Arquivos para Experimental

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A DFA Records, gravadora que leva a direção de James Murphy, é sempre lembrada por nomes de rock e electro que movimenta pistas de dança em torno do mundo. Devido a nomes consagrados como The Rapture, Hot Chip e Shit Robot, todo lançamento se torna precedido de expectativa e certa curiosidade para aqueles que acompanham as notícias de lá. Man Tear, portanto, é o novo projeto que sai de seus estúdios de Nova Iorque, e é formado pelos produtores Axel Boman e Petter Nordvist.

A faixa original traz nove minutos de um looping quase hipnótico no qual se desenvolve sintetizadores e um leve som de tamborim, com direito a diversos breaks de bateria. A letra, bem cativante, aos poucos se tornam parte do ritmo e criam uma sensação extremamente leve para o som. O single conta ainda com um vídeo um tanto quanto confuso, mas que vai de encontro com o clima mais quente da música.

Man Tear – Outside Amore

vampire

A dupla americana Wampire começou a fazer barulho na cena independente de Portland, mesma cidade natal do STRFKR (para quem eles já abriram alguns shows), com seu balanço inegável e seu pop psicodélico. O debut Curiosity será lançado oficialmente em maio pelo selo Polyvynil, e além de ter sido produzido pelo Jacob Portrait, do Unknown Mortal Orchestra, inclui a ótima faixa “The Hearse”, que já foi uma amostra poderosa do noise-pop polido do duo.

Mas é o mais recente single do álbum, “Spirit Forest”, que chamou nossa atenção, chegando com uma levada meio Ariel Pink nas faixas mais acessíveis do Before Today (2010) e trazendo um pop com cara lo-fi e meio desordenado, mas que ao mesmo tempo é divertido e fácil de digerir. A atmosfera psicodélica da faixa deixa um quê de aturdimento em quem escuta, especialmente por causa dos seus riffs desconstruídos que ganham os ouvidos. Os momentos mais experimentais são raros e, na verdade, é o groove que desperta uma aura de 80s psychedelic-pop, que dá charme à faixa. Ainda bem despretensiosa, “Spirit Forest” pega elementos simples e sutis e os transforma numa ótima amostra do pop bem polido da dupla, sem qualquer intenção de fazer parte do hype, mas que ainda assim soa incrivelmente cool.

Wampire – Spirit Forest

O disco de estreia do Wampire chega no dia 10 de maio pelo selo Polyvynil.

MGMT

A gente não sabe quanto a você, mas por aqui, o segundo disco do MGMT, Congratulations, que viu a banda se afastando do synth-pop experimental do primeiro disco para cair de vez na psicodelia dos anos 70, foi um dos nossos favoritos de 2010. É difícil para alguns aceitar que a banda não está mais afim de criar novos hits, mas sim fazer seu som à própria maneira – uma maneira muito mais arriscada (e aventurosa), diga-se passagem. E se você concorda conosco, vai adorar o que a dupla preparou para hoje, vulgo “4/20″ e também Record Store Day: a nova música dos caras, “Alien Days”.

A canção já vem sendo tocada ao vivo em seus shows e chega como a primeira amostra do terceiro disco dos nova-iorquinos, ainda sem título ou data de lançamento oficial. Entretanto, “Alien Days” já deixa claro que a banda não tem intenção alguma de abandonar a sonoridade do Congratulations, mas que talvez possa ter aumentado sua acessibilidade. De começo inusitado, com uma criança cantando sob uma base eletrônica misteriosa, a canção logo pega ritmo com a chegada da bateria e dos vocais abafados de Andrew VanWyngarden, que cantam sob violões acústicos, efeitos psicodélicos e solos de sintetizadores distorcidos, eventualmente caindo em um doce refrão, não tão grudento quanto os do primeiro disco mas suficiente para satisfazer aqueles que procuram uma coisa mais pop do grupo. Mas se assim como nós estiver mais preocupado com a viagem, então considere o single como mais um acerto em cheio do MGMT.

MGMT – Alien Days

“Alien Days” faz parte do terceiro disco da banda, que está previsto para sair em junho.

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O Brooklyn certamente é um dos locais de onde mais saem bandas boas atualmente. Um bom exemplo é a Bowmont, que surgiu no ano passado e no último dia 17 de fevereiro nos presenteou com seu primeiro EP, chamado Euphorian Age. A banda foi criada pelo multi-instrumentista dinamarquês Emil Bovbjerg em parceira com Jeremy Loucas (engenheiro e produtor vencedor de um Grammy Award). Juntaram-se a eles integrantes de outras três bandas: Elias Miester (guitarrista da banda Mon Khmer), Dave Cole (baterista da Rubblebucket) e Jesse Barnes (músico freelancer da banda Eli Paperboy Reed).

