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A DFA Records, gravadora que leva a direção de James Murphy, é sempre lembrada por nomes de rock e electro que movimenta pistas de dança em torno do mundo. Devido a nomes consagrados como The Rapture, Hot Chip e Shit Robot, todo lançamento se torna precedido de expectativa e certa curiosidade para aqueles que acompanham as notícias de lá. Man Tear, portanto, é o novo projeto que sai de seus estúdios de Nova Iorque, e é formado pelos produtores Axel Boman e Petter Nordvist.

A faixa original traz nove minutos de um looping quase hipnótico no qual se desenvolve sintetizadores e um leve som de tamborim, com direito a diversos breaks de bateria. A letra, bem cativante, aos poucos se tornam parte do ritmo e criam uma sensação extremamente leve para o som. O single conta ainda com um vídeo um tanto quanto confuso, mas que vai de encontro com o clima mais quente da música.

Man Tear – Outside Amore

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Trio sueco de dream pop, o Postiljonen, e sua até então curta carreira, traz sons carregados de energia através de produções grandiosas e quase espaciais em suas faixas. Sua lista de influências traz nomes como Sigur Rós e M83, mas nem precisa da banda dizer isso para percebermos ao ouvir elementos de ambos nas músicas já divulgadas pelos suecos, que antecipam o primeiro EP, a ser lançado pela gravadora Hybris durante o verão.

No mais recente single, “Supreme”, o trabalho do grupo é perfeitamente retratado através de elementos que se encontram na bateria bem pontuada e nos sintetizadores retrôs, que lembram bastante os usados pelo Neon Indian, e que passeiam por toda a música se tornando parte vital da eletrônica e ensolarada produção. Apesar do nome em sueco, os vocais são cantados inteiramente em inglês e ajudam na construção do ambiente, banhados em reverbs. Para acompanhar a faixa, o clipe explora a dúvida de uma garota questionada por dois garotos em torno de suas intenções, e também merece ser visto.

Postiljonen – Supreme

Wavves-mutant

Wavves, projeto do californiano Nathan Williams, começa o ano de 2013 com o primeiro lançamento desde King of The Beach (2010). Prometendo dar continuidade ao seu som autoral, o disco Afraid of Heights traz suas influências do surf rock californiano numa combinação de pop lo-fi que conquista os ouvintes em 14 faixas inéditas. O disco ainda conta com produção de John Hill, mais conhecido por nomes bem populares como M.I.A. e Rihanna.

O primeiro single, faixa-título do álbum, traz um pouco de calor ao início da Primavera na terras do norte, com suas guitarras sujas e refrão contagiante. A faixa ainda conta com a contribuição de Jenny Lewis, quase imperceptível nos fundo da música. Mais uma vez, se percebe um pouco da influência de trabalhos antigos do Weezer, o que pode acrescentar uma certa nostalgia ao se ouvir a música. De acompanhamento, o vídeo narra a história de um casal de drag queens e suas peripécias, incluindo o sequestro de dois caras, com direito a um final tão bizarro quanto sombrio.

Wavves – Afraid of Heights

O Afraid Of Heights, novo álbum do Wavves, foi lançado no dia 26 de março.

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No submundo dos produtores independentes do Soundcloud e das diversas coisas que surgem a todo momento na internet, uma dupla me chamou atenção esses dias: Pale. Apesar de dividir o nome com mais dez artistas no perfil do Lastfm, os jovens londrinos se tornaram os mais executados com seus primeiros singles “Too Much” e “Doing My Time”. Abusando de referências eletrônicas que lembram um pouco o conterrâneo James Blake, eles criaram uma espécie de downtempo baseado em loopings quase minimalistas, marcados pela presença de um forte baixo. Os vocais, meio roucos e extremamente suaves, dão um tom sofisticado às músicas, com versos repetitivos porém bastante funcionais.

“Too Much”, produzida por Jas Shaw (um dos nomes por trás do Simian Mobile Disco), foi lançada oficialmente mês passado e é a primeira aposta deles. Uma música que não apresenta pretensões para a pista, porém que se deixa levar por um lado mais pop, seja pela letra claramente romântica ou pela forte composição do refrão que se fortalece em bases suaves que seguem toda a faixa. Já “Doing My Time”, segunda faixa do trabalho, segue mais agitada, com um som bem mais estourado e sintetizadores que chegam mais próximos ao R&B.

Pale – Too Much

Pale – Doing My Time

Alt-J, supostamente um atalho para o símbolo delta (∆), é mais um desses grupos de indie rock com influências mil que vão desde o folk das guitarras e violões ao dream-pop sintetizado. O delta, na verdade, simboliza para Gwil Sainsbur (guitarrista e baixista) a mudança que a música trouxe para os amigos da Universidade de Leeds, que encontraram a música em 2007.

Apesar do tempo, eles acabaram de lançar seu muito esperado primeiro disco, o An Awesome Wave, que traz consigo onze canções maravilhosas e um ótimo single, “Breezeblocks”. A faixa, que está apresentando eles para o mundo, traz em seu tema mais uma briga dessas de amor (no caso do clipe, uma briga violenta em slow motion), mas é a sonoridade, entretanto, que é o grande destaque. A música se inicia com um vocal calmo seguindo de linhas de guitarra simples, que vão sendo marcadas, ao longo de sua progressão, com synths e vocais fortes e bem interessantes (“da da dada”) que, apesar de ameaçar uma explosão com sua instrumentação frenética com direito a sininhos e tudo mais, acaba voltando no final ao estilo mais folk deles. O final, marcado pelos vocais, remete a um pop mais simples, acessível e completamente eficaz.

alt-J (∆) – Breezeblocks

O incrível debut do Alt-J saiu no dia 28 de Maio pelo selo Infectious Music, e pode ser ouvido na íntegra por aqui.

Kindness, projeto carregado por Adam Bainbridge, cara de cabelo bagunçado e voz rouca, vem, desde 2009, criando faixas no esquema electro-rock/lo-fi que eu sei que todos aqui amam. Seu novo e primeiro disco, World, You Need a Change of Mind, é um breve registro de seu som, que mescla influências do chillout, new wave e do pop oitentista para se consagrar como uma das estréias mais interessantes do ano.

Se você acha improvável se divertir com canções de menos de dois minutos dê uma chance a “Gee Up”, que, apesar da curta duração, é sem dúvidas a mais empolgante do disco.  O começo passa uma sensação de relaxamento, proporcionada por suas guitarras sujas e loops eternos, mas sem demora os elementos acabam construindo um número funky leve e conciso, com um refrão estremecedor que só vai ficando mais alto a medida que vai chegando ao fim, nos deixando com um dos piores gostinhos de “quero mais” que uma música já conseguiu. O vídeo, uma espécie de making-off do disco, traz uma breve discussão sobre a sonoridade do projeto e se mostra a melhor opção para entrar a fundo no mundo do Kindness.

Kindness – Gee Up

Apesar do gostinho de “quero mais” deixado pela anterior, o último single do projeto, “House” te deixará completamente satisfeito com seus quase cinco minutos. A canção mistura elementos do disco, do funky dos anos 70 e até elementos góspeis para trazer um número arrebatador que, em meio a teclados, sintetizadores e palmimhas, culmina em sua metade em um efusivo refrão,  instantâneamente clássico e um dos mais belos do ano, aqui cantado em coro pela banda. Esqueça o visual sujo do projeto, pois o que temos aqui é uma das canções mais puras e bonitas do ano.

Kindness – House

Seja pelo visual ou pela música em si, Adam vem sendo muito comparado a um Ariel Pink mais dançante, o que é um tanto quanto aceitável. Se gostou, não deixe de conferir seu debut, World, You Need a Change of Mind, lançado em Março desse ano.

Já falamos bastante aqui sobre Jessie Ware, que está ganhando espaço nos nossos players com seus singles “Running” e “110%”. Enquanto esperamos o lançamento de seu primeiro disco,  Devotion, programado para Agosto, a encantadora britânica surge novamente com um belissímo cover de “What You Won’t Do For Love”, claśsico do cantor Bob Caldwell.

Com a produção e participação de Sampha, colaborador frequente do SBTRKT em shows e estúdio, a nova versão de “What You Won’t Do For Love” tem uma roupagem mais moderna, repleta de synths e um pouco dos graves do dubstep. A inspiração noventista de Jessie (muito em alta ultimamente), também consegue achar um espaço na nova produção que, aliada a um grave backing vocal do Sampha, se mostra uma releitura pertinente e que deve cair como uma luva para os mais devotos da cantora.

Jessie Ware – What You Won’t Do For Love

Não se sabe ainda se a canção fará parte do Devotion, primeiro álbum da cantora, que deve ser lançado em Agosto.

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