Archives For September 2012

Finalmente, depois de inúmeras edições e remixes, chegamos na 50ª edição do nosso querido Friday Mixes. Nessa semana tivemos uma grande número de bons lançamentos, o que nos obrigou a voltar aqui, uma semana após a 49ª edição, para um novo round. Não deixe de conferir também a mixtape que preparamos que traz todos os remixes do post mixados para 40 minutos de pura diversão, batidas dançantes e climinha de festa. Bom final de semana a todos e até a próxima!

MIXTAPE: Friday Mixes 50 #REMIXED

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Haim – Forever (The Knocks Remix)

Estamos esperando por esse remix desde que o The Knocks anunciou que estaria fazendo um remix para o Haim, uma das nossas novas bandas favoritas de ano, cujo primeiro single, “Forever”, vai se dar muito bem em nossas listinhas de fim de ano. Da versão original restou apenas os vocais das irmãs Haim, que agora estão sob um base dançante repleta de sintetizadores e batidas new-disco, com os inúmeros samples recortados que já são característica do The Knocks, espalhado por seus quatro minutos.

Haim – Forever (The Knocks Remix)

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Calvin Harris + Florence Welch – Sweet Nothing (Tiesto Remix)

“Sweet Nothing” é o novo single do hitmaker Calvin Harris, e pra nossa sorte ainda conta com os poderosos vocais da Florence Welch,  do Florence & The Machine. A original já era dançante o suficiente mas o DJ Tiesto consegue deixá-la ainda mais animada, graças a um belo riff de sintetizadores, pianos à-la Miike Snow, batidas pulsantes e um gigantesco drop que culmina no antêmico refrão da música.

Calvin Harris + Florence Welch – Sweet Nothing (Tiesto Remix)

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The Knocks – The Feeling (Modern Machines Remix)

O adorável novo single do The Knocks, “The Feeling”, nos conquistou em sua versão original e nos inúmeros remixes que já apareceram, e é aquele tipo de música imediata que não precisa nem ter ouvido antes para curtir. No incrível remix do Modern Machines, a canção consegue ficar ainda melhor graças a um refrão explosivo, repleto de samples recortados à-la Madeon, que cria uma ambiente eufórico e completamente dançante.

The Knocks – The Feeling (Modern Machines Remix)

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Ellie Goulding – Anything Could Happen (Alex Metric Remix)

O experiente Alex Metric acaba de liberar seu remix para “Anything Could Happen”, novo single da Ellie Goulding, uma versão completamente remodelada da música em formato de house progressivo com direito aos drops mais massivos que irá ouvir essa semana. A canção começa de forma suave e explode em sua metade, só para se reconstruir novamente com seus sintetizadores borbulhantes e uma batida quase deep-house de fundo.

Ellie Goulding – Anything Could Happen (Alex Metric Remix)

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St. Lucia – September (Neil McLellan Remix)

O St. Lucia lançou essa semana seu primeiro single oficial, “September”, um pop luxuoso e criativo que possivelmente nenhum remix irá superar. O mega-produtor Neil McLellan, entretanto, faz sua tentativa no que é possivelmente o melhor remix da faixa até então, que deixa de fora a produção mirabolante e mágica da original a favor de batidas programadas que certamente te farão dançar. A estrutura da original permance intacta em sua maior parte, mas se ainda não a conhece, recomendo que faça com urgência.

St. Lucia – September (Neil McLellan Remix)

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AlunaGeorge – Your Drums, Your Love (Duke Dumont Remix)

AlunaGeorge foi uma das maiores revelações do ano e seu novo single, “Your Drums, Your Love”, apareceu em praticamente qualquer blog de música que se preze. Em uma versão do Duke Dumond, a canção é completamente recriada no formato deep-house, com o doce refrão aparecendo constantemente junto a samples e vocais distorcidos de Aluna.

AlunaGeorge – Your Drums, Your Love (Duke Dumont Remix)

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Miike Snow – Pretender (Dem Slackers Remix)

Não é pra menos que “Pretender” foi escolhida como próximo single do Miike Snow. A canção traz de volta a produção retrô e vintage de algumas músicas do primeiro disco e um refrão maravilhoso que faz sucesso em qualquer pista alternativa. No remix do Dem Slackers, pouco do vocal original é mantido, mas batidas techno ferozes irão te fazer dançar se o que procura é algo mais explosivo.

