Músicas Favoritas de 2011
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20. Bon Iver – Holocene

O segundo álbum do Bon Iver parece ter saído do nada, e pegou todos de surpresa ao expandir a rústica sonoridade acústica do primeiro disco a favor de uma paleta sônica de grandes proporções, trocando a intimidade do trabalho inicial por luxuosos arranjos – mas mantendo intacto os mesmos vocais fantasmagóricos e repleto de camadas pelo qual o projeto de Justin Vernon é aclamado. “Holocene”, indicada ao Grammy e melhor representante dessa mudança, te ganha antes mesmo dos vocais. Como um campo envelopado de guitarras elétricas que serve de base para pianos, saxofones e violinos, a canção soa minimalista até você prestar atenção em sua segunda camada, com clarinetes, palmas e saxofones que mal podem ser escutados, mas pontuados de tal forma que, mesmo com pouco, conseguem criar uma tensão constante que culmina em belo clímax.
19. James Blake – The Wilhelm Scream

Depois de muito tentar ouvir seus EPs, foi sem muita esperança que comecei a ouvir o álbum de estreia do James Blake. Mas foi só chegar na segunda faixa, “The Wilhelm Scream”, para ter todo o meu ceticismo por água a baixo. Como uma viagem que começa lúcida e vai se transformando no mais puro pesadelo de alguém que não sabe de nada além que está “caindo, caindo e caindo”, Blake usa da sua voz como mero complemento de suas batidas nebulosas e pesadas, que ganham força a cada segundo a medida que a insanidade do personagem vai ficando cada vez mais incontrolável.
James Blake – The Wilhelm Scream
18. Active Child – See Through Eyes

Os poucos que ouviram esse ano a voz de Pat Grossi, cabeça do projeto Active Child, certamente não se esquecerem. Como um cantor de música clássica, o rapaz tem um dos vocais mais exóticos que já ouvi, que difundidos sobre ondas e ondas de teclados e sintetizadores soam como os próprios anjos fazendo synth-pop, elevando suas músicas para além da estratosfera. ”See Though Eyes”, do seu disco You Are All I See, representa o artista em um dos seus momentos mais devagares porém agressivos, gélidos e expansivos, criando em nossas mentes uma imagem do fim do mundo onde catedrais são quebradas em slow-motion por seus sintetizadores processados. Comparações com o James Blake são óbvias e a linha que separa suas produções é tênue, mas mesmo com composições diretas e mais acessíveis, é o pop melódico, delicado e rico do Active Child que, pessoalmente, sai na frente.
Active Child – See Through Eyes
17. Wolf Gang – The King And All Of His Men

Lançada originalmente em 2009, “The King And All Of His Men” foi a responsável por me fazer seguir todos os passos do Wolf Gang desde então, e para minha surpresa, a canção surgiu em uma forma ainda melhor no sempre-adiado disco de estreia do rapaz, Suego Faults. A canção soa como o casamento entre o rock energético e repleto de ganchos dos The Killers com produções modernas com sintetizadors, mas o resultado é uma canção pop como poucas, com cantos no refrão que grudam instantâneamente e um break repleto de batidas tribais e harmonias bem trabalhadas. É a típica canção impossível de se ouvir e não cantar junto, e o fato de ter conhecido ela em 2009 e ainda ter me surpreendido em 2011 é um dos testamentos do quão duradoura essa composição será.
Wolf Gang – The King And All Of His Men
16. tUnE-yArDs – Bizness

Comandado pela vocalista mais energética do ano, o tUnE-yArDs conquistou pouco a pouco uma parcela considerável de ouvintes que se sentiam reprimidos pelos cantos exóticos e batidas errôneas de “Bizness”, mas que logo ficaram salivando pela espera do segundo disco da banda, W H O K I L L. Para aplicar a força necessária à sua mensagem anti-capitalista, os vocais passeiam do calmo ao nervoso em instantes, tudo enquanto o ritmo excêntrico é conduzido por batidas afrobeats, linhas de baixo deliciosas e vários samples vocais recortados, que vão dando forma à música até a chegada das guitarras e trompetes em seu desfecho. Apesar da produção aventureira, basta algumas audições para concordar que “Bizness” não é nada menos que uma vencedora, e uma canção que será lembrada durante bons anos pela sua sonoridade única, peculiar e acima de tudo viciante.
15. Electric Guest – Troubleman

