Arquivos para Pop

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Conhecidos aqui no blog desde 2011 com o single “Empty Streets”, o duo californiano Ghost Beach acaba de anunciar a data de lançamento do seu primeiro disco, Blonde. Programado pra sair no dia 4 de março pelo selo Nettwerk Records, pelo o que indica o primeiro single do trabalho, “On My Side”, o álbum deve seguir com o amor escrachado da dupla por sintetizadores nostálgicos e melodias grudentas, só que com algumas surpresas.

Convidando-nos a visitar uma praia de neon, “On My Side” é um caloroso synth-pop que demonstra os melhores atributos da banda, e demanda ser ouvido diversas vezes para que os detalhes da produção sejam completamente absorvidos. Sintetizadores que encontram um espaço entre a nostalgia do M83 e a fanfarra do Viceroy logo encontram um baixo grudento e uma guitarra funky que não ficaria perdida no disco do HAIM, entretanto, são os detalhes como um coral sombrio de fundo e recortes vocais bem pontuados que fazem a diferença na produção, complementando perfeitamente os vocais gritados de Josh Ocean.

Ghost Beach – On My Side

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O ano mal começou e já temos um forte candidato a um dos melhores clipes de 2014. O responsável por essa proeza é o capixaba SILVA, que finaliza a divulgação do debut Claridão com um vídeo para a suave “Imergir”. Depois do gracioso videoclipe de “Moletom”, o artista se supera com o auxílio da direção segura do cineasta Julio Secchin. O clipe foi filmado em Arraial do Cabo, que possui paisagens imersivas como a letra da canção exige. Mais do que uma fotografia excelente, o clipe proporciona sensações diversas ao exibir objetos flutuando e árvores como símbolo de um ritual de passagem. Assim, SILVA despede-se da aclamada estreia e faz o público aguardar ansiosamente por Vista Pro Mar, álbum que deve ser lançado nos próximos meses.

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Aquele clichê de que algumas das melhores coisas da vida são de graça exemplifica perfeitamente o primeiro EP do londrino Ofei, uma das maiores promessas desse ano, que apareceu aqui no blog com a hipnotizante “Fate” (uma das melhores músicas de 2013) e vem conquistando cada vez mais ouvintes com sua sonoridade singular. Cada uma das quatro música do seu EP de estreia, London, não soam como nada que você ouviu em um bom tempo, e ajudam a construir a identidade de Ofei como um dos artistas mais originais dessa nova safra de produtores caseiros.

A faixa de abertura, que também leva o nome do EP – “London” – começa de forma crua, embalada por pianos e pelos vocais emotivos de Ofei, criando uma espécie de música gospel do futuro. Entretanto, a canção cresce sorrateiramente graças a inclusão de elementos eletrônicos e se transforma em um R&B intenso e elétrico, com direito a corais de auto-tune encontrando violinos e baterias esparsas. A união do timbre singular de Ofei com os efeitos futurísticos pode te fazer imaginar o que o Bob Marley faria com a produção do My Beautiful Dark Twisted Fantasy, do Kanye West, mas ao final das quatro faixas do EP, a certeza que sobressai é que Ofei está em seu próprio plano.

Ofei – London

Além de poder baixar o EP gratuitamente em seu Bandcamp, a pré-venda da versão física do trabalho também garante uma faixa bônus, “Risk”, e tem lançamento para o dia 10 de fevereiro.

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Made In Heights é o duo colaborativo entre o produtor Sabzi e a vocalista Kelsey Bulkin, que atualmente residem em Los Angeles. Como apontam os singles lançados anteriormente (como a excelente “Wildflowers”), o duo faz um pop inusitado com elementos de chillwave e trap que não deixa de soar grudento e acessível. Apesar da dupla permanecer sumida por boa parte do ano passado, ela ressurge agora com uma série de novos singles que os apontam como alvos certos para 2014.

A melhor das novas canções, “Murakami”, foi definida por eles como um “trap artesanal” que se divide em duas músicas totalmente diferentes unidas em uma só. Após a introdução bizarra, a primeira metade da música aposta em um clima soturno e sensual, com uma produção minimalista e ligeiramente tropical servindo de base para vocais alterados que te fazem pensar como seria uma produção do t.A.T.u. nos dias de hoje. A surpresa, entretanto, fica por conta da segunda metade da faixa, quando a produção explode ao som de trompetes e batidas aceleradas em um número dançante e até meio agressivo, não se distanciando do trabalho da ou até da M.I.A..

Made In Heights – Murakami

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Depois de “Atlantis”, “Supreme” e “We Raise Our Hearts”, o Postiljonen segue a divulgação do álbum Skyer com o videoclipe da sublime “On The Run”. De forma semelhante ao vídeo mais recente do HAERTS, o novo single do Postiljonen ganhou um clipe que compila imagens do grupo em diversos locais durante a divulgação do álbum, que é um dos melhores exemplares de dream-pop da atualidade. A fotografia abusa de filtros que geram um aspecto vintage, assegurando um efeito de intimidade, pois ficamos com percepção de que conhecemos um pouco mais da banda.

 

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Para quem acompanha o blog, o som do HAERTS dispensa apresentação. Mesmo assim, quem já conhece e curte a banda não vai reclamar de mais um clipe, ainda que seja uma nova versão audiovisual para a sensacional “Wings”, que já tinha uma espécie de clipe caseiro e também um fantástico clipe oficial. Denominado “This Is Wings”, o vídeo dirigido por Sean Hagwell combina cenas do grupo em apresentações em palcos e gravações em estúdio com filmagens de aspecto retrô que causam a mesma sensação nostálgica dos materiais anteriores. Assim como “All The Days”, a faixa faz parte do EP Hemiplegia, cujas músicas devem estar no debut da banda, previsto para o primeiro semestre de 2014.

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Não temos muita informação sobre o duo californiano CATHEDRALS, formado por Brodie Jenkins e Johnny Hwin, mas o primeiro single da banda, “Unbound”, certamente já tem a blogosfera inteira rezando por mais. Não tão dramático quanto o London Grammar e nem tão experimental quanto o Beach House, a banda parece encontrar seu próprio caminho com uma sonoridade melancólica mas ainda assim ensolarada, com guitarras delicadas que também te farão lembrar  a princípio do The xx. Entretanto, é na chegada do refrão de proporções bíblicas, com harmonias vocais que exploram a dualidade entre os dois vocalistas, que você dará conta de que, independente de quais sejam suas influências, o CATHEDRALS é uma das bandas a se acompanhar de perto nos próximos meses.

Cathedrals – Unbound

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