Miike Snow – Pretender (Dem Slackers Remix)

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Rihanna – Diamonds (Erol Sabadosh Remix)

O novo single da Rihanna, “Diamonds”, mal foi lançado e alguns remixes já surgiram na rede. No melhor deles até então, o Erol Sabadosh fez um incrível trabalho que em minha opinião melhora praticamente todos os aspectos da música, deixando-a ligeiramente mais dançante, adicionante xilofones cintilantes e batidas moombathon que não soam agressivas aos ouvidos.

Rihanna – Diamonds (Erol Sabadosh Remix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes #50 (D/L: Botão direito, Salvar como…)

Foxes – Echo

Jimmy —  27/09/2012 — 1 Comment

Com uma das músicas mais bonitas do ano, Foxes foi crescendo aos poucos, primeiro com a incrível “Youth”, o single de estréia, e mais tarde com seu EP Warrior, que trouxe a maravilhosa canção título e uma incrível demo, “Let Go For Tonight”, produzida por Kid Harpoon (responsável pelo Ceremonials, da Florence + The Machine). Apesar de “novata”, o importante é que Foxes já conseguiu se situar no mercado musical, seja pelo seu vocal poderoso ou por suas músicas bem orquestradas, que já garantiram à cantora um espaço de abertura na turnê da Marina & The Diamonds e um contrato com a Sony, que lança agora seu novo single e primeiro clipe, “Echo”.

Continuando sua tradição de versos sutis e refrões antêmicos, Foxes mantém a semelhança na composição mas faz mudanças na produção, que deixa de fora os sintetizadores e as batidas dramáticas a favor de uma instrumentação mais natural, com direito a xilofones cintilantes e uma batida que poderia ser classificada como drum’n’bass se ela não fosse apagada pelos belos violinos e pianos que pavimentam seu caminho. No refrão tudo fica mais grandioso, com Foxes dosando a repetição comum em canções pop a favor de um refrão bem construído que permanece acessível (e bonito) mas sem enjoar. “Echo” também representa seu primeiro vídeo, gravado no Texas, repleto de cenas bem-humoradas que mostram lembranças de momentos com seu ex namorado, um boneco de teste automotivo, antes de trocá-la por um manequim.

Foxes – Echo

“Echo” será lançada oficialmente no dia 11 de Novembro, e um disco da Foxes é esperado para o começo do ano que vem.

Ellie Goulding está nos deixando curiosos para ouvir o resultado do seu segundo disco, Halcyon, que será lançado semana que vem, no dia 6 de outubro. Do álbum, já ouvimos o cover de Ellie para o Active Child em “Hanging On”, o primeiro single oficial “Anything Could Happen”, e mais recentemente a balada “I Know You Care”. Se quiser sanar mais um pouco da sede antes do lançamento oficial, acaba de cair na rede uma quarta canção, “Figure 8”, possivelmente a melhor da nova safra e forte candidata a próximo single.

Com um começo calmo formado por samples dos vocais de Ellie, a canção tem um início inocente em comparação ao que está por vir, que logo no refrão já recebe batidas dubstep e melódicos pianos. Apesar dos efeitos eletrônicos espalhados por toda a parte, a instrumentação orgânica, em especial os pianos e as harpas do verso, transformam a produção em uma espécie de Florence & The Machine tentando fazer electro-pop sem perder a classe. No final, um espetacular solo de sintetizadores mira junto ao grudento refrão rumo ao êxtase, culminando em um desfecho arrebatador e explosivo.

Ellie Goulding – Figure 8

 O aguardado novo disco da Ellie Goulding, Halcyon, chega no dia 6 de outubro pela Polydor Records.

Wild Belle é o duo formado pelos irmãos Natalie e Elliot Bergman, que já apareceu em nossas páginas esse ano com seu maravilhoso single “Keep You”, um ska moderninho que soava fruto de uma parceria entre a Santigold, a Lily Allen e o Mark Ronson, e se mostrou uma das melhores companhias para os dias de sol do nosso país (o que, se tratando do Brasil, significaca a maior parte do tempo). Seis meses depois e com um contrato assinado com a Columbia Records, o duo está prestes a lançar um novo single, “It’s Too Late”, que precede o lançamento do primeiro disco, programado para 2013.

Assim como o último lançamento, “It’s Too Late” é o tipo de música que se espera ouvir debaixo de um coqueiro, a beira do mar e com uma bebida tropical em mãos. As influências caribenhas (e isso inclui o sotaque jamaicano deliciosamente forçado  de Natalie) ainda são presença constante em sua produção, que se une a trompetes, uma bateria afro-beat e uma composição atrevida que dispensa um amante que pisou na bola. De cobertura, adicione ainda um cremoso solo de saxofone, tocado pelo próprio Elliot, que deixa a música ainda mais sexy e vintage, mas inegavelmente moderna.

