Archives For February 2012

Em Dezembro do ano passado apresentamos aqui no blog o trio sueco Fibes, Oh Fibes! e seu single “Cerahtonia“, lançado apenas para criar expectativo para o segundo álbum do grupo, chamado apenas de Album, que será lançado no próximo mês de Abril. A canção contava com a produção do John Eriksson (do Peter Bjorn & John) e do produtor responsável pelo álbum, Pontus Winnberg, mais conhecido por fazer parte do Miike Snow e integrar uma das metades do badalado duo Bloodshy & Avant. Para o primeiro single oficial do disco, além da produção de Winnberg, os rapazes ainda chamaram as favoritas da Icona Pop para deixar o pacote ainda mais completo, e o resultado não é nada menos que sensacional.

“Apex Of The Sun” é a faixa encarregada de promover o Album, à princípio em solo sueco e mais tarde em solo americano (a banda fará sua estreia nos Estados Unidos em breve, fiquem de olho). Com alguns sintetizadores clássicos do Miike Snow já abrindo a faixa, Christian Olsson logo assume os vocais para cantar sobre todo o seu amor ao sol, recrutando as suecas da Icona Pop para fazerem o coral no refrão. O breakdown esfria as coisas temporariamente só para Winnberg nos apresentar alguns sintetizadores maníacos que juntos de um coro composto pelas vozes das meninas e de Olsson culminam em um resultado estonteante, que com certeza colocará o disco da banda como uma de suas prioridades do ano.

Fibes, Oh Fibes! – Apex Of The Sun (Ft. Icona Pop)

Se gostou, agora basta aguardar pelo Album, do Fibes, Oh Fibes!, que sai no dia 11 de Abril.

Maiores detalhes do Electra Heart, novo álbum da Marina & The Diamonds, foram divulgados recentemente pela cantora. Os singles já diziam que o disco seria um interessante take da indústria moderna do pop visto sob os olhos (e com uma certa ironia) de Marina, impersonificando “tudo o que ela mais odeia” em sua personagem Electra Heart. Apesar de ter seu primeiro single, “Primadonna”, lançado apenas no dia 16 de Abril, a cantora resolveu divulgar nesse sexta feira um aperitivo do que está por vir, distribuindo mais uma faixa do disco, “Homewrecker”.

Com uma introdução falada, Marina (ou seria aqui Electra Heart?) conta a história de uma amizade que acabou se evoluindo para algo mais, nos levando diretamente para o refrão, onde as coisas passam do calmo para o explosivo graças a uma produção dance-pop do Greg Kurstin que lembra bastante seu último single, “Radioactive”, e temos a cantora se auto-proclamando uma “destruidora de lares” e cantando que “quebra corações só por diversão”. A produção segue uniforme, com um breakdown cantado que pára as coisas um pouco e volta com tudo para um último refrão, mantendo a qualidade até o último segundo e nos deixando ainda mais ansiosos para “Primadonna”, o primeiro single oficial do disco.

Marina & The Diamonds – Homewrecker

A música pode ser baixada acima, mas colabore com Marina (e contribua com as estatísticas do Brasil!) entrando em seu site oficial e baixando a música de lá – e pra isso basta inserir o código electrasheart. O disco, Electra Heart, sai no dia 30 de Abril e contará com produções do Dr Luke (Katy Perry), Rick Nowels (Madonna) e Greg Kurstin (Lily Allen). Quem deu a dica do single foi nosso leitor João.

EDIT: Se quiser apressar as coisas, ouça uma versão crua do novo single de Marina, “Primadonna”, produzida pelo Diplo e Dr. Luke, clicando aqui ou indo nos nossos comentários.

Quando saiu a notícia de que o Gorillaz estaria participando com o James Murphy e o André 3000 no projeto da Converse “Three Artists. One Song”, só conseguimos esperar um resultado insano vindo da inusitada parceria tripla, que servirá de propaganda para uma nova linha de tênis que a trupe do Damon Albarn estará lançando em parceria com a marca. Ontem foi divulgado uma versão editada da música, de 4 minutos, mas que como ressaltado por Murphy em recente entrevista à Pitchfork, não é a representação ideal do que de fato aconteceu nos três dias em que estiveram juntos, e servia mais como um “aperitivo” para a música real, de nada menos que 12 minutos, a ser lançada no site das bandas em breve. Mas felizmente, a música caiu hoje na rede.

