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O SOFI TUKKER é uma daquelas bandas que me fazem agradecer saber falar português. E o mais engraçado é que não, não estamos falando de uma banda brasileira. O promissor duo, formado por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern, vem lá de Nova York e assinou, no ano passado, com o selo Heavy Roc (The Knocks, St. Lucia). E a vantagem do português é que, até então, as músicas lançadas pelo duo são na nossa língua.

A primeira delas, “Drinkee”, chegou em outubro do ano passado e não demorou pra explodir internet afora. Com uma letra em português extraída de um poema do Chacal, que não poderia soar mais “festa”, a canção também não deixa ninguém parado com suas batidas, enquanto uma guitarra sedutora e igualmente viajante incrementa a melodia.

SOFI TUKKER – Drinkee

E a mais nova da dupla, lançada nesse ano, é a igualmente dançante (e merecedora do título) “Matadora”. Utilizando um instrumento de cordas (chamado charango) pra dar início à produção, os nova-iorquinos misturam instrumentos orgânicas a batidas eletrônicas que soam como um pop-cigano feito sob medida para as festas. A letra, que mais uma vez usa um poema do Chacal de base, é um quebra-cabeça a parte, que vai te deixar tentando entender o trava-línguas até depois que a música acabar.

SOFI TUKKER – Matadora

E se você quer conhecer um pouco mais da dupla (assim como nós), recomendamos a leitura da entrevista que fizemos com eles, logo abaixo ou clicando aqui.

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Water Rats at Avast in Seattle, WA on September 23, 2015.

Formada em 2013, a Water Rats chega com status de “superbanda” no cenário roqueiro independente brasileiro. Ela tem em sua formação membros, com base em São Paulo/SPCuritiba/PR Mariscal/SC, que tocam ou passaram por Sugar KaneBoi MamãoSwallow The Waffle e They Face Reaction. Sente o som dos caras:

Eles foram uma das sete bandas brasileiras escolhidas pela Converse Rubber Trackspara gravar em icônicos estúdios ao redor do mundo. Coube a banda punk formada por Alex Capilé (guitarra e vocal), Pedro Gripe (guitarra e vocal), Bi Coveiro (baixo) e André Dea (que substitui o baterista Renê Bernuncia, que acabou de ter um filho, nas gravações) viajar para Seattle, nos Estados Unidos, para ocupar o estúdio Avast no fim de setembro com ninguém menos que Jack Endino como produtor.

Water Rats at Avast in Seattle, WA on September 23, 2015.

Dizem que teve voo cancelado, burrito, muito trabalho e até uma surpresa nem tão surpresa assim: Thurston Moore, ex-Sonic Youth, apareceu no Avast para ajudar os caras e dar pitaco na gravação. Abaixo, segue um vídeo para sentirmos um gostinho de como foi o processo de gravação:

Pra entrar mais a fundo nessa viagem, leia o Diário de Bordo dos meninos, publicado pela Vice.

Este conteúdo é um publieditorial da Converse Rubber Tracks.

Que tal conhecer alguns dos 12 estúdios de gravação mais lendários do mundo? Em setembro de 2015, o projeto Converse Rubber Tracks abriu as portas dos 12 estúdios abaixo para 84 artistas, bandas e músicos emergentes deixarem a criatividade fluir. O grupo teve a chance de gravar com produtores e engenheiros de som mundialmente renomados, e vieram com uma série de bons resultados.

O pessoal teve acesso à tecnologia de ponta, que foi utilizada por bandas e artistas que fizeram história na música, nos mais diversos gêneros. A Converse Rubber Tracks tem ainda algumas unidades espalhadas pelo mundo, incluindo São Paulo, que faz gravações gratuitas, cedendo todos os direitos sobre as canções para os artistas.

