Músicas Favoritas de 2011

Luis Felipe —  27/12/2011 — 31 Comments

Reclamações sobre o número de discos medianos que surgiram esse ano eu até entendo (apesar de não concordar – totalmente), mas em relação a singles, sinceramente não acho que podemos reclamar. Como a proposta do nosso blog é exatamente essa – resenhar novos singles e apresentar novas bandas (que geralmente contam nos dedos o número de músicas que têm), dá pra se imaginar que não foi uma tarefa nada fácil reunir todas as músicas que mais ouvimos esse ano e separar uma a uma quem entra e quem sai e suas devidas posições.

É importante ressaltar também o nome da nossa seção. Ao invés de apelidarmos de “Melhores Músicas de 2011”, estamos “humildemente” chamando de “Músicas Favoritas de 2011”, basicamente porque não somos nenhum mestre para classificarmos sabiamente qual música é melhor do que a outra – até porque estamos falando de algo subjetivo. Resolvemos expor nesse espaço, portanto, as músicas que pessoalmente mais nos marcaram, que mais ouvimos e que mais gostamos nesse ano, e assim como explicaremos também na lista dos discos, a única fórmula que foi usada foi nosso próprio crivo. Se você acompanha e gosta do nosso blog, sugiro que ouça cada uma das músicas a seguir, pois certamente figuraram entre “as melhores” que ouvimos no ano. Posições, explicações e download – logo abaixo.

[Desenho e Arte por Carlos R. A. Junior / Nuvem Design]

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50. Katy B – Broken Record

O pop da Katy B conquistou até os mais críticos esse ano, e “Broken Record” chega sem dúvidas como a melhor canção do seu registro On A Mission. Com belos vocais e um refrão extremamente radiofônico, a música conta com uma produção elaborada que vai crescendo e melhorando até culminar em seu final, onde o refrão finalmente é revelado só para acabar justo na melhor parte.

Katy B – Broken Record

49. Cults – You Know What I Mean

O Cults nos encantou graças aos vocais infantis, às suas melodias ensolaradas e todo o seu climinha nostálgico mas cheio de apelo pop. O primeiro single oficial do disco auto-intitulado foi a incrível “You Know What I Mean”, que engana pelo começo calmo mas que logo evolui para uma canção um tanto quanto “grandiosa” para uma banda lo-fi de dois integrantes. Com os vocais poderosos de Madeline Follin, que não manera os gritos no refrão, a canção se resume a uma nostálgica carta de amor que nos conquistou desde a primeira audição.

Cults – You Know What I Mean

48. Smith Westerns – All Die Young

A pretensiosa “All Die Young” ganhou o destaque do belo Dye It Blonde, segundo disco dos Smith Westerns, por se tratar de uma grande balada cheia de guitarras, que começa de uma forma melódida e continua harmônica até seu final, quando inesperadamente a banda muda seu ritmo completamente com o grupo inteiro repetindo um “All Die Young!” em coro, tipicamente Beatles em sua forma mais pop.

Smith Westerns – All Die Young

47. ANR – Stay Kids

“Stay Kids”, do ANR, é a canção que o MGMT mais desejaria ter gravado esse ano. No fundo é uma balada pop que mais se parece com uma música gospel, mas falsettos e sintetizadores definem bem seu estilo desde a primeira nota, que como disse, não faria feio no Oracular Spetacular. Com uma melodia belíssima e triste ao mesmo tempo, a canção serve como a perfeita introdução ao rock cósmico da banda, que apesar de ter passado batido por muitos, merece uma chance em 2011.

ANR – Stay Kids

46. Baby Monster – Mr. Success

Imagine um synth-pop perfeito que verá algo próximo de Mr. Success, do Baby Monster. Com dois refrões, um que vai por aconchegantes “uhhhhs” e outro mais sério, o ápice da música é quando os dois se encontram no final. Mas a jornada até lá é excitante. Tem sintetizadores, steel drums e toda aquela mistura indie de alegria e tristeza que já embalou hits como “Kids” do MGMT e “Sylvia” do Miike Snow, mas que aqui, infelizmente, irá ecoar na mente apenas dos poucos afortunados que conheceram a música esse ano.

Baby Monster – Mr. Success

45. The Vaccines – If You Wanna

Tudo bem que “All In White” ainda é a “melhor” do disco, mas quando falamos em favorita, o cargo fica por conta da divertida e agitada “If You Wanna”, uma das primeiras músicas a sair da ótima estreia dos The Vaccines. Indie-rock puro que talvez teria feito mais sucesso com alguns companheiros em meados dos anos 2000, mas mesmo na década atual, a energética canção fez muita gente dançar e suar nas pistas alternativas, e graças a esses momentos, acabou se tornando nossa favorita.

The Vaccines – If You Wanna

44. Jay-Z & Kanye West – No Church In The Wild

Tem o Jay-Z, o Kanye West, mas culpe o refrão do Frank Ocean por fazer de “No Church In The Wild” um dos hip-hops mais legais do ano. A batida também é coisa de outro mundo, com sintetizadores assustadores e toda uma aura ameaçadora que cerca a música, e a partipação de duas das figuras mais importantes do gênero também pesa a seu favor, fazendo da canção um registro marcante tanto dentro do glorioso disco quanto no cenário em geral.

Jay-Z & Kanye West – No Church In The Wild

43. St. Vicent – Cruel

“Cruel” é uma daquelas pequenas grandes faixas que acabou ficando de fora das nossas postagens, mas aqui está ela, na lista das nossas favoritas do ano. Se quer fazer um rock experimental mas assustador na mesma proporção, deixe para a St. Vicent, que aqui aplica seus vocais experimentais e muitas vezes “fora do ritmo” a um dos refrões mais irresistíveis do ano, sem contar que é o mais perto do “acessível” que a cantora já chegou.

St. Vicent – Cruel

42. The Milk – (All I Wanted Was) Danger

“Aperte o play e saia dançando pela sua casa” foi exatamente o que dissemos em Fevereiro desse ano e o que ainda acontece quando coloco essa canção do The Milk pra tocar. Se precisa de outro motivo para ouvir a música, basicamente soa como a melhor canção soul que ouvimos desde o último single (decente) da Amy Winehouse, e é inclusive fácil de imaginar a cantora cantando sua letra que fala sobre perigo e viver fora da lei. Se Amy tivesse gravado essa aqui certamente seria sucesso, mas nas mãos do The Milk ela não vira um ponto final, mas sim a promessa de uma banda que ainda tem muito a nos mostrar.

The Milk – (All I Wanted Was) Danger

41. Niki & The Dove – The Drummer

A criativa canção do Niki & The Dove simboliza mais uma das grandes promessas para o próximo ano, e nos teve dançando suas batidas desde a primeira vez que ouvimos. A canção soa como uma tentativa de uma tribo indígena de fazer música pop, graças ao toque excêntrico provocado por suas batidas secas e seu explosivo refrão. Os vocais, agudos e furiosos, ainda ganham atenção mesmo ao meio de uma infinidade de camadas, ecos, sintetizadores e efeitos eletrônicos, que formam uma produção tão detalhista e perfeita que precisa ser ouvida várias vezes para ser assimilada por completa.

Niki & The Dove – The Drummer

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