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Elliphant

O projeto da sueca Ellinor Olovsdotter, mais conhecido como Elliphant, é um daqueles que torço pra dar certo, mesmo que seus lançamentos têm sido um tanto duvidosos até então. Os singles mais recentes, entretanto, estão me fazendo mudar de opinião, com os vídeos de “Down On Life” e mais recentemente “Live Till I Die” figurando entre alguns dos mais legais do ano. Continuando a série de acertos, acaba de cair na rede mais uma boa amostra do Elliphant, sob o nome “Where Is My Mama At”, lançado a princípio somente na Suécia.

Continuando a produção dancehall dos singles anteriores, a nova música se destaca das demais por apresentar uma sonoridade um tanto mais “roqueira” e agressiva, que pode ser observada tanto na produção quanto em sua letra, principalmente no refrão, onde revela não estar procurando sua mãe com a melhor das intenções. A produção dancehall ganha um pouco mais de energia ao ser misturada com leves batidas drum & bass, que parecem sair de um disco perdido do Basement Jaxx, e pavimentam a produção para que os vocais de Ellinor brilhem com seu carregado sotaque jamaicano, adicionando aquele charme característico de suas outras produções.

Elliphant – Where Is My Mama At

ELLiPHNAT

Confesso que o Elliphant, projeto da sueca Ellinor Olovsdotter, me chamou atenção no início principalmente por ser a nova artista do selo sueco TEN, responsável também pelo Niki & The Dove e o Icona Pop. A primeira música foi a inventiva “In The Jungle” com sua sonoridade sem definição, mas a partir daí, seus lançamentos têm sido uma mistura de erros e acertos, por vezes se espelhando no hip-hop da M.I.A. (como em “Cian’t Hear It” e “Tekkno Scene”), e por horas no pop latino da Rihanna, como em “Down On Life”.

E é calcado nesta última (um acerto, diga-se de passagem), que Elliphant entrega seu novo single, “Live Till I Die”, realizado pós-lançamento do seu primeiro EP, auto-intitulado, que reuniu antigas canções enlatadas para o mercado norte americano. Assim como em “Down On Life”, as batidas aqui são menos aceleradas, o que deixa espaço para os vocais mais cantados de Ellinor abraçarem a produção tropical repleta de sintetizadores, palminhas e samples, com direito a um refrão celebratório (como indica o título) e um desfecho arrasador com um solo de teclados, do jeito que a gente gosta.

Elliphant – Live Till I Die

Frida Sundemo - Indigo

Depois de Robyn, Icona Pop e Elliphant, a Suécia se prepara pra mais um incrível lançamento, que tem tudo para ser uma grande promessa para 2013. Frida Sundemo ja teve um álbum folk lançado no Japão, porém sem muita repercussão, e agora, deixando também sua carreira de estudos em Medicina de lado, a cantora investe em um pop cheio de batidas eletrônicas que parece ser a escolha certa para deslanchar sua carreira.

Seu novo single, “Indigo”, é um indie pop viciante, que se encaixa perfeitamente entre as citadas Icona Pop além da produção borbulhante conter traços da Sky Ferreira, CHVRCHES, e outros grupos pop. Junto a batidas electro-pop e sintetizadores, a canção é acompanhada pela voz doce e jovial de Frida, que nos conduz até um grudento refrão mas que ainda assim foge das convenções do pop radiofônico. Assim como a canção, o clipe é uma espécie de versão adocicada das obras da Grimes, ao tratar sobre conflitos internos e trazer um final surpreendente.

Frida Sundemo – Indigo

Parece que foi ontem que apresentamos por aqui o Elliphant, projeto de Ellinor Olovsdotter, que chamou nossa atenção por ser do coletivo sueco TEN, responsáveis pelo Niki & The Dove e o Icona Pop. Apesar de compartilhar dos mesmos produtores e compositores, o Elliphant tem um som mais focado no hip-hop, como já apresentou nos singles “In The Jungle” e “Tekkno Scene”, mas sem esquecer da produção mirabolante que os suecos estão dominando. Com um EP auto intitulado agendado para janeiro, o Elliphant lançou agora seu novo single, “Down On Life”, que muda um pouco a história do projeto.