Agora dá uma olhada nos lugares por onde a galera passou neste ano:

1. Companhia de Gravação Avast! – Seattle

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O Avast! abriu as portas em 1990 e virou referência imediata no rock alternativo. Logo nos primeiros anos, suas salas de gravação acolheram expoentes das cenas grunge, riot grrrl e estrelas do indie rock em ascensão. Intimista, o disputado Estúdio A foi construído antes do Avast! assumir todo o prédio, e mantém uma atmosfera bem anos 1970. O fundador do estúdio, Stuart Hallerman, atuou como técnico de som do Soundgarden, e já gravaram por lá nomes como o próprio Soundgarden, Screaming Trees, Bikini Kill, Modest Mouse e Supersuckers.

2. Sunset Sound – Los Angeles

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No Sunset Boulevard de Hollywood, este estúdio foi criado de maneira curiosa. Em 1958, Tutti Camarata ocupava o cargo de Diretor de Gravação da Disney, e precisava de um lugar para gravar as trilhas de seus filmes, como ‘Mary Poppins’ e ‘101 Dálmatas’. A partir daí, ganhou fama e novos adeptos da música, que hoje completam a lista de álbuns icônicos, discos de ouro e platina do estúdio. Elton John, Led Zeppelin, Prince, Beach Boys e Rolling Stones são alguns dos artistas que deixaram sua marca histórica no local.

3. Studios 301 – Sydney

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Desde 1978 gravando álbuns importantes para a música pop mundial, o Studios 301 está na ativa desde muito antes do surgimento do rock’n’roll. Fundado em 1926, na época o espaço era dedicado ao registro de músicas eruditas e cerimoniais. Com a revitalização e o novo foco no contemporâneo, sua sala de tracking é bem ampla, com o pé-direito alto e iluminação natural. Isso deixa os artistas confortáveis e à vontade durante as sessões, mas também possibilita a captação perfeita de sonoridades tanto expansivas como intimistas. Quem já gravou lá? Skrillex, Kanye West, Lana Del Rey, Lady GaGa, Metallica, Snoop Dogg, Tiesto e INXS.

4. Abbey Road Studios – Londres

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No Abbey Road Studios foram lançados alguns dos álbuns de pop e rock mais influentes do último século, incluindo de bandas como The Beatles, Pink Floyd e Oasis. Com equipamentos de ponta, o Estúdio Dois tem um item invejável: uma mesa de som de 60 canais AMS Neven 88RS, que oferece inúmeras possibilidades aos músicos, além de uma coleção de equipamentos vintage. A fama é tanta que várias bandas brasileiras foram pra lá gravar.

5. Tuff Gong – Kingston

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Falar do Tuff Gong é abordar um pouco da história da tão rica cena musical da Jamaica. Afinal, ele foi fundado por ninguém menos que Bob Marley, em 1965. Fica na Marcus Garvey Drive em Kingston, onde nasceram alguns dos maiores e mais influentes álbuns de reggae. Antes de se mudar para lá, funcionou na Orange Street e na 56 Hope Road, onde atualmente operam o Bob Marley Museum, o Bob Marley Theatre, o restaurante The Queen of Sheba e a butique Things from Africa. Na ativa desde os anos 1970, o estúdio continua sendo referência para os talentos da música jamaicana.

6. Hansa Tonstudio – Berlim

ConverseBerlim

O bairro de Kreuzberg pulsa de novas ideias e suas ruas são lotadas por artistas, punks, boêmios e LGBTs. Não à toa o Hansa Tonstudio fica por lá desde 1974, lançando álbuns icônicos de New Wave e Pop Punk entre os anos 70 e 80, incluindo ainda o rock alternativo. Com destaque para sua sonoridade obscura e áspera, recebeu bandas e artistas como David Bowie, Iggy Pop, U2, Depeche Mode, Snow Patrol e Nick Cave and the Bad Seeds.

7. Converse Rubber Tracks – Nova York

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O estúdio bancado pela marca é um espaço de gravação profissional inaugurado em julho de 2011 na região de Williamsburg, no Brooklyn, em Nova York. Erguido no terreno onde funcionou uma antiga lavadora de roupas a seco, conta com os melhores instrumentos e equipamentos, fornecidos pela Guitar Center, parceiro do projeto Converse Rubber Tracks. O projeto foi o jeito que a Converse encontrou de devolver à comunidade criativa mundial tudo o de positivo que ela gerou para a marca em cem anos de história. A plataforma perfeita para que os artistas continuem inovando, produzindo as próximas músicas que mudarão o mundo.

