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Conhecer seu melhor amigo com 15 anos de idade e tentar formar com ele uma banda pode ser uma boa ideia, a não ser é claro, que vocês dois sejam incrivelmente mais legais que seus coleguinhas, sejam apaixonados por sintetizadores e não cantem muito bem. O que fazer então, você se pergunta? Bem, faça que nem os The Shoes. Os franceses Guillaume e Benjamin se fizeram essa mesma pergunta há alguns anos atrás, e como alguns duos franceses que já surgiram, resolveram virar DJ. Remixando um aqui, outro alí, os caras resolveram montar um disco e para isso, recrutaram alguns produtores da Madonna, do Arcade Fire, do Crystal Castles, e algumas vozes não tão conhecidas pelo público como Cocknbullkid e Esser. E precisa dizer como ficou o resultado?

Pra começar, o resultado é um indie-pop com a produção nas alturas. O primeiro single, “Wastin Time”, pode soar como aquela típica balada motivacional no começo, mas de uma maneira progressiva ela vai apresentando seus truques.  Com os vocais aconchegantes de Esser, ela combina uma percussão africana tirada dos discos do Vampire Weekend com os gélidos sintetizadores do Miike Snow, que embora pareçam formar uma estranha mistura, combinam perfeitamente com a peculiaridade da faixa.

The Shoes – Wastin’ Time (Feat. Esser)

O outro grande destaque dos caras, que provavelmente vai agradar muitos leitores do blog, é a agitada parceria com a Cocknbullkid. Com versos gaguejados e uma suave produção disco, a cantora chega falando que sempre quis ser uma princesa, e sobre synths distorcidos e todo um vocal disco-diva, ela assume no refrão ser um completo cliché. É brilhante, e como admirador da voz e da pessoa Anita Blay, fica difícil imaginar uma outra cantora que interpretaria essa canção com tanta garra, principalmente com uma letra dessas.

The Shoes – Cliché (Feat. Cocknbullkid)

Se ficou curioso pra ouvir o resto do disco, não se preocupe. O “Crack My Bones”, disco de estréia do The Shoes, acabou de ser lançado no dia 26 de Abril, e já vem colhendo bastante elogios de mídias especializadas, como a Rolling Stone e a Pitchork. Se  gosta de melodias pop, e adorou o que ouviu, corre atrás que o resto do disco é tão bom quanto parece.

 

Com o anúncio oficial do seu primeiro disco previsto para o dia 23 de Maio, Anita Blay, mais conhecida como Cockbullkid, está de volta com um novo single e um novo vídeo. Já tive a oportunidade de ouvir metade do disco, e assim como “Yellow”, uma outra favorita e quem sabe futuro single, “Asthma Attack” chama atenção logo de cara. Com uma daquelas melodias que conseguem alegrar seu dia no mesmo instante, a faixa consegue ser mais serena do que seu último single, “Hold On To Your Misery”, e conta com uma bela combinação de versos e refrões, cantados de uma forma belíssima pela cantora, que aliás nos apresenta com seus melhores vocais até então. Mas embora possua uma melodia ensolarada, seu vídeo, repleto de danças e movimentos, foi gravado inteiramente à noite, e como a própria disse, tem a intenção de mostar os diversos personagens que habitam a cidade de Londres de hoje. Se apaixone pela música e assista ao seu belo vídeo logo abaixo.

Cocknbullkid – Asthma Attack

Se ainda não conhecia a Cocknbullkid, dá um pulinho aqui para acompanhar toda a cobertura que fizemos dela até então, que felizmente vai culminar no lançamento do seu disco, o Adulthood, que como disse sai no dia 23 de Maio.