Deixando a sonoridade mais agressiva dos singles anteriores de lado, Elli pela primeira vez apresenta uma canção que traz claras semelhanças aos outros artistas do seu catálogo, a começar pelos vocais, nitidamente inspirados no Niki & The Dove, mas cantados com um sotaque jamaicano que parece coisa da Rihanna. Essa aproximação do pop dá uma nova visão ao projeto de Elli, que continua brilhando na produção, um dancehall grudento e de batida relaxada que soa como uma tentativa do Icona Pop em fazer reggae. Apesar da mudança notável sonoridade, o futuro do Elliphant nunca pareceu tão promissor.

Elliphant – Down On Life

“Down On Life” é mais um single retirado do EP de estreia do Elliphant, de 6 faixas, que sai no dia 20 de janeiro. Do EP, já postamos “In The Jungle” e “Tekkno Scene”.

Em Fevereiro apresentamos o Elliphant, projeto misterioso descoberto pelo mesmo selo do Niki & The Dove e da Icona Pop, que chegou pra enriquecer e variar ainda mais a cena musical sueca. O primeiro single, “In The Jungle”, trazia vocais abafados e uma produção inventiva, culminando numa brilhante canção pop mas que não dizia muito sobre a banda em si. Com o aparecimento de uma nova música ontem, entretanto, agora temos mais um motivo para ficarmos animados com o grupo.

“TeKKno Scene” pode não trazer a mesma produção mirabolante do single anterior, mas ela com certeza também te fará dançar em segundos. Apesar do começo tímido, a canção logo trata de agitar as coisas com batidas dancehall que mais parecem obra do Diplo, acompanhados por vocais que finalmente ganham uma melhor chance aqui, e soam como uma espécie de The Knife tentando fazer cover da M.I.A., tudo graças aos versos rápidos e às rimas frenéticas da vocalista misteriosa.

Elliphant – TeKKno Scene (Feat. Adam Kanyama)

Nós amamos grandes canções pop e não dispensamos um refrão grudento, mas nem sempre o melhor é o mais fácil. As vezes as melhores canções pop são aquelas que te pegam pelos detalhes e pela coragem de sair um pouco daquela fórmula convencional, e é aí que entra a mais nova (e terceira) aposta do selo sueco Ten, responsável primeiramente pelos nossos favoritos Niki & The Dove e principalmente Icona Pop. Conheça, portanto, o Elliphant e seu primeiríssimo single, “In The Jungle”, que apesar de soar pouco como os artistas anteriores, compartilha do mesmo senso de aventura e ousadia em suas composições.

Como o nome sugere, “In The Jungle” é um experimento mirabolante, uma selva de sons. A canção segue com apenas um refrão, cantado por Ellie sobre um vocal processado e trabalhado ao extremo, repetido sobre uma base dançante que nos leva a drops e abusa de sirenes, samples exóticos e batidas electro, lembrando bastante as músicas bagunçadas e exóticas da M.I.A. só que com uma produção eletrônica. Dito isso, apesar da excentricidade, é fácil gostar da música de cara e se pegar dançando suas batidas sem esforço, principalmente quando ela vem junto de um vídeo maníaco, com uma criança dançando e atirando lasers coloridos de neon em cima de um carrinho de compras enquanto é acompanhada por uma trupe de dançarinos composta por ravers,  policiais e até Papai Noéis malucos, e como se não fosse bastante, tudo em slow motion. Tem como não amar esses suecos?

Elliphant – In The Jungle

Como disse, “In The Jungle” é só o primeiro single do grupo, e será um prazer assistí-los desenvolver essa sonoridade. E pela produção tanto da música quanto do vídeo, parece que eles não têm intenção de ficar no anonimato por muito tempo não.