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Kiiara---Gold

É direto da listinha de “estreias do ano” que chega “Gold”, o primeiro single da americana de apenas 20 anos, Kiiara. A canção, uma parceria com o produtor Felix Snow, apesar de 100% americana mais parece uma resposta da Suécia à Iggy Azalea, com uma batida pop deliciosamente trap pavimentando o caminho para os vocais sussurrados de Kiiara, que logo se desmancham em recortes com a chegada do refrão que, apesar de ser impossível de cantar, parece feito pra grudar na cabeça. Como se o apelo da Cassie encontrasse com a produção inventiva da , “Gold” deixa as expectativas na altura para o EP de estreia da cantora, Meet Me In The Cornfield, sem previsão de lançamento ainda.

memoir

O Memoir lançou seu primeiro álbum, chamado Fire In Me, em 2014. Apesar de não ter feito tanto alarde, o debut da banda mostrou que não se tratava de fogo de palha, contendo músicas tão gostosas como a incrível “Los Angeles”. Se você curtiu o som do grupo, a boa notícia é que a nova música lançada é tão radiofônica quanto as anteriores. “Love Is Blind” é um pop romântico, elevado pela voz deliciosa da Dena Deadly e por uma sonoridade que mistura rock e soul com muita nostalgia, de forma parecida com o que o Mark Ronson fez com seu hit “Uptown Funk”. Não sabemos se o próximo álbum será tão bom quanto o primeiro, mas já estamos com vontade de ouvir outras músicas como a primeira canção da nova fase do grupo.

MS MR – Wrong Victory

Ronaldo —  09/06/2015 — 1 Comment

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Depois da frenética e delirante “Painted”, o MS MR colocou o pé no freio com “Wrong Victory”, a nova música divulgada antes do lançamento do álbum How Does It Feel, anunciado para 17 de julho. Enquanto o primeiro single tinha uma energia pulsante e diferente de tudo que a dupla já havia feito, “Wrong Victory” aposta em uma melodia suave, além de sintetizadores, batidas eletrônicas e, claro, a voz ao mesmo tempo rouca e doce da vocalista. Só por essas duas faixas já deu para perceber que o próximo trabalho de estúdio do duo vai ser ainda melhor que o primeiro e com uma alternância maior entre baladas e canções dançantes. Mal podemos esperar.

MS MR – Wrong Victory

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Baixos cheios de funk, uma vibe meio tropical e instrumentos orgânicos fazendo música dançante parecem ser a fundação dos trabalhos do Roosevelt, produtor alemão que lança em Julho seu novo EP. Composto também pelo lado A, “Night Moves”, a novidada da vez é “Hold On”, segunda faixa do disco, que segue o estilo do produtor ao apresentar um pop lotado de groove e com um pezinho no disco, sem esquecer das guitarras e dos sintetizadores refrescantes prontos pra embalar dias de sol com um bom drink na mão. O lançamento sai pelo selo Greco-Roman no dia 10 de Julho.

Frances

Não há dúvidas de que a label francesa Kitsuné é uma das mídias mais importantes quando o assunto é “descobertas musicais”, e o selo não faz feio ao apresentar sua nova aposta, a francesa Frances. Dona de um vocal impressionante, a jovem cantora nos apresenta seu segundo single, “Grow”, uma balada poderosa nos moldes do London Grammar, com produção mínima a base de pianos, compensada por uma melodia devastadora que disserta sobre o crescimento. Pode ir pegando seu lencinho que o choro é liberado.

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Se tem “aquele” momento na carreira dos artistas independentes onde há uma entrega completa ao pop, é nesse aí em que o The Weeknd se encontra. Dono de produções sombrias, noturnas e minimalistas, quem diria que seria o Dr. Luke (produtor da Britney Spears, Miley Cyrus e Katy Perry) o responsável por fazer Abel Tesfaye se render às pistas de dança? Numa mistura da produção oitentista do Chromeo com os vocais que podemos-jurar-pela-vida que é do Michael Jackson, o The Weeknd tem em suas mãos uma canção não apenas comercial, capaz de atingir facilmente o topo das paradas norte-americanas, mas também uma que prova que sair da zona de conforto pode render belas surpresas.

The Weeknd – Can’t Feel My Face

A canção deve fazer parte do segundo álbum de Abel, que também teve a sóbria “The Hills” divulgada.

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É diretamente dos anos 2000, época de ouro do “indie-rock antêmico”, que o RAC parece ter tirado inspiração pro primeiro single do seu segundo disco, “Back of the Car”. Com os vocais de Nate Henricks e produção do próprio André Anjos, se “Back of the Car” pudesse ser resumida em uma palavra, como já adiantamos, seria “antêmica”. De começo calmo, a canção não demora pra engrenar e chegar no mantra do refrão, que tem a intenção descarada de ser cantado a plenos pulmões em festivais. Pegando influências que vão de The Killers a Beirut, o RAC, geralmente conhecido por suas produções tropicais e mais eletrônicas, surpreende ao trazer um indie-rock coberto por sintetizadores que sai da sua zona de conforto, mas que imprime certamente o toque do produtor.