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A gente não sabe muita coisa sobre o Bless. Além de que ele tem só 18 anos e vive na ensolarada Los Angeles, as informações sobre o músico são bem escassas. Os planos do jovem são ainda incertos, mas com apenas quatro faixas no Soundcloud, ele já faz um barulho considerável pelos blogs de música, com o seu som suave e envolvente.

“Didn’t I” foi a primeira música postada na página do Bless. Cheia de momentos relaxantes e sensuais, tem sample da faixa de mesmo título de um dos nomes mais clássicos da soul music na década de 70, Darondo. O som do Bless tem o poder de despertar mil sensações no ouvinte, e traz influências múltiplas, que podem ser percebidas em cada minuto de faixa. “Didn’t I” tem força e solidez para fazer do seu ouvinte um apreciador em apenas alguns segundos, e mais do que isso, pede uma noite solitária e um drink na mão para ser uma experiência musical completa.

Bless – Didn’t I

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O charme do som ambient do Favela é inegável. O produtor de apenas 21 anos baseado em Leeds, no Reino Unido, já mostra domínio dos sintetizadores num dos seus primeiros registros, o EP Easy Yoke. E a faixa título, aliás, é um espetáculo a parte. Começando grande, com um violino que esquenta os ouvidos, “Easy Yoke” é rapidamente dominada por uma sonoridade envolvente e única. A melodia parece que foi feita para ser pano de fundo de alguma paisagem incrível, e soa tão precisa durante os quase cinco minutos de faixa que, no fim de tudo, nem precisaria dos vocais pra soar grandiosa.

No entanto, os vocais suaves de Favela te trazem de volta dessa viagem. No timbre certo, tomando conta para não serem os protagonistas da faixa, os vocais servem mais como um complemento para a já flutuante batida e para a produção impecável atribuída pelo jovem rapaz. No fim da contas, o que fica é a vontade de apertar o replay e embarcar inúmeras vezes nos sintetizadores de “Easy Yoke”. Favela merece seus fones de ouvido no último volume e uma noite de verão para acompanhar.

Favela – Easy Yoke

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Quando a Australia se junta com a California, a gente sabe que o resultado vai ser, no mínimo, interessante. A dupla Wunder Wunder é formada por nomes conhecidos, os produtores Aaron Shanahan e Benjamin Plant (do Miami Horror), que saíram de Melbourne para se instalar na ensolarada Los Angeles, dispostos a fazer música pra quem gosta de música. Os sintetizadores do Miami Horror ganharam os ouvidos de muita gente, e o Wunder Wunder (antes conhecido como Honeymoon) agora promete dominar as playlists dos fãs do pop psicodélico dos anos 60 e 70. Para quem não cansa do som do Tame Impala e do Splashh, o primeiro single da dupla, “Sure Stuck”, é uma ótima pedida.

A faixa começa com uma batida fácil de grudar na cabeça, e, graças a sintetizadores epidêmicos, em menos de um minuto já mostra a que veio. Os quase 7 minutos de música te levam numa viagem deliciosa, que tem cara de verão californiano e tardes caleidoscópicas. A vibe retrô do single faz jus à proposta da dupla de homenagear o pop psicodélico de décadas atrás, mas ao mesmo tempo é inegável que os sintetizadores do Wunder Wunder também podem te fazer pensar em como seria um pop psicodélico do futuro.

Wunder Wunder – Sure Stuck

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Pelo título, já dá pra começar a sentir qual é a vibe do novo single do Miami Horror. O quarteto australiano que ganhou nossas playlists com o ótimo Illumination (2010) reaparece na cena eletrônica com o acompanhante do single “Real Slow”, lançado previamente. A primeira faixa já sinalizava que o tom festeiro da banda começou a desacelerar, mas “Colours In The Sky” é o som que realmente te convence que essa é a nova aura do Miami Horror.

Com uma introdução calorosa, pitadas psicodélicas surgem logo nos primeiros segundos do novo single, que chega carregado de sintetizadores aconchegantes. A balada do Miami Horror não abandona a alma tropical que o Illumination teve, mas mostra um lado mais maduro e menos epidêmico da banda, que muita gente ainda não conhecia. Depois do bem sucedido debut, o quarteto se mudou da Australia para as areias californianas, e a influência dessa mudança é clara durante toda a faixa. Mais sensual do que qualquer coisa que você tenha ouvido deles antes, a sensação é de que “Colours In The Sky” seria uma trilha sonora perfeita para uma noite preguiçosa de verão. O charme permanece por todos os 4 minutos de música, ganhando mais força no final, quando o refrão é cantado repetidamente. Dá pra cantarolar junto sem medo de ser feliz.

Miami Horror – Colours In The Sky (feat. Cleopold)

“Colours In The Sky” foi lançado como single junto de “Real Slow” via Neon Gold, no dia 12 de novembro.

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O duo Boat Club era baseado em Gothenburg, na fria Suécia, mas sabe como ninguém fazer pop com cara de trilha sonora de dia quente de verão. A faixa “Warmer Climes” faz parte do mini-álbum lançado por eles em 2007, o primeiro e único material da dupla, o aclamado Caught The Breeze. A estréia de Andreas e Magnus, anteriormente ligados ao Citylights, certamente não teve o reconhecimento que merecia naquele ano, mas o pop baleárioco suave e cheio de alma da dupla arrebatou cada vez mais fãs com o passar desses seis anos, se transformando em um pequeno clássico perdido do gênero. Por conta disso, o selo Cascine resolveu fazer uma reedição do reverenciado Caught The Breeze, remasterizando a pequena jóia e trazendo-a para os dias de hoje, tornando seu som ainda mais cristalino e propício para navegar nas melodias envolventes do duo.

Caminhando entre a sonoridade tropical-grandiosa do St. Lucia e as melodias envolventes a base de guitarras do Real Estate, a remasterização do disco se mostra essencial e decreta o cartão de visitas definitivo para adentrar na sonoridade praiana e relaxante do duo, que tem nos riffs melodiosos de “Warmer Climes” uma das suas melhores amostras. Batuques e sintetizadores celestiais se unem a riffs ensolarados e vocais abafados para garantir aquela sensação de fim de tarde, olhando o mar, que parece o cenário ideal para ouvir a música. Agora uma coisa é certa: você não deve deixar o Boat Club passar em branco dessa vez.

Boat Club – Warmer Climes

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O som do duo norte-americano Phantogram quer te levar por uma viagem eclética e cheia de batidas apaixonantes. A dupla de Saratoga Springs, formada pelos amigos de longa data Josh Carter e Sarah Barthel, traz elementos atuais e tendências divergentes, que juntas, criam uma mistura deliciosa para os ouvidos. A última vez que ouvimos falar do duo foi em 2011, com o lançamento do consistente Nightlife EP, uma coleção de hits noturnos com um título mais do que apropriado. Com um anúncio de um novo EP, que acaba de ser lançado, a dupla retorna com um novo single incrivelmente cativante, “Black Out Days”.

Carter traz para a sua música atual um pouco do seu passado experimental visto em Grand Habit, mas essencialmente, “Black Out Days” é um synth-pop epidêmico, com traços que vão de CHVRCHES a Charli XCX, mas que vai muito além de comparações logo no épico início. Os sintetizadores obscuros dão o charme enigmático à faixa, e na primeira audição, a gente sente que os vocais de Barthel poderiam facilmente embalar um cover de qualquer coisa que a Karen O tenha feito. Um refrão absolutamente envolvente se constrói através de melodias e recortes vocais, contagiando por sua simplicidade e tomando conta de toda a faixa, até que um surpreendente piano finaliza a explosão pop criada pelo Phantogram, culminando em uma produção pomposa e promissora.

Phantogram – Black Out Days

O novo EP da dupla, auto intitulado, acaba de ser lançado.

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Os californianos do Bad Suns querem trazer à tona todas as emoções que estão dentro e você, ou pelo menos, essa é a proposta do infeccioso primeiro single do quarteto, “Cardiac Arrest. Com início tímido e acordes despretensiosos, a faixa ganha poder com a entrada dos vocais surpreendentemente carismáticos de Christo Bowman, e explode de vez no refrão contagiante que deixa a música com cara de hit de radio. O quarteto de Los Angeles aposta no coro chiclete e na melodia de aura grandiosa para iniciar sua escalada até o topo dos charts, e me baseando na atenção que eles tem recebido na cena californiana, eu aposto que eles chegam lá rápido. Se 90210 ainda estivesse no ar, isso seria trilha sonora certa.

A presença tímida dos riffs de guitarra até que deixa “Cardiac Arrest” com uma cara um tanto nostálgica, de alternative rock de meados dos anos 2000, mas é inegável que a sua força vem da tendência indie pop que o Bad Suns deixa transparecer a cada verso do seu primeiro single oficial. Quando damos o play na faixa fica aquela sensação de que você já a ouviu em algum lugar, talvez pela semelhança com hits mais conhecidos da já estourada Imagine Dragons, talvez pela competência do quarteto de LA em fazer essa mistura despretensiosa de pop e indie rock. Apesar de prometer “palavras e sons para provocar o corpo e a mente”, o Bad Suns cai no clichê “boy meets girl” com sua primeira faixa. Mas quem se importa, quando se tem um refrão tão viciante quanto esse?

Bad Suns – Cardiac Arrest

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