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É cada vez mais evidente o uso de certa experimentação na maioria das produções atuais. Estas combinações foram provadas por inúmeras novidades e, desde então, tem servido como ferramenta de sucesso. Dentro deste conceito, Towkio revela-se um artista para ficar de olho. Vindo de Chicago, o rapper recém lançou a ótima mixtape intitulada de .wav Theory que transita sobre texturas sonoras encontradas na música eletrônica de maneira magistral. Em “Reflection”, a produção assinada pelo conhecido Kaytranada, propõe uma linha funky bem sincronizada que trabalha com outros elementos eletrônicos ao longo dos quatro minutos. O trabalho dos dois mostra-se uma boa parceira quando o casamento entre o fluxo melódico dos vocais de Towkio se encaixa perfeitamente com os desníveis da produção de Kaytranada. É altamente recomendável que você mergulhe em .wav Theory – a experiência não será em vão!

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Como uma incógnita musical, o multi-instrumentista Favela parece ter encontrado seu próprio mundo de intimidades onde ousa com produções e composições com um aspecto bem peculiar. Combinando a delicadeza do Bon Iver com os sons futuristas do Jamie xx, não deve levar muito tempo para que Favela deixe o status de artista emergente para o mainstream. Tendo lançado um punhado elogiado de faixas no ano passado, o músico mostra-se seguro para liberar seu primeiro trabalho coeso junto ao selo Transgressive Records em junho deste ano. Carro chefe do EP de estréia, “Future Visions” encapsula tudo o que temos aprendido a amar em Favela mostrando aqui um pequeno avanço de produção com padrões de camadas muito mais intrínsecas. Submerso em emoção, o registro em chillwave encaixa-se como trilha perfeita para dias solitários acompanhados por uma bebida e embalados por pensamentos que tecem por otimismo. O trabalho leve carrega uma percussão que viaja sobre batidas tremulantes transmitindo uma sensação final extremamente agradável. Favela segue na divulgação do EP Future Visions que tem o lançamento programado para o dia 29 de junho.

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Uma das notícias mais triste para fãs de EDM aconteceu em fevereiro, quando Flume divulgou em seu Facebook que estaria deixando o duo What So Not por diferenças criativas, deixando as rédeas nas mãos de Emoh, que assumirá o projeto de forma solo após o lançamento do último EP, “Gemini”, ainda sem data de lançamento. A faixa-título do registro é uma viagem downtempo-ambiente caracterizada pela colaboração do vocal doce e sensual de George Maple. A sonoridade ainda carrega vestígios da produção de Flume com sintetizadores marcantes e efeitos vocais já conhecidos. Indo de encontro, Emoh adiciona um sobretom escuro ao trabalho, com tambores percussivos e batidas R&B que trazem à produção um apelo trap bastante persuasivo. Com este fim um tanto sorumbático, tudo o que nos resta agora é esperar o lançamento deste EP, para sentirmos um último gostinho das semelhanças da dupla.

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Enquanto hoje em dia o indie-rock é conhecido por sua atmosfera descontente, irônica e individual, o Trails & Ways adiciona uma dose ensolarada aos arranjos de guitarra, misturando-os ao dream pop para criar algo despretensioso e leve. O segundo single do primeiro álbum da banda norte americana é uma prova, para quem já conhece, de que os garotos estão engajados a entregar uma sonoridade diferente das últimas canções lançadas. O trabalho em “Say You Will” é uma combinação refrescante que mescla uma base groove dançante, como se tivesse sido produzida pelo Giorgio Moroder, a vocais harmoniosos. A faixa que permeia o instrumental bem alinhado, destaca a guitarra em acentos tropicais. O lírico mostra que a banda ironicamente não deixou de se inspirar nas desilusões amorosas, evidenciando como tema principal o amor a primeira vista. A nova direção do Trails & Ways – que já inclusive flertou com o lado clássico da bossa nova – é muito bem vinda e poderá ser conferida em Pathology seu álbum de estréia programado para dia 2 de junho.

