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Apesar do nome não soar muito familiar por aqui, os produtores Yellow Claw já tem um público bastante significativo espalhado pelo mundo. Formados inicialmente em 2010 em Amsterdam, Holanda, o trio criou uma festa num dos clubes mais badalados da cidade na época, o Jimmy Woo. Com uma trajetória bastante peculiar, lançaram alguns singles que atingiram o topo das listas na Holanda e na Bélgica durante os anos de 2012 e 2013. Também já estiveram associados ao selo do renomadíssimo Diplo, Mad Decent, o que os deu visibilidade. Atualmente fecharam contrato com o selo Spinnin’ Records, que tem artistas como Avicii e Digitalism, coisa que os alça para uma carreira ainda mais promissora.

Após firmar contrato com a nova gravadora, decidiram finalmente lançar seu primeiro single internacional, Shotgun, com participação especial da artista Rochelle, que dá um toque mais ousado à música. Os Yellow Claw se definem em algo entre dubstep, electro house e trap music (estilo originado do hiphop). O vocal sexy e poderoso da Rochelle dão um tom pop à faixa, nos remetendo em alguns momentos à Rihanna. A estética do vídeo e alguns momentos da música mostram uma influência da veia world-music da M.I.A. Fato curioso é que a música tem influências claras do estilo moombahton, criado em Washington em 2009, e que desde então mudou os rumos da música eletrônica. Trata-se de uma mistura bem sucedida entre dubstep e reggaeton, e sua principal característica é colocar até uma múmia para dançar. Tá aqui a prova desse fato.

Yellow Claw – Shotgun (Ft. Rochelle)

miko

Há (quase) exatos 2 anos atrás, fizemos um post tímido sobre a banda The Chain Gang Of 1974. A demora por novidades não foi culpa nossa, a banda entrou numa espécie de hiatus sem lançar qualquer trabalho e só voltou a dar as caras agora. E voltou quase irreconhecível. Kamtin Mohager é o responsável pelo trabalho, e esteve desde o inicio de 2013 focado na produção de seu novo álbum, que ainda não tem data oficial de lançamento. O disco vem sendo produzido por nada menos que Isom Innis, do Foster The People, com a ajuda de Tony Hoffer, que já produziu trabalhos para M83, Phoenix e Silversun Pickups. Já sabemos mais ou menos o que esperar, né?

“Miko” é a primeira faixa que vem a público para divulgar essa nova fase da banda. Gostem ou não, a faixa tem uma introdução quase idêntica à música “2012″ do brasileiro SILVA. Mas são só os primeiros segundos, porque logo depois da calmaria super sincronizada, a música tem sua primeira explosão de guitarras e baixos ululantes que mais nos lembram um Bloc Party moderninho. A música é cheia de camadas eletrônicas e carrega o tom etéreo dark-synth-pop do M83 mas mesmo assim não perde sua essência rock nem suas raízes new-wave. Bela mistura. Quem mais se destaca são os tambores e a bateria pesada, num tom quase militar. Esperamos que Mohager tenha guardado um pouco dessa energia para as outras canções do seu próximo álbum.

The Chain Gang Of 1974 – Miko

Sonar-2013

Mesmo com pouco mais de um mês de atraso, anunciamos ainda com imenso orgulho a cobertura completa do Festival Sónar que aconteceu entre os dias 13 e 16 de Junho de 2013 em Barcelona. Em 2012, este blog foi convidado para cobrir o evento que aconteceu em São Paulo no Brasil também. A partir dessa oportunidade, conseguimos dar um passo adiante e descolar por meio de uma das idealizadoras do festival, uma credencial de imprensa que dava acesso completo à toda a programação do evento. Desde já agradecemos a oportunidade, e esperamos estar presentes na edição de 2014 e possivelmente nas outras edições do evento pelo mundo. A principal novidade do 20º aniversário do evento foi a mudança do local do Sónar Dia, que foi transferido do pátio do MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona) para a Fira Montjuic, que é um complexo enorme que recebe grande parte dos eventos grandes da cidade. Grande acerto! A organização no geral, a fluência do público entre os shows, acesso aos banheiros, às áreas VIPs e ao galpão de novas mídias estava impecável, muito bem sinalizado e sem grandes problemas de locomoção.

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Estourou de vez. Preparem os ouvidos (ou os olhos) para ver como a mocinha Brooke Candy vai ser comparada (estupidamente?) com a Lady Gaga. Excentrismos à parte, Brooke é a definição perfeita para a palavra atitude. A nova queridinha do mundo da música, da moda e dos hipsters vem de Los Angeles, diretamente da cena stripper da cidade. A começar por aí, o rostinho nos é familiar. Trabalhou com Grimes no clipe de “Genesis”, trabalhou com Charli XCX e alguns outros nomes mais undergrounds. A música está em algum lugar entre o pop e o hip hop, e a boquinha suja da Brooke entoa frases de tanto impacto que os haters do mundo vão surtar.

“Pussy Make The Rules” é a vitrine ideal pra promover ao extremo o novo single da cantora. A música faz alusão DIRETA à Lady Gaga, Britney Spears e Christina Aguilera, e ainda enfatiza, além do título da música, o quanto as mulheres são poderosas. O clipe é obsceno, é genial. Uma crítica social mesclada com um nítido “foda-se” para todos os tabus que a sociedade ainda insiste em levar adiante. Brooke é lésbica, mas esse é o menor dos detalhes de toda a aura polêmica que projeta sobre si. Ainda estou receoso em colocar a artista do lado de nomes como Azealia Banks, Iggy Azalea e Angel Haze porque aqui o buraco é mais embaixo. “Quem dita as regras”?

