto antes, graças ao seu, finalmente, lançamento oficial.

Com batidas mais aceleradas, vocais regravados e ainda mais samples tropicais, o que já era uma mirabolante canção que trazia referências aos clássicos do Talking Heads também traz traços da jovialidade de um Friendly Fires dessa vez, no formato de um indie-rock um tanto mais moderno mas ainda fiel às raízes, que promete grudar na cabeça de muita gente ainda graças ao seu refrão sussurrado e seus versos explosivos. O lançamento é uma grata surpresa, e espero que agora a música ganhe o reconhecimento que merece, além de um clipe tão bacana quanto o de “Wax”. Não deixe essa daqui passar batido, pois visto o próximo single da banda – o melhor deles até então – 2012 promete ser um adorável passeio por esse parque.

Theme Park – Milk

O single ainda fará parte da coletânea da Kitsuné, em formato de remix, a ser lançada mês que vem. Se quiser, ainda pode baixar gratuitamente a versão demo da faixa por aqui. O single oficial sai no dia 5 de Dezembro pelo selo Luv Luv Luv Records.