8. Stankonia – Atlanta

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O Stankonia já teve assumiu muitas identidades ao longo do tempo, como Soundscape e Bosstown, casa dos melhores álbuns de R&B dos anos 90. Ganhou o nome atual após os anos 1990 e se consolidou após o álbum homônimo da dupla OutKast, que gravou alguns dos seus grandes hits por lá e assumiu a direção do lugar. Assim segue até hoje acolhendo e revelando artistas de hip hop, funk e R&B.

9. The Warehouse Studio – Vancouver

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Muitas bandas de rock alternativo gravaram neste belo edifício de 1886, que já sediou um presídio e até um necrotério. Em 1977 o estúdio tomou conta e passou a revelar talentos como Avril Lavigne. Bandas de rock como AC/DC, Metallica, R.E.M, Good Charlotte, Muse, Simple Plan, Three Days Grace e Slayer também soltaram a voz em suas instalações.

10. Greenhouse Studios – Reykjavík

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Fundado pelo músico e produtor Valgeir Sigurosson, o Greenhouse Studios é tipo um estúdio-hotel-fazenda. Todo o conforto é proporcionado aos músicos durante sua estada aqui, com tudo o que um resort cinco estrelas pode oferecer. São três quartos de hóspedes que acomodam até seis pessoas, mais serviço de café da manhã, almoço e jantar. Considerado o estúdio mais inovador da Islândia, é sua especialidade é a música folk, ambiente e neoclássica. Um diferencial do Greenhouse é que a sua sala de controle, luminosa e espaçosa, também funciona como ambiente da performance, aproximando músicos, engenheiros de som e produtores. Assim, a captação do som é focada, porém um grupo de músicos pode gravar simultaneamente.

11. Toca do Bandido – Rio de Janeiro

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No meio da mata carioca e em formato de cabana rústica está o estúdio Toca do Bandido, que já recebeu várias nomeações e prêmios Grammy. Com discos de ouro e platina na coleção, o estúdio gravou músicas de artistas como Maria Rita, Adriana Calcanhotto, O Rappa e Érika Martins. A variedade de guitarras chama a atenção de qualquer apaixonado por música, incluindo modelos Fender, Gibson, Rickenbaker, Gretsch e Danelectro.

12. Converse Rubber Tracks – Boston

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A segunda unidade dos estúdios Converse Rubber Tracks foi inaugurada em julho de 2015, no centro de Boston, no edifício Lovejoy Wharf. A ideia é dar sequência ao trabalho iniciado na unidade do Brooklyn, estendendo à comunidade musical de Boston a chance de ter acesso a gravações profissionais de ponta. A sala principal do Estúdio A tem uma mesa de gravação Neve Designs 5088 de 32 canais e monitores Ocean Way HR3. Os músicos podem optar entre uma extensa coleção de instrumentos, um piano de cauda Rhodes, amplificadores e microfones, incluindo o preciso Manley Gold Reference.

Este conteúdo é um publieditorial da Converse Rubber Tracks.

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O paranaense Luís Antônio Ferreira Gonçalves, mais conhecido como Tom Capone nasceu em 27 de dezembro de 1966. Nos início dos anos 90, aterrissou no Rio para sedimentar uma belíssima carreira como produtor musical e engenheiro de som, até fundar a Toca do Bandido, em 2002, um estúdio localizado em uma casinha no meio do mato, em um bairro afastado na cidade do Rio de Janeiro.

Tom foi guitarrista, mas se destacou mesmo como produtor musical e engenheiro de som, e chegou a ser indicado para várias categorias do Grammy Latino. Era na Toca do Bandido que as criações de Tom ganhavam vida, sentado horas a fio, em frente à mesa de som, gerando alquimia para a criação de obras-primas. Dizem que O Rappa chegou a esperar seis meses na fila para contar com Capone no álbum O Silêncio que Precede o Esporro.

