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E quem diria que, depois de um primeiro disco completamente lo-fi, o Neon Indian iria se render ao pop. A mudança já começou desde o lançamento do segundo disco de Alan Palomo, Era Extraña, de 2011, que manteve os elementos chillwave de sua estreia porém sob um contorno mais acessível. Porém, é com o lançamento de “Annie”, primeira amostra do seu novo trabalho, que a linha entre o pop e o chillwave praticamente deixa de existir.

Trocando os sintetizadores espaciais do Era Extraña, que pareciam sair de um videogame, por uma vibe mais relaxada, ensolarada e até tropical, o Neon Indian surpreende ao trazer sua mesma estética de sintetizadores distorcidos e vocais abafados para dentro de um contexto que caberia num disco do St. Lucia ou do Ghost Beach. Soando o mais próximo possível de um reggae eletrônico, “Annie” surpreende principalmente na casa dos 3 minutos, quando os sintetizadores desabrocham num solo imperdível que caberia bem como trilha daquelas fases de praia do Mario Kart. Moderno e ao mesmo tempo nostálgico, Neon Indian acerta em cheio (mais uma vez) .

Neon Indian – Annie

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O produtor californiano Lincoln Jesser pode ter lançado seu disco de estreia ano passado sem muito alarde, porém, aqueles que tiveram a chance de ouví-lo encontraram um álbum encantador, repleto de sintetizadores e melodias eletrônicas. E se você foi uma das pessoas que deixou passar batido, talvez a nova música de trabalho do cara, “In My Place”, seja uma boa introdução ao sem som. Primeiro single do seu segundo álbum, a produção se desdobra sem muita pressa, mesclando sintetizadores, vocais alterado e uma leve batida house que soa como o Miike Snow fazendo música eletrônica. Sombria e eufórica na medida certa, a produção marca uma grande evolução na sonoridade de Jesser, que comprova mais uma vez sua criatividade.

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É direto de Brisbane, na Austrália, que temos mais uma bela aposta musical para 2015: Kita Alexander. A garota de 19 anos, surfista e guitarrista desde a infância, acaba de lançar seu primeiríssimo single, “My Own Way”, e, se depender dele, a garota já pode largar completamente o primeiro hobbie. Com uma linha de baixo dançante e uma bateria que garante um intencional tom lo-fi, a canção soa basicamente como uma continuação de “Don’t Save Me”, do Haim. Apesar das similaridades, graças a um refrão pegajoso e um clipe repleto de recortes que retrata a vida de Kita, a canção ganha vida própria, e nos deixa ansiosos pelos próximos lançamentos da australiana.

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Ainda envolto de muito mistério, o Woolf and the Wondershow, que estreou mês passado com a contagiante e despretensiosa “Cloaked”, não quis esperar muito tempo para retornar com mais uma amostra do seu som. Na recém lançada “Cages”, entretanto, vemos um novo lado dos californianos, que continuam explorando as vertentes do synth-pop porém com um tom a mais de teatralidade, repleto de vocais dramáticos à-la Patrick Wolf e uma produção bem dinâmica, que intercala momentos calmos com momentos explosivos, Se comparado com o single anterior, podemos dizer certamente que “Cages” se trata mais de um experimento do que um single voltado para ser um sucesso, porém, com um refrão grudento e melodias pegajosas, a veia pop da banda se afirma mais uma vez nesta aqui.

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Se depender do seu primeiro single, é apenas uma questão de tempo até que o mundo fique aos pés da londrina Wølffe. Sem muito alarde – e com apenas um cover em seu Soundcloud até então – a única informação que temos da cantora é que ela foi escolhida a dedo pela agência do Elton John, Rocket, para integrar sua seleção de artistas. Em “Shoot You Down”, primeira amostra do potencial da garota, temos basicamente o que seria a Tove Lo cantando blues com batidas de trap. Detalhando um pouco mais o cenário, a produção é sombria e tem um ar de ameaçadora, com vocais gospeis contracenando com batidas militares, pavimentando o caminho para os vocais de Wølffe brilharem sem limites. É, no geral, uma estreia bem peculiar, ficando até difícil traçar comparações, mas fãs de música pop como Seinabo SeyAlunaGeorge e a citada Tove Lo não terão dificuldade em gostar desta aqui. O tiro é certeiro.

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O finlandês Lenno, de apenas 20 anos, tem passado os últimos anos lançando remixes e canções originais que misturam electro, pop e house para dar luz a produções eufóricas que ganham vida aos finais de semana. O último lançamento do prodígio, “The Best”, é ironicamente a melhor amostra do seu potencial até então, e conta com o apoio dos canadenses do Dragonette para repetir a mesma fórmula de “Hello”. Misturando o apelo pop da banda junto aos sintetizadores, trompetes e colagens de samples do Lenno, o resultado final é uma faixa que exala alto-astral, culminando no que pode ser o primeiro grande lançamento do jovem.

O Sam Smith já pode passar o chapéu porque o Gallant é o novo dono do falsete mais legal da cidade. Após o lançamento do seu primeiro EP, Zebra, em 2013, o californiano (ainda um tanto misterioso), anunciou seus próximos passos no mês passado, com os lançamentos dos singles “Open Up” e – principalmente – “Talking In You Sleep”, a melhor obra do artista até então. Um R&B contemporâneo com doses cavalares de sintetizadores e batidas desgrenhadas, a produção soa como algo criado pelo Cashmere Cat ou pelo Flume e se encaixa com perfeição nos poderosos vocais do rapaz, com pausas bem posicionadas que adicionam drama e originalidade à música.

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