Arquivos para Pop

Foxes_Music

Comentamos por aqui o lançamento de “Baby”, último single lançado do álbum de estreia do Rudimental. O disco saiu semana passada e, com dois EPs disponibilizados anteriormente, promo singles e demos vazadas, já tínhamos uma ideia de como seria a sonoridade do trabalho. Em geral, temos a mesma combinação de ritmos e elementos já usados nas faixas já apresentadas, porém, o primeiro álbum dos quatro londrinos do Rudimental é o suficiente para firmá-los na cena eletrônica do Reino Unido – assim como os queridinhos do Disclosure e Lamb - e, graças à variada gama de convidados e de estilos de produção, mostra o alcance do grupo em gêneros que vão desde o electro, passando pelo drum & bass, dancehall, hip-hop e pop.

Dentre as deliciosas 12 faixas do trabalho, um dos destaques é “Right Here”, com participação da Foxes, que você também já conheceu no blog com a pegajosa “The Unknown”. Logo nos primeiros segundos, a impressão que fica é que os belos vocais da londrina serão impressos numa música tranquila com grooves baixos, porém, à medida que “Right Here” se desenvolve, xilofones no melhor estilo La Roux se mesclam a batidas drum & bass e dubstep, que tomam conta da faixa em um explosivo refrão, pronto pras pistas. E quando você pensar que as coisas não podem ficar mais ferozes, um solo de guitarra entra na casa dos três minutos para se unir às batidas insanas e demonstrar pefeitamente a mistura de estilos que referimos anteriormente, só para finalizar a faixa na mais pura tranquilidade, de forma hipnótica, tranqulizando o ouvinte, por fim.

Rudimental – Right Here (feat. Foxes)

Home, lançado pela Warner Music UK tem ainda participações de Ella Eyre, John Newman, MNEK e Emili Sandé.

Vampire-Weekendweb

Goste ou não do Vampire Weekend, tire cinco minutos do seu dia e dedique-se ao novo single da banda, “Ya Hey”, e seu fantástico lyric-video, que chega como o complemento ideal para decifrar a enigmática mensagem da música. Sucessora de “Diane Young”, que também chegou acompanhada do b-side “Step”, a canção segue com a divulgação do terceiro disco da banda, Modern Vampires of the City, mas ao contrário dos lançamentos anteriores, a canção mira em assuntos mais pesados ao mesmo passo em que revela uma das composições mais grudentas e originais do seu repertório.

Indo além de sua função e carregando um tom inesperadamente épico, “Ya Hey” (uma brincadeira com Yahweh, ou em português Javé, o nome de Deus dado pelas primeiras bíblias judaicas) vai te fazer pensar e refletir sobre questões não muito comuns em canções pop de cinco minutos. À primeira vista, ela segue os passos das baladas contemporâneas da banda com um quê de world-music como “M79″, “I Stand Corrected” e “Giving Up The Gun”, com versos calmos e uma produção bem orquestrada onde até efeitos inusitados (como os vocais em chipmunk no refrão) passam a fazer sentido. Entretanto, é a interessante composição, que questiona ninguém menos que Deus sobre como ele pode nos amar com tantas coisas ruins que acontecem por aqui, que eleva seus refrões grudentos a uma peça reflexiva e ambiciosa, que conquista de imediato tanto aqueles que investem 5 ou 50 minutos do seu dia interpretando sua letra. Se a banda vai conseguir se superar depois dessa, somente no dia 13 de maio iremos saber, mas por enquanto, o Vampire Weekend tem em “Ya Hey” os melhores 5 minutos de sua carreira.

Vampire Weekend – Ya Hey

O terceiro álbum da banda, Modern Vampires of the City, chega dia 13 de maio pela XL Recordings.

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Dale Earnhardt Jr. Jr. é o nome brincalhão do duo indie-pop de Detroit, formado por Daniel Zott e Joshua Epstein. Os meninos já lançaram um álbum, It’s a Corporate World, em 2011 e, depois de um tempo parados na produção, eis o single “If You Didn’t See Me (Then You Weren’t On The Dancefloor)”, primeiro do EP Patterns, lançado na semana passada. A banda tem uma sonoridade muito parecida com o Gold Fields, tanto na suavidade harmoniosa dos vocais, quanto na sábia inserção dos mesmos em um infinito de elementos eletrônicos e orgânicos, gerando uma produção complexa que, no entanto, resulta bem simples às nossas sensações (o que significa dizer que nos faz dançar facinho). Os meninos têm uma técnica realmente valorizável, mas são as emoções, claramente percebidas nesse novo single, que realmente nos tocam.

Imagine que essa música é um presente, daqueles que você vai abrindo aos poucos e se satisfazendo com cada frestinha rasgada da embalagem, só para no final você se surpreender ainda mais com o produto completo. Trazendo essa analogia para a produção e construção da música, “If You Didn’t See Me…” começa de forma atmosférica, com sintetizadores tranquilos, sem vocais, que ficam brincando por quase um minuto até cair nas diversas melodias que os rapazes escondem por trás dos vocais contagiantes e da produção que parece uma cria dos sintetizadores analógicos e distorcidos do Neon Indian com a acessibilidade do Passion Pit. Quando os versos aparecem, a produção se acalma por alguns instantes para trazer os vocais quase sussurrados, à-la Miike Snow, de Daniel Zott, que não demoram para explodir em um dos refrões mais bem construídos e gratificantes do ano. Se existe uma canção de synth-pop perfeita, com riqueza na melodia e habilidade na produção, não imaginamos algo muito distante dessa aqui. Aproveitem.