Brooke Candy – Pussy Make The Rules (Feat. Lakewet)

nonono

NONONO é mais uma dessas surpresas deliciosas que a gente tromba na internet. O trio, que conta com todos os elementos exigidos pra entrar no hall da fofura, só podia vir da Suécia, terra onde surgem tantos artistas bons que ignora-se a necessidade de falar sobre. Stina Wäppling é a compositora e cantora, e Astma & Rocwell são a dupla de produtores que se arriscam com vários artistas. E o mais legal de tudo, além de encontrar a banda por acidente, é depois ligar os pontinhos e descobrir que eles já trabalharam com nomes como Icona Pop e Beatrice Eli, artistas já conhecidos por nossos leitores. Apesar desta aqui ainda não ser tão conhecida, a banda já tem contrato fechado com a Warner da Suécia, e já está preparando seu álbum de estréia.

O que nos deixa um pouco intrigados é que sempre que surgem essas novidades da Escandinávia, elas já vêm acompanhadas de clipes mega-produzidos e toda uma aura de “meu deus mais uma banda para se apaixonar!” logo de cara. “Pumpin Blood” acabou de sair do forno e ao invés do que o nome da banda indica, nossa primeira audição já nós faz rebater com um grito de YESYESYES! Os assobios, que são quase um instrumento patenteado pela Suécia, não poderiam deixar de estar presente, dando personalidade e embalo para a música. Acompanhado de uma bateria super ritmada, de infinitos elementos de percussão e camadas, a voz de Stina dança entre um grave quase sexy, e um estridente espetacular no refrão pop pegajoso. Tudo muito fresco e jovial. Temos agora mais um motivo para querer morar em Estocolmo.

NONONO - Pumpin Blood

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Estamos apostando nossas fichas na Florrie há quase 3 anos, quando ela ainda era uma semi-desconhecida. Por trás dessa fofurinha de cabelos loiros está a vocalista, multi-instrumentista, modelo e (quase) dançarina Florence Arnold, que já teve algumas de suas músicas comentadas por nós, como “Give Me Your Love“, “Call Of The Wild“, “Begging Me” e “Experimenting With Rugs“. Mas mesmo com os burburinhos em 2010 e 2011, Florrie andava meio esquecida. Há poucos dias, entretanto, a cantora voltou à tona com uma nova música, que é trilha sonora para uns fones de ouvido da Sony. Apesar disso aqui não ser merchandising, não há como negar que o combo se trata de uma perfeita jogada de marketing, visto que nada melhor que um bom fone de ouvido para nos imergir e nos fazer ouvir em looping cada um dos detalhes de suas músicas.

A nova canção, “Live a Little”, é sem dúvida uma das melhores de sua carreira e chega ainda mais recheada de detalhes. Contando com um trompete genial que parece ter saído de “Crazy In Love”, da Beyoncé (e que faz da música uma verdadeira fanfarra), a ação promocional ainda traz um clipe de ideia geniosa, onde Florrie e seus clones tocam cada um dos instrumentos que compõe a produção, alternando entre trompete, bateria, baixo, guitarra, tambourine e sem esquecer das graciosas palminhas. Com arranjos sensacionais e uma percussão muito bem elaborada, a faixa ainda conta com um delicioso refrão que te põe pra cantar e dançar logo de primeira, consolidando o pop classudo de Florrie como uma versão mais alternativa e moderninha da Kylie Minogue. Com a nova faixa, a impressão que fica é que Florrie se atirou de cabeça para o sucesso, nos deixando ainda mais ansiosos por um álbum completo.

Florrie – Live A Little

splashh

Estamos por aqui à espreita, cuidando de longe da banda Splashh desde o ano passado. Os burburinhos existem desde a formação do grupo, que tem como membros Toto Vivian, Sasha Carlson, Thomas Beal e Jacob Moore. Algo soa familiar? Talvez já tenha caído no esquecimento, mas Toto Vivian que até o momento era um total desconhecido, teve os holofotes mirados sobre si quando sua música “Washing Away” foi trilha sonora de um dos bombásticos comerciais de 2012 da marca de roupas TOPSHOP, que é a queridinha dos hipsters, antenados ou como queiram chamá-los. A música era sensacionalmente pegajosa, mas logo ficou pra trás nesse mundão de bolas-de-neve da informação. O Splashh ainda tem pouco material na rede, mas já podemos sentir de longe que vem coisa muito boa por aí. Apesar do gênero já estar meio saturado e cheio de bandinhas mais-do-mesmo, o Splashh consegue trazer frescor e vida nova ao surf-garage, punk-garage ou grunge-pop. Poucas ouvidas já me remetem a nomes de peso, tipo Yuck ou Tame Impala ou ainda influências lá nos 90′s com o Pixies ou Blur.

O nome da música serve como definição perfeita para si própria: “Sun Kissed Bliss” é literalmente o “Sol que Beijou a Felicidade” – aliás, o tema  sol e verão são recorrentes em músicas dessa estética  meio surf, meio psicodélica. Guitarrinhas com riffs simples e repetitivos, bateria e baixo acompanham perfeitamente a sintonia da música. O que não podia faltar era o efeito de distorção no vocal, deixando-o meio hazy, algo entre nebuloso ou obscuro, que é exatamente como a música soa. O álbum de estreia, já tem nome, Luv Luv Luv será lançado ainda esse ano. O mundo da música tem memória curta, tá aí de novo trazendo à tona a mesma temática que bombou há alguns anos atrás. Tudo para fazer do verão a melhor época do ano.

Splashh – Sun Kissed Bliss

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