Wild Belle – It’s Too Late

“It’s Too Late” se une a “Keep You” no lançamento oficial do single pelas mãos da Columbia Records, que se dá semana que vem. Ambas as faixas farão parte do disco de estreia do duo, Isles, programado para o começo de 2013. Em outubro, o Wild Belle ainda inicia uma turnê com o Tennis.

Casablanca – Yes

Luis Felipe —  27/09/2012 — 3 Comments

English Version: International readers, please click HERE for the English version

Talvez fomos um pouco apressados ao apresentar o Casablanca aqui no blog em fevereiro deste ano com a demo “I Needed To Know”, que já se encontra indisponível para audição. O quarteto de Londres, formado por garotos de 17 e 18 anos, apesar da jovem idade já tocou ao lado de bandas como Foals e Bloc Party, sendo que só agora, em Setembro, que terá seu primeiro single lançado, “Yes”, um indie-rock irresistível que prova que idade não parece ser problema para eles.

Com uma boa introdução pavimentada por suaves sintetizadores e uma percussão a base de cowbells, a canção não deixa passar nem 30 segundos para trazer comparações com o indie-pop tropical de bandas como Theme ParkZulu Winter e Friendly Fires, principalmente com os deliciosos riffs que aparecem na sequência. A produção é luxuosa e está bem mais polida do que quando os ouvimos pela primeira vez, e o refrão, que repete “yes” até não poder mais, soa como uma brisa relaxante de ar fresco ao meio da dançante produção.

Casablanca – Yes

O single de “Yes” foi lançado dia 17 de Setembro pelo selo Party Politics, e pode ser comprado por aqui.

No final do ano passado apresentamos por aqui o trio sueco Fibes, Oh Fibes! e seus incríveis singles “Cerahtonia”, “Goodbye To Love” e “Apex Of The Sun”, todos extraídos do segundo álbum da banda, intitulado apenas de Album. Apesar de trazer canções produzidas por membros do Miike Snow e do Peter, Bjorn & John, o disco, que é repleto de canções indie-pop felizes, não recebeu devida atenção, o que ocasionará em seu relançamento com direito a novas músicas e novas versões de antigas canções, assim como o que acontece com “Cerahtonia”, carro chefe do disco que chega em uma versão completamente reformulada.

A produção minimalista e a bateria militar da versão original, produzida pelo Pontus Winnberg, do Miike Snow, recebe uma injeção de energia graças a batidas pulsantes e um baixo grudento que afasta a produção do “indie-pop fofo” e a aproxima do disco. Mas além de ganhar uma produção nova, a mudança mais legal é a participação que as garotas do Icona Pop ganham aqui, que mudam a letra e tomam conta do segunda verso com aqueles típicos vocais gritados que já são marca-registrada das meninas. E de quebra, ainda ficam encarregadas do backing vocal da faixa, e sim, isso inclui aquele “pa-papapa” que tanto combinava com elas desde o começo. Em resumo, o que já era bom acaba de ficar ainda melhor.

Fibes, Oh Fibes! – Cerahtonia (Feat. Icona Pop)

Assim como sugere o nome do disco, Developer, o segundo álbum do Social Studies, quarteto de São Francisco liderado pela vocalista Natalia Rogovin, parece expandir o som da banda para novos horizontes. Donos de um disco de 2010, Wind Up Wooden Heart, composto basicamente por breves canções indie-pop, o primeiro single do novo registro, “Terracur”, mostra uma banda pronta para sair da zona de conforto em busca de uma sonoridade mais adulta, complexa e refinada.

Digo isso porque “Terracur” é um número único, que consegue passear tanto pelo campo do rock-clássico quanto do synth-pop moderninho, e o efeito, apesar de não soar como a melhor ideia no papel, constrói um synth-rock que começa devagar, com belas guitarras, mas que no primeiro minuto te dá um chute no estômago, com a surpreendente entrada dos sintetizadores. Os vocais soul de Natalia servem como uma âncora fundamental para o peso da composição, com direito a harmonias vocais providenciando um belo contraste de fundo.

Social Studies – Terracur

Se gostou, aguarde por Developer, o novo disco do Social Studies, que sai no dia 13 de novembro.