Archives For May 2012

Swiss Lips – Danz

Luis Felipe —  31/05/2012 — 2 Comments

Se estiver no trabalho e não quiser passar por uma situação embaraçosa, não tente procurar fotos do Swiss Lips sem o filtro de imagens ativado. Se ativá-lo, entretanto, poderá encontrar várias fotos dessa banda inglesa de nome atrevido que tem tudo pra ser a mais nova queridinha dos fãs de Is Tropical, Friendly Fires, Franz Ferdinand, e afins. Com uma pegada um pouco mais eletrônica e pop que eles, entretanto, o Swiss Lips se mostra uma bela opção para quem curte um indie-rock com sintetizadores dançantes, sem compromisso e lotado de refrões pegajosos.

O mais novo single do grupo, que tem o título totalmente apropriado de “Danz”, conquista tanto na qualidade da música quanto na do vídeo. O clipe chama a atenção por ser simples mas com uma ideia genial, e mostra um mendingo que mais parece uma versão suja do Gandalf dançando pelas ruas afora sem se preocupar com nada. Pode parecer meio bizarro, mas ao ouvir as guitarras e as batidas da música, você irá entender perfeitamente essa energia e se deixar levar pelos versos fáceis e pelo climinha dançante. Os riffs de sintetizadores garantem um surpreendente swing à música, que ainda conta com delicioso refrão, pronto para conquistar com facilidade os fãs do gênero.

Swiss Lips – Danz

O Swiss Lips é uma daquelas bandas que merece muito a nossa atenção, e é por isso que vamos ficar de olho em seus próximos passos até o lançamento do seu debut, programado para sair em Agosto pela Sony.

O Yung Life é uma banda que vem lá de Knoxville, Estados Unidos, e que trouxe ano passado belas composições lo-fi com elementos do synth-pop que agradaram os ouvidos mais atentos. Apesar do disco de estreia, o Youth’s Hours, trazer a tona todo o espirito synth pop oitentista de volta para a atualidade, é com o segundo disco, a ser lançado esse ano, que a banda resolve expandir seus horizontes e dar uma limpeza na produção, como pode ser visto no mais novo single deles, o recém lançado “Isn’t This”.

Apesar da produção mais limpa e nítida, “Isn’t This” mantém intacto o paladar da banda para melodias pop grudentas, visto principalmente em seu pegajoso refrão, trilha perfeita pra qualquer sexta-feira. A canção segue a fórmula nostálgica do grupo e começa com uma linha de baixo sólida e sintetizadores vibrantes, que vai evoluindo junto aos divertidos vocais, que aqui nos lembram vagamente do duo Kids Of 88.

Yung Life – Isn’t This

Se gostou, fique de olho no segundo álbum da banda, o auto-intitulado Yung Life, que sai no dia 21 de Junho.

Ellie Goulding, que anda um pouca sumida (namorando o Skrillex e em estúdio, preparando seu novo disco), resolveu dar uma prévia do que está por vir ao liberar na internet um incrível cover do The Weeknd, que conta com a produção de ninguém menos que o Xaphoon Jones, metade do duo Chiddy Bang e cérebro por trás da produção do projeto.

A música varia um pouco das outras da cantora, produzidas pelo Starsmith, mas não deixa de ser boa, graças a ótima produção de Xaphoon. Aqui, o produtor deixa as batidas dubstep da original de lado mas retém sua sonoridade atmosférica, mesclando-a com elementos de sua produção para criar um número minimalista mas ainda assim delicadamente eletrônico e intricado. Com uma estética mais calma e menos sombria aliada aos doces vocais de Ellie, o resultado é um curioso cover que nos faz torcer por novos frutos dessa parceria.

Ellie Goulding – High For This (The Weeknd Cover)

Kindness, projeto carregado por Adam Bainbridge, cara de cabelo bagunçado e voz rouca, vem, desde 2009, criando faixas no esquema electro-rock/lo-fi que eu sei que todos aqui amam. Seu novo e primeiro disco, World, You Need a Change of Mind, é um breve registro de seu som, que mescla influências do chillout, new wave e do pop oitentista para se consagrar como uma das estréias mais interessantes do ano.

Se você acha improvável se divertir com canções de menos de dois minutos dê uma chance a “Gee Up”, que, apesar da curta duração, é sem dúvidas a mais empolgante do disco.  O começo passa uma sensação de relaxamento, proporcionada por suas guitarras sujas e loops eternos, mas sem demora os elementos acabam construindo um número funky leve e conciso, com um refrão estremecedor que só vai ficando mais alto a medida que vai chegando ao fim, nos deixando com um dos piores gostinhos de “quero mais” que uma música já conseguiu. O vídeo, uma espécie de making-off do disco, traz uma breve discussão sobre a sonoridade do projeto e se mostra a melhor opção para entrar a fundo no mundo do Kindness.

Kindness – Gee Up

Apesar do gostinho de “quero mais” deixado pela anterior, o último single do projeto, “House” te deixará completamente satisfeito com seus quase cinco minutos. A canção mistura elementos do disco, do funky dos anos 70 e até elementos góspeis para trazer um número arrebatador que, em meio a teclados, sintetizadores e palmimhas, culmina em sua metade em um efusivo refrão,  instantâneamente clássico e um dos mais belos do ano, aqui cantado em coro pela banda. Esqueça o visual sujo do projeto, pois o que temos aqui é uma das canções mais puras e bonitas do ano.

Kindness – House

Seja pelo visual ou pela música em si, Adam vem sendo muito comparado a um Ariel Pink mais dançante, o que é um tanto quanto aceitável. Se gostou, não deixe de conferir seu debut, World, You Need a Change of Mind, lançado em Março desse ano.

Foxes – Warrior

Luis Felipe —  29/05/2012 — 2 Comments

Ok, somos reis da hipérbole, mas convenhamos que nunca estivemos tão certos quando, logo no primeiro post de 2012, nomeamos a britânica Louise Rose Allen e seu projeto Foxes como um dos mais legais a emergir do cenário pop em um bom tempo. Em “Youth”, seu brilhante single de estreia, já podíamos ver parte do potencial da britânica que, alguns meses depois, parece se estabelecer mais e mais com o lançamento de canções como “White Coats”, “Let Go For Tonight” e mais recentemente seu novo single, “Warrior”, que também carrega o título do primeiro EP da garota.

Mais direta e menos dinâmica que “Youth”, “Warrior” parece feita sob medida para impulsionar Foxes para o maior número de ouvintes possíveis. Felizmente, apesar da produção um pouco convencional e de sua estrutura mais formulaica, a canção traz o mesmo senso antêmico que suas outras composições, e coroa Foxes como uma espécie de Florence Welch que resolveu usar sintetizadores. Para o nocaute, o single se apoia em um vitorioso refrão, simples mas ambicioso, que prova mais uma vez a habilidade da cantora de escrever melodias acessíveis e encantadoras.

Foxes – Warrior

Foxes – Warrior (Acoustic)

O Warrior, novo EP da Foxes, foi lançado digitalmente no Reino Unido no ultimo dia 25, mas contará com uma versão física no dia 5 de Julho, a sair pelo badalado selo americano Neon Gold.

Já falamos bastante aqui sobre Jessie Ware, que está ganhando espaço nos nossos players com seus singles “Running” e “110%”. Enquanto esperamos o lançamento de seu primeiro disco,  Devotion, programado para Agosto, a encantadora britânica surge novamente com um belissímo cover de “What You Won’t Do For Love”, claśsico do cantor Bob Caldwell.

Com a produção e participação de Sampha, colaborador frequente do SBTRKT em shows e estúdio, a nova versão de “What You Won’t Do For Love” tem uma roupagem mais moderna, repleta de synths e um pouco dos graves do dubstep. A inspiração noventista de Jessie (muito em alta ultimamente), também consegue achar um espaço na nova produção que, aliada a um grave backing vocal do Sampha, se mostra uma releitura pertinente e que deve cair como uma luva para os mais devotos da cantora.

Jessie Ware – What You Won’t Do For Love

Não se sabe ainda se a canção fará parte do Devotion, primeiro álbum da cantora, que deve ser lançado em Agosto.

A julgar pela letra na casa dos 2:19, “DFYF” é um discreto acrônimo para “Don’t Fuck Your Friends”, mas, julgando pela letra que aparece aos 2:52, a mensagem muda para “Don’t Fail Your Friends”. De qualquer forma, taí um conselho pertinente que o quinteto britânico Good Dangers está passando com o seu novo single, o primeiro oficial da banda e que provavelmente está destinado a tocar em todas as rádios alternativas muito em breve.

“DFYF” pode não ter algo inédito, mas difícil negar que sua sonoridade tem um belo senso de ambição, principalmente para uma música gravada em um porão com equipamentos emprestados. Com um riff de pianos otimista  invadindo cada instante da faixa, a canção alterna entre vocais femininos e masculinos que eventualmente se encontram no refrão, também bem grandioso, que chega com uma melodia pronta pra ser cantada em coro por cada um que resolver aderir à sua mensagem. Pra completar o climinha nostálgico da música, o seu clipe, que vem cheio de referências a clássicos infantis como E.T. e Stand By Me, já me ganha por conter cenas de amigos andando de bicicleta a alta velocidade, mas é a história bizarra e as cenas bonitas que devem agradar a maioria na verdade.

Good Dangers – DFYF

A canção foi lançada de forma independente pela banda em seu selo Brasilia, e saiu mês passado. Um debut é previsto para ainda esse ano, e se gostou, pode baixar gratuitamente o primeiro EP do quinteto por aqui.