Archives For November 2012

Eu sempre vi o Fryars, projeto do britânico Benjamin Garrett de 22 anos, como um espécie de versão masculina da Marina & The Diamonds, não tanto pelo seu som, que flertava mais com elementos orgânicos, mas talvez pelos vocais teatrais e pelas composições pop que guardavam melodias inofensivas mas significados macabros por trás. Depois de um fantástico disco de estreia, Dark Young Hearts, de produção caseira e gravado no seu próprio quarto, o rapaz entrou num hiato de 5 anos, quebrado apenas este ano, com o lançamento de dois novos singles, “Love So Cold” e “In My Arms”.

Talvez fosse ingenuidade minha pensar que o Fryars permaneceria com o mesmo som depois de tanto tempo assim, mas não esperava por uma mudança tão radical quanto visto aqui. Em “Love So Cold”, Garret aparece em um R&B delicado e romântico, com vocais em auto-tune e uma produção minimalista que deixa seus trabalhos antigos comendo poeira, ao flertar ao mesmo tempo com elementos eletrônicos e batuques, que soam como o James Blake produzindo o “808s & Heartbreak”, do Kanye West.

Fryars – Love So Cold

O lado principal do lançamento, entretanto, é “In My Arms”, que também carrega o título do EP a ser lançado em janeiro. Acelerando um pouco mais as coisas, a canção é um número muito mais vibrante e alegre que a antecessora, mas sem esquecer da nova sonoridade do rapaz. Misturando efeitos eletrônicos a palminhas, baterias urgentes e vocais ligeiramente alterados, a canção é um pop eletrônico que experimenta e encanta na mesma proporção, seja pela produção primorosa ou pelo refrão acessível, que marca com louvor o retorno do músico.

Fryars – In My Arms

O novo EP do Fryars, In My Arms, chega no dia 14 de janeiro pelo selo 679 Recordings, casa da Little Boots e Marina & The Diamonds.

Um dos nossos selos americanos favoritos e casa de artistas como Alex Winston, The Knocks e St. Lucia, o Heavy Roc acaba de anunciar um novo nome a sua notória lista: Die Mason Die. A banda de folk-rock poderoso é o projeto de Samuel Mason, de apenas 20 anos, que criou tudo durante uma viagem de seis meses que saía de Sydney e terminava em Londres, as cidades em que Mason cresceu e nasceu, respectivamente. O resultado, que exala esse senso de liberdade e aventura, é o primeiro EP da banda, lançado no início do mês, Tongues In The Clamp.

A descrição em sua página oficial, que diz “folk-fantasmagórico”, define claramente o que se esperar dos primeiros segundos de “Lost”, o primeiro single do registro. Os experimentalismos, entretanto, logo chegam ao fim na casa dos 30 segundos, onde guitarras faroeste e uma bateria galopante definem a sonoridade expansiva da canção que, apesar de abusar de referências como Fleet Foxes e Mumford and Sons, apresenta a autenticidade do grupo junto a um refrão grudento e melodias acessíveis. O clipe, apesar da cinematografia um tanto simples, captura de forma brilhante a essência de uma viagem, e completa o tom esperançoso da canção.

Die Mason Die – Lost

Parece que foi ontem que apresentamos por aqui o Elliphant, projeto de Ellinor Olovsdotter, que chamou nossa atenção por ser do coletivo sueco TEN, responsáveis pelo Niki & The Dove e o Icona Pop. Apesar de compartilhar dos mesmos produtores e compositores, o Elliphant tem um som mais focado no hip-hop, como já apresentou nos singles “In The Jungle” e “Tekkno Scene”, mas sem esquecer da produção mirabolante que os suecos estão dominando. Com um EP auto intitulado agendado para janeiro, o Elliphant lançou agora seu novo single, “Down On Life”, que muda um pouco a história do projeto.

Deixando a sonoridade mais agressiva dos singles anteriores de lado, Elli pela primeira vez apresenta uma canção que traz claras semelhanças aos outros artistas do seu catálogo, a começar pelos vocais, nitidamente inspirados no Niki & The Dove, mas cantados com um sotaque jamaicano que parece coisa da Rihanna. Essa aproximação do pop dá uma nova visão ao projeto de Elli, que continua brilhando na produção, um dancehall grudento e de batida relaxada que soa como uma tentativa do Icona Pop em fazer reggae. Apesar da mudança notável sonoridade, o futuro do Elliphant nunca pareceu tão promissor.

Elliphant – Down On Life

“Down On Life” é mais um single retirado do EP de estreia do Elliphant, de 6 faixas, que sai no dia 20 de janeiro. Do EP, já postamos “In The Jungle” e “Tekkno Scene”.

A gente veio preparando terreno e avisando da grande batalha de blogs que a Honda estava preparando, mas se você perdeu alguns dos nossos posts, vamos recapitular. Basicamente, em uma ação promocional do novo carro da Honda, o Honda Fit Twist, a marca convidou os rapazes do N.A.S.A. para criar uma música com os vocais de Derrick Green, vocalista do Sepultura. O resultado foi a canção “Overdrive”, que foi gravada de uma maneira completamente inusitada (veja o making of pra entender como foi), e que caiu na mão de 10 blogs brasileiros, responsáveis por criar um remix da faixa.

