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Durante os dias 14, 15 e 16 de Junho aconteceu em Barcelona a 25ª edição do Festival Sónar em Barcelona. Em seu aniversário de 25 anos, o evento mais uma vez surpreendeu com lineup e shows espetaculares. Pelo sétimo ano consecutivo, estivemos presente para fazer a cobertura completa do festival. Com éxito absoluto, o festival bateu mais uma vez a cifra de público, atingindo o impressionante número de 126.000 pessoas. Vindas de diferentes 119 nacionalidades para celebrar um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo. Um total de 5900 profissionais vindos de 3300 diferentes empresas e meios de comunicação.

Dos 150 artistas que se apresentaram, alguns nomes ainda sondam minha mente, Jenny Hval, Daedelus, Little Simz, Putochinomaricón, Laurel Halo, Black Coffee, Yung Lean, George Fitzgerald, Young Marco, Preditah, Bonobo, Miss Kittin, A-Trak, Demdike Stare, Maribou State, Fatima Al Qadiri, Octo Octa, Goldlink, Ben Klock e os já veteranos Laurent Garnier, Richie Hawtin e Modeselektor foram alguns dos nomes que vimos durante o festival, que dura 3 dias e 2 noites e acontece em 10 palcos diferentes.

Diplo

Sem sombra de dúvidas os nomes mais surpreendentes e shows mais marcantes foram da sul-coreana-americana Yaeji, com seu eletrônico certeiro, promovendo seu último EP Raingurl. Rosalía foi talvez um dos shows mais disputados do festival inteiro. Talvez por erro de cálculo da organização, não foi posta no palco principal do Sonar Dia. Havia uma fila interminável de gente querendo vê-la. Num show curto, não conseguimos ver o início do show, Malamente foi a música de abertura. SOPHIE que tinha álbum recém lançado, fez um show visualmente impressionante, porém não havia muita conexão com o público, e a artista parecia tão high, que mal cantava ou fazia outra coisa senão dançar freneticamente fora de ritmo.

Diplo e Gorillaz também fizeram shows medianos na minha opinião, sem muitos altos e baixos. Porém LCD Soundsystem e Thom Yorke serviram para salvar o festival, que apesar de ter um lineup bom, não tinha muitos nomes de peso. James Murphy com seu poder vocal e maestria no palco, levou o público ao delírio, com um show cheio de luzes e hits. Thom Yorke por sua vez também fez um show bastante forte, porém sem muita conexão com o público, visualmente era incrível e o som bastante envolvente, mas era um show introspectivo.

Para 2019 o festival excepcionalmente acontecerá no mês de Julho, nas datas 18, 19 e 20. Nos vemos ano que vem!

É possível ver alguns shows pelo link disponibilizado pelo próprio festival. Fotos do post também disponibilizadas pelo site.

O vídeo do Quebrada Queer já foi lançado há uma semana na rede, mas antes tarde do que nunca. A representatividade no mundo LGBTQ cada dia ganha mais espaço na música nacional, Quebrada Queer é um projeto de cinco artistas negros e gays de São Paulo, Tchelo Gomez, Murillo Zyess, Guigo, Harlley, e Lucas Boombeat. O vídeo e a música são uma chamada de atenção contra homofobia e o racismo tanto na música quanto fora dela, fala também de respeito, representatividade, amor e tudo o que o mundo mais necessita nesse momento.


Lykke Li lançou duas músivas novas para promocionar seu próximo e quarto álbum “So Sad So Sexy”. Two Nights conta com a participação do rapper americano Aminé.

O artista Rae Sremmund juntamente com Swae Lee e Slim Jxmmi lançaram no princípio do mês o álbum SR3MM, cheio de parcerias com os nomes mais aclamados do trap atualmente. Bedtime Stories conta com a voz de The Weeknd.


O verão europeu se aproxima e com ele a temporada de festivais internacionais mais esperados do ano. Como não perdemos nenhuma versão, o Sónar já está em nossas agendas. Nos dias 14, 15 e 16 de Junho acontece a 25ª edição do festival na cidade de Barcelona. No ano passado, passaram pelo festival nomes como Björk (em um DJ set especial), Anderson .Paak, Justice, De La Soul, Cashmere Cat, Moderat, Little Dragon, e muitos mais e nós vimos tudo bem de perto.
Como cada ano consecutivo, o festival se renova com lineups sempre surpreendentes. Esse ano, prometem passar pelos palcos do festival nomes como Gorillaz, Thom Yorke, LCD Soundsystem, Bonobo, Ólafur Arnalds, Diplo e uma lista interminável

O evento de dia acontece na Fira Montjuic, o evento de noite na Fira Gran Via Hospitalet, durante os dias 14, 15 e 16 de Junho e conta com espaços interativos de arte audiovisual, criatividade, inovação e tecnologia além de todos os espetáculos. Até breve!