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O Cathedrals mostrou ao mundo no ano passado o tamanho da sua grandiosidade ao lançar a ótima “Unbound” como primeira amostra do seu trabalho, fazendo com que fôssemos um pouco a fundo na história deste misterioso duo. Uma surpresa foi descobrir que para Brodie Jenks e Johnny Huin dominar instrumentos não foi nenhum desafio, já que ambos vinham trabalhando com música antes mesmo de se conhecerem, colaborando de diversas formas em pequenas turnês de bandas que passavam por São Francisco, a cidade natal da dupla. Depois de nos apresentar uma essência delicada – fazendo jus ao pseudo nome – o duo retorna mostrando um lado um tanto contraditório de sua estreia. Trocando o instrumental mais orgânico acompanhado de vocais calmos de “Unbound” por batidas marcantes e vocais intimidadores, eis que surge a segunda amostra do EP da banda, “Harlem”.

O trabalho em “Harlem” pode ser descrito como “sigular”, graças à mistura inusitada de elementos do dreampop com o futurepop, chegando a soar como uma tentativa de encontro do Tennis com o AlunaGeroge. Os vocais e sussurros em segundo plano criam uma cacofonia maravilhosa de “oohs” e “aahs” acompanhados por instrumentos dedilhados que, por sua vez, tem um pé no dreampop apesar da agitação. A guitarra, entretanto, é o grande destaque da produção, progredindo durante a faixa à medida que o seu batimento cardíaco se acelera, entregando – finalmente – um break libertador, com direito a um solo que te leva às estrelas.

Cathedrals – Harlem

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É cada vez mais comum nos depararmos com novas descobertas que são inspiradas por ícones da música não tão distantes de nós assim, e este é o caso do We Are Twin, duo formado pelo multi-instrumentista Nicolas Balachandran e comandado pelos vocais de Gabi Christine. Vindos do Brooklyn, suas inspirações trilham o caminho entre o soul dos anos setenta, mas graças a uma produção repaginada, acabam caindo no mesmo campo que o talentoso Mark Ronson e suas saudosas produções para a Amy Winehouse. Novos na música, o duo possui apenas um EP lançado de forma independente, que contempla cinco faixas arejadas com muito groove, soul e refrões pop.

A faixa escolhida para divulgar o trabalho não poderia ter sido outra além de “The Way We Touch”, canção que traz uma produção repleta de saxofones, guitarras e baixos marcantes, e que confirma de vez as similaridades com os trabalhos de Ronson. Entretanto, o que poderia ser apenas mais uma balada romântica com influências do blues ou do jazz, graças à batidas aceleradas e ao vocal potente de Gabi, que entoa um refrão grandioso e marcante, a canção se transforma em um número otimista e ligeiramente dançante, que deve conquistar com facilidade.

We Are Twin – The Way We Touch

“The Way We Touch” é o primeiro single de We Are Twin EP, lançado no último dia 20 sob o selo A&M/Octone.

undiscovered

Quem acompanha o blog sabe da nossa queda pela sucessão de lançamentos sedutores que Laura Welsh vem apresentando. Seguindo os mesmos passos de cantoras como Jessie Ware, Aluna Francis e Solange, a inglesa vem se mostrando adepta de trabalhos caprichados, vide suas parcerias com o produtor Dev Hynes, que se estende após uma sessão de estúdio que resultou em produções ainda mais sensuais.

Marcando território para o lançamento de seu futuro EP, intitulado Cold Hands, Welsh apresenta “Undiscovered”, mais um bom trabalho extraído de seu portfólio. Embalada por uma atmosfera urbana e ao mesmo tempo intimista, um piano rítmico introduz sintetizadores progressivos sobre timbres calorosos, enquanto, sem esforços, Laura entoa seu vocal de maneira impecável. Desta vez, a parceria com Dev Hynes se deu apenas na composição, abrindo espaço para uma produção assinada por Emile Haynie, que apresenta um viés cinematográfico sobre efeitos drum’n’bass abafados e sussurros em segundo plano. No vídeo, o diretor Chris Sweeney apostou em uma estética corporal, que mistura momentos de dança contemporânea a uma iluminação a contraluz e coreografias envolventes, criando um efeito estonteante.

Laura Welsh – Undiscovered