O resultado da ação você confere no widget logo abaixo, mas a campanha não termina por aí. Agora PRECISAMOS DO SEU VOTO para ganharmos essa competição. A gente promete continuar postando músicas e bandas novas legais por mais um ano inteiro (rs)! Basta seguir os passo:

  1. Procure no widget abaixo o nosso remix ROCKET TO MARS..
  2. Clique no botãozinho “VOTAR”.
  3. Digite as palavras que vão aparecer.
  4. Espere aparecer a palavra “contabilizado”, em vermelho, para confirmar seu voto.
  5. Se não der certo, clica na setinha em círculo para mudar as palavras e tentar novamente.

A gente te agradece eternamente por isso! Obrigado!

Demorou mas ele voltou. Depois de 51 edições, as férias do Friday Mixes acabam com a chegada da 52º edição, que não deixa barato e traz a sessão de volta em grande estilo. Pra falar a verdade, a quantidade de remix que se acumulou nesse período foi tanta que semana que vem voltamos com a segunda parte dos remixes, mas por enquanto, comece o final de semana com o pé direito junto a alguns dos melhores remixes lançados nos últimos meses, e aproveite para dançar ao som da fantástica mixtape que o nosso DJ Amplis criou com eles. Aperte o play e seja feliz, porque seu final de semana acaba de começar!

OBS.: Pra quem é de São Paulo, hoje faremos um DJ set em comemoração aos 2 anos do nosso querido Miojo Indie, na festinha que acontece na Funhouse. Tocamos às 3h e queremos ver todo mundo lá, fechado?

MIXTAPE: Friday Mixes 52 #REMIXED

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Icona Pop – I Love It (Solidisco Remix)

Quando ouvi “I Love It”, do Icona Pop, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a inúmera possibilidades de remixes que poderia surgir. Apesar da quantidade absurda de remixes oficiais que saiu nas últimas semanas, nenhum deles me agradou o suficiente quanto este não-oficial do Solidisco, que tranforma a icônica faixa de 2012 em um bombástico número disco que combina elementos de produções modernas como drops, batidas fortes e samples eletrônicos junto a violinos, percussão e todo um toque anos 80.

Icona Pop – I Love It (Solidisco Remix)

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Frank Ocean – Thinkin Bout You (Verystereo Remix)

“Thinkin Bout You” é uma das melhores músicas do disco do Frank Ocean, que a propósito deve abocanhar muitos prêmios de disco do ano por aí. Mas se você curte uma pista, prepare-se para esquecer da versão original logo nos primeiros dez segundos do remix do Verystereo para a faixa. Um house alto-astral, que combina perfeitamente com a composição de Ocean, o produtor apresenta uma releitura vibrante e totalmente surpreendente para quem já ouviu a sutil versão original, que acaba comendo poeira com o lançamento desta aqui.

Frank Ocean – Thinkin Bout You (Verystereo Remix)

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The Kills – What NY Used To Be (Adverteasers Remix)

Os Adverteasers vagarosamente estão se tornando um dos nossos produtores brasileiros favoritos, desde que lançaram, no começo do ano, um incrível remix para “Helena Beat”, do Foster The People. Os paulistas voltam às nossas páginas mais uma vez com um novo tema, uma versão completamente dançante e electro-pop de “What NY Used To Be”, do The Kills, que aqui ganha uma limpeza geral em sua produção lo-fi a favor de batidas cristalinas e divertidos samples de video-games, embasados por uma produção dançante sem a agressividade da original. Fiquem ligados que mais surpresas do duo vão aparecer em breve.

The Kills – What NY Used To Be (Adverteasers Remix)

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Rita Ora – Shine Your Light (The 2 Bears Remix)

Confesso que nunca ouvi uma música da Rita Ora, nem mesmo aquele “hit” que todo mundo cansou de comentar na internet. Entretanto, bastou eu ver três palavras para eu arriscar ouvir alguma coisa da britânica: The 2 Bears. O projeto, que envolve membros do Hot Chip, transformou o novo single de Ora, “Shine Your Light”, em um deep-house hipnotizante que me teve mexendo os pés durante seus cinco minutos, e a música, surpreendentemente, não saiu da minha cabeça por alguns dias. Totalmente recomendado.

Rita Ora – Shine Your Light (The 2 Bears Remix)

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Two Door Cinema Club – Sleep Alone (The Golden Pony Remix)

O Two Door Cinema Club resolveu ceder ao electro-pop à-la Foster The People no fantástico remix de “Sleep Alone”, pelo produtor The Golden Pony. De fora ficam as guitarras da versão original e em seu lugar, batidas grudentas e sintetizadores dançantes tomam conta de cada canto do remix, que mantém a composição da música intacta e adiciona leves efeitos em seus vocais, só para dar aquela apimentada. Aperte o play e prepare-se para dançar.

