Two Door Cinema Club – Sleep Alone

Luis Felipe —  19/07/2012 — 1 Comentário

Graças à forte recepção do primeiro disco, o Two Door Cinema Club gerou uma grande ansiedade no anúncio de um novo trabalho para esse ano, o segundo disco Beacon. O sucessor do Tourist History foi gravado em Los Angeles, em Abril desse ano, no estúdio do produtor Jacknife Lee (Bloc Party, U2) e conta com lançamento para Setembro. Entretanto, a banda liberou hoje por um período de 24 horas o novo single do trabalho, “Sleep Alone”, para download gratuito.

Apesar de não revolucionar a fórmula, a canção contém alguns elementos novos e demonstra uma maior maturidade tanto em sua produção quanto composição, que foge um pouco do óbvio dos outros singles, com estruturas e sons diferentes aparecendo a todo instante. Com uma introdução a base de guitarras gentis e uma bateria frenética, a canção logo engrena em um antêmico refrão-duplo que chega tão dançante quanto é de se esperar dos meninos. O final, com sintetizadores e um coro cantado pela banda, é outro belo destaque da produção.

Two Door Cinema Club – Sleep Alone

O novo álbum do Two Door Cinema Club, Beacon, sai no dia 3 de Setembro.

Uma resposta para Two Door Cinema Club – Sleep Alone

  1. Não sei o que acontece com esse pessoal. Eles tem tudo na mão: tecnologia, informação, instrumentos de ponta. E inventam de montar uma banda. Aí os irlandeses do Two Door Cinema Club – que é uma bandinha indie abaixo do razoável – tem o nome citado pela BBC como uma das apostas de 2010 e pronto, feita a cama. Se você escutou e gostou do primeiro álbum dos caras (Tourist History, 2010), te desafio a cantarolar uma estrofe desse disco. Duvido. E lá vem o segundo: Beacon, programado pra Setembro, já está por aí. O som é amarradinho, cheio de rufos frenéticos de caixa, palhetadas ágeis de guitarra e vocais que sugerem um Brandon Flowers de calça skinny, camisa xadrez e All Star surrado. Mas é uma música egoísta. Ela existe para a banda, e para o público que se encaixa na descrição do Brandon Flowers hipotético acima. Vai estar aí, pairando no ar virtual por um tempo e, suprema ironia, periga ser esquecida antes mesmo do lançamento oficial de Beacon. Depois vai sumir sem deixar vestígios. Porque não tem nada nesse disco que te faça querer apertar o repeat, ou que te persiga o dia inteiro. Um refrão, um riff, aquele gancho, aquela sacada. Nada. Será que isso é o que a descartabilidade representa hoje em dia? Um tempo atrás eu conseguia lembrar o porquê de odiar alguma banda, pelo menos.

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