Enquanto a maioria das popstars cantam sobre amor, diversão, sexo e o quão popular elas eram na high school, Cocknbullkid libera essa foto acima. Depois de lançar um brilhante single, que já falamos e apresentamos melhor a cantora aqui, ela está de volta em 2011 com um novo single, a excitante “Hold On To Your Misery”, como já ouvimos no remix da faixa. Como descrita pela moça, a música é um anti-hino, já que ela te aconselha a se lembrar – e não esquecer – do seu sofrimento e das coisas que te deixam pra baixo. De acordo com a cantora, essas coisas nos fazem lembrar que estamos vivos, e de certa forma, mantendo  elas “dentro de nossa barriga”, como ela canta, acabamos ficando mais fortes. Uma letra bem brilhante para uma canção pop. Aliás, uma letra bem brilhante, ponto. Para completar, o refrão viciante – que já conhecíamos do remix – está de volta,  só que sem o coral de crianças, dessa vez cantada só pela Anita. Mesmo assim, a música não perde seu charme, fechando o que deve ser o primeiro grande hit dos indies nesse começo de ano. A Cocknbullkid pode ter sido ignorada pela BBC, mas quem sabe não cabe aos blogs torná-la grande (sem piadas rs) esse ano (vide The Pass)? A faixa em alta qualidade ainda não foi liberada, mas consegui um radio rip bem bom, então não percam tempo e ouçam logo abaixo.

Cocknbullkid – Hold On To Your Misery

Como falei, o single é o primeiro do álbum Adulthood, com lançamento para alguma data de 2011.

Se falar de Marina & The Diamonds já é passado pra você, melhor decorar o nome de Cocknbullkid para falar pros seus amigos quando te perguntarem qual é a cantora hype de 2010. A londrina que vive pelo nome de Anita Blay, parece ter saído direto dos corredores de uma high school americana, e a música aqui não tem o mesmo nome que a cantora a toa: se você reparar, temos cock (gíria para burro no UK), bull (de bullying -zombar) e kid (garoto) no título. Mas se você olhar direito para a foto acima, perceberá um esboço de sorriso presente no rosto da garota. Cercada de um piano eufórico e um coro de oh-oh-oh! no refrão, concluímos que ela tem uma mão e tanto para escrever canções pop, e deve ter tido muitos recreios sozinha para pensar neles. Seu álbum Adulthood sairá mais tarde no ano, e contará com participações de Peter, Bjorn & John, Metronomy, Guy Sigsworth e Maestro Gonzales. Seu primeiro single, Hold On To Your Misery, será lançado em setembro.

♫ Cocknbullkid – Cocknbullkid

Mais um Friday Mixes para agitar sua sexta! A única recomendação que tenho pra hoje, novamente, é que vocês ouçam o set completinho, sem pausas, no player abaixo. Na minha opinião, é o melhor mix contínuo que eu já consegui fazer,  tudo certinho, sem interrupções bruscas, e aposto que você nunca imaginou como uma música dos Klaxons iria transitar para uma da Willow Smith! E corre pra baixar, pois o SoundCloud só deixa as 100 primeiras pessoas fazerem o download! Aperte o play hoje, o replay amanhã e sem enrolações, vamos ao que interessa…

Friday Remixed XIX by OhMyRock

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Adele – Rolling In The Deep (Afrojack Remix)

Esse já o terceiro remix de “Rolling In The Deep” da Adele que aparece aqui no blog, mas é por um bom motivo esse aqui. Não sei se é melhor do que o remix que os The Soundmen fizeram para ela, mas na verdade, esse aqui está mais para mashup. O instrumental é todo de “Replica”, do Afrojack, que já era um mashup por si só, mas que vai crescendo e crescendo até atingir seu ápice no refrão, onde as coisas parecem explodir. Sua batida constrói e se descontrói três vezes, e cada uma delas é de fazer pirar. Ouça sem medo esse remix/mashup, que é a pedida ideal para um final de semana insano.

Adele – Rolling In The Deep (Afrojack Remix)

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Klaxons – Echoes (Designer Drugs Remix)

O que aconteceria se “Echoes”, o primeiro single do segundo disco dos Klaxons, fosse na verdade do primeiro disco? Essa é a pergunta que o Designer Drugs fez, e conseguiu responder com êxito nesse remix, que mistura até mesmo samples de “Atlantis To Interzone” em suas batidas. Se você conhece o primeiro disco, nem preciso dizer que esse remix é agressivo, que vai te fazer  querer cometer atos inapropriados, e que ele é, por natureza, “alto”. Traz lembraças do “new-rave”, tem batidas pesadas, sintetizadores novos e um baixo podre, que juntos formam uma versão que dá um banho na original, e nos fazem perceber mais uma vez o quão superior é o som do primeiro disco da banda.

