Justice – On’n’On / Ohio / Newlands

Luis Felipe —  12/10/2011 — 2 Comments

E o Justice finalmente está de volta – mas como os primeiros singles “Civilization” e principalmente a faixa-título “Audio, Video, Disco” supunham, o novo disco não é um mero remake do primeiro, mas sim uma obra completamente diferente. Ao ouvir o álbum por completo, é fácil perceber que o duo está buscando mais do nunca um aspecto de banda, misturando batidas e sintetizadores com riffs de guitarra e vocais antêmicos – que ao invés de atingir as pistas estão de olho nos grandes estádios. Fora os dois primeiros singles, segue abaixo os três maiores destaques do disco que exemplificam bem o que quero dizer.

A minha favorita, “On’n’On”, com os vocais de Morgan Phalen do Diamond Nights, traz aquele clássico french house com um twist característico desse segundo disco, como se fosse um Daft Punk fazendo cover do Led Zepellin. A música traz sintetizadores leves que aumentam de tom com os gritos de Morgan no refrão, que traz traços de Peter Gabriel em seus momentos mais pop. A música é bem encaminhada até seu break, com – pasmem – um solo de flauta, que culmina em um final ainda mais explosivo com grandes guitarras. Certamente não é uma faixa que grita Justice, mas sua produção diversificada e versos grudentos certamente fazem dela um dos maiores destaques do disco.

Justice – On’n’On

Outra faixa de destaque é “Ohio”, provavelmente a responsável pela comparação ao Air. A faixa começa com os vocais sussurrados do Vincent Vendetta, do Midnight Juggernauts, mas logo são adicionados sintetizadores leves, uma linha de baixo característica e guitarras que remetem à uma canção perdida dos Eagles – mas que no conjunto parecem mais uma homenagem ao pop psicodélico e praiano dos Beach Boys. E quando você acha que ela está repetitiva, sintetizadores possantes chegam na casa dos 2:36 que nos garantam um final inesperado que mais uma vez coloca tudo em seu devido lugar.

Justice – Ohio

Por último, a faixa que vai ser favorita de muita gente, “Newlands”. Trafegando no espaço do glam-rock dos anos 80, a música também traz vocais masculinos no que é provavelmente a canção mais grudenta do disco, tal como “Civilization”. Solos de guitarra, sintetizadores vintages e um refrão impagável fazem da canção o filho bastardo do Justice com atos de rock como Guns N’ Roses e AC/DC, mas a produção brilhante do duo garante o aspecto moderno que tanto esperávamos de um segundo disco deles.

Justice – Newlands

O álbum Audio Video Disco sai no dia 24 de Outubro.


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