Nos dias 15, 16 e 17 de Junho aconteceu em Barcelona, Espanha, a 24ª edição de um dos festivais de música eletrônica mais esperados do ano, pelo quinto ano consecutivo o OhMyRock esteve presente para acompanhar de perto e resenhar os pontos altos do evento. Com crescimento exponencial, o festival cada ano supera o ano anterior em quantidade de espectadores. Na versão de 2017 atingiu seu recorde mais uma vez, foram 123.000 pessoas que passaram pelo local. Dividido em Sonar Dia e Sonar Noite, o evento aconteceu em dois locais diferentes. De acordo com a organização, passaram pelo evento pessoas de 100 nacionalidades diferentes, contando com 5500 profissionais, e mais de 2000 empresas de criatividade e tecnologia, que fizeram mais uma vez história.

Já renomado por sua veia tecnológica e de inovação, o festival trouxe centenas de artistas de todas as partes do mundo, para pincelar o futuro próximo da música. Electro e hiphop constam com os maiores nomes do festival, mas o trap teve grande destaque esse ano, além de uma variedade imensa de outros gêneros que desenhoaram os caminhos que a música deve tomar. A abertura do festival ficou por conta de um setlist de 4 horas da multifacetada e multitalentosa artista Björk.

O festival aconteceu durante 3 dias e 2 noites. Correndo sempre entre os palcos, era difícil controlar tudo o que acontecia ao mesmo tempo. Alguns nomes ainda flutuam no ar, mas os que ainda marcam em minha mente são, Tommy Cash, Princess Nokia, Bawrut, DAWN, Yung Beef, Prins Thomas, River Tiber, Elysia Crampton, a deusa do tecnho Suzanne Ciani, Evian Christ, a xôxas Bad Gyal, Jon Hopkins, Clams Casino, Fat Freddy’s Drop, o impressionante Soulwax, Daphni & Hunee, Cashmere Cat, De La Soul, Cerrone, Eric Prydz, Vitalic… a lista é interminável.

Mas os que merecem destaque e que foram os shows mais surpreendentes  foram Justice, com tal potência visual que o maior galpão/stage do festival estava em uma espécie de transe, Moderat transcendendo tempo e espaço, dada sua perfeição. Little Dragon com seu pop/eletrônico agudo e poderoso e Nicolas Jaar muito mais maduro e alucinante que anteriormente.

Arca pelo segundo ano consecutivo, trouxe Jesse Kanda para ser responsável pela parte audiovisual do show. Com um espetáculo extremamente sexy, o venezuelano Alejandro Ghersi usa o palco como passarela para atravessá-la desafiadoramente com seu andar poderoso. Seus gestos, suas poses, são uma mistura de sofrimento e sensualidade, sua voz sofrida tem uma expressividade e intensidade tão grande que deixa todo o público boquiaberto.

 

Anderson .Paak é quase o oposto. Com um show completamente descontraído e divertido leva o público ao delírio com seus hits. De uma energia contagiante coloca inclusive os mais desavisados que estão de passagem para dançar. Domina a bateria como se fosse um brinquedo de infância, e enquanto não o faz, passeia pelo palco com suas danças extremamente sexys, sempre sorrindo, dando a impressão que é a pessoa que mais está se divertindo em todo o show.

SOHN sem dúvida uma das maiores surpresas de todo o festival. O álbum é agradável, então esperava um show parecido. Ledo engano. Funciona muito melhor ao vivo, com seus graves que penetram a alma, as luzes hipnóticas e uma voz tão afinada e poderosa que nem parecia o mesmo frágil som do álbum. O show é intimista, mas muito envolvente, prende do inicio ao fim.

