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Oscar & The Wolf pode não ser um nome familiar, entretanto, a banda belga de electro-pop (que já é sucesso por lá) está prestes a invadir as Américas de forma selvagem. O primeiro single de apresentação dessa nova fase de Max e companhia, “The Game”, é uma mistura de trap e pop com doses suficientes de estranheza e acessibilidade. Uma batida ameaçadora acompanhada de recortes vocais ditam o tom por aqui, em contraste com uma melodia de gaita de fole pra deixar tudo menos pesado. Tropical e sombria ao mesmo tempo, a reintrodução da banda não poderia ser mais interessante.

ROMES – Tryna Be

Luis Felipe —  05/04/2016 — 1 Comment

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A pergunta que o ROMES nos faz no seu primeiro single poderia muito bem ser redirecionada a eles: “quem ‘tão tentando ser”, meu caros? É praticamente inegável toda a vibe “verão 2006” evocada por “Tryna Be”, um tiro indie que parece sair da mesma metralhadora de hits que os primeiros álbuns do Phoenix, Foster The People e Two Door Cinema Club, só que tão legal que fazem as comparações virem em segundo plano. Guitarras ensolaradas e um vocal despretensioso ajudam a criar a boa primeira impressão dos canadenses, firmada com louvor graças a um refrão pegajoso e sintetizadores pontuais. No final das contas, a gente só espera conhecer mais dos caras com seu EP de estreia, Believe, que chega dia 8 de abril.

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Vamos a uma breve linha do tempo: há 17 horas, o Terror Jr cria suas contas no Twitter, Facebook e Soundcloud. 4 horas atrás, o primeiro single, “3 Strikes”, é divulgado. E, até agora, lá se vão mais de 30.000 plays na música. É claro que uma divulgação num comercial da Kylie Jenner e um acordo com o selo EFF/ESS (do produtor do momento Felix Snow) ajudaram, mas isso não tira o crédito da música. Apesar do que diz no próprio título, “3 Strikes” acerta em cheio logo na primeira audição, misturando vocais pegajosos a uma produção trap-minimalista como as melhores da Kiiara, abusando de recortes, efeitos e um refrão que implora pra ser tocado nas rádios. Não tinha como dar errado.

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O nível de intimidade criado num espaço de três minutos em “Window Seat”, nova canção do neozelandês Thomston, quase nos faz acreditar que a relação com a australiana Wafia vai além da profissional. De delicadeza extrema, com poucos arranjos na produção e um jogo de vocais que fala por si só, “Window Seat” é quase um convite “janela adentro” a um relacionamento conturbado, liderado primeiramente pela pureza de Wafia, que logo se junto a Thomston para um combo arrebatador. Ouça e prepare-se: a dor de cotovelo nunca foi tão forte.

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A vontade que dá é de explodir em mil confetes coloridos ao ouvir a contagiante “What If I Go”, nova música do produtor britânico Mura Masa. Dono de um dos mais brilhantes EPs de 2015, o rapaz, que também ficou em quinto lugar na infame lista “The Sound Of” da BBC, convida a vocalista do Bonsai para adicionar ao charme tropical da música. Sem poupar o uso de samples para deixar o astral lá em cima – principalmente na chegada do refrão – a canção chega a lembrar de “Sleepyhead”, do Passion Pit, só que menos deprê e mais amor. Proibido ouví-la antes de ir pra cama.

Betsy – Time

Luis Felipe —  31/03/2016 — Leave a comment

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Não sei se é o vocal marcante, o refrão matador ou a mistura dos dois que me fez lembrar de “Younger”, da Seinabo Sey, imediamente após ouvir essa aqui. Independente da comparação, “Time”, da escocesa Betsy, é uma baita canção pop, daquelas dignas de fazer qualquer cantora explodir em instantes. A produção fúnebre, que adiciona com sutiliza toques futurísticos e samples de vocais robóticos, é perfeita para Betsy alçar vôo com seu vocal puramente clássico, que chega a lembrar uma versão “menos boazinha” da Clare Maguire. Aperte o play e prepare-se para o vício.

A canção faz parte do recém lançado EP Fair, estreia da cantora.

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O SOFI TUKKER é uma daquelas bandas que me fazem agradecer saber falar português. E o mais engraçado é que não, não estamos falando de uma banda brasileira. O promissor duo, formado por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern, vem lá de Nova York e assinou, no ano passado, com o selo Heavy Roc (The Knocks, St. Lucia). E a vantagem do português é que, até então, as músicas lançadas pelo duo são na nossa língua.

A primeira delas, “Drinkee”, chegou em outubro do ano passado e não demorou pra explodir internet afora. Com uma letra em português extraída de um poema do Chacal, que não poderia soar mais “festa”, a canção também não deixa ninguém parado com suas batidas, enquanto uma guitarra sedutora e igualmente viajante incrementa a melodia.

SOFI TUKKER – Drinkee

E a mais nova da dupla, lançada nesse ano, é a igualmente dançante (e merecedora do título) “Matadora”. Utilizando um instrumento de cordas (chamado charango) pra dar início à produção, os nova-iorquinos misturam instrumentos orgânicas a batidas eletrônicas que soam como um pop-cigano feito sob medida para as festas. A letra, que mais uma vez usa um poema do Chacal de base, é um quebra-cabeça a parte, que vai te deixar tentando entender o trava-línguas até depois que a música acabar.

SOFI TUKKER – Matadora

E se você quer conhecer um pouco mais da dupla (assim como nós), recomendamos a leitura da entrevista que fizemos com eles, logo abaixo ou clicando aqui.

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