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Kate-Boy-The-Way-We-Are

Apenas duas músicas lançadas e uma das grandes promessas de 2013, o quarteto Kate Boy mostrou que tem potencial para se situar entre os grandes nomes do pop atual. Seja com o single “Northern Lights” ou com a b-side “In Your Eyes”, o grupo, que já escreveu músicas para outros artistas e mescla a perfeição das produções suecas com a incrível voz da australiana Kate Akhurst, nos dá agora mais um aperitivo do que esperar do seu aguardado álbum de estréia, que deve ser lançado ainda esse ano.

“The Way We Are” não dá nenhum preparo psicológico e já te conquista em menos de 10 segundos de música, com batidas fortes e sintetizadores viscerais que, a princípio, sofrem pouca ou nenhuma variação no decorrer da música, mas que são suficientemente bons para integrar o ranking de produções modernas do quarteto. Além do fantástico middle-8, onde os sintetizadores finalmente atingem novos timbres e demonstram a excelência da produção, o maior ponto alto da música mais uma vez fica no explosivo refrão, cantado aos berros no melhor estilo Icona Pop e certamente adequado para encher nossos ouvidos (e porque não as pistas) sem muita dificuldade.

Kate Boy – The Way We Are

Miss Li – Spaceship

Jimmy —  29/04/2013 — 2 Comentários

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Nunca vamos cansar de mostrar como a Suécia é a terra do pop alternativo, e o mais novo fruto dessa leva de artistas é Linda Carlsson, vocalista, pianista e cabeça do Miss Li. Antes da atual banda, Linda cantava de ópera a metal, até se situar como Miss Li em 2006, e desde então, junto com sua banda, produz uma mistura que vai de encontro ao pop e o blues, que já lhe garantiu uma série de álbuns lançados pelo selo independente National desde então.

“Spaceship”, o novo single da banda, soa quase descaradamente como uma mistura de Kyla La Grange com a Lykke Li. Com uma produção que parece andar por diversos estilos musicais, a produção poderia muito bem se passar por uma música do Mumford & Sons, mas é diferenciada pelos vocais soturnos de Linda, que atingem o ápice no fabuloso refrão, onde a força da bateria é substituída por violinos que não deixam a música se suavizar e a tornam ainda mais intensa. Bonita e grandiosa na medida certa – e sem a pretensão dos diversos artistas do folk-rock – a canção é um pop viciante que nos mostra todo o potencial do Miss Li e nos deixa com vontade de ouvir muito mais da banda.

Miss Li – Spaceship

“Spaceship” é uma das músicas do álbum Wolves, lançado no dia 10 de Abril.

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Noah And The Whale é uma banda inglesa que já apareceu aqui no blog em 2011 com o single “Life Is Life“, um dos carros chefe do último disco da banda, Last Night On Earth. Depois de três álbuns que transitam entre a melancolia, romances, a dor da perda e uma certa paz de espírito carregada de sabedoria, a banda se prepara para o lançamento do seu quarto álbum, Heart Of Nowhere, que será lançado no dia 6 de maio.

“Heart Of Nowhere”, canção título e carro chefe do novo disco, começa com violinos que aos poucos dão espaço à bateria e a uma produção semelhante aos trabalhos de seu último disco, que apesar de transparecer certa maturidade, também são carregados de um sentimento jovial, que acompanha toda a música, inclusive na letra, que passa mensagens sobre “correr riscos” e aproveitar a noite ao máximo. A música ainda conta com a britânica Anna Calvi, que faz um dueto incrível com Charlie Fink e deixa a música ainda mais doce, lembrando os duetos que Charlie fazia com Laura Marling nos tempos do primeiro álbum do grupo, Peaceful, The World Lays Me Down.

Noah And The Whale – Heart of Nowhere feat. Anna Calvi

O disco Heart Of Nowhere será lançado no dia 06 de maio, pela Mercury Records.

The-Knocks-Modern-Hearts-ft-St-Lucia

Dois dos artistas mais incríveis da HeavyRoc, um dos selos independentes mais legais da atualidade, se juntaram para causar uma síncope de amor com o seu mais novo lançamento, “Modern Hearts”. Depois do Viceroy se juntar com o French Horn Rebellion, é a vez do The Knocks (“The Feeling“) se juntar com o St. Lucia (“September“, “We Got It Wrong“) para criar uma música explosiva e alegre, onde os adoráveis vocais de Jean-Philip Grobler se encontram com a produção enérgica do duo eletrônico.

Com a característica produção calorosa do duo, os sintetizadores crescem aos poucos enquanto são acompanhados pelos vocais imponentes de Jean-Philip, que começam calmos até explodir no grudento refrão, onde indaga se existe espaço para o amor nos corações modernos. Além de parecer ter nascido tanto para embalar a trilha da sua balada alternativa favorita quanto das mais convencionais, o refrão ainda chega acompanhado por batidas eletrônicas, sintetizadores mágicos e, talvez pela primeira vez em uma música eletrônica, ainda conta com um inusitado riff de gaitas de fole, o que demonstra que criatividade é o que não falta para a dupla de produtores norte-americanos.

The Knocks – Modern Hearts (feat. St. Lucia)

O single oficial de “Modern Hearts” será lançado no dia 16 de Abril e contará com remixes ainda não divulgados.

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O French Horn Rebellion recentemente fez sua estréia aqui no blog com “Girls”, um single feito especialmente para as pistas e que contava ainda com a participação de JD Samson e Fat Tony. Já o Viceroy é queridinho de longa data, com seus incríveis pop tropicais, como em seu single de estréia “Chase Us Around” e seu mais recente single “Dream Of Bombay”. Agora o French Horn Rebellion contribuiu com sua mistura de disco-house e o Viceroy entrou com toda sua tropicalidade e synth pop e juntos lançam “Friday Nights”, uma produção que mescla o melhor de ambos.

“Friday Nights” começa repleta de batidas eletrônicas e sintetizadores, e mantém o ritmo agitado e dançante da produção como forma de disfarçar sua letra um tanto quanto triste, sobre um relacionamento entre amigos (ou um “bromance”) complicado. Robert Perlick-Molinari, do French Horn Rebellion, definiu a letra como “Nós nos vemos todos os dias da semana e fazemos coisas do dia-a-dia, como almoçar e outras coisas, mas toda sexta-feira você simplesmente some”. Com um refrão simples e grudento, a música não possui drops sensacionais ou algo muito marcante, mas nada que interfira em sua proposta de ser dançante e voltada para as pistas, tropical e com um ar dos anos 90.

Viceroy & French Horn Rebellion – Friday Nights

O single “Friday Nights” pode ser baixado gratuitamente em troca de um tweet por tempo limitado. O EP oficial ainda não possui data para lançamento.

OWLLE

Owlle é uma artista francesa que não pede apresentação, até mesmo pela escassez de informação encontrada  na internet. Com um EP lançado no final do ano passado, Owlle produz um dreampop eletrônico que parece buscar influências em produções entre Grimes e Robyn, e apesar de ser francesa, a artista pode facilmente ser confundida com algumas cantoras do pop britânico atual.

“Ticky Ticky” é o primeiro single da cantora e mostra que a artista tem potencial para estourar na mídia ainda esse ano. Com um começo sombrio, a música logo evolui para um pop eletrônico que se encaixa perfeitamente com a voz um tanto quanto séria e por vezes sombria de Owlle, que nos lembra de Lizzy Plapinger do MS MR, porém em uma versão mais dançante, que também contribui para o refrão grudento, que pode demorar algumas horas ou dias para sair da sua cabeça. O vídeo também é um bom complemento para a faixa, acompanhando a cantora caminhando por lugares variados e passando por cowboys dançarinos e bailarinas.

Owlle – Ticky Ticky

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Mt. Wolf é uma banda composta por 4 ingleses que migraram para Londres e produzem um dream pop que parece misturar influências de Of Monsters And MenDaughterBjork e Sigur Rós. Já conta com um EP lançado em Outubro do ano passado, o Life Size Ghosts, e agora se preparam para o lançamento do segundo EP, que sai ainda esse mês.

“Veins” é uma das faixas que vão compor o novo EP, soando como algumas das faixas mais soturnas de Ellie Goulding, como “Hanging On”, a produção mescla o dream folk característico com uma espécie de experimentalismo, como se Daughter e Bjork trabalhassem em uma produção juntas, acompanhadas de Nanna Bryndís do Of Monsters And Men nos vocais. A música não possui um ápice ou refrão pegajoso, deixando a produção dizer por si só, com seu clima ás vezes pacífico e ás vezes contendo uma certa agitação contida.

Mt. Wolf – Veins

Já ”Hypolight”, muito mais grudenta que “Veins”, é o carro chefe do EP. Se em “Veins” há uma agitação contida, em “Hypolight” ela está sendo extravasada, mas sem perder a suavidade e delicadeza da produção anterior. Com batidas suaves e tendo o violão como principal instrumento para acompanhar a voz de Kate Sprouler, a música logo de cara parece com a abertura de Skins, mas que em vez de seguir o rumo eletrônico se volta para uma produção que apesar de delicada é também forte e bem estruturada, como “Youth” da Daughter.

Mt. Wolf – Hypolight

O EP Hypolight será lançado no dia 08 de abril, e contará também com um cover de “Climax” do Usher.

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