The Black Madonna foi a responsável pelo encerramento do festival, quando toda a multidão da última noite se dirigia para o gran finale. Black Madonna, que de Black ou de Madonna não tem nada, com seus 15 anos de carreira não decepcionou, colocou todo mundo para gastar os últimos restos de energia que sobravam depois de 3 dias de festival. A artista é considerada uma das melhores DJs da atualidade, consolidada internacionalmente e presente nos maiores festivais ou eventos musicais.

O festival recém terminou mas está de olho na edição seguinte, que completa 25 anos, então promete ser ainda mais especial que as versões anteriores. Os primeiros ingressos já foram postos a venda e vendidos instantaneamente. A ansiedade é sempre grande pelo lineup, que sempre surpreende. O festival ainda conta com edições em várias outras cidades pelo mundo.

Nos vemos em 2018!

O Festival Sonar já considerado um dos festivais mais consolidados e renomados de música eletrônica do mundo terminou sua 23ª edição há poucas semanas. O delay do post nos permite distanciar um pouco do êxtase causado pelo evento. Uma enxurrada de shows incríveis, realizados em vários espaços distintos numa organização de dimensões invejáveis apenas confirma o que já havíamos observado há tempos. Depois de 4 anos consecutivos indo ao festival como imprensa, tanto na versão de São Paulo como na sede do evento em Barcelona, nos serve para afirmar que o festival tem portes e direção que não dão passo em falso.
2016 foi o ano da diversidade de estilos musicais que se englobam dentro do gênero de música eletrônica. Shows que juntos englobam uma infinidade de estilos, deep house, dubstep, techno, trap, minimal, hiphop, rap, e mesmo assim todos ali tem seu espaço. O lineup não nos deixa mentir.

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Primeiro Dia

Sem rodeios o dia de abertura do festival já prometia alguns dos shows mais esperados. Bela surpresa foi ver logo no inicio Acid Arab. Colocados estrategicamente no palco Sonar Village (o maior dos palcos do Sonar Dia). O nome revela a essência, uma mistura hipnótica de acid com vocais e ritmos árabes, criam uma aura incrível para aproveitar o entardecer. Sevdaliza era para mim uma das maiores curiosidades, como havia sido em seu momento o show de FKA Twigs. Dadas as proporções, Sevdaliza foi e entregou o prometido. Com uma dose cavalar de sensualidade e atitude a artista consegue catalisar todo o seu repertório num show extasiante. Iraniana, ex-jogadora de basquete, a cantora usa o corpo para se expressar de maneira extremamente sensual.

Jamie Woon ou Kelela? Estava a dúvida plantada desde o princípio. Mas como é costume em festivais, tentei conciliar em ver metades de cada um. Jamie Woon começa com azar, seu microfone não funciona. Depois de poucos instantes tudo solucionado. E seu espetáculo segue o planejado, extremamente fofo e cativante. Com o álbum “Making Time” recém lançado em 2016, o festival foi o momento ideal para divulgá-lo. Ápice com “Night Air” e “Movement” quando o público foi ao delírio. Com o coração apertado por ter que deixar o resto do show, corri para pegar o final de Kelela, que também foi surpreendente. Acho que nunca se viu a sensualidade tão em vóga quanto vemos agora. O show no cenário Sonar Hall (mesmo lugar onde passou no ano anterior seu produtor Arca) estava abarrotado de gente. Apesar de ter durado apenas 40 minutos, e de ter visto pouco mais da metade disso, na minha opinião um dos melhores shows do festival. “Rewind” foi o ponto alto com o público cantando cada sílaba em coro. Arrepiante. Consegui ver também partes pequenas dos shows de Lady Leshurr, iNSALAR e James Rhodes. Grande tristeza do primeiro dia foi ter perdido o show do Bob Moses.

Segundo Dia

Segundo dia com previsão de tempo ruim, nublado, com chuva e com sol. Mas adiante, chegamos para o show do Ata Kak, ganês que já tem na carteira outras versões do evento, sabe como colocar o público pra dançar. Não chega a ser um Omar Souleyman, mas também não fica para trás. Santigold foi uma mistura dolorosa de horror e diversão. Um show extremamente quadrado, era possível ver que cada segundo daquilo ali tinha sido planejado, desde as roupas, as coreografias das dançarinas, e inclusive cada movimento da própria cantora. O que vale é que suas músicas são contagiantes. Não fosse por isso todo o espetáculo, sem nenhum improviso e sem nenhuma originalidade, tinha sido um grande fiasco. Pulando os degraus altos dessa decepção, vamos falar de Roots Manuva, que representava a diversidade, essa eterna mina de ouro que é o rap, o dub e o hiphop. Em lado oposto à isso John Grant fazia seu espetáculo beirando ao queer. Já com os olhos no relógio, planejava seguir em direção ao Sonar Noite. Como todos os anos, Sonar Dia e Sonar Noite são realizados em locais distintos, e leva mais ou menos uns 40 minutos para ir de um ao outro.