Para quem ouviu a versão editada, o começo aqui é idêntico. Temos primeiro Damon Albarn abrindo a faixa e cantando os minutos iniciais naquele tom tipicamente Gorillaz sobre uma batida funky característica do LCD Soundsystem, mas com direito a um toque cômico, com samples e barulhinhos engraçados, possívelmente culpa de Albarn. No segundo minuto, é a vez de Andre 3000 assumir os microfones e nos fazer lembrar da época de ouro do Outkast, e enquanto a versão da rádio acaba por aí, aqui a coisa fica mais interessante. Na casa do 4:40 minutos, André começa a proclamar “I’m the shit!” enquanto guitarras entram em cena e a batida começa a tomar novas proporções, lembrando um pouco daquele crescimento de ritmo visto em “Yeah”, do LCD. André ainda sai totalmente do script e deixa as coisas espontâneas em um freestyle no final, até que a música acaba do nada na casa dos 9:45. Mas daí, logo em seguida entra uma espécie de “Outro”, onde algumas harmonias vocais fúnebres e batidas bizarras mudam o tom da música completamente, para André ainda mandar um último verso sobre ser o “the shit” enquanto. Coisa de doido.

Gorillaz – DoYaThing (Feat. Andre 3000 & James Murphy) (13 Minute Version)

Gorillaz – DoYaThing (Feat. Andre 3000 & James Murphy) (Radio Edit)

Se existe algo como o synth-pop perfeito, é bem provável que o Thomas Azier, de Berlin, tenha estudado sua fórmula à exaustão. Há quatro anos que o rapaz de 24 anos vem trabalhando em inúmeras canções e desenvolvendo seu som, e visto o lançamento do seu primeiro EP, o Hylas 0001, do começo do mês, o tempo não parece ter sido em vão.

A melhor prova disso é o seu single de estreia, “Metropolian Tribe”, que como o título já diz, é uma ode à tribo urbana que tem na vida noturna a principal válvula de escape para os problemas do dia-a-dia. A canção já soa como aquele típico primeiro single que servirá de comparação para todos os próximos que o cara irá lançar, e não é para menos, para os amantes de synth-pop será amor à primeira vista. Os sintetizadores já ditam as regras logo no começo, acompanhado por um riff de keytar que abre alas para os vocais de Thomas, que à princípio lembram um Neon Indian mais limpo mas que, graças aos falsettos, acabam nos lembrando das melhores do Passion Pit, principalmente em seu refrão, onde canta que “todos nós podemos ser livre” e que “nós dançamos pelo dia de ontem”. Com um break cheio de glitches e harmonias vocais robóticas que repetem seu título à exaustão, “Metropolian Tribe” é uma esperançosa e eufórica canção pop, verso após verso, refrão após refrão, batida após batida.

Thomas Azier – Metropolian Tribe

Se gostou, já pode correr pra ouvir o EP completo do cara, o Hylas 0001, em sua página do SoundCloud. Fique ligado pois ele já está trabalhando em seu debut, previsto para ainda esse ano.

Depois de uma pausa de sete anos, o grupo de synth-pop britânico Saint Ettiene está de volta e já chega prometendo boas coisas. De acordo com o próprio grupo “há muita porcaria no pop hoje em dia”, e com seu novo disco, Words and Music by Saint Etienne, eles tentarão fazer “algo a respeito disso”. A banda já é conhecida pelo seu amor por sintetizadores e uma escrita afiada para grandes refrões, e como visto em seu novo single, “Tonight”, parece que os sete anos em que ficaram parados não afetou em nada isso, muito pelo contrário.

