Arquivos para Pop

Melanie Martinez é uma das mais novas apostas da Warner e se prepara para lançar o seu primeiro disco em agosto, o Cry Baby. Passeando entre a nova queridinha dos blogs e o potencial de futura popstar, Melanie criou uma personagem que, segundo a própria, reflete muito da sua personalidade. Cry Baby talvez te lembre de Electra Heart da Marina & The Diamonds em uma forma mais perturbada e doentia. “Sippy Cup” é uma faixa promocional para divulgar o trabalho e enquanto traz a imagem angelical da cantora, nos apresenta cenas carregadas de mistério, alcoolismo e assassinato. Parece que teremos um visual album e estamos realmente animados por isso.

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Estamos apostando que você nunca ouviu os trabalhos do flor e que quando você ouvir “Warm Blood” vai correndo pesquisar mais sobre eles. A banda surgiu em Los Angeles e reúne no novo single uma melodia gostosa que não esconde as influências do R&B, vocais picotados e sintetizadores prontos para te fazer viajar. A guitarra frenética e a bateria dançante ainda ditam o tom, que apresentam um synth-pop intenso e melódico ao mesmo tempo. E se ficou com gostinho de quero mais, calma que eles prometeram um single novo por mês.

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A banda Scavenger Hunt apresenta o single “Wildifire”, um synthpop dos bons, com uma pegada anos 90 que vai te deixar cantarolando os versos e, principalmente, o refrão o dia todo. Formada por Dan Mufson no teclado, Jill Lamoureux nos vocais, Nick Annis na guitarra e Aaron Prather na bateria, e, exalando como referências Annie Lennox, St. Lucia e Goldroom, o Scavenger Hunt traz a música perfeita para os dias de sol. Além disso, os filmes De Volta Para o Futuro e Mannequin são uma grande influência nos palcos e no estúdio, ditando a influência futurista do grupo que, mesmo sem uma grande gravadora dando suporte, sinalizam as boas  novas que devem chegar nos próximos meses.

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E a nova safra do pop escandinavo acaba de ganhar mais uma aposta de peso. Misturando a produção mais acústica da Mapei com a sensibilidade pop da Seinabo SeyLÉON marca sua chegada em alto e bom som com a graciosa “Tired of Talking”, primeiro single da sueca. Demonstrando sua habilidades vocais sob um baixo grudento e estalos de dedo, é com a chegada do refrão, entretanto, que a cantora resolve brilhar de vez, com leves sintetizadores e assovios cantaroláveis impulsionando seu falsete para a estratosfera. Com o potencial para certamente se tornar uma dessas “canções de verão” – mesmo que de 2016 – “Tired of Talking” é o tipo de estreia que estaremos ouvindo no repeat, na beirada da cadeira só esperando por mais.

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É lindo quando o caminho de dois artistas emergentes se cruzam. Black Coast é o projeto do produtor Nova Iorquino Stan Rapoport. REMMI é uma cantora de Nashville já com alguns singles de sucesso pela internet. Stan tem o dom de fazer parcerias com artistas de vocais poderosos. O resultado “Gold Chain” é um pop delicioso, com toques dark, vocais marcantes, batidas secas, texturas com tons de shoegaze e um minimalismo maestral que dão um ar super sexy para a canção. Cada nova canção do Black Coast é ao mesmo tempo surpresa e certeza que uma carreira promissora vem por aí.

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Já aconteceu de você não esperar nada de uma música e nos primeiros segundos ser surpreendido de uma maneira muito positiva? Provavelmente isso vai acontecer de novo com “Paralyzed”, do duo Klyne. Vindos de uma vila em Eindhoven na Holanda, Nick e Ferdous apresentam uma produção de vanguarda, algo que poderia ter sido feito pelo Jai Paul. E ainda colocam um toque de R&B que faz toda a diferença no final, deixando o produto um pouco mais acessível sem deixar de soar experimental, culminando numa surpreendente faixa que implora por diversas audições. E sobre o clipe, se a tendência agora são cenas minimalistas com coreografias sincronizadas, “Paralyzed” domina o estilo com maestria. Dispostas a prender sua atenção do inicio ao fim, duas dançarinas dominam as cenas com suas coreografias impecáveis, que casam com cada batida e mudança de ritmo da música, fazendo com que o amor por ela cresça a cada movimento.

Uma semana pós Sonar nunca é uma semana fácil. O festival nos transmite uma energia tão boa e tão especial, que sair dessa inércia é doloroso. E ainda, necessitamos um tempo para recuperar o corpo e a mente, porque o evento tem dimensões destruidoras, um cansaço sofrido e ao mesmo tempo maravilhoso.

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Antes de qualquer coisa, parabenizamos o festival por ter chegado à cifra de aproximadamente 120 mil pessoas, calculando os três dias e todas as pessoas que passaram por lá. É uma quantidade considerável de gente. Todos aficionados por música eletrônica, tecnologia, inovação e novas mídias. O conceito do festival cada ano se consolida mais como um evento vanguardista nesse âmbito. Em 2015, o festival arriscou uma mudança, utilizando criatividade e inovação tecnológica como carros-chefes. Uma tentativa de sucesso ao se reinventar.

Essa foi a quarta vez que estivemos presentes como imprensa para fazer a cobertura do festival. A primeira em 2012 no Brasil, e as outras três consecutivas, 2013, 2014 e 2015 em Barcelona, o berço do evento. Como todos os anos, o festival era dividido em dia e noite, cada um em partes diferentes da cidade. Dentro do Sonar Dia haviam os palcos SonarVillage, SonarDôme, SonarHall, Hall+D e Sonar Complex. Já o Sonar Noite, tinha o SonarClub, SonaPub, SonarLab e SonarCar. A seguir faremos uma descrição detalhada de cada dia.

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