Dale Earnhardt Jr. Jr. – If You Didn’t See Me (Then You Weren’t On The Dancefloor)

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O amor pelo R&B e o rap levaram Truls Heggero, frontman da banda de indie rock Lukestar, a criar o seu projeto paralelo, o Truls. Em busca de algo diferente do costumeiro e jogando o indie rock para o alto, o norueguês já enche os olhos dos críticos com o seu primeiro single, “Out Of Yourself”. Na Noruega, Truls está na lista dos “artistas para ficar de olho” em 2013, atenção conquistada principalmente devido ao elevado número de vendas alcançado. Mas o sucesso inicial do single vai além da sua terra natal e deve render shows por boa parte da Europa, como, por exemplo, no festival inglês Ja Ja Ja. Respeitado em seu país quando o assunto é indie rock, o artista aparentemente alcançou, fazendo música eletrônica, o que parecia impossível: agradar seus fãs ainda mais.

Recentemente, o cantor afirmou em entrevista que é influenciado musicalmente pelo The Weeknd e pelo Rick Ross, além da música urbana americana e inglesa, mas seu primeiro single, “Out Of Yourself” soa como uma tentativa do Passion Pit em fazer um dancehall-electro que, apesar de causar estranheza graças aos vocais estridentes de Truls, logo te conquista com uma batida que não te deixa ficar parado. Para completar a produção, pitadas de R&B, palminhas retrô e guitarras funkies de tirar o fôlego também chamam a atenção, mas é o refrão que ousa ao sair da zona de conforto e que só gruda na cabeça depois de inúmeras audições, coroando a música como um synth-pop original e cheio de vitalidade, que precisa ser ouvido. Com um discurso de dominar o mundo através de sua música, uma voz cativante e uma produção singular, a única coisa que desejamos é que Truls continue o seu caminho e não olhe para o seu passado nunca mais.

Truls – Out Of Yourself

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“Q.U.E.E.N.” provou que The Electric Lady (com lançamento previsto ainda para 2013) tem boas chances de superar ou, no mínimo, ficar no mesmo patamar de qualidade que The ArchAndroid, álbum anterior da Janelle Monáe. Ninguém pode falar que a cantora não é ambiciosa, pois ela não tem medo de ousar e experimentar sons diferentes. Janelle tem talento suficiente para manter seus fãs e conquistar novos admiradores com o novo single, que possui a capacidade de se tornar melhor a cada audição. O clipe de “Q.U.E.E.N.” é tão bem produzido e coerente com o conceito do novo projeto da cantora que até quem não amou a música inicialmente pode dar mais uma chance à canção e mudar de opinião.

Sob direção de Alan Ferguson, o vídeo começa com uma introdução calma ao som de violinos e uma narração que contextualiza o videoclipe, que se passa em uma espécie de realidade futurística em que rebeldes são paralisados e exibidos em um museu. Quando duas garotas colocam a música para tocar, os corpos expostos voltam à vida e começam a dançar e cantar, incluindo Janelle (considerada a líder do grupo) e sua cúmplice, Erykah Badu, cuja participação deixa tudo ainda mais marcante. O conceito de libertação tem tudo a ver com a música e tanto os cenários como os figurinos são predominantemente em preto e branco, o que demonstra a tradicional sofisticação de Janelle, que arrisca poses, caras e bocas, além de passos de dança bem femininos, sem deixar de lado seu gingado característico.

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Quem já ouviu “Waves” sabe como a música do Blondfire tem a capacidade de grudar na cabeça como ondas que tocam suavemente os pés durante um passeio à beira do mar. O começo da música lembra o início de “We Are The People”, do Empire of the Sun, devido ao som de violões acompanhado de uma batida eletrônica. Porém, basta ouvir a voz suave da vocalista para notar que a canção tem uma levada única e deliciosa. Formado pelos irmãos Erica e Bruce Driscoll, o Blondfire divulgou recentemente o videoclipe de “Waves”, que faz parte do EP Where The Kids Are, lançado em novembro do ano passado. O vídeo foi dirigido por Gus Black, que filmou belas imagens de dunas e montanhas, além de Erica cantando em meio às paisagens desérticas.

Classixx-Holding-On

O duo Classixx fez o nome na cena eletrônica com seu nu-disco poderoso, e deu um charme a mais para nomes como Phoenix, Holy Ghost! e Ladyhawke produzindo remixes viciantes, que dominaram o Hype Machine por um bom tempo. Com cara de trilha sonora de verão, o novo single da dupla baseada em Los Angeles é “All You’re Waiting For”, mais uma prévia do seu aguardado debut, Hanging Gardens, que tem data de lançamento marcada para maio.

De nome sugestivo, a faixa começa com batidas solares e sintetizadores apaixonantes, que logo dão lugar a vibe 80s proporcionada pelos vocais envolventes da verdadeira protagonista da faixa, Nancy Whang (que já tocou com o LCD Soundsystem). A canção segue como um synth-pop tradicional até a chegada do fabuloso refrão, que te passa a sensação nostálgica de já tê-lo ouvido em algum, e te transporta de volta para as melhores noites de verão que você passou na pista de dança. A força de “All You’re Waiting For” é mais uma prova que o material original da dupla é sólido, cheio de energia, e com potencial para botar o duo no topo dos charts eletrônicos, deixando as expectativas para o lançamento do álbum nas alturas.

Classixx – All You’re Waiting For

Hanging Gardens será lançado dia 14 de maio via Innovative Leisure.

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