Destaca-se no EP a música “Ruphmiup”, que começa com uma bateria marcante que logo mistura-se ao vocal belíssimo e suave de Emil Bovbjerg, que se você não estiver atento pode até achar que é do Chris Martin, do Coldplay. A canção segue com uma estrutura pontuada por efeitos inusitados e uma produção detalhada que por muitas horas se assemelha à do Alt-J, com direito a riffs acústicos que nos fazem imaginar o Radiohead brincando de afro-pop. Entretanto, na casa dos dois minutos, as harmonias vocais se intensificam e ajudam a dar forma ao refrão, e daí em diante você já vai estar sugado pela viagem sonora que se sucede, proporcionando uma sensação de paz e êxtase que te farão viajar para outro universo.

Bowmont – Ruphmiup

Para ouvir o EP completo do Bowmont, basta acessar o BandCamp da banda.

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Mt. Wolf é uma banda composta por 4 ingleses que migraram para Londres e produzem um dream pop que parece misturar influências de Of Monsters And MenDaughterBjork e Sigur Rós. Já conta com um EP lançado em Outubro do ano passado, o Life Size Ghosts, e agora se preparam para o lançamento do segundo EP, que sai ainda esse mês.

“Veins” é uma das faixas que vão compor o novo EP, soando como algumas das faixas mais soturnas de Ellie Goulding, como “Hanging On”, a produção mescla o dream folk característico com uma espécie de experimentalismo, como se Daughter e Bjork trabalhassem em uma produção juntas, acompanhadas de Nanna Bryndís do Of Monsters And Men nos vocais. A música não possui um ápice ou refrão pegajoso, deixando a produção dizer por si só, com seu clima ás vezes pacífico e ás vezes contendo uma certa agitação contida.

Mt. Wolf – Veins

Já ”Hypolight”, muito mais grudenta que “Veins”, é o carro chefe do EP. Se em “Veins” há uma agitação contida, em “Hypolight” ela está sendo extravasada, mas sem perder a suavidade e delicadeza da produção anterior. Com batidas suaves e tendo o violão como principal instrumento para acompanhar a voz de Kate Sprouler, a música logo de cara parece com a abertura de Skins, mas que em vez de seguir o rumo eletrônico se volta para uma produção que apesar de delicada é também forte e bem estruturada, como “Youth” da Daughter.

Mt. Wolf – Hypolight

O EP Hypolight será lançado no dia 08 de abril, e contará também com um cover de “Climax” do Usher.

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No submundo dos produtores independentes do Soundcloud e das diversas coisas que surgem a todo momento na internet, uma dupla me chamou atenção esses dias: Pale. Apesar de dividir o nome com mais dez artistas no perfil do Lastfm, os jovens londrinos se tornaram os mais executados com seus primeiros singles “Too Much” e “Doing My Time”. Abusando de referências eletrônicas que lembram um pouco o conterrâneo James Blake, eles criaram uma espécie de downtempo baseado em loopings quase minimalistas, marcados pela presença de um forte baixo. Os vocais, meio roucos e extremamente suaves, dão um tom sofisticado às músicas, com versos repetitivos porém bastante funcionais.

“Too Much”, produzida por Jas Shaw (um dos nomes por trás do Simian Mobile Disco), foi lançada oficialmente mês passado e é a primeira aposta deles. Uma música que não apresenta pretensões para a pista, porém que se deixa levar por um lado mais pop, seja pela letra claramente romântica ou pela forte composição do refrão que se fortalece em bases suaves que seguem toda a faixa. Já “Doing My Time”, segunda faixa do trabalho, segue mais agitada, com um som bem mais estourado e sintetizadores que chegam mais próximos ao R&B.

Pale – Too Much

Pale – Doing My Time

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O sempre misterioso James Blake, que esteve no Brasil ano passado para apresentar seu disco de estreia, acaba de retornar com a primeira amostra do seu segundo disco, intitulado Overgrown e que, de acordo com uma entrevista publicada na NME, soa mais agressivo e pesado que seu primeiro trabalho. Sintético e humano, James Blake não decepciona.

Se com o primeiro álbum o rapaz se tornou um dos precursores do revival do eletrônico minimalista, assim como indica o segundo disco, a palavra em seu novo single, “Retrograde”, é crescimento. Blake certamente não perdeu o jeito na produção soturna, que a princípio atua o mínimo possível, até ir tomando força junto a pianos e sintetizadores para te embarcar na viagem sonora mais hipnótica de 2013 até então. Apesar da excelente produção, fica-se nítido que o foco desta vez está nos vocais de Blake, emotivos e calcados no R&B, o que culmina em sua canção mais pop e acessível até então, mas sem seguir as estruturas do gênero e afastar antigos fãs.

James Blake – Retrograde

O single de “Retrograde” sai no dia 11 de fevereiro, e o disco, Overgrown, no dia 8 de abril.

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