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A vibe do Fenster é a que você está procurando. Isso é porque o som dos alemães baseados em Berlim foge do convencional na melhor forma possível. A banda lançou o debut em 2012, e agora em 2015 vem o terceiro disco, sucessor de The Pink Caves (2014), Emocean, do qual “Memories” é o primeiro single.

O dreampop psicodélico da banda é marcante, os riffs de guitarra difusos prendem o ouvinte a cada detalhe da faixa, enquanto os vocais flutuantes fecham o enredo. O mais legal é que “Memories” também é o cartão de visita para o filme que o Fenster fez, do qual Emocean é a envolvente trilha sonora. Emocean, o filme, vai debutar no festival Pop-Kultur de Berlim dia 26 de agosto. Emocean, o álbum, será lançado dia 4 de setembro. Enquanto isso, você fica viciado na vibe intrigante e psicodélica do Fenster.

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O debut solo da finlandesa Katriina Ullakko (aka Olivera) chega poderoso, digno de comparações com CHVRCHES, Say Lou Lou e outros fortes nomes do electro-pop. “Flow” é uma daquelas músicas que, logo no primeiro play, te encanta pela tranquilidade de suas melodias, que contam com a produção do finlandês Lenno.

O potencial da nórdica de apenas 20 anos fica claro quando seus vocais doces e envolventes entram em cena e dominam a faixa quase até o fim. Perde espaço, vez ou outra, para sintetizadores pulsantes e certeiros, mas logo voltam a ser protagonistas de “Flow”. Sem querer fazer piadas com o título, a faixa encanta pela fluidez e leveza do refrão, só para no final explodir com uma vibe à la M83. Olivera é, com razão, mais uma das grandes apostas do pop escandinavo.

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A página oficial descreve o LostBoyCrow como “o caso amoroso de um vocalista de mente pop com o mundo do R&B moderno”. O post poderia parar por aqui, porque não existe modo melhor de descrever o som vibrante de “Say You Want Me”, primeiro single do projeto. O artista, baseado em Los Angeles, mostra potencial ao fazer uma mistura suave e vibrante, que ao mesmo tempo soa incrivelmente chiclete, e que parece pronta para tocar em qualquer festa. Os sintetizadores certamente dão uma vibe de single perdido do Passion Pit, apesar de ser notável a influência do soul e R&B também. Mas a verdade, entretanto, é que são os falsetes absurdos do LostBoyCrow que roubam a cena, transformando o single numa poderosa amostra, que foge do synth pop convencional sem deixar de lado um forte apelo radiofônico. Dê o play e confirme se o LostBoyCrow não poderia estar nos primeiros lugares dos charts agora mesmo.

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Alessia Cara surge, de Ontario, para trazer o seu mais novo vício. “Here” explode logo nos primeiros segundos, e quando chega no refrão,você já sabe que o hit instantâneo da canadense de apenas 18 anos, que tem uma voz de diva do soul, vai dominar suas playlists por um bom tempo. O single, lançado pela Def-Jam, já faz algum barulho na blogosfera, e promete ainda mais, especialmente pela combinação deslumbrante dos vocais fortes e impressionantes de Alessia com a melodia atraente, que brilhantemente envolvem os versos de fácil identificação. Fica difícil não se render. De acordo com a própria, “Here” foi feita para ser o hino daqueles que saem pela noite, mas logo percebem que essa não foi a melhor decisão. A faixa flerta com a melancolia ao fazer uma perfeita narração dessas noites confusas de festa, baseando-se na própria experiência de Alessia. Se isso tudo ainda não te convenceu, “Here” tem sample de “Ike’s Rap 2”, do Isaac Hayes, a mesma faixa que está no hit do Portished “Glory Box”. Basta ouvir “Here” uma só vez, que a delicadeza de Alessia Cara se encarrega de fazer você se apaixonar.

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O Housemate é o projeto do produtor e cantor Brad Payne, um britânico de Bournemouth, que já sabia desde os 15 anos o que queria fazer da vida. Misturando sintetizadores polidos com batidas insinuantes, Payne consegue mostrar serviço ao apresentar o primeiro single do seu disco debut, Axiom. A faixa, intitulada “Always Here For You”, é a trilha sonora perfeita para o seu fim de verão, e vai fazer você se viciar no som do cara.

“Always Here For You” chega com alma própria, caminhando pelo dance e pelo synth pop com batidas solares e muita precisão. Começa tímida, mesmo com o já poderoso sintetizador de Payne, e ganha forma de verdade quando a batida que moldura todo o resto da produção aparece. Os cinco minutos de duração passam rápido, “Always Here For You” é daquelas que não é preciso fazer qualquer esforço pra gostar, flui fácil, despretensiosa. Os vocais não são protagonistas, mas funcionam como um importante complemento à melodia envolvente que Payne produziu.

Housemate – Always Here For You

O single coloca o Housemate na lista de debuts que deve ser ouvido, e você pode fazer isso clicando aqui.

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A gente não sabe muita coisa sobre o Bless. Além de que ele tem só 18 anos e vive na ensolarada Los Angeles, as informações sobre o músico são bem escassas. Os planos do jovem são ainda incertos, mas com apenas quatro faixas no Soundcloud, ele já faz um barulho considerável pelos blogs de música, com o seu som suave e envolvente.

“Didn’t I” foi a primeira música postada na página do Bless. Cheia de momentos relaxantes e sensuais, tem sample da faixa de mesmo título de um dos nomes mais clássicos da soul music na década de 70, Darondo. O som do Bless tem o poder de despertar mil sensações no ouvinte, e traz influências múltiplas, que podem ser percebidas em cada minuto de faixa. “Didn’t I” tem força e solidez para fazer do seu ouvinte um apreciador em apenas alguns segundos, e mais do que isso, pede uma noite solitária e um drink na mão para ser uma experiência musical completa.

Bless – Didn’t I

REN-ROX-_-Love-Is-A-Magpie-_-2012

O charme do som ambient do Favela é inegável. O produtor de apenas 21 anos baseado em Leeds, no Reino Unido, já mostra domínio dos sintetizadores num dos seus primeiros registros, o EP Easy Yoke. E a faixa título, aliás, é um espetáculo a parte. Começando grande, com um violino que esquenta os ouvidos, “Easy Yoke” é rapidamente dominada por uma sonoridade envolvente e única. A melodia parece que foi feita para ser pano de fundo de alguma paisagem incrível, e soa tão precisa durante os quase cinco minutos de faixa que, no fim de tudo, nem precisaria dos vocais pra soar grandiosa.

No entanto, os vocais suaves de Favela te trazem de volta dessa viagem. No timbre certo, tomando conta para não serem os protagonistas da faixa, os vocais servem mais como um complemento para a já flutuante batida e para a produção impecável atribuída pelo jovem rapaz. No fim da contas, o que fica é a vontade de apertar o replay e embarcar inúmeras vezes nos sintetizadores de “Easy Yoke”. Favela merece seus fones de ouvido no último volume e uma noite de verão para acompanhar.

Favela – Easy Yoke