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A novíssima Fickle Friends, de Brighton, vai dar o que falar a julgar pelo seu primeiro single, “Swim”. Nesta primeira música, o quarteto se enquadra sonoramente dentro desse notório movimento de bandinhas que estão sempre “de bem com a vida”, como o Mausi e o Grouplove, contagiando os ouvintes já na primeira audição.

Logo no início da faixa, os sintetizadores retrôs nos fazem lembrar o Neon Indian, mas é a seguir, a partir do inspirador vocal de Natassja Shiner e dos riffs de uma guitarra funky simplesmente apaixonante, que a música mostra a sua verdadeira essência e nos conquista de vez, soando como uma espécie de mistura entre a felicidade do Alphabeat e as batidas marcantes do Haim. Com a dose perfeita de como fazer música pop de qualidade, os ingleses mostraram através de “Swim” que sabem exatamente a receita de como produzir um single para o verão ou para qualquer pool party que se preze. Pode mergulhar de cabeça.

Fickle Friends – Swim

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Não duvide se a sueca Seinabo Sey, de apenas 23 anos, acabar virando um dos nomes mais fortes da nova safra do pop em 2014. Apesar do seu primeiro single, “Younger”, ter sido lançado nos últimos dias de 2013, não é exagero dizer que encontramos aqui uma das melhores músicas pop do ano e que, se tudo der certo, deve catapultar a sueca com toda a força para os holofotes nos meses seguintes.

Abrindo a faixa com um órgão melancólico e quase fúnebre, que mais parece um começo de missa, Seinabo Sey não tarda a impressionar logo nos primeiros segundos ao soltar seu vocal arrepiante, completando o clima gospel da faixa. Entretanto, como mandam as produções do sueco Magnus Lidehäll (dono da fantástica “How I Roll”, da Britney, e mais recentemente “Don’t Wait”, da Mapei), a canção logo se transforma em um soul-pop futurístico composto por batidas militares, sintetizadores, violinos e um refrão formado de recortes vocais que provavelmente figura entre os melhores do ano. Se a Adele deixasse os suecos produzirem seu próximo disco, o resultado chegaria próximo disso aqui. Prepare-se para o vício.

Seinabo Sey – Younger

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O quarteto estoniano Kye Kye – atualmente baseado em Camas, Washington – vem conquistando fãs desde 2011 com o seu primeiro álbum, Young Love, que contou com algumas músicas utilizadas em comerciais e filmes. Liderada pela vocalista Olga, a banda é também formada por mais dois de seus irmãos (Timothy e Alex Yagolnikov), além do seu marido, o baterista Thomas Phelan.

Recentemente, Olga afirmou que, na opinião da banda, “criar música traz à tona as emoções que existem dentro deles”. Deve ser por isso, portanto, que ficamos apaixonados logo de cara por “Honest Affection”, o primeiro single do novo álbum do quarteto, Fantasize, previsto para janeiro de 2014. Vocais adocicados – que parecem, de fato, vindos do fundo da alma – contracenam com um sintetizador para ninguém botar defeito (além de um sino que faz toda a diferença no background), culminando numa espécie de encontro entre os vocais sonhadores do Say Lou Lou com os sintetizadores energéticos do CHVRCHES.

Kye Kye – Honest Affection

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O DJ e produtor Daktyl passou alguns anos de sua vida tocando piano, pressionado pelos pais, mas não demorou muito para ficar nítida a sua verdadeira habilidade: a produção musical. Em 2012, ele ganhou alguma notoriedade, mas é agora, em 2013, que começa a se destacar. O produtor acaba de lançar “Why You”, em parceria com o DJ Fitzroy, e já começa a fazer bastante barulho no UK. A música em questão foi ouvida 20.000 vezes em apenas três dias, e promete conquistar com sua produção instigante.

“Why You” começa com um sintetizador futurístico que parece ter sido produzido num iPhone, ao mesmo tempo que vai revelando suaves e deliciosas batidas eletrônicas. Em seguida, somos transportados para o universo da dupla graças a um vocal que soa como se “Sleepyhead”, do Passion Pit, fosse reimaginada pelo Cashmere Cat. Efeitos futurísticos e um solo de sintetizadores 8-bit (que faz toda a diferença) ainda chegam a tempo de bombardear a produção insana, que fecha com menos de 3 minutos mas que é suficiente para nos levar às alturas com sua ambientação chillwave e vanguardista. Daktyl demonstrou que sabe bem qual é a receita para um future-pop de qualidade, e nos deixou bastante ansiosos por seus próximos lançamentos.

Daktyl & Fitzroy – Why You

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O duo The Soundmen, formado por Scott Durday e Justin Jamison, pode não ser tão conhecido ainda, mas tem mostrado que merece uma atenção especial quando o assunto é produção musical e remixes. A dupla já passou inúmeras vezes por nossas páginas com belos remixes para bandas como The Killers e Foster The People, e agora, com uma produção original deles próprios, mostram também que sabem criar música digna das melhores pistas do mundo.

Contando com a ajuda da delicada Rai Knight nos vocais, em “With You” o The Soundmen prepara uma produção future-pop que abusa de sintetizadores, samples e efeitos de todos os tipos, que contagiam logo de cara. Além da produção futurística, os vocais de Rai, que remetem a uma Little Boots com mais atitude, conseguem cair como uma luva sobre os efeitos insanos, puxando a música pro pop radiofônico e deixando-a mais grudenta, próxima da perfeição, soando como uma produção do AlunaGeorge para uma Janet Jackson do futuro. Com faixas como essa, o duo tem tudo para fazer a diferença em meio a tantos DJ’s e produtores que existem atualmente, e já se consolida como um dos grandes achados de 2013.

The Soundmen – With You (Feat. Rai Knight)

A música é o primeiro single de um EP ainda sem título, programado para ainda este ano.

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Desde o começo do ano passado, quando apresentamos aqui o trio de irmãs californianas Haim e a sagaz “Forever”, assistir a evolução da banda e acompanhar seu desenvolvimento foi uma das coisas mais deliciosas de se ver. O sucesso das garotas é merecido, com singles como “Falling”, “Don’t Save Me” além de covers e participações especiais garantindo às meninas prêmios como o pódio do BBC Sound of 2013 e a chance de abrir os shows de bandas como Vampire Weekend, Phoenix e Florence + The Machine. E foram justamente esses shows, baseados em uma performance visceral que inclui jam sessions, improvisações e solos de guitarra que as transformaram em verdadeiras rockstars do século XXI que nos fizeram cair de amores pela banda no final das contas.

Entretanto, o problema de ter um show tão forte quanto esse é que nem sempre as versões de estúdio, finalizadas e produzidas por alguns dos maiores produtores do momento, conseguem superar as expectativas criadas pelas versões ao vivo. E como era de se esperar, é basicamente isso o que acontece no novo single das meninas, “The Wire”, que já vem sendo executado em seus shows desde os primórdios da banda, lá em 2010. Enquanto nos palcos o espírito rockstar das garotas é predominante, na versão de estúdio, produzida pelo Ariel Rechtshaid (Major Lazer, Vampire Weekend, Usher), a sensação que fica é que elas desejam uma sonoridade mais pop e moderna, ainda que mantenha boa parte da essência da original. Batidas glam-rock, harmonias vocais e versos nitidamente country servem de base para as garotas se divertirem em uma das suas canções mais cheias de atitude até então, com direito a um delicioso solo de guitarra (meio apagado nessa versão, diga-se de passagem) que aparece nos últimos segundos só pra mostrar que “hey, ainda gostamos de guitarras”. Se a Shania Twain tivesse hoje 24 anos, acesso aos produtores do momento e mais outras duas irmãs hipsters, o resultado não seria muito diferente disso aqui. E olha, não é exatamente uma coisa ruim.

HAIM – The Wire

“The Wire”, o novo single das irmãs, tem lançamento oficial no dia 23 de setembro. As garotas terminaram de gravar seu CD em Los Angeles, semana passada, e de acordo com um release que recebi, os detalhes do lançamento “são iminentes”. Como a própria “The Wire” diz, segurem os corações.

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O produtor e compositor israelense (radicado no Brooklyn) Jonathan Dagan, mais conhecido como J.Viewz, possui dois álbuns e já recebeu uma indicação ao Grammy, em 2011, com o álbum de synth-pop Rivers and Homes, que nasceu com a colaboração de ouvintes, o que não é de se admirar, já que o produtor costuma tocar com amigos e parentes, produzindo suas músicas de forma bem peculiar.

“Far Too Close”, uma das faixas mais marcantes do álbum em questão, acabou de ser relançada para o EP homônimo, que ainda conta com uma série de remixes da faixa. A nova versão da música – que foi produzida com fitas analógicas, saxofone, sintetizadores, além de muitos efeitos – acaba soando extremamente moderna, começando com falsetes à-la Passion Pit guiados por simples sintetizadores e batidas dançantes até cair na mais pura catarse logo após o primeiro refrão, recheado de samples e recortes que mais parecem obra do Madeon. Apesar da produção moderna, o vídeo de “Far Too Close” – cuja direção é do também israelense Yotam Guendelman – segue uma estética mais retrô, recheado de passos de dança e centrado tanto nos anos 80 que é praticamente impossível não lembrar de Dirty Dancing. J.Viewz revitalizou com toda a glória uma canção de 2011 e finalmente está colhendo os merecidos frutos, porém resta agora aguardar as notícias de um verdadeiro novo disco do rapaz, que, graças a “Far Too Close”, certamente será acompanhado por um número maior de curiosos.

J.Viewz – Far Too Close

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