Com um disco produzido pelo Danger Mouse e um contrato (dizem) de ouro assinado pela Downtown Records, além de chegaram como uma das maiores apostas ao estrelato para 2012, o Electric Guest chega com uma das composições mais belas e indescritíveis de 2011 – que tenho certeza que ainda iremos colocá-la nessa mesma lista ano que vem quando a canção sair oficialmente no disco. Com nove minutos de duração, “Troubleman” são duas músicas em uma e que se juntam novamente no final, com sua primeira metade nos agraciando com órgãos de igreja, violões, guitarras e inúmeros detalhes que só aparecem com audições repetidas, até que um solo de guitarra decreta seu primeiro final e abre alas para sua segunda metade, totalmente diferente, onde o título da faixa é finalmente revelado. Com baterias, harmonias vocais e o auxílio da produção espetacular do Danger Mouse, a canção tem suas cordas amarradas no final, quando os dois refrões entram em confronto só para criar uma experiência divinas e comparada a poucas esse ano.
14. The Rapture – How Deep Is Your Love

Depois de um bom tempo sumido, os fãs e amantes de música em geral não tiveram o que reclamar quando o The Rapture finalmente voltou, cujo pedido de desculpas foi uma das canções mais assombrosas do ano, mesmo que negando algumas de suas origens. Construída sobre pianos, palminhas, uma percussão agitada e uma melodia essencialmente gospel, como se não fosse o bastante a canção nos trouxe dois magníficos refrões que soam como próprios mantras, principalmente ao se unirem no final, que com a ajuda de um saxofone só melhoram ainda a experiência. No final, é tudo tão simples quanto uma canção pop, mas graças ao seu charme inegável que nos fazia voltar a ela ininterruptamente, a canção integra nossa lista não só como uma das melhores, mas também como uma das mais ouvidas por nós esse ano.
The Rapture – How Deep Is Your Love
13. Fleet Foxes – Grown Oceans

2012 foi o ano em que o folk resolveu alçar vôo com composições expansivas e orquestradas que nos cativaram pela emoção embutida, e se teve uma única que representou melhor a evolução do gênero foi “Grown Ocean”, do segundo disco do Fleet Foxes. Com um começo agitado para a discografia da banda mas lento para o que estaria por vir, a canção vai gradativamente aumentando o número de instrumentos e construindo sua melodia até chegar no refrão, que ao som exótico de flautas e em plena catarse emocional, apresenta a maneira mais incompreensível e brilhante que já ouvimos de cantar a palavra “there”. E então a orquestra se desconstrói, só para montar tudo de novo mais uma vez, causando-nos arrepios em seu gran-finale e deixando-nos com um sorriso bobo, daqueles que expressam o puro sentimento de dever cumprido.
12. Dry The River – New Ceremony

