Arquivos para Pop

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Os clipes do Sivu costumam ter um aspecto caseiro, como em “I Lost Myself”. O novo single do artista também segue a mesma estética, sob a direção de Adam Powell, que filma o cantor em vários locais de Los Angeles enquanto seu terno verde surge multicolorido devido a efeitos especiais. “Can’t Stop Now” não faz parte do EP I Lost Myself, mas é tão boa como as músicas do debut do cantor, que já havia nos encantado com “Bodies” e “Better Than Me”, graças a um rock suave na mesma linha do COIN e do Smallpools.

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O trio HAIM dispensa apresentação, pois o disco Days Are Gone tem feito a cabeça de muita gente desde que foi lançado. Após a divulgação das músicas “Falling” e “The Wire”, chegou a vez de “If I Could Change Your Mind” ganhar um clipe excelente. As irmãs Alana, Danielle e Este aparecem tocando, cantando e dançando uma coreografia que pode ser facilmente colocada em prática, com direito a jogadas de cabelo, batidas de palmas e olhares penetrantes. Quem dirigiu o vídeo foi Warren Fu, que soube utilizar bem a fotografia quente de Fatima Robinson para dar um ar ainda mais animado ao material.

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Nada mais apropriado para uma figura enigmática como o Jaymes Young fazer um clipe repleto de sombras, fumaças e símbolos. “Dark Star” é um pop sombrio que utiliza o dubstep em sintonia com o vocal suave e os outros elementos sonoros da canção. No clipe dirigido pelo próprio artista em parceria com Mollie Tarlow, a fotografia em preto e branco combina com o tom melancólico da música, que pode ser encontrada no EP Dark Star.

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O Thief é um projeto criado pelo australiano PJ Wolf e era conhecido inicialmente como Thief Urban. O produtor já lançou um EP chamado Closer, mesmo nome do single que ganhou um clipe que hipnotiza por conta das imagens vibrantes captadas pelo diretor Robert Wallace. Com influências que passam por artistas como Fryars, Sliimy, Frank Ocean, Metronomy, Snorlax e Hot Chip, a música “Closer” aposta em vocais em falsete e sintetizadores que geram um clima bastante alegre e dançante.

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Os traços marcantes da Owlle são realçados no clipe do seu novo single. Trata-se de “Don’t Lose It”, ótimo exemplar do talento dessa cantora francesa que lançou o álbum France em janeiro. Apesar de já ter lançado um videoclipe para a grudenta “Ticky Ticky”, o novo trabalho audiovisual serve como uma maneira de divulgar o debut e ainda destacar a identidade visual da artista. O começo do clipe dirigido por Sailor Lvne apresenta o nome da cantora com uma suntuosidade presente em todo o material. A ruiva surge confiante em meio a figuras geométricas iluminadas com elegância. À medida que a música deixa o tom intimista e se entrega a sintetizadores eletrônicos, a cantora se solta no cenário, sem exageros nas expressões e nos movimentos, provando que não faz apenas um som de alta qualidade, mas também possui uma presença tão forte quanto a de qualquer outra veterana do pop.

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Quando apresentamos o SOHN aqui, o cantor austríaco chamou atenção com “The Wheel”, que tem um som bem mais experimental do que seus novos trabalhos. Porém, isso não significa que o artista perdeu sua qualidade peculiar. Aproximando-se de um pop que remete a BANKS e James Blake, o novo single do SOHN prova que o debut Tremors, previsto para 7 de abril, ajudará o cantor a conquistar novos admiradores. Depois do acelerado clipe de “Lessons” e do reflexivo “Bloodflowers”, o lançamento mais recente do artista é a música “Artifice”, que tem um vídeo dirigido por Thom Glunt. O destaque do clipe está na forma como a câmera lenta e a iluminação realçam a beleza dos movimentos das pessoas e dos pingos de chuva.

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O Badboxes cativa facilmente graças a um experimentalismo bastante acessível e que gruda na cabeça. Com uma sonoridade que deve agradar aos fãs de Daft Punk, AlunaGeorge e The Postal Service, o trio dos EUA já lançou o EP JSMN, que rendeu o inventivo clipe da delicada “JSMN”. O novo single do grupo é a sensual “The Mystery”, que possui um vídeo que investe em uma atmosfera que remete a filmes noir. O videoclipe dirigido por Thom Glunt mostra uma espécie de andróide marginalizado em uma realidade que mistura elementos retrôs e futuristas, o que combina com o mistério proporcionado pela música, que aposta em um saxofone sedutor para aumentar a sensação de imersão.

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