Klaxons – Echoes (Designer Drugs Remix)

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Willow Smith – 21st Century Girl (Jump Smokers Remix)

Willow Smith começou como motivo de piadas por todos, mas de pouco em pouco ela está desbancando até mesmo as popstars veteranas, provando que brincadeira é coisa de criança. Embora “21st Century Girl”, o segunda single da menina, não tenha o mesmo apelo pop que “Whip My Hair”, o Jump Smokers, experts em melhorar músicas fracas, mantém a terrível letra “sou cantora e sou criança mesmo” da música, mas adiciona todos os retoques necessários para você se preocupar mais com dançar do que qualquer outra coisa. Mais uma vez os caras acertam em cheio, e sobre Willow, dizem que seu próximo single “Rockstar” será o melhor de todos. Enquanto isso, o melhor a fazer é dançar ao som desse aqui.

Willow Smith – 21st Century Girl (Jump Smokers Remix)

 

Cocknbullkid – Asthma Attack (WAWA Club Mix)

Cocknbullkid lançou esse mês o seu último single antes do disco oficial, “Asthma Attack” e se você achou a faixa melosa demais, espere para se surpreender com esse remix. O WaWa já fez uma brilhante versão para “One”, da Sky Ferreira, e aqui eles continuam o bom trabalho, adicionando sintetizadores e batidas electro que dão uma nova cara à essa deliciosa música. O destaque fica para o crescimento no refrão final, que utiliza o mesmo truque do remix anterior, e manda nossa cabeça para o espaço. O legal é que ele vale tanto para as pistas quanto para os fones, e mesmo eu gostando muito da versão original, se tivesse que escolher uma pra ouvir pra sempre, escolheria sem sombra de dúvidas essa aqui.

Cocknbullkid – Asthma Attack (WAWA Club Mix)

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Chris Brown – Yeah 3x (Cold Blank & Alex Dreamz Remix)

A primeira vez que o Chris Brown apareceu aqui no blog, tinha um bom motivo: The Knocks. Dessa vez, o remix não é por ninguém famoso, e o mérito vai para a canção mesmo, que convenhamos, embora tenha um clipe ridículo, é viciante pra caramba. Mas enquanto a original fica só na TV pra mim, esse remix pelo Cold Blank tem tudo que eu gosto, e transporta a música direto pra a minha playlist. Mantendo o que a original tinha de melhor, inclusive o refrão, os caras mexem apenas nos versos, acrescentando batidas e samples de videogames – que diga-se de passagem, é uma das minhas maiores fraquezas em remixes. Mais uma vez, curtam sem preconceitos.

Chris Brown – Yeah 3x (Cold Blank & Alex Dreamz Remix)

 

Beyoncé – Run The World (Girls) (Susan Esthera Remix)

“Run The World”, o novo single da Beyoncé, mal saiu e os remixes já começaram a brotar. E se você não gostou do sample do Major Lazer, vai adorar esse aqui. Primeiro porque Susan Esthera faz um limpeza geral na faixa, eliminando quase por completo o sample de “Pon The Floor” e adicionando seu lugar palminhas, panelas (sim, eu ouvi isso!) e uma suave batida trance, que deixa todo o destaque para os malabarismos vocais de Beyoncé. A faixa ainda continua uma bagunça deliciosa, e enquanto essa ainda não seja a versão ideal para causar uma bagunça idem nas pistas, já é um bom aperitivo do quão superior essa música pode ser sem o bendito sample.

Beyoncé – Run The World (Girls) (Susan Esthera Remix)

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Fergie – Glamorous (Treasure Fingers Remix)

Se no Friday Mixes passado tivemos uma releitura de “Hollaback Girl”, dessa vez temos de “Glamorous”, uma canção mediana da Fergie que aqui mostra seu poder escondido. Com sintetizadores que iriam fazer qualquer banda de synth-pop orgulhosos, batidas mais fortes e até mesmo um solo de guitarra no ápice da música, essa versão não é o batidão que muda totalmente o seu ritmo, mas sim uma releitura muito mais caprichada, bem produzida e atual da música. No final, ela não é só melhor do que a original, mas provavelmente a melhor coisa que já saiu da carreira solo da Fergie.

