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Pareceu uma eternidade mas finalmente a notícia que muitos esperavam ouvir acaba de chegar. Após quatro anos de espera, eis que podemos conferir a primeira amostra do novo álbum do La Roux, duo inglês formado pela vocalista Elly Jackson e o produtor Ben Langmaid. “Let Me Down Gently” é primeiro single do Trouble In Paradise, e – com seis minutos de duração – mostra que a espera mais do que valeu a pena.

“Amadurecimento” certamente é a palavra chave aqui, visto que, logo na primeira audição, “Let Me Down Gently” e seu tom sóbrio e maduro faz o repertório antigo do La Roux soar até um pouco infantil. De início lento, com órgão fúnebres e harmonias vocais, a canção é uma balada elegante que se desenvolve sem pressa, adicionando novas melodias e elementos na produção, aliando saxofones, sintetizadores e guitarras grandiosas. O resultado é um bom tanto parecido com as músicas do St. Lucia, mas os vocais inconfundíveis de Elly deixam tudo singular, coroando de vez o retorno triunfal do La Roux.

La Roux – Let Me Down Gently

Trouble In Paradise será lançado dia 7 de Julho pela Polydor.

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A demora pode ter sido grande, mas a cada vez que ficamos alguns meses fora, retornamos com tanta novidade que dificilmente uma seleção de oito músicas dá conta. É assim, portanto, que chegamos à ideia do primeiro Friday Mixes 100% dedicado às batidas do futuro, ou, como estamos chamando aqui no blog, ao future-pop. Do jersey ao trap, do bass aos inúmeros estilos de som ainda sem classificação, a única regra a esses remixes é que na verdade não existem regras, cabendo apenas aos produtores “viajarem” sem restrições para nos surpreender com as ideias mais mirabolantes que vierem em suas cabeças. A palavra da vez é “surpresa”, e é assim – mesmo que repleto de nomes conhecidos como Beyoncé, Rihanna, Mariah Carey, St. Lucia, Justin Timberlake, Ciara, Drake e Panama – que gostaríamos de marcar essa edição. Feche os olhos e aperte o play, pois a viagem é certa!

OBS.: Remixes individuais após o jump, clicando na foto acima ou AQUI.

MIXTAPE: Friday Mixes 59 #REMIXED

Clique aqui para os remixes individuais >>

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Apesar de novato, o produtor francês Fitzroy, que vem direto de Paris, está provando aos poucos que é mais entendido do que sua idade possa sugerir. Do recém-lançado EP Noah, que saiu semana passada pelo selo Cosmonostro Records (e que está sendo distribuído gratuitamente por aqui), “Cabriolet” merece atenção graças a mistura inusitada de guitarras melódicas com batidas relaxantes repletas de grave, que provavelmente irão te induzir ao transe. A produção – que poderia facilmente integrar a tracklist do novo álbum da Beyoncé – já se sustentaria por si só, mas a adição de vocais hip-hop alterados e recortados é bem vinda e ajuda a coroar a canção, apesar de curta, em mais um belo reflexo dessa nova safra de produtores que miram para o futuro.

Fitzroy – Cabriolet

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A gente poderia começar esse post como todos os outros aqui do blog, explicando que não sabemos nada sobre o Saol Álainn além do que seu nome significa “bela vida” em gaélico. Mas uma pesquisa mais profunda revela que quem está por trás do projeto – supreendentemente – é o produtor californiano de 25 anos Isom Innis, um dos músicos por trás do Foster The People. Mas não confundam as coisas: há um claro motivo pro rapaz ter mantido sua identidade em sigilo, visto que a sonoridade do seu novo projeto passa longe da acessibilidade da banda californiana.

Apesar do nome experimental e do primeiro single difícil de digerir (apresentado logo abaixo), a mais nova produção de Innis, “Cis.Cism”, é um pop futurístico que encanta sem muito esforço, destacando a mente criativa do rapaz. Contando com versos rápidos que tem Innis cantando sobre um grave borbulhante, a impressão que fica é de se estar ouvindo uma produção do Diplo para uma festa no fundo do mar, sensação logo interrompida, entretanto, com a chega do refrão, onde o produtor derrama versos melancólicos sobre um fundo dream-pop. Difícil ficar melhor do que isso.

Saol Álainn – Cis.Cism

Já a primeira amostra do Saol Álainn chegou ano passado com o single “Nonstroke”. Um pop esquizofrênico de batidas fora de compasso, melodias fora de ritmo e efeitos tortos que parecem sufocantes a princípio, apesar de “Nonstroke” soar um tanto diferente e experimental em relação a “Cis.Cism”, a cada audição ela se revela uma genuína canção pop, ainda que bem diferente da maioria delas. Sob batidas downtempo e pianos ligeiramente etéreos, a produção espacial progride com cuidado, revelando novos elementos aos poucos sob pausas bem pontuadas junto aos vocais delicados de Innis, flertando no caminho com glitches e efeitos pouco usuais, mas que comprova, ao final, que o projeto não poderia ter outro nome.

Saol Álainn – Nostroke

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O quão estranho seria se eu dissesse que o Bleachers, que lançou exatamente hoje seu primeiro single, já conta com uma turnê de oito shows agendada e a passagem programada por mais três festivais norte-americanos? Se você está pensando que “aí tem coisa”, é porque realmente tem. O projeto, encabeçado por Jack Antonoff (guitarrista do .fun e vocalista da falecida Steel Train) já está correndo pelos ouvidos dos poderosos chefões das gravadoras musicais há quase um ano, mas foi só agora, com tudo devidamente acertado (e assinado), que eles foram lançar sua primeira música, a vibrante “I Wanna Get Better”.

Produzida pelo próprio Antonoff em parceria com John Hill (MIA, Jay Z, Empire of the Sun), “I Wanna Get Better” parece pegar emprestado uma gama de referências do .fun só para criar algo totalmente diferente. A produção baseada em pianos, guitarras e sintetizadores soa como algo que o Foster The People poderia ter feito, e suas mudanças esquizofrênicas de ritmo dão um tom alto-astral que mascara com facilidade a composição, que retrata diferentes tipos de vício e a luta das pessoas contra eles. Munida ainda de um refrão antêmico que não faria nada feio no catálogo do The Killers, “I Wanna Get Better” soa a princípio como um número bagunçado e confuso, que pode não fazer muito sentido de primeira, mas assim que fincar suas garras, a conclusão que chegamos é ela não poderia funcionar de outra forma.

Bleachers – I Wanna Get Better

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Pode até ser clichê categorizar como sensual uma música chamada “Touch”, mas não há outro adjetivo que descreva melhor a estreia da londrina Shura, que segue agora em carreira solo após abandonar o duo de trip-hop Hiatus & Shura. Soando como uma espécie de encontro entre os instrumentos marcantes das irmãs Haim com o minimalismo oitentista da Jessie Ware, “Touch” apresenta os vocais delicados de Shura sobre linhas de baixo cheias de groove, sintetizadores elegantes e uma composição que retrata um amor perdido ao longo do tempo. Maduro, sexy e extremamente pop, graças ao single em questão, não há motivos para não vermos um futuro brilhante a frente de Shura, que mal podemos esperar para acompanhar de perto.

Shura – Touch

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Pra quem já escreveu músicas pra Icona Pop, Kylie Minogue e Selena Gomez, nada mais natural do que, algum certo dia, tentar se aventurar de forma solo. E foi assim, em meados de 2013, que os nova-iorquinos Mike Del Rio e Crista Ru decidiram se isolar dos grandes nomes do pop para fazerem música pra si próprios, que estão lançando agora sob o nome POWERS. Entretanto, se você está esperando algo próximo da sonoridade das popstars citadas, melhor passar longe. Pelo menos na primeira música do projeto, “Money”, a história é bem diferente.

Começando com uma das introduções mais grandiosas que uma música pop poderia ter, as onipresentes harmonias vocais da dupla soam a princípio como um canto de chegada aos céus, logo interrompidos, entretanto, por um grave estremecedor e samples bizarros que vão de gritos a sons de filme de terror, nos fazendo imaginar como seria “Cry Me A River”, do Justin Timberlake, sob a produção do Yeezus (Kanye West). Cantado na maior parte por Mike Del Rio, a música também apresenta os vocais de Crista Ru na chegada do refrão, que demonstra perfeitamente a habilidade do duo em criar verdadeiras pérolas pop.

POWERS – Money

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