Archives For August 2013

A convite da Oi em uma ação para o Rock In Rio, fomos um dos sete blogs selecionados para indicar três bandas à curadoria do festival. Ao todo, serão 21 nomes indicados e passados ao Zé Ricardo (diretor artístico do Palco Sunset), que escolherá uma delas para integrar o line up desse palco. A única regra é que os integrantes da banda deveriam ter de 16 até 24 anos.

Após inúmeras indicações (e uma extensa pesquisa em blogs e sites especializados), finalmente chegamos às nossas três bandas a serem indicadas ao festival. Tentei escolher as que mais se encaixam com o perfil do blog, portanto, se você é leitor de longa data vai entender perfeitamente nossas escolhas. São bandas que fogem do arroz-feijão que predomina a música brasileira, com produções caprichadas que de certa forma trazem algo de novo e se destacam desse cenário guitarra-bateria-baixo da maioria das bandas.

We Are Pirates

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O We Are Pirates é uma banda capixaba formada de antigos membros da extinta Mickey Gang. Deixando a sonoridade ácida da banda anterior de lado a favor de um dream-pop repleto de sintetizadores retrôs que parecem sair do seu antigo videogame, o trio exala influências que vão de Neon Indian a MGMT para criar canções que se diferem de praticamente qualquer outra coisa feita no Brasil. Com apenas um EP nas costas e a promessa de um CD para o próximo ano, o futuro certamente parece interessante para os garotos de Colatina.

We Are Pirates – Running

Phill Veras

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Com apenas 21 anos e saído de São Luis do Maranhão, Phill Veras lançou ano passado seu EP de estreia, Valsa e Vapor, de cinco músicas, onde deixou transpirar toda a sua inspiração na fase pós Los Hermanos de Marcelo Camelo. Apesar da qualidade inegável do EP, o futuro de Phill, como mostra seu novo single, “Já Vou Tarde”, promete balançar sua sonoridade com uma produção tropical que mescla pianos, sintetizadores e violões junto aos vocais serenos do rapaz, culminando numa espécie de encontro entre o Vampire Weekend e a MPB.

Phill Veras – Já Vou Tarde

One Sky Two Visions

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Formado por dois amigos de Curitiba, Sandro Malak e David Paradise, o ONE SKY TWO VISIONS é um projeto que define seu som com três palavras: noite, festa e pista. Com um único EP até agora e alguns shows realizados, o som da dupla não deixa de soar ambicioso, com guitarras dançantes no melhor estilo Two Door Cinema Club contracenando com baterias dramáticas e sintetizadores atmosféricos que carregam lembranças do The Killers

One Sky Two Visions – Unless

As 21 Bandas da Galera

Assim como o Oh My Rock, outros 6 blogs também selecionaram cada um 3 jovens bandas para a ação BANDA DA GALERA. Quer ouvir todos os selecionados? Confira no link: “http://www.bandadagalera.com.br/”

Um deles irá tocar no Rock In Rio! Qual será escolhida a #BandaDaGalera?

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Em parceria com a Oi, continuamos nossa busca atrás de 3 jovens bandas para indicar ao curador do Rock In Rio, que receberá outras indicações de outros blogs selecionados. Apenas uma irá integrar o line up do Festival, mais especificamente do Palco Sunset. No post anterior, pedimos a ajuda dos leitores para que pudessem nos indicar tais bandas, que devem ser formadas por membros jovens, com integrantes de até 24 anos, e que estão começando a carreira agora.

Dentre as indicações que tivemos, nomes conhecidos como Banda Uó, Vivendo do Ócio e Adriah foram alguns dos mais populares, e, enquanto isso, a equipe do blog também pensa em prestigiar alguns que ainda não fizeram tanto barulho, como o synth-pop à-la Neon Indian do We Are Pirates, o pop-tropical do Phill Veras e o indie-rock sedutor e com cara de gringo do Cambriana.

E aí, o que acham? A quem devemos dar essa chance de participar do maior festival de música e entretenimento do mundo, poder comercializar e distribuir as músicas através dos canais da Oi e entrar pra programação da Oi FM? Temos até SEXTA para indicar três nomes à curadoria do festival, então para nos ajudar, BASTA COMENTAR AQUI EM BAIXO! Contamos com vocês!