Two Door Cinema Club – Sleep Alone (The Golden Pony Remix)

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Pacific Air – Float (Robert DeLong Remix)

O Robert DeLong é nosso novo queridinho, e o Pacific Air, bem, creio que nem preciso comentar. Para quem não se lembra, a antiga banda KO KO mudou de nome e relançou seu fantástico primeiro single, “Float”, que agora vem recebendo uma pancada de remixes por gente de peso. Na versão de Robert, o produtor adiciona batidas electro e sintetizadores pulsantes que guardam uma bela surpresa para o final, quando explodem em cascatas sonoras que demonstram com clareza a versatilidade e originalidade do jovem músico.

Pacific Air – Float (Robert DeLong Remix)

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Youngblood Hawke – We Come Running (RAC Remix)

O Youngblood Hawke está com uma das músicas mais grudentas e acessíveis do ano, em se tratando de uma canção “independente”. O apelo de “We Come Running” é tanto que não ficaria supreso se no ano que vem ela estivesse de lado a lado de outros hits independentes como “Pumped Up Kicks” e “We Are Young”, mesmo que sua qualidade nem se compare aos grandes hits. De qualquer forma, a trajetória da música continua em um brilhante remix pelo nosso coletivo favorito, o RAC, que adiciona palminhas, pianos e faz uma de suas produções mais dançantes, melhorando a original em praticamente todos os aspectos.

Youngblood Hawke – We Come Running (RAC Remix)

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Haim – Don’t Save Me (Cyril Hahn Remix)

Nossa nova banda favorita do ano, Haim pra quem não sabe, está de volta com um fantástico novo single, “Don’t Save Me”, que ganhou um remix apropriado pelo Cyril Hahn. Com sintetizadores, batidas aceleradas e muitos pianos, apesar da produção não ser o que vemos normalmente das irmãs, a composição do novo single entra em perfeita harmonia com os novos arranjos de Cyril, que não fazem as garotas perderem a classe apesar de levá-las para a pista de dança.

Haim – Don’t Save Me (Cyril Hahn Remix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes #52 (D/L: Botão direito, Salvar como…)

A mixagem dessa edição foi feita pelo DJ Amplis, residente das festas Rifferama (rock dançante) e Discothèque (dance music), ambas no dDuck Club, em Belo Horizonte. Confira suas outras mixagens e siga-o no Mixcloud!

A gente já postou alguns teasers mas finalmente, semana passada, postamos por aqui a versão completa da divertida nova música do N.A.S.A., realizada em uma ação promocional para o novo modelo do Honda Fit, que chega agora em uma versão Twist. O resultado, a canção “Overdrive”, apresentou ainda os vocais de Derrick Green, do Sepultura, sob uma produção cheia de batidas maníacas e completamente inusitada para o cara – tudo obra do DJ americano Squeak E. Clean e do brasileiro DJ Zegon.

Mas o mais incrível de tudo foi o jeito que fizeram a faixa, onde transformaram o carro em uma verdadeira mesa de som. Os samples da música, que iam de sirenes, buzinas e inclusive os vocais de Derrick, estavam diretamente ligados à diversas ações do carro, que construiam a música quando acionadas. A ação envolveu mais de 70 profissionais e contou ainda com a criação de um incrível toca-discos gigante, que serviu de base para o carro. No making of, que pode ser visto logo abaixo, dá pra entender melhor o método de gravação e a odisséia que foi realizar tudo isso em menos de 15 dias.

Só lembrando também que o Oh My Rock vai participar de uma ação da Honda em conjunto com mais dez outros blogs, que irão criar um remix para a nova faixa do N.A.S.A. e disponibizá-los para votação, onde o remix vencedor servirá de trilha para um conteúdo na página da Honda. Contamos com vocês e semana que vem estamos de volta, apresentando nosso remix!

Os californianos do The Neighbourhood chegaram de mansinho, no começo do ano, até ganharem meio mundo com seu fantástico primeiro single, “Sweater Weather”, que por si só trazia um dos melhores refrões de 2012. De lá pra cá chegaram a lançar um EP independente mas, inevitavelmente, foram abocanhados pela divisão da Sony, Columbia Records. Misturando produções ricas e dignas de um filme do David Lynch com versos rápidos que se aproximam do hip-hop, o quinteto chega agora com um novo single, previsto para ser lançado apenas em 2013, mas que pode ser ouvido desde já.

A nova faixa, “Let It Go”, produzida por Justyn Pilbrow e Emile Haynie, mais uma vez soa como algo a se esperar se o Cold War Kids fizesse um disco sob a estética da Lana Del Rey. A produção é um tanto mais sombria e misteriosa que suas canções anteriores, com pianos fúnebres acompanhando as guitarras surf-rock que estão presente em quase todas as faixas da banda. Com a clara intenção de agradar um maior número de ouvintes, espere ainda por um refrão antêmico que deve ser responsável por dar continuidade ao hype da banda e ampliá-lo cada vez mais.

The Neighbourhood – Let It Go

O The Neighbourhood irá lançar o single de “Let It Go” (que acompanha um b-side) pela Columbia Records no dia 14 de janeiro.