Ansioso pelos shows da noite, cheguei a tempo no palco SonarPub, onde em instantes iniciaria o show de ANOHNI. Com o álbum “Hopelessness” recém lançado, a expectativa para o show era enorme. Apesar de ter sido um show bastante completo, o encanto se esvaia a cada música. O concerto foi extremamente básico, sem surpresas e sem nenhum tipo de interação com o público. A transexual tem uma voz impressionante e alcança todas as notas que propôs na produção do álbum, mas o show deixou muito a desejar. Fim do show, palco seguinte SonarClub para o também super esperado James Blake. Outra decepção. Também com o álbum “The Colour In Anything” recém lançado, a expectativa era altíssima, mas o show foi mediano, sem muita empolgação, sem surpresas e sem nenhum momento super empolgante. Mas valeu a pena, James tem talento. Sai correndo na metade-final para alcançar uma parte do show do Flume. Com uma seleção certeira nas músicas o show foi bastante animado e colocou toda a pista em polvorosa. Dentre o vai-e-vém vimos trechos de Angel Molina, Jean-Michel Jarre, Richie Hawtin, The Martinez Brothers, Mano Le Tough, John Talabot e Four Tet. Vários desses nomes são figuras sempre presentes em cada uma das versões do Sónar. Nunca falham, sempre com público lotado e aos pulos. A chuva não deu muita trégua, por isso o público fugia um pouco das partes abertas e em boa parte do tempo se concentrava no SonarCar, onde estavam os carrinhos de bate-bate, sempre um espetáculo à parte no festival.

Terceiro Dia

Confesso que o terceiro dia sempre é pesado, o cansaço acumulado dos dias anteriores faz com que a energia se esvaia. Mas estamos sempre firmes. Havia planejado e estava ansioso para o show da Lafawndah, para Yung Lean e Badbadnotgood mas por problemas pessoais não consegui chegar a tempo. Entrei bastante tarde no Sonar Dia do terceiro dia e só consegui ver dois shows. O final de Oneohtrix Point Never e Howling. Posso afirmar aqui que esse segundo foi sem dúvida um dos melhores shows do festival. Howling é projeto paralelo dos mesmos integrantes de Ry X e The Acid. O show foi no SonarHall e estava completamente cheio. O público estava em transe absoluto com a maestria e sincronia entre sons, luzes e vocais. Além das músicas do álbum “Sacred Ground” a dupla também tocou uma música do The Acid, que levou a multidão ao delírio, com seu minimalismo, synth pop e bases de trance.

Após chegar ao último dia do Sonar Noite fomos direto e sem dúvidas para o show do New Order, clássico que dispensa comentários. Show excepcional que inclusive tocou a aclamadíssima “Love Will Tear Us Apart” do Joy Division. Santigold mais uma vez, dispenso. Esperava pelo show do KAYTRANADA que aconteceria no mesmo palco. Infelizmente perdi o show do Mura Masa que estava bastante curioso para ver. Dentre outros ainda vi partes de Booka Shade, Eats Everything, Skepta, Boys Noize, Fatboy Slim, Laurent Garnier e para terminar Ben Klock, o DJ residente do Berghain en Berlim (clube mais conhecido e mais nebuloso do mundo – considerada melhor discoteca do mundo várias de vezes).

A 23ª edição do Festival, contou com nada menos que 115.000 pessoas nos 3 dias de evento. Pessoas de 101 nacionalidades diferentes ao redor do mundo borbulhavam em Barcelona. Se tivesse que dizer 1 show preferido, acho que diria Howling, pela espetáculo surpreendente que superou quaisquer expectativas. Decepções ficam algumas na memória, ANOHNI, James Blake, Santigold.

Durante esse próximo ano de espera, para quem não aguenta, acontecerão versões do festival em 8 lugares diferentes, entre cidades da Europa, Ásia e América do Sul. E para a versão de 2017 em Barcelona já temos data marcada: 15, 16 e 17 de Junho. Nos vemos lá!