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Eliza Doolittle anunciou o lançamento de seu novo álbum para 14 de outubro. Chamado In Your Hands, o trabalho servirá para provar que a cantora e compositora tem muito mais para nos oferecer. Depois da alegre “Big When I Was Little”, a cantora britânica continua a divulgação do CD com uma canção que só tem em comum com a anterior a voz facilmente reconhecível da artista e o tempo como tema das faixas. Trata-se de “Waste Of Time”, uma canção romântica e que se apoia no alcance vocal da cantora, cujo timbre parece uma versão mais adocicada da Alicia Keys. O clipe é o mais simples possível, exibindo Eliza Doolittle em um cenário intimista, onde toca piano e canta a música acompanhada de duas backing vocals.

 

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Com toda certeza, já podemos decretar o clipe de “Break It To You Gently” como um dos mais divertidos do ano. Dirigido por Joseph Mann, o novo vídeo da banda escocesa Camera Obscura, que lançou recentemente o álbum Desire Lines, mostra um passeio repleto de confusões e surpresas, em que o protagonista é uma mochila. Não, você não leu errado. Pronta para novas aventuras, ela foge do seu dono e acaba encontrando pessoas que só a usam. Roubam o que ela guarda dentro de si, além de levar chutes, ser arremessada contra paredes e utilizada como suporte para fogos de artifício, entre outras coisas. A metáfora do vídeo é bonita e bem construída, tornando-o genial de uma maneira diferente e engraçada. E se você acha que é só tragédia, a nossa mais nova mochila favorita acaba com um final feliz.

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Mesmo tendo lançado apenas uma música até agora, o duo Cardiknox já provou que tem capacidade para criar um som contagiante e único. As batidas eletrônicas de “Hold Me Down” deixam a canção praticamente pronta para fazer sucesso nas pistas de dança. Soando como uma espécie de versão mais selvagem de Icona Pop, The Kills, Kate Boy e CHVRCHES“Hold Me Down” funciona como um desabafo cheio de energia, em função da ferocidade dos vocais. No videoclipe da canção da dupla formada por Lonnie Angle e Thomas Dutton, é possível ver as silhuetas dos dois músicos e de dançarinas, cujas imagens são sobrepostas e iluminadas por luzes de diferentes tonalidades.

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Se você pesquisar, step rockets (ou foguetes de apoio) são aqueles foguetes que ajudam espaçonaves maiores a decolar, e quando o combustível acaba – ao cumprir seu papel – são automaticamente descartados. E bem, Step Rockets é também o nome de uma das nossas novas bandas favoritas, encaixando-se como uma luva na descrição por utilizar diversos gêneros auxiliares, da música eletrônica ao reggae, para dar vida ao seu indie-pop bem resolvido. Se você ainda não tinha ouvido falar da banda, não se preocupe, pois o quarteto de Minnesota está apenas no seu segundo lançamento, “Kisser”, que chega com a promessa de impulsionar os americanos para os ouvidos de quem procura um indie-pop que foge do convencional.

Soando como um encontro dos vocais do Hockey com o synth-pop carismático do Foster The People, a canção começa de forma calma, com uma bateria esparsa, até culminar em um antêmico refrão que poderia muito bem fazer parte do primeiro disco do MGMT. A partir daí a canção te conquista aos poucos, com a adição de uma percussão com referências da world-music e deliciosas linhas de guitarra, culminando em um desfecho espetacular que te fará acreditar estar diante do próximo hit indie prestes a explodir.

Step Rockets – Kisser

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Enquanto algumas divas consagradas do pop tentam repetir o sucesso de trabalhos anteriores com canções sem personalidade, V V Brown mostra como se faz um single pop poderoso, que consegue ser único por ter uma pitada de experimentalismo sem perder o potencial radiofônico. Estou me referindo à épica “The Apple”, cuja sonoridade flerta com um electro-soul sombrio, bem diferente da doçura de músicas como “Shark In The Water”, “LEAVE!” e “Crying Blood”, presentes no álbum Travelling Like The Light, de 2009. O próximo CD da inglesa está programado para outubro e será chamado Samson & Delilah. Porém, antes de alcançar o resultado desejado, V V Brown descartou um álbum inteiro (denominado Lollipops & Politics), que teria a animada animada “Children” como carro-chefe. Agora que a cantora finalmente se encontrou, é possível apreciar o clipe de “The Apple”, que é a 2ª parte de um projeto audiovisual iniciado com o vídeo de “Samson”. A fotografia do novo clipe é toda em preto e branco, com inspiração asiática e belas tomadas de um homem que representa Sansão, baseado na figura bíblica que sofre com a traição de Dalila, até que encontra a cantora, que interpreta uma divindade.