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Por mais que a gente tenha tentado divulgar o Electric Guest por aqui no ano passado, infelizmente ainda bate aquela sensação de que estamos falando de uma das bandas mais desapreciadas do último ano. O fabuloso disco de estreia dos californianos, Mondo, produzido pelo Danger Mouse, certamente foi um dos nossos lançamentos favoritos de 2012, e é assim, sem muita pretensão de seguir com um sucessor, que a banda lançou no último 4 de maio um excelente EP de seis faixas, Good America, que traz b-sides como “Jenny”, “Holiday”, versões acústicas de músicas do disco e algumas pérolas inéditas, que iremos falar a seguir.

A maior novidade do EP, para aqueles que acompanham nosso blog, certamente é a inclusão da inédita “The Jerk”, que segue com a produção vintage do disco de estreia, abusando de pianos, um baixo grudento e os vocais brincalhões de Asa Taconne, culminando em uma produção que parece uma irmã mais nova da frenética “The Bait”, só que sem o refrão poderoso. Se você já é fã da banda, eis mais uma música para sua coleção, entretanto, se ainda não for, não será “The Jerk” que irá te fazer mudar de ideia.

Electric Guest – The Jerk

Electric Guest – The Jerk

Deixando a sede por músicas novas de lado, certamente a coisa mais legal do EP é um cover de “Ritual Union”, do Little Dragon, todo baseado na produção já consagrada dos caras. Se você está acostumado com covers preguiçosos, ao vivo e pouco cativantes, tire quatro minutos e mude de ideia com a versão dos rapazes para a já deliciosa música, coroada aqui com uma produção caprichada repleta de vocais em falsete que atingem com facilidade o timbre da original. E se ainda não a conhece, a versão do Electric Guest é um belo cartão de visitas para a excelente faixa.

Electric Guest – Ritual Union

Electric Guest – Ritual Union

O EP Good America foi lançado no dia 4 de maio pelo selo Downtown.

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Goste ou não do Vampire Weekend, tire cinco minutos do seu dia e dedique-se ao novo single da banda, “Ya Hey”, e seu fantástico lyric-video, que chega como o complemento ideal para decifrar a enigmática mensagem da música. Sucessora de “Diane Young”, que também chegou acompanhada do b-side “Step”, a canção segue com a divulgação do terceiro disco da banda, Modern Vampires of the City, mas ao contrário dos lançamentos anteriores, a canção mira em assuntos mais pesados ao mesmo passo em que revela uma das composições mais grudentas e originais do seu repertório.

Indo além de sua função e carregando um tom inesperadamente épico, “Ya Hey” (uma brincadeira com Yahweh, ou em português Javé, o nome de Deus dado pelas primeiras bíblias judaicas) vai te fazer pensar e refletir sobre questões não muito comuns em canções pop de cinco minutos. À primeira vista, ela segue os passos das baladas contemporâneas da banda com um quê de world-music como “M79″, “I Stand Corrected” e “Giving Up The Gun”, com versos calmos e uma produção bem orquestrada onde até efeitos inusitados (como os vocais em chipmunk no refrão) passam a fazer sentido. Entretanto, é a interessante composição, que questiona ninguém menos que Deus sobre como ele pode nos amar com tantas coisas ruins que acontecem por aqui, que eleva seus refrões grudentos a uma peça reflexiva e ambiciosa, que conquista de imediato tanto aqueles que investem 5 ou 50 minutos do seu dia interpretando sua letra. Se a banda vai conseguir se superar depois dessa, somente no dia 13 de maio iremos saber, mas por enquanto, o Vampire Weekend tem em “Ya Hey” os melhores 5 minutos de sua carreira.

Vampire Weekend – Ya Hey

O terceiro álbum da banda, Modern Vampires of the City, chega dia 13 de maio pela XL Recordings.

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Se o blog existisse em 2009 muito provavelmente estaríamos enchendo nossas páginas com singles e clipes da norueguesa Annie, que na época lançou o aclamado Don’t Stop, segundo álbum de sua carreira, que certamente abriu muitas portas para que o pop alternativo de cantoras como Little Boots, Marina & The Diamonds e Sky Ferreira fosse levado a sério. O disco, apesar de não chegar nos ouvidos do público em massa, é considerado um pequeno clássico pop dos anos 2000 por muitos, e desde então a expectativa por um novo lançamento da cantora é alta, até que nessa sexta, quase quatro anos depois, Annie resolveu abrir o jogo.

Precedendo um EP ainda não divulgado e o tão aguardado sucessor de Don’t Stop, Annie chega com sua própria ode às raves dos anos 90 com a hipnótica “Tube Stops and Lonely Hearts”, que para nós já é uma das suas melhores músicas até então. Unindo a produção do seu colaborador de longa data, Richard X, integrante do coletivo de produtores Xenomania, com a do produtor Ville Hamala, nome importante da cena eletrônica underground alemã, a canção, como a própria Annie diz, foi feita diretamente para as pistas. O começo ligeiramente dócil logo se transforma em algo mais pesado, graças a batidas que vão ficando cada vez mais densas e agressivas ao passar da música, e o refrão, que a princípio é apresentado somente com uma melodia cantarolada por Annie, apresenta suas verdadeiras armas no final. Para acompanhar a estética da música, também foi lançado um vídeo que mescla cenas estáticas da cantora com imagens psicodélicas que cairiam bem como backdrop de uma rave dos anos 90, decretando de vez a nova proposta da cantora e nos deixando curiosos por seus próximos passos.

