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A pergunta que o ROMES nos faz no seu primeiro single poderia muito bem ser redirecionada a eles: “quem ‘tão tentando ser”, meu caros? É praticamente inegável toda a vibe “verão 2006” evocada por “Tryna Be”, um tiro indie que parece sair da mesma metralhadora de hits que os primeiros álbuns do Phoenix, Foster The People e Two Door Cinema Club, só que tão legal que fazem as comparações virem em segundo plano. Guitarras ensolaradas e um vocal despretensioso ajudam a criar a boa primeira impressão dos canadenses, firmada com louvor graças a um refrão pegajoso e sintetizadores pontuais. No final das contas, a gente só espera conhecer mais dos caras com seu EP de estreia, Believe, que chega dia 8 de abril.

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Vamos a uma breve linha do tempo: há 17 horas, o Terror Jr cria suas contas no Twitter, Facebook e Soundcloud. 4 horas atrás, o primeiro single, “3 Strikes”, é divulgado. E, até agora, lá se vão mais de 30.000 plays na música. É claro que uma divulgação num comercial da Kylie Jenner e um acordo com o selo EFF/ESS (do produtor do momento Felix Snow) ajudaram, mas isso não tira o crédito da música. Apesar do que diz no próprio título, “3 Strikes” acerta em cheio logo na primeira audição, misturando vocais pegajosos a uma produção trap-minimalista como as melhores da Kiiara, abusando de recortes, efeitos e um refrão que implora pra ser tocado nas rádios. Não tinha como dar errado.

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Refrão meloso, vocal poderoso e instrumental sombrio: essa é a receita de sucesso para termos um hit nas rádios hoje. E sim, a novata RYDER parece saber muito bem disso. Depois de causar um certo barulho com “Ruins”, há alguns meses, a americana volta com a maravilhosa “Fade Way”, e nós já apostamos no single como uns dos melhores de 2016.

A faixa, que começa cheia de ecos e sintetizadores, vai crescendo aos poucos e encontra batidas secas e bem marcadas, somando o indie/synthpop com um som mais urban. Para quem gosta de , Hurts e  MS MR, vale a pena conferir. Dá o play aí e vem com a gente se hipnotizar com a RYDER.

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O nível de intimidade criado num espaço de três minutos em “Window Seat”, nova canção do neozelandês Thomston, quase nos faz acreditar que a relação com a australiana Wafia vai além da profissional. De delicadeza extrema, com poucos arranjos na produção e um jogo de vocais que fala por si só, “Window Seat” é quase um convite “janela adentro” a um relacionamento conturbado, liderado primeiramente pela pureza de Wafia, que logo se junto a Thomston para um combo arrebatador. Ouça e prepare-se: a dor de cotovelo nunca foi tão forte.

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A vontade que dá é de explodir em mil confetes coloridos ao ouvir a contagiante “What If I Go”, nova música do produtor britânico Mura Masa. Dono de um dos mais brilhantes EPs de 2015, o rapaz, que também ficou em quinto lugar na infame lista “The Sound Of” da BBC, convida a vocalista do Bonsai para adicionar ao charme tropical da música. Sem poupar o uso de samples para deixar o astral lá em cima – principalmente na chegada do refrão – a canção chega a lembrar de “Sleepyhead”, do Passion Pit, só que menos deprê e mais amor. Proibido ouví-la antes de ir pra cama.

Betsy – Time

Luis Felipe —  31/03/2016 — Leave a comment

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Não sei se é o vocal marcante, o refrão matador ou a mistura dos dois que me fez lembrar de “Younger”, da Seinabo Sey, imediamente após ouvir essa aqui. Independente da comparação, “Time”, da escocesa Betsy, é uma baita canção pop, daquelas dignas de fazer qualquer cantora explodir em instantes. A produção fúnebre, que adiciona com sutiliza toques futurísticos e samples de vocais robóticos, é perfeita para Betsy alçar vôo com seu vocal puramente clássico, que chega a lembrar uma versão “menos boazinha” da Clare Maguire. Aperte o play e prepare-se para o vício.

A canção faz parte do recém lançado EP Fair, estreia da cantora.

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Nova York é uma selva cultural e, é de lá que vem o (ou a) Lion Babe, uma das nossas novas bandas favoritas. O duo formado pela cantora Jillian Hervey e o produtor Lucas Goodman já está na ativa desde 2012, mas o disco de estreia saiu só no mês passado.

Com o lançamento do primeiro álbum, já foram lançados os singles, “Wonder Woman“,  “Impossible” e a maravilhosa “Where Do We Go”. Na faixa que soa como um delicioso R&B futurístico, Jillian canta sobre uma base cheia de toques vintage, misturando o dance dos anos 80 com o drum and bass atual. Cordas, trompetes, sintetizadores e um teclado bem marcado, dão o tom.

A dupla ainda conta com maravilhas como “Treat Me Like Fire“, lançada no início do projeto, além de já terem chamado a atenção do Childish Gambino. Além de abrirem pro cara em 2012, a parceria rendeu uma colaboração em “Jump Hi“, faixa do disco de estreia do Lion Babe, intitulado Begin, que você ouve na íntegra aqui.