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Refrão meloso, vocal poderoso e instrumental sombrio: essa é a receita de sucesso para termos um hit nas rádios hoje. E sim, a novata RYDER parece saber muito bem disso. Depois de causar um certo barulho com “Ruins”, há alguns meses, a americana volta com a maravilhosa “Fade Way”, e nós já apostamos no single como uns dos melhores de 2016.

A faixa, que começa cheia de ecos e sintetizadores, vai crescendo aos poucos e encontra batidas secas e bem marcadas, somando o indie/synthpop com um som mais urban. Para quem gosta de , Hurts e  MS MR, vale a pena conferir. Dá o play aí e vem com a gente se hipnotizar com a RYDER.

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Nova York é uma selva cultural e, é de lá que vem o (ou a) Lion Babe, uma das nossas novas bandas favoritas. O duo formado pela cantora Jillian Hervey e o produtor Lucas Goodman já está na ativa desde 2012, mas o disco de estreia saiu só no mês passado.

Com o lançamento do primeiro álbum, já foram lançados os singles, “Wonder Woman“,  “Impossible” e a maravilhosa “Where Do We Go”. Na faixa que soa como um delicioso R&B futurístico, Jillian canta sobre uma base cheia de toques vintage, misturando o dance dos anos 80 com o drum and bass atual. Cordas, trompetes, sintetizadores e um teclado bem marcado, dão o tom.

A dupla ainda conta com maravilhas como “Treat Me Like Fire“, lançada no início do projeto, além de já terem chamado a atenção do Childish Gambino. Além de abrirem pro cara em 2012, a parceria rendeu uma colaboração em “Jump Hi“, faixa do disco de estreia do Lion Babe, intitulado Begin, que você ouve na íntegra aqui.

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Sophia Manou, ou simplesmente Manou, talvez seja um nome completamente desconhecido entre o público em geral, mas desde o ano passado a garota de 17 anos vem conquistando espaço na cena underground. Depois de lançar faixas como “Sade” e a deliciosa “We Are”, a britânica, que passou um ano trabalhando em material novo, volta apostando em “Celebrate” para divulgar seu mais recente EP. Co-escrita por FEMME e com produção de Pnut – nome por trás de canções de Amy Winehouse, Foxes e Chloe Howl – “Celebrate” tem uma vibe chill-out que caminha entre o synth pop e o R&B old school como uma combinação das sonoridades de La Roux e Blood Orange. Além do primeiro single, o EP Venice Beach, que tem lançamento previsto para o próximo mês, traz mais duas faixas, ambas produzidas por Pnut.

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Já não é novidade pra ninguém que hoje em dia com alguns instrumentos e um computador em mãos, muitos músicos criam maravilhas e pérolas que barram facilmente aquelas criadas em estúdio. É dessa forma, portanto, que o cantor e produtor australiano Retro Culture (que prefere manter-se anônimo) trabalha. Sem muitas informações sobre o artista, tudo o que temos do Retro Culture até agora são algumas faixas postadas no Soundcloud, suficientes, entretanto, pra chamar muita atenção.

A primeira faixa de trabalho do projeto é a relaxante “Let’s Make It Work”, um número downtempo bem produzido que, à primeira instância, pode soar como um simples indie-pop de influência eletrônica, porém, logo após seus primeiros segundos é possível notar que o trabalho consegue ir além. Vocais cheios de efeito e sintetizadores descontraídos garantem uma vibe anos 80 à canção (que não deixa de soar futurista), transitando por sons psicodélicos e uma vibe chillout que nos fazem imaginar o Daft Punk encontrando o Neon Indian pra fazer música de praia.

Retro Culture – Let’s Make It Work

A atual música de trabalho, “Weekend”, segue com a mesma vibe ensolarada e eletrônica que a primeira canção, mas consegue se destacar e demostrar a evolução do artistas graças a uma produção mais caprichada, repleta de recortes vocais, e um refrão ainda mais radiofônico que a primeira tentativa. O cara pode ter escolhido Retro Culture como nome do projeto, mas pelo o que indica suas duas atuais produções, o “retro” fica apenas no nome.

Retro Culture – Weekend

Além de “Let’s Make It Work” e “Weekend”, todas as outras sete faixas postadas na conta do Retro Culture no Soundcloud estão disponíveis para download gratuito.

Joel-Compass

Quando apresentamos Joel Compass aqui no blog, já estava claro que o desejo do londrino era ser um artista reconhecido. Algumas semanas após o lançamento de Astronaut, EP com as incríveis “Fucked Up” e “Back To Me”, o rapaz divulga o primeiro single de seu álbum de estreia, a sair pela Polydor Records.

Em “Run”, canção de autoria e produção própria, Joel nos apresenta diversos lados do seu estilo, a começar pela batida, com toques de R&B, que cresce junto à produção à medida que se aproxima do refrão, trazendo consigo uma leve roupagem urbana que parece feita para as rádios, soando como algo que poderia muito bem ter sido produzido pelo Stargate. Apesar da enorme acessibilidade, a melancolia dos vocais, impulsionados pelo falsete já conhecido, garantem um ar mais experimental graças à união de discretos pianos, culminando em uma produção que surpreende ao mesclar R&B e dream-pop, lembrando de longe algo que o The Weeknd ou o Frank Ocean poderiam fazer.

Joel Compass – Run

O single “Run” estará disponível para download a partir de 11 de novembro, e é possível que seu primeiro álbum de estúdio seja lançado ainda no primeiro semestre de 2014.

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Quando três amigos virtuais reúnem o amor por música e decidem “brincar de produzir”, nem sempre o resultado é dos melhores, o que de longe não é o caso do trio Wet. Formado por Kelly Zutrau, Martin Sulkow, e Joe Valle, o projeto musical lançou em agosto a brilhante “You’re The Best”, que nos encantou com sua produção futurística e vocais robóticos. Depois de finalmente se firmarem no Brooklyn, tudo começou a ganhar forma e proporções maiores que culminam agora em “No Lie”, single de estreia do grupo a ser lançado pelo bombado selo Neon Gold Record, responsável por lançamentos como Passion Pit, St Lucia, HAIM, MØ, dentre outros.

A mistura do R&B com elementos pop fica clara durante os quatro minutos da faixa, que soa como um encontro entre a produção do How to Dress Well e a melancolia do The Weeknd sob vocais femininos. Em “No Lie”, somos apresentados à uma relação na qual não existe mais amor, porém tudo é tão real para quem canta que parece não haver mentira, assim como sugerido pelo nome. Logo de cara, toda a tristeza e sentimento de apego são depositados pelos vocais sensuais e hipnotizantes de Zutrau, que culminam num refrão nada explosivo, mas ainda assim poderoso, que poderia facilmente ser entoado por centenas de corações partidos. Com uma atmosfera obscura, barulhos de estalos e uma percussão enfática que cresce até o fim, o Wet tem nas mãos um dos mais primorosos singles do chamado neo-R&B deste ano.

Wet – No Lie

O primeiro EP sai no próximo dia 15 de outubro, com produção de Xaphoon Jones, ex-membro do duo de hip-hop alternativo Chiddy Bang.

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Alguns artistas parecem encontrar uma espécie de fórmula que passa a conduzir seu trabalho, vivendo confortáveis sem  trazer grandes novidades a cada lançamento. Alguns poucos, entretanto, conseguem  fazer disso uma arma letal – e esse é o caso do Arthur Beatrice. Não é a primeira vez que falamos sobre o quarteto de Londres aqui no blog, visto que há pouco mais de dois meses foi lançado o EP Carter, com a suave “Vandals”, sucedida agora por “Grand Union”, primeiro single do já finalizado álbum de estreia do grupo.

Apesar da comentada semelhança com o The xx e até mesmo com o London Grammar, desta vez Orlando Leopard e seus companheiros de banda nos trazem uma produção limpa, sem muitos efeitos ou grandes filtros de estúdio, o que faz parecer que a faixa foi gravada num estúdio caseiro sem grandes pretensões. A grandiosidade, entretanto, ainda é perceptível. O timbre suave de Orlando, que predomina durante os mais de quatro minutos da canção, une-se aos de Ella Girardot, que serve justamente como o contraponto do single, que consegue nos arrebatar com um poderoso refrão. Tanta leveza no ritmo, que por certas vezes chega a ser hipnótico, faz com que o ouvinte se esqueça de que em “Grand Union” eles cantam de forma doentia sobre a devastação do amor onde duas pessoas se tornam uma, explicando por vez o título da música e as diversas metáforas da composição.

Arthur Beatrice – Grand Union

O álbum de estreia do Arthur Beatrice, que ainda não possui data de estreia definida, é previsto para o ano que vem pelo selo OAR/Polydor.