Annie – Tube Stops and Lonely Hearts

O novo single de Annie tem lançamento para o dia 1 de maio, com um EP a ser lançado mais tarde no ano pelo selo Black Melody.

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Ano passado aprendemos a nunca julgar um livro pela capa com o projeto californiano Frank + Derol, liderado pela irmã da Miley Cyrus e que fez uma das canções pop mais deliciosas do ano. Entretanto, da mesma forma que atrelar um grande nome a uma banda novata pode ser vantajoso, as consequências também podem ser severas, no caso, afastar um boa quantidade de ouvintes justamente pelo preconceito. Portanto, permanecer no anonimato foi a estratégia adotada pelo Shaun White, snowboarder e skatista profissional, com o seu projeto Bad Things, que a propósito já nasce com contrato assinado com a Warner.

Mas se você acha que o rapaz faz parte de mais uma banda californiana de surf-pop, dado a identidade do líder do projeto, prepare-se para ficar redondamente enganado ao ouvir o primeiro single oficial da banda, “Caught Inside”. Começando com belas harmonias vocais pavimentadas por guitarras e violinos, a canção ganha versos que poderiam soar um tanto simples se não fossem pelo jogo de vozes entre os dois vocalistas, que já cativam nos primeiros segundos fãs de Arcade FireBand of Horses. Entretanto, é na chegada do antêmico refrão, cantado em coro pela banda, que a faixa atinge seu clímax, pontuado por uma avalanche de baterias e dotado de versos carismáticos (apesar de um tanto depressivos), que transformam a canção em algo muito mais grandioso do que você possa estar imaginando. Bad Things, na verdade, são bons pra caramba.

Bad Things – Caught Inside

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A gente confessa que neste ano temos mantido um ritmo um tanto lento em relação ao Friday Mixes, com uma média de um por mês, mas olhando pelo lado positivo podemos dizer que a curta seleção está cada vez mais seleta, sem desperdiçar nosso precioso tempo do final de semana com aquilo não-tão-legal-assim. É dessa forma, portanto, que eu apresento o Friday Mixes #57, que traz sem dúvidas alguns dos remixes mais criativos que vimos este ano, relembrando nomes clássicos como Daft Punk, Justin Timberlake e Destiny’s Child e unindo-os aos mais novatos, como Ellie Goulding, MNDR e Miguel.

Apesar da nossa nova política contra downloads ilegais, ainda continuaremos disponibilizando por alguns dias o download individual de cada música, porém, o zip com todas as faixas ficará disponível para sempre. Entretanto, vale ressaltar que a melhor forma de ouvir nosso Friday Mixes é sem dúvida alguma alguma apertar o play na nossa mixtape abaixo, produzida com muito carinho pelo nosso DJ favorito Amplis, e que captura exatamente a essência que tentamos transmitir com a nossa seleção. Então bom final de semana e nos vemos na próxima!

OBS.: Remixes individuais após o jump, clicando na foto acima ou AQUI.

MIXTAPE: Friday Mixes 57 #REMIXED

Clique aqui para os remixes individuais >>

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O londrino Sivu mostrou literalmente o que se passa na cabeça de um músico com o vídeo do seu primeiro single, “Better Man Than He”, gravado com um aparelho de ressonância magnética enquanto o artista cantava o próprio single. Apesar da grande repercussão do vídeo, que servia de apresentação ao pop vintage do rapaz, Sivu ainda continua trabalhando num pequeno callcenter em Waterloo, entretanto, se depender do lançamento do seu novo single, “Bodies”, que também serve de título para o seu novo EP, as coisas devem estar prestes a mudar para o rapaz de 24 anos.

Mais uma vez produzido em parceria com Charlie Andrew, produtor vencedor do Mercury Prize pelo seu trabalho no excelente disco de estreia do Alt-J, “Bodies” mais uma vez ecoa traços do reconhecido disco, como as guitarras gentis e a produção delicada, mas que graças aos vocais em falsete de Sivu, que remetem na hora ao Wild Beasts, toma novos rumos e se posiciona como algo mais voltado ao pop. Evocando temas bíblicos como forma de refletir sobre as emoções humanas, a canção inicia com percussões velozes, quase ciganas, só para cair em um grandioso refrão, onde os vocais líricos de Sivu tomam forma imponente para transmitir com clareza a mensagem da música.

Sivu – Bodies

O primeiro EP de Sivu, Bodies, chega no dia 3 de junho pelo selo Third Rock Recordings.

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A trilha sonora do filme O Grande Gatsby já está dando o que falar por conta da grande quantidade de artistas de peso que invadiram sua tracklist. Com produção executiva do Jay-Z e reunindo diversos nomes como Florence & The Machine, Beyoncé, The xx, Sia, Andre 3000, Gotye, Jack White, dentre outros, chegou a hora de ouvir, entretanto, a composição escrita e performada por Lana Del Rey, “Young & Beautiful”, para a super-produção.

Ao contrário da maioria das outras músicas da trilha, que apostam em covers ou canções já lançadas, “Young & Beautiful” se trata de uma composição original de Lana feita em parceria com Rick Nowels e Baz Luhrmann, que aborda um casal perdidamente apaixonado que se perguntam se o amor irá durar mesmo quando não forem mais “jovens e belos”. Seguindo as próprias produção de Lana, a canção apresenta sonoridade elegante repleta de violinos, sinos e elementos dramáticos que ajudam a dar intensidade à canção.

Lana Del Rey – Young & Beautiful

A trilha sonora de O Grande Gatsby será lançada no dia 7 de maio.

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