Fergie – Glamorous (Treasure Fingers Remix)

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Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (RAC Mix)

RAC é um dos melhores DJs atualmente, e eu acho que ninguém duvida mais disso. Seus remixes têm um toque mágico, que não deixam as coisas mais aceleradas, mas sim mais gostosas de se ouvir. A mais nova do cara, um remix para a deliciosa “Something Good Can Work”, do Two Door Cinema Club, deixa tudo mais tranquilo e suave, mantendo a agitação do refrão e ficando até um pouco mais eufórico do que outros remixes do RAC no final. Como de costume, graças aos seus famosos pianos e sintetizadores, para um sábado ou domingo pós balada, não tem coisa melhor para se ouvir.

Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (RAC Mix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes XIX

Friday Mixes XIX by OhMyRock

*Como sempre, o SoundCloud proibindo a gente de postar algumas músicas. Dessa vez, ficaram de fora do player acima a Willow Smith, a Beyoncé e o Two Door Cinema Club, que vocês podem ouvir apertando o botão de “play” abaixo de cada descrição acima, ou até mesmo na nossa setlist completa, sem cortes, logo no início do post.

O NewVillager é um duo vindo direto do Brooklyn, que na verdade se auto-proclama como um projeto-multimídia, pois combinam em suas apresentações filmes, desenhos, livros e qualquer outra coisa necessária para traduzir seu som na mais bela das artes. Sua biografia menciona que eles gravaram dez vezes cada uma das música do seu debut, com diferentes refrões e melodias, e de certa forma, dá pra perceber que o novo single, “Lighthouse”, realmente parece o resultado de diferentes ideias combinadas, tanto em sua música quanto em seu vídeo.

A música combina vocais graves com uma melodia energética, e ainda flerta com sintetizadoes, violões e uma boa dose de cantos que parecem ser cantados por vinte pessoas ao mesmo tempo dentro de uma igreja. É extremamente orgânica e feliz, e embora ela seja extremamente limpa e pop (sem nada de shoegaze), de alguma forma seu som me passou uma sensação de “sonho”, e é basicamente isso que afirma seu vídeo bizarro e visualmente estimulante. Com muita criatividade e pouco dinheiro gasto, a banda cria um ambiente psicodélico com vários atores fazendo coisas sem sentido, e usando roupas feitas de materiais como fitas de vídeo-cassete, vassouras, arames, papel higiênico e sacolas de lixo, pra citar alguns. Se você já jogou o maravilhoso e vivo e colorido mundo de Katamary Damacy, terá uma sensação parecida ao assistir o vídeo. É basicamente brilhante e um belo motivo pra você ficar ansioso para o debut do duo, que será lançado pela IAMSOUND, a mesma casa da Little Boots, da Florence & The Machine e da querida Cocknbullkid.

Bastou a Cocknbullkid twittar que o novíssimo single dessas duas garotas tinha sido escrito por ela, que já fui logo procurar saber de quem se tratava. E para a minha surpresa, o Oh My! é um novíssimo duo que até agora só tem essa música mesmo, mas que é o suficiente para nos deixar curiosos. Assinadas pelo selo que tem uma quedinha por electropop, o 679, casa de garotas como Marina & The Diamonds, Little Boots e mais recentemente Spark, as meninas chegam aqui com “Run This Town”, um pop ridiculamente simples mas viciante da mesma forma. Ao contrário das outras artistas do selo entretanto, o Oh My!, pelo menos nessa música, apresenta uma pegada rocker que combina bem com a atitude “rebelde” das moças, que literalmente gritam no refrão que “mandam na cidade”. Tudo bem que pelas batidas pop da faixa, elas acabam se complicando pela rebeldia exagerada, mas fica difícil não sucumbir ao apelo da faixa quando suas vozes encantadores misturadas ao tal simples-porém-efetivo refrão chegarem aos seus ouvidos. Talvez seja apenas um pop bobo que acabou me conquistando, mas pelo menos é um pop bobo de qualidade. E tem um papagaio no vídeo delas, tem coisa mais incrível? Baixe a faixa a seguir e veja um teaser do seu futuro vídeo logo a baixo também.

Oh My! – Run This Town