Se apresentando como os herdeiros mais lógicos do folk de arena dos Mumford & Sons, os britânicos do Dry The River vieram lançando uma série de singles bem sucedidos ao longo do ano, mas nenhum possui a carga emocional trazida no primeiro deles, “New Ceremony”. Soando como um misto dos Mumford & Sons com os momentos mais antêmicos do Arcade Fire, sua composição mistura folk-rock a melodias góspeis e uma produção luxuosa, impossível de se ouvir sem se entregar por completo. Com um começo acústico que desaparece na casa dos segundos, a canção não espera até o final para revelar toda sua intensidade graças a violinos, guitarras potentes e uma percussão urgente, que se unem para formar uma torrente emocional acompanha por uma que melodia se desdobra em uma encruzilhada de versos que se parecem refrões e vice-versa. Com um disco programado para Março, poucas bandas nos excitam tanto para o próximo ano quanto o Dry The River, e mal podemos esperar para ver o resultado completo.
11. Lykke Li – I Follow Rivers
![cover[11]](http://www.ohmyrock.net/wp-content/uploads/2011/12/cover11.jpg)
Com a mesma força descrita em seu refrão, Lykke Li resolve deixar de lado suas canções minimalistas do disco de estreia a favor de um espectro mais amplo e vigoroso, que demanda sua atenção desde o início graças também à sua evolução vocal, que passa do infantil para o amargo e ditador, e demonstra amadurecimento ao falar do poder dos sentimentos e do amor, mais destrutivo e poderoso do que qualquer rio ou droga, que te persegue sempre clamando por mais. E com a ajuda de um refrão que vai fazer exatamente o mesmo, a sueca de quebra ainda dá uma aula de como se fazer uma canção pop perfeita, que com uma produção sombria repleta de ameaçadoras batidas tribais, certamente compõe uma faixa que escutaremos incansavelmente por anos e anos a seguir.
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[50-41] • [40-31] • [30-21] • [20-11] • [10-1]
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28 Comments
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Bem Vindo
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The Drummer merecia aparecer no Top 30, mas tá valendo. Concordando com várias por enquanto que não sei quais são as outras. Tirando a da Katy B que realmente não ouvi (ela simplesmente não emplacou comigo, só ouvi uma música que era boazinha até, mas nem lembro mais o nome, acho que fez certo sucesso no UK) todas ouvi e são ótimas. Gostei de ter citado uma música da parceira Jay-Z e Kanye West, tem outras melhores, será que ainda aparece alguma por aqui? (acho que não D:)
Pra mim essa é a melhor da Katy B! Comece por aí!
E olha, foi uma dor colocar Niki & The Dove logo na primeira leva, mas juro pra você que muita coisa boa teve que ficar de fora, 50 músicas parece muito mas é muito POUCO! haha e sobre o Jay-Z + Kanye, eu gosto de todas do disco, e estava muito em dúvida entre “No Church”, “Otis” e “Niggas In Paris”. Espere que o disco será recompensado, pois não vive de apenas uma música boa e sim de um todo [excelente a propósito!].
U rock, guy!! =D
não é pra tanto, caio! hahaha
valeu pelas visitas durante o ano ;D
Bon Iver e Destroyer, porfa.
Bon Iver e Destroyer no top 5, porfa. *
Tomara que tenha Who’s laughing now da Jessie J e Colors ont he wall (Don’t Stop) do Foster The people, que foram as que mais marcaram meu ano de 2011 <3
Pessoalmente não curti muito a Jessie J depois que saiu o disco (tirando “Domino”), mas Foster The People certamente vai aparecer ainda!
Mais músicas! o/
- Marina & The Diamonds – Radioactive
Muito diferente de qualquer coisa que eu gostaria de ouvir da Marina, mas ainda sim boa, espero que não seja a unica dela no top pq Starring Role é bem melhor e é mais “Marina”.
- Charli XCX – Stay Away
Descreveu bem essa, uma das melhores surpresas que tive esse ano!
- Beyoncé – Countdown
