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Miss Li – Spaceship

Jimmy —  29/04/2013 — 2 Comentários

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Nunca vamos cansar de mostrar como a Suécia é a terra do pop alternativo, e o mais novo fruto dessa leva de artistas é Linda Carlsson, vocalista, pianista e cabeça do Miss Li. Antes da atual banda, Linda cantava de ópera a metal, até se situar como Miss Li em 2006, e desde então, junto com sua banda, produz uma mistura que vai de encontro ao pop e o blues, que já lhe garantiu uma série de álbuns lançados pelo selo independente National desde então.

“Spaceship”, o novo single da banda, soa quase descaradamente como uma mistura de Kyla La Grange com a Lykke Li. Com uma produção que parece andar por diversos estilos musicais, a produção poderia muito bem se passar por uma música do Mumford & Sons, mas é diferenciada pelos vocais soturnos de Linda, que atingem o ápice no fabuloso refrão, onde a força da bateria é substituída por violinos que não deixam a música se suavizar e a tornam ainda mais intensa. Bonita e grandiosa na medida certa – e sem a pretensão dos diversos artistas do folk-rock – a canção é um pop viciante que nos mostra todo o potencial do Miss Li e nos deixa com vontade de ouvir muito mais da banda.

Miss Li – Spaceship

“Spaceship” é uma das músicas do álbum Wolves, lançado no dia 10 de Abril.

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Quer embarcar na viagem mais psicodélica que você vai ouvir em um bom tempo? Então é só dar o “play” no primeiro single do debut recentemente lançado dos noruegueses do Electric Eye. O som do supergrupo, baseado na capital Bergen, é claramente influenciado pelos space rockers de várias décadas, e nele a gente pode achar elementos que vão do Pink Floyd ao Flaming Lips. Ainda assim, de alguma forma eles conseguiram guiar sua identidade musical na direção de um psychedelic rock mais acessível, que deve agradar até mesmo quem não possui muita familiaridade com as bandas citadas.

E “Tangerine” é uma primeira amostra perfeita disso. A viagem meio caleidoscópica do longo single começa logo nos segundos iniciais, que vêm agradando os ouvidos com acordes tímidos de sitar, antes de finalmente escutarmos as primeiras notas da guitarra poderosa que compõe a faixa. A energia do quarteto é intensa, e invoca o lado mais garage desse novo psychedelic rock que o Electric Eye quer tanto mostrar. Talvez a maturidade que esse primeiro single passa se dê por causa da experiência que cada um dos membros da banda já tem, uma vez que todos faziam parte de algum ato musical importante da cena norueguesa, e é exatamente essa segurança e solidez que faz com que “Tangerine” soe não como uma obra de novatos, mas sim como uma música perdida de algum veterano do art-rock.

Electric Eye – Tangerine

O primeiro registro do Electric Eye, Pick Up, Lift-Off, Space, Time foi lançado dia 5 de abril pelo selo Fuzz Club Records.

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Sabe aquelas músicas que fazem você sentir vontade de ficar dançando sem parar? Então, “Safe And Sound” é uma delas. Quando a música do Capital Cities foi lançada, em 2011, destacamos aqui o grande potencial da canção, que tem todas as características necessárias para animar qualquer pista de dança. Na ocasião, o duo formado pelos amigos Ryan Merchant e Sebu Simonian divulgou um vídeo com uma compilação de filmagens antigas de dançarinos. Para o relançamento de “Safe And Sound” como single, a dupla de eletro pop criou um videoclipe tão contagiante quanto a música, que tem a responsabilidade de chamar a atenção para o disco de estreia In a Tidal Wave of Mystery, que será disponibilizado em junho de 2013. Se depender da qualidade do clipe oficial, “Safe And Sound” vai fazer muita gente virar fã do duo.

Tudo começa quando um raio atinge o Los Angeles Theatre, que ganha vida em função das luzes que vão se acendendo no ritmo da música. Inicialmente, apenas os integrantes do Capital Cities voltam ao palco como dançarinos de 1913, mas logo outros artistas também invadem o palco, incluindo projeções em preto e branco e artistas “reais”. Então, ocorrem competições de dança em que os dançarinos utilizam passos bastante conhecidos de vários estilos, como sapateado, dança de rua, disco, entre outros. O que poderia virar uma bagunça acaba se tornando uma bela homenagem à evolução musical, graças à direção primorosa de Grady Hall e Michael Flatley. Assim, somos presenteados com uma super-produção que finalmente faz jus à música, e que, quem sabe, finalmente irá fazer do single o grande sucesso que foi destinado a ser.

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A londrina Pawws (pseudônimo de Lucy Taylor) tem virado o mundo da música pop de cabeça pra baixo. Mas o mais impressionante é que se você olhar o SoundCloud da cantora, encontrará uma demo, “Outside”, e uma única música finalizada, “Slow Love”, o suficiente para que diversas publicações manifestassem suas apostas e gerassem um tremendo buzz em torno da garota, que acabou parando inclusive no Radio 1, da BBC. Do pouco que sabemos sobre Lucy podemos destacar que ela ganhou bastante notoriedade ao trabalhar com o Kele Okereke, do Bloc Party, na música “What Did I Do”, primeiro single do EP solo do rapaz, e que logo em seguida começou a trabalhar neste atual projeto, que está dando o que falar.

Em seu primeiro single oficial, “Slow Love”, somos testemunhas de um synth-pop clássico e fino, excelente para ser cantarolado em casa mas que também nos deixa otimistas para dançar a música nas melhores pistas do mundo. Com sintetizadores sedutores, uma batida contagiante e diversos samples retrôs espalhados na produção, a faixa traz bastante similaridades a projetos modernos e soa como um encontro entre o AlunaGeorge e a Cyndi Lauper, além dos vocais doces e primorosos de Lucy lembrarem bastante o do Chvrches. Com uma letra que fala sobre o amor de forma otimista e equilibrada, passando a mensagem de que o verdadeiro amor pode durar por toda a eternidade e que, por isso, não há necessidade de pressa, é utilizando de versos grudentos e de um refrão infalível que a jovem promessa de Londres manda o recado e dá uma aula de como fazer um pop moderno, nos introduzindo a um single viciante, daqueles que deixam água na boca. E como por enquanto só temos uma música (que não seja demo) para saborear, fica aqui nosso desejo por muito mais.

Pawws – Slow Love

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O duo britânico Disclosure pretende dominar as pistas de dança do mundo todo com o lançamento (no dia 30 de abril) de um EP contendo os singles divulgados em 2012 e 2013, além de Settle, disco de estreia da dupla, que será disponibilizado em 3 de junho. Até lá, você pode aproveitar o som contagiante dos irmãos Guy e Howard Lawrence por meio do clipe da música “You & Me”, que conta com a participação de Eliza Doolittle, cuja voz marcante garante um ar R&B e pop à canção.  Assim como o single anterior, que tinha a parceria do AlunaGeorge, o novo trabalho do Disclosure tem batidas que remetem à House Music. Dirigido por Luke Monoghan e produzido por Rokkit, o videoclipe de “You & Me” apresenta a experiência de um casal de mochileiros viajando pela Europa. O entrosamento do par possibilita uma empatia enorme, tanto nos momentos de diversão quanto nas horas de sufoco durante a viagem romântica.

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Um dos nomes que mais causou barulho na música eletrônica dos últimos anos foi sem dúvidas o do quarteto britânico Rudimental. Há mais ou menos três anos, quando os garotos de Londres se uniram para compor e produzir suas primeiras faixas, era provável que não passasse por suas cabeças que um ano mais tarde, seu single “Feel The Love“ seria #1 nos chartes oficiais do Reino Unido. Assim como os conterrâneos Disclosure e o produtor Flume, a sonoridade de cada produção do quarteto está em constante mudança, misturando elementos de pop, R&B, batidas eletrônicas e um drum & bass fortíssimo que se tornou identidade do grupo.

Depois de muita espera, Home, o álbum de estreia do Rudimental, está prestes a chegar às lojas, e o primeiro single do projeto é a incrível “Baby”, com participação de Sinead Harnett, e do cantor e produtor MNEK que já comentamos aqui. A faixa segue a mesma linha de produção já conhecida por quem acompanha o trabalho dos caras, mas que desta vez aparecem flertando com batidas house e apostando nos mesmos vocais soul dos singles anteriores para garantir mais um hit nas rádios. Dos colaboradores, os vocais ora suaves ora mais graves de MNEK, contrastados com os de Sinead, garantem um ar sexy ao single, fazendo da música uma trilha perfeita para um ambiente não tão agitado quanto as pistas de dança, mas sim para uma festa de praia ou um passeio de carro por uma manhã ensolarada.

Rudimental – Baby (feat. MNEK & Sinead Harnett)

Para aumentar a divulgação do single, foi lançado também um clipe com a presença dos donos dos vocais presentes na música. Simples, todo em preto e branco, MNEK e Sinead se divertem com balões numa sala enquanto a música faz todo o serviço e hipnotiza o ouvinte.

Home, álbum de estreia do Rudimental chega às lojas no próximo dia 29.

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O londrino Sivu mostrou literalmente o que se passa na cabeça de um músico com o vídeo do seu primeiro single, “Better Man Than He”, gravado com um aparelho de ressonância magnética enquanto o artista cantava o próprio single. Apesar da grande repercussão do vídeo, que servia de