A música em si já contém todos os elementos de uma grande canção dance-pop moderna, mas se você decide chamar o famoso time do Xenomania para produzí-la (Kylie Minogue, Girls Aloud, Pet Shop Boys) e o ótimo Richard X para mixá-lo (Robyn, Annie) as suas chances de torná-la um clássico contemporâneo são multiplicadas por dez, e é exatamente assim que soa “Tonight”. Com uma letra que fala da simples sensação de euforia ao ver seu artista predileto pela primeira vez ao vivo, a canção começa com os vocais sussurrados de Sarah Cracknell acompanhados por batidas dance, que vai construindo sua instrumentação aos poucos com o auxílio de arranjos que rapidamente nos levam ao refrão eufórico, onde as coisas aceleram brevemente só para derreter logo em seguida no melhor estilo das grandes baladas electro da Kylie Minogue só que com a sensibilidade indie vista nos últimos singles da Robyn, principalmente em “Dancing On My Own”. A canção chega acompanhada de um vídeo simples, que mostra uma edição da banda em um show íntimo misturado a imagens de cidades, carros em slow-motion e muitas luzes de neon.

Saint Ettiene – Tonight

Lembramos que a versão do vídeo é editada, com 3 minutos, e a versão disponibilizada para download é a do álbum, com 4:38. O single de “Tonight” chega no dia 5 de Março acompanhado de remixes por Richard X, Club Clique e The 2 Bears. O disco, Words and Music by Saint Etienne, sai no dia 21 de Maio e foi todo produzido pelo Xenomania & Richard X.

Depois de um bom tempo afastado e alguns singles instrumentais não muito bem recebidos lançados, Sam Sparro começa agora a divulgação oficial do seu próximo trabalho, o segundo disco Return To Paradise. E se o primeiro single, “Happiness”, é alguma indicação, Sam parece ter deixado de lado o electro-pop moderno de seu debut a favor de um retorno literalmente ao paraíso das pistas de dança dos anos 70. Com uma introdução a base de pianos, a canção segue a linha do disco-house bem propagada no ano passado por artistas como The Magician, Flight Facilities e Beni, com direito a um baixo funky e aqueles clássicos violinos setentistas permeando toda a faixa. O refrão só entra na segunda metade, mas é dos grandes e totalmente alto-astral, com direito a um coral gospel de fundo. Pode não ser do jeito de esperávamos, mas os vocais de Sparro combinam tão bem com a atmosfera da música que fica difícil de negar, dessa vez o cara realmente está de volta.

Sam Sparro – Happiness

O Return To Paradise ainda não tem data definida, mas o clipe de “Happiness” foi gravado semana passada e o single virá com remixes, adivinhem, do Beni, do The Magician, do Mr. Fingers e de outros.

Santigold, estávamos quase perdendo a fé em você, quase. As comparações com a M.I.A. vêm desde o primeiro disco, mas convenhamos que com seus lançamentos recentes, inclusive no recente single “Big Mouth”, as coisas estavam bagunçadas demais para a gente deixá-las de lado. Felizmente, a cantora acaba de resgatar nossa fé com seu novíssimo single “Disparate Youth”, talvez um dos seus melhores até então.

Esqueça o tom esquizofrênico de “Big Mouth” e a falta de sentido de “Go” (sua parceria com a Karen-O que felizmente não estará no disco). Acompanhada de uma batida electro que vê referências no drum & bass, Santigold ainda traz algumas guiatarras eletrizantes que servem de fundo para cantar (sim, aqui ela realmente canta) uma das canções mais belas que já fez. O refrão é uma delícia a parte, que traz aquel tom electro-reggae que também permeava algumas músicas do primeiro disco, soando quase como uma versão reformulada de “Shove It” só que com uma letra humanitária e um bom tanto mais melódica, que apesar de conter batidas agitadas, trazem um clima mais tranquilo e um tanto mais organizado (leia-se pop) que seus lançamentos anteriores. Agora vai, hein?

Santigold – Disparate Youth

Detalhe que a versão acima é a versão completa do disco, retirada do iTunes com 4:45. O disco (agora muito aguardado por nós), Master Of My Make-Believe, sai no dia 1º de Maio pelo selo Downtown, e ainda contará com produções do Switch (do Major Lazer), do Dave Sitek (TV On The Radio) e do Nick Zinner (do Yeah Yeah Yeahs). Um single de “Disparate Youth” com remixes sai no dia 8 de Abril.