Lana Del Rey – Ride / Burning Desire

Luis Felipe —  25/09/2012 — 9 Comentários

Lana Del Rey trouxe um dos discos mais injustiçados pela crítica esse ano, e todo mundo que acompanhou a trajetória da cantora já sabe o porquê. Depois de louvá-la com apenas um único single, os críticos viraram as costas para Lana logo após descobrirem que ela já havia lançado um outro disco, sob o nome de Lizzy Grant. A partir daí, as teorias sobre a “veracidade” da cantora se iniciaram e foi o seu primeiro disco, Born To Die, que sofreu a retaliação. Entretanto, oito meses depois e com a poeira mais baixa, Lana prepara o relançamento do seu álbum com oito músicas inéditas, compondo assim o Born to Die – The Paradise Edition, cujo primeiro single divulgado, “Ride”, deve conseguir resgatar seu interesse pela cantora se alguma vez já se interessou por ela.

As belas harmonias vocais que abrem o single já deixam claro que a produção mais clássica da música é para quem prefere “Video Games” a “Born To Die”. O começo melancólico, com pianos, violinos e um vocal deliciosamente preguiçoso de Lana, lembram da parte mais calma de “Radio”, do primeiro disco, mas ao invés de cair no R&B no refrão, a produção alça vôos enquanto Lana mais uma vez declara que não é a menina mais comportada. No final, os violinos do refrão aumentam o ritmo e criam um efeito impressionante, deixando a música mais acelerada e grandiosa.

Lana Del Rey – Ride

Apesar de “Ride” ser o carro-chefe do relançamento, quem comprar o disco com antecedência recebe também a bônus “Burning Desire”, que contrasta com a sonoridade radiofônica do single a favor de uma instrumentação soturna e sexy. A produção tem aquele toque “cinematográfico” da versão finalizada de “National Anthem”, e compartilha dos vocais sussurrados e também de algumas letras, como em “wind in my hair“. O middle-8 com backing vocals fantasmagóricos ainda consegue fazer desta uma das músicas mais sombrias de Lana.

Lana Del Rey – Burning Desire

O Born to Die – The Paradise Edition, sai no dia 12 de novembro.

9 respostas para Lana Del Rey – Ride / Burning Desire

  1. Foi a melhor descrição sobre o efeito flop em cima do brilhante trabalho da Lana. Ninguém é obrigado a gostar de nada não é, mas sinceramente, acredito que muita gente fez as mais absurdas associações tentando entender quem a Lana iria “substituir” ou concorrer: Amy, Adele. Sei lá, posso estar pirando. Amo a voz, a produção, a atmosfera. Born to die é uma revelação pra mim e ponto. “I just ride…”

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  2. Concordo com muitos críticos, e achei Born To Die um álbum decepcionante, mas não acredito que essa decepção (pelo menos no meu caso) tenha sido ocasionada pela descoberta do primeiro álbum dela. Born To Die foi produzido às pressas, para aproveitar a atenção gerada por Video Games e Blue Jeans, o que definitivamente prejudicou o álbum. Tanto que agora, com mais tempo de trabalho, ela apresenta novas músicas maravilhosas. Gostaria que ela não tivesse lançando Born To Die tão rápido, se o tivesse feito, não haveria a necessidade de relançar o álbum.

  3. Adorei o texto. Born to Die foi um belo e refrescante respiro dentro de toda uma mesmice popularizada. Infelizmente a crítica consegue ser matadora, assim como os fãs e toda a industria. O projeto Lana Del Rey foi tão desejado por todos, foi colocada tanta pressão sobre ele que, não importa o que fosse apresentado de novo, as pessoas não ficariam satisfeitas.

    No entanto, eu venho acompanhando o trabalho dela desde o começo de 2011 e, para mim, este álbum não foi vomitado às pressas e sim uma deliciosa conclusão do que vinha acontecendo com sua música.

    Defendo ‘Born to Die’ como uma das melhores surpresas da música em 2012 e, oito meses depois, ainda não fui capaz de retirá-lo do meu iPod. Se está sendo necessário relançar ele de forma paradisíaca para provar algo a alguém, nós fãs só temos a agradecer.

  4. João Vitor 27/09/2012 at 21:13

    Eu acho que o CD foi injustiçado sim,mas o problema não acho que seja o CD anterior,por que eu mesmo ouço e percebo que o CD criou algo bem diferente dos outros lançamentos do ano,mas ouvir o CD todo de uma vez cansa um pouco,ela precisava de mais tempo,tadinha,mas o povo só fala da boca dela e não da música.

  5. Matheus Iungue Javorski 12/10/2012 at 21:44

    Gostei do texto. Realmente, a crítica é cruel e sem noção, para mim Born To Die foi um dos melhores lançamentos de 2012.

  6. Essa mulher é foda e ponto, só letra boa!

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