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Capone, porém, nem curtiu muito a sua Toca. Em 2004, em cima de uma Harley-Fatboy, em um cruzamento da Avenida Ventura Boulevard, Los Angeles, aos 37 anos, fez sua passagem, de forma prematura e no auge. Mas embora Tom tenha falecido há 12 anos, a Toca do Bandido segue viva, comandada por sua viúva Constança Scofield, que promoveu algumas mudanças no local. Hoje, além do estúdio, o espaço conta também com uma galeria de grafite, um selo chamado Toca Disco, um mini-hostel para artistas que vêm de outras partes do Brasil e do mundo, além de um pub próprio, perfeito para lançamentos e ensaios.

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Em outubro desse ano rolou o projeto Converse Rubber Tracks, no Toca do Bandido. O estúdio já tinha participada da edição de 2014 do projeto. Constança se orgulha do fato do estúdio estar nesse pacotão exclusivo, junto com outras lendária fábricas fonográficas como Abbey Road e Sunset Sound. “O objetivo é promover um intercâmbio entre bandas, que têm a oportunidade de gravarem em alguns dos estúdios mais fodássos do mundo. O Toca foi o representante brasileiro nesse balaio icônico. Isso demonstra a moral e prestigio que o estúdio adquiriu nos últimos anos. Recebemos bandas de vários lugares, EUA, Índia, Europa.”

Este conteúdo é um publieditorial da Converse Rubber Tracks.

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Pra quem quer começar a carreira musical com o pé direito, o projeto Rubber Tracks, da Converse, é um prato cheio. E não foi à toa que, após um período lotado de inscrições, 84 artistas foram escolhidos a dedo para gravarem suas músicas em alguns dos maiores estúdios do mundo – do Abbey Road, de Londres, à Toca do Bandido, no Rio. E foi nessa leva que o rapper Côro MC, natural de Fortaleza, abocanhou uma das vagas e se mandou pros estúdios pra afiar seu som, cuja amostra pode ser conferida no vídeo abaixo:

As sessões, que contaram com um toque do carioca MV Bill, acabaram gerando mais material do que esperado, sendo um dos destaques a faixa “Insólita Sensação”, um trap bem acabado que serve de base para o rapper dissertar consigo mesmo – nas palavras do cara, como uma espécie de conversa num divã entre o sonho e a mente. O restante do conteúdo produzido nas sessões – que inclui vídeos, fotos e algumas faixas gravadas – está disponível no site da Converse.

O Côro MC pode ser achado no FacebookSoundcloud e Twitter

Este conteúdo é um publieditorial da Converse Rubber Tracks.

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Hoje já começa os eventos do Sónar São Paulo, festival espanhol de arte e música com foco na inovação que acontece em solo brasileiro pela segunda vez este ano. Os eventos (cuja programação completa você pode ver aqui), culminam em uma caprichada “balada-festival” que vai contar com nomes como The Chemical Brothers, Hot Chip, Brodinski, Evian ChristPional dentre outros. Pra começar os preparativos para a grande festa, preparamos uma pequena amostra do repertório desse pessoal, servida abaixo numa mixtape de 11 faixas, contendo os sons tropicais do Pional, o eletrônico avançado do Brodinski, o trap experimental do Evian Christ e as batidas dançantes do restante da trupe. Aperte o play e prepare-se para sábado.

Para quem perdeu, fizemos também a cobertura do Sónar Barcelona deste ano. Vocês podem conferir aqui, pra sentir um gostinho de como foi por lá.

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A australiana Gordi está apenas começando sua carreira musical, mas se depender do seu primeiro single, “Can We Work It Out”, o futuro será bastante ensolarado pra garota de 22 anos. Com um timbre rouco que imediatamente chama a atenção para si, Gordi apresenta uma sonhadora e emotiva canção que flerta na medida certa com o folk e com o pop, pegando o melhor dos dois mundos mas sem levantar bandeira pra nenhum deles. Adicionando à instrumentação orgânica, uma suave camada de sintetizadores é o suficiente para garantir à canção uma vibe única, remetendo a uma mistura da fragilidade do WET com as percussões ferozes do HAIM, com uma leve pitada de despretensão no caminho. Apaixonante.