Archives For April 2013

..

Quem já ouviu “Waves” sabe como a música do Blondfire tem a capacidade de grudar na cabeça como ondas que tocam suavemente os pés durante um passeio à beira do mar. O começo da música lembra o início de “We Are The People”, do Empire of the Sun, devido ao som de violões acompanhado de uma batida eletrônica. Porém, basta ouvir a voz suave da vocalista para notar que a canção tem uma levada única e deliciosa. Formado pelos irmãos Erica e Bruce Driscoll, o Blondfire divulgou recentemente o videoclipe de “Waves”, que faz parte do EP Where The Kids Are, lançado em novembro do ano passado. O vídeo foi dirigido por Gus Black, que filmou belas imagens de dunas e montanhas, além de Erica cantando em meio às paisagens desérticas.

Classixx-Holding-On

O duo Classixx fez o nome na cena eletrônica com seu nu-disco poderoso, e deu um charme a mais para nomes como Phoenix, Holy Ghost! e Ladyhawke produzindo remixes viciantes, que dominaram o Hype Machine por um bom tempo. Com cara de trilha sonora de verão, o novo single da dupla baseada em Los Angeles é “All You’re Waiting For”, mais uma prévia do seu aguardado debut, Hanging Gardens, que tem data de lançamento marcada para maio.

De nome sugestivo, a faixa começa com batidas solares e sintetizadores apaixonantes, que logo dão lugar a vibe 80s proporcionada pelos vocais envolventes da verdadeira protagonista da faixa, Nancy Whang (que já tocou com o LCD Soundsystem). A canção segue como um synth-pop tradicional até a chegada do fabuloso refrão, que te passa a sensação nostálgica de já tê-lo ouvido em algum, e te transporta de volta para as melhores noites de verão que você passou na pista de dança. A força de “All You’re Waiting For” é mais uma prova que o material original da dupla é sólido, cheio de energia, e com potencial para botar o duo no topo dos charts eletrônicos, deixando as expectativas para o lançamento do álbum nas alturas.

Classixx – All You’re Waiting For

Hanging Gardens será lançado dia 14 de maio via Innovative Leisure.

936683_537351236316387_58027719_n

Se o blog existisse em 2009 muito provavelmente estaríamos enchendo nossas páginas com singles e clipes da norueguesa Annie, que na época lançou o aclamado Don’t Stop, segundo álbum de sua carreira, que certamente abriu muitas portas para que o pop alternativo de cantoras como Little Boots, Marina & The Diamonds e Sky Ferreira fosse levado a sério. O disco, apesar de não chegar nos ouvidos do público em massa, é considerado um pequeno clássico pop dos anos 2000 por muitos, e desde então a expectativa por um novo lançamento da cantora é alta, até que nessa sexta, quase quatro anos depois, Annie resolveu abrir o jogo.

Precedendo um EP ainda não divulgado e o tão aguardado sucessor de Don’t Stop, Annie chega com sua própria ode às raves dos anos 90 com a hipnótica “Tube Stops and Lonely Hearts”, que para nós já é uma das suas melhores músicas até então. Unindo a produção do seu colaborador de longa data, Richard X, integrante do coletivo de produtores Xenomania, com a do produtor Ville Hamala, nome importante da cena eletrônica underground alemã, a canção, como a própria Annie diz, foi feita diretamente para as pistas. O começo ligeiramente dócil logo se transforma em algo mais pesado, graças a batidas que vão ficando cada vez mais densas e agressivas ao passar da música, e o refrão, que a princípio é apresentado somente com uma melodia cantarolada por Annie, apresenta suas verdadeiras armas no final. Para acompanhar a estética da música, também foi lançado um vídeo que mescla cenas estáticas da cantora com imagens psicodélicas que cairiam bem como backdrop de uma rave dos anos 90, decretando de vez a nova proposta da cantora e nos deixando curiosos por seus próximos passos.

Annie – Tube Stops and Lonely Hearts

O novo single de Annie tem lançamento para o dia 1 de maio, com um EP a ser lançado mais tarde no ano pelo selo Black Melody.

Miss Li – Spaceship

Jimmy —  29/04/2013 — 2 Comments

NATCD_131

Nunca vamos cansar de mostrar como a Suécia é a terra do pop alternativo, e o mais novo fruto dessa leva de artistas é Linda Carlsson, vocalista, pianista e cabeça do Miss Li. Antes da atual banda, Linda cantava de ópera a metal, até se situar como Miss Li em 2006, e desde então, junto com sua banda, produz uma mistura que vai de encontro ao pop e o blues, que já lhe garantiu uma série de álbuns lançados pelo selo independente National desde então.

“Spaceship”, o novo single da banda, soa quase descaradamente como uma mistura de Kyla La Grange com a Lykke Li. Com uma produção que parece andar por diversos estilos musicais, a produção poderia muito bem se passar por uma música do Mumford & Sons, mas é diferenciada pelos vocais soturnos de Linda, que atingem o ápice no fabuloso refrão, onde a força da bateria é substituída por violinos que não deixam a música se suavizar e a tornam ainda mais intensa. Bonita e grandiosa na medida certa – e sem a pretensão dos diversos artistas do folk-rock – a canção é um pop viciante que nos mostra todo o potencial do Miss Li e nos deixa com vontade de ouvir muito mais da banda.

Miss Li – Spaceship

“Spaceship” é uma das músicas do álbum Wolves, lançado no dia 10 de Abril.

background

Ano passado aprendemos a nunca julgar um livro pela capa com o projeto californiano Frank + Derol, liderado pela irmã da Miley Cyrus e que fez uma das canções pop mais deliciosas do ano. Entretanto, da mesma forma que atrelar um grande nome a uma banda novata pode ser vantajoso, as consequências também podem ser severas, no caso, afastar um boa quantidade de ouvintes justamente pelo preconceito. Portanto, permanecer no anonimato foi a estratégia adotada pelo Shaun White, snowboarder e skatista profissional, com o seu projeto Bad Things, que a propósito já nasce com contrato assinado com a Warner.

Mas se você acha que o rapaz faz parte de mais uma banda californiana de surf-pop, dado a identidade do líder do projeto, prepare-se para ficar redondamente enganado ao ouvir o primeiro single oficial da banda, “Caught Inside”. Começando com belas harmonias vocais pavimentadas por guitarras e violinos, a canção ganha versos que poderiam soar um tanto simples se não fossem pelo jogo de vozes entre os dois vocalistas, que já cativam nos primeiros segundos fãs de Arcade FireBand of Horses. Entretanto, é na chegada do antêmico refrão, cantado em coro pela banda, que a faixa atinge seu clímax, pontuado por uma avalanche de baterias e dotado de versos carismáticos (apesar de um tanto depressivos), que transformam a canção em algo muito mais grandioso do que você possa estar imaginando. Bad Things, na verdade, são bons pra caramba.

Bad Things – Caught Inside

FM57

A gente confessa que neste ano temos mantido um ritmo um tanto lento em relação ao Friday Mixes, com uma média de um por mês, mas olhando pelo lado positivo podemos dizer que a curta seleção está cada vez mais seleta, sem desperdiçar nosso precioso tempo do final de semana com aquilo não-tão-legal-assim. É dessa forma, portanto, que eu apresento o Friday Mixes #57, que traz sem dúvidas alguns dos remixes mais criativos que vimos este ano, relembrando nomes clássicos como Daft Punk, Justin Timberlake e Destiny’s Child e unindo-os aos mais novatos, como Ellie Goulding, MNDR e Miguel.

Apesar da nossa nova política contra downloads ilegais, ainda continuaremos disponibilizando por alguns dias o download individual de cada música, porém, o zip com todas as faixas ficará disponível para sempre. Entretanto, vale ressaltar que a melhor forma de ouvir nosso Friday Mixes é sem dúvida alguma alguma apertar o play na nossa mixtape abaixo, produzida com muito carinho pelo nosso DJ favorito Amplis, e que captura exatamente a essência que tentamos transmitir com a nossa seleção. Então bom final de semana e nos vemos na próxima!

OBS.: Remixes individuais após o jump, clicando na foto acima ou AQUI.

MIXTAPE: Friday Mixes 57 #REMIXED

Clique aqui para os remixes individuais >>

.

Começo avisando que você precisa assistir este aqui mais de uma vez para captar a essência psicodélica trasmitida pela MNDR no vídeo do seu novo single, “Faster Horses”, retirado do seu disco de estreia, Feed Me Diamonds. Amanda Warner começa cantando em um cenário escuro com um visual apocalíptico e logo é transportada para o que lembra as animações do My Little Pony, com a mudança evocando uma espécie de versão moderna de Corra Lola Corra. A loucura continua e retorna com força total na casa dos dois minutos, com direito a cenas de um show de fantoches que se tornam reais, cachorros gigantes que latem fumaça colorida e Amanda andando literalmente nas nuvens, como se fosse um gigante. A viagem de quatro minutos pode até soar um tanto trash no papel, mas na prática, sem dúvidas estamos diante de um dos clipe mais divertidos – e porque não bizarros – dos últimos meses.