Não costumo ouvir Beyoncé (desde Crazy Love ou alguma coisa assim), mas dei chance a essa graças ao blog, muito boa até e os vários remixes que surgiram aqui só engrandeceram a experiência, mereceu ser citada.
- Purity Ring – Belispeak
Não dei muita chance a essa no início e confesso até ter esquecido ela no meu iTunes, quando em um belo dia de faxina apagando várias coisas essa escapou da tão dolorida lixeira. Ouvi muito, perfeita pra diversas situações.
- PAPA – Halloween To Me
Acho essa música estranha, mas do tipo que combina comigo. Confesso não ter ouvido mais nada do PAPA, mas antes de pagar por minhas heresias vou procurar material novo no youtube.
No geral boas músicas por enquanto. A do Panda Bear e a da Lady Gaga passaram batido por mim (por incrível que possa parecer) e acho que vou pro inferno por isso.
O PAPA lançou um EP agora no fim do mês, dia 15! É o A Good Woman Is Hard To Find, que fiz questão de comprar pelo iTunes. Incrível. Falarei mais dele no post de melhores EPs do ano, mas pode ir ouvindo que ser você gostou dessa vai gostar dele todo!
Pra mim podia colocar Alex Winston e The Weeknd lá pros primeiros da lista!
ok, um top 20 vai! mas é tanta coisa boa que fica difícil…
Bom demais, parceiro =)
Hein Luis vai ter alguma do Alex Clare?
Por que apesar de não ser muito pop algumas músicas dele são incríveis e deveriam aparecer por aqui!
Então, cheguei a fazer um post dele, ainda gosto bastante de “Up All Night”, mas confesso que não virou uma das minhas coisas favoritas do ano.
Prevejo Lana Del Rey no top 5
Escutei o Panda Ber, e amei, ai resolvi procurar algo do Animal Callective. Baixei o CD com as melhores deles o Greatest Hits, e cara não consigo parar de escutar. Muito obrigado pelas dicas. Oh My Rock, concerteza o melhor site, que resolvi acompanhar nos últimos tempos. PARABÈNS!!
ja vejo lana del rey foster the people e the knocs no top 10
Ótima seleção. É uma tarefa sempre árdua escolher as melhores. Achei legal a inclusão do Neon Indian na lista. Um álbum muito bom que não foi muito citado e esse faixa “Polish Girl” foi super bem trabalhada.Parabéns ao OMRB pelo ótimo 2011 de muitas descobertas e que 2012 seja melhor ainda.
Abraços
Caralho, eu também acho essa “Holl I Roll” da Britney muito fodinha!
HAHA’ agora tem que fazer os TOP 50 álbuns kkkkkk’ Muita Bom!
Olá Luís! Gostei muito das músicas que tu acha serem as melhores! Como fiel leitor do teu blog achei muito pertinente!
Não sei se já está a saber..mas: Penguin Prison em São Paulo dia 27 de Janeiro!
Nunca vou entender Vomit em 1o lugar em várias listas. Na minha opinião todas as 49 outras são melhores.
Viciei em Icona Pop, graças Oh My! (alguem falou sobre Icona nos comentários de uma música do Oh My!) e posso dizer que são uma das melhores coisas que aconteceram ao pop em 2011. Bom vê-las, mesmo que fora do Top 20.
Lana Del Rey também conheci pelo blog assim como Azelia Banks e Girls. Foi um bom ano musicalmente.
[...] um EP de duas faixas, com inclusive a nada-menos-que-épica “Troubleman” garantindo o 15º lugar de nossas músicas favoritas do ano, e esse ano estão prontos para dominar de vez 2012. Com um contrato assinado desde o ínicio com a [...]
Não gostei das da Katy B e da Marina & The Diamonds. Pop demais pra elas.
Panda Bear e Lady Gaga mereceram ser citados.
Top 3 digno.
Azealia Banks nem se fala
[...] Depois de lançar um dos EPs mais energéticos de 2011, a maratona de estúdio dos The Knocks parece não ter fim, principalmente agora, em 2012, quando assinaram com a Universal e estarão lançando finalmente o esperado primeiro disco. Enquanto os novos singles não chegam para agitar nossos fins de semana, o duo acaba de lançar mais uma produção, dessa vez um cover, como nos primórdios do grupo. A canção escolhida foi nada menos que “Midnight City”, do M83, a ode à vida-noturna do ano passado que encabeçou o segundo lugar em nossa lista de “canções favoritas”. [...]
adorei a Britney e Foster The People estar no TOP10 <3
eu acho q little black submarines do black keys merecia pelo menos um menção honrosa