Arquivos para Experimental

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Será que estamos diante do próximo estrondo musical de 2015? Com participação especial da jinga dancehall jamaicana de Popcaan e dos versos afro-caribenhos poderosos do haitiano Young Thuug, Jamie xx nos entrega mais uma amostra da sua genialidade e personalidade ímpar, sob o nome de “I Know There’s Gonna Be (Good Times)”. A obra, que faz jus ao nome, nos proporciona três minutos de puro good time, com uma batida brilhantemente pegajosa e uma produção leve e super dançante – que é um salve à inovação musical. O resultado final, obra do encontro de três personalidades completamente distintas, não apenas surpreende mas funciona como o depósito dos três melhores ingredientes em um caldeirão para criar uma poção especial. Integrante do álbum In Colors, a ser lançado dia 2 de Junho, não temos dúvidas de quem vem por aí um dos melhores lançamentos do ano.

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Como uma incógnita musical, o multi-instrumentista Favela parece ter encontrado seu próprio mundo de intimidades onde ousa com produções e composições com um aspecto bem peculiar. Combinando a delicadeza do Bon Iver com os sons futuristas do Jamie xx, não deve levar muito tempo para que Favela deixe o status de artista emergente para o mainstream. Tendo lançado um punhado elogiado de faixas no ano passado, o músico mostra-se seguro para liberar seu primeiro trabalho coeso junto ao selo Transgressive Records em junho deste ano. Carro chefe do EP de estréia, “Future Visions” encapsula tudo o que temos aprendido a amar em Favela mostrando aqui um pequeno avanço de produção com padrões de camadas muito mais intrínsecas. Submerso em emoção, o registro em chillwave encaixa-se como trilha perfeita para dias solitários acompanhados por uma bebida e embalados por pensamentos que tecem por otimismo. O trabalho leve carrega uma percussão que viaja sobre batidas tremulantes transmitindo uma sensação final extremamente agradável. Favela segue na divulgação do EP Future Visions que tem o lançamento programado para o dia 29 de junho.

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Não há como negar que Willow já pode ser considerada uma gênia mirim. Com apenas 14 anos já co-produziu algumas canções próprias e vídeos, e diga-se de passagem o fez assustadoramente bem. Não é por ter um pai em Hollywood que ela ganhou fama por inércia – a menina é mesmo talentosa. No novo vídeo, ela confessou ao The Fader, que representou seus 4 chakras por meio da própria imagem, vestida em cores diferentes. Amarelo, auto-confiança; azul, a própria canção (ou voz); vermelho, o instinto de sobrevivência; e o preto é a combinação de tudo, dos componentes que à fazem única. A canção é inspirada em “Girlpool” do tUnE-yArDs com o Cree Summer, então não espere nada muito pop. Ainda arriscamos algumas outras semelhanças, com o Ibeyi e com o Dirty Projectors. Gênia!

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Mesmo que você goste do seu pop um pouquinho açucarado, cuidado ao se aproximar do novo single do easyFun, pra não ter uma overdose. Integrante do coletivo PC Music, que acaba de lançar sua primeira coletânea, o produtor faz jus ao selo com a explosão de glicose que é “Laplander”. Com uns vocais que soam como uma tentativa da GLaDOS de cantar j-pop, a canção é tão feliz que chega a dar medo, repleta de sintetizadores eufóricos e timbres estridentes que completam a produção esquizofrênica à-la Crystal Castles made in Tokyo. Se a doidera é seu estilo, corre pro Soundcloud do cara que a viagem continua.

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Quando apresentamos o SOHN aqui, o cantor austríaco chamou atenção com “The Wheel”, que tem um som bem mais experimental do que seus novos trabalhos. Porém, isso não significa que o artista perdeu sua qualidade peculiar. Aproximando-se de um pop que remete a BANKS e James Blake, o novo single do SOHN prova que o debut Tremors, previsto para 7 de abril, ajudará o cantor a conquistar novos admiradores. Depois do acelerado clipe de “Lessons” e do reflexivo “Bloodflowers”, o lançamento mais recente do artista é a música “Artifice”, que tem um vídeo dirigido por Thom Glunt. O destaque do clipe está na forma como a câmera lenta e a iluminação realçam a beleza dos movimentos das pessoas e dos pingos de chuva.

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O Badboxes cativa facilmente graças a um experimentalismo bastante acessível e que gruda na cabeça. Com uma sonoridade que deve agradar aos fãs de Daft Punk, AlunaGeorge e The Postal Service, o trio dos EUA já lançou o EP JSMN, que rendeu o inventivo clipe da delicada “JSMN”. O novo single do grupo é a sensual “The Mystery”, que possui um vídeo que investe em uma atmosfera que remete a filmes noir. O videoclipe dirigido por Thom Glunt mostra uma espécie de andróide marginalizado em uma realidade que mistura elementos retrôs e futuristas, o que combina com o mistério proporcionado pela música, que aposta em um saxofone sedutor para aumentar a sensação de imersão.

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A gente poderia começar esse post como todos os outros aqui do blog, explicando que não sabemos nada sobre o Saol Álainn além do que seu nome significa “bela vida” em gaélico. Mas uma pesquisa mais profunda revela que quem está por trás do projeto – supreendentemente – é o produtor californiano de 25 anos Isom Innis, um dos músicos por trás do Foster The People. Mas não confundam as coisas: há um claro motivo pro rapaz ter mantido sua identidade em sigilo, visto que a sonoridade do seu novo projeto passa longe da acessibilidade da banda californiana.

Apesar do nome experimental e do primeiro single difícil de digerir (apresentado logo abaixo), a mais nova produção de Innis, “Cis.Cism”, é um pop futurístico que encanta sem muito esforço, destacando a mente criativa do rapaz. Contando com versos rápidos que tem Innis cantando sobre um grave borbulhante, a impressão que fica é de se estar ouvindo uma produção do Diplo para uma festa no fundo do mar, sensação logo interrompida, entretanto, com a chega do refrão, onde o produtor derrama versos melancólicos sobre um fundo dream-pop. Difícil ficar melhor do que isso.

Saol Álainn – Cis.Cism

Já a primeira amostra do Saol Álainn chegou ano passado com o single “Nonstroke”. Um pop esquizofrênico de batidas fora de compasso, melodias fora de ritmo e efeitos tortos que parecem sufocantes a princípio, apesar de “Nonstroke” soar um tanto diferente e experimental em relação a “Cis.Cism”, a cada audição ela se revela uma genuína canção pop, ainda que bem diferente da maioria delas. Sob batidas downtempo e pianos ligeiramente etéreos, a produção espacial progride com cuidado, revelando novos elementos aos poucos sob pausas bem pontuadas junto aos vocais delicados de Innis, flertando no caminho com glitches e efeitos pouco usuais, mas que comprova, ao final, que o projeto não poderia ter outro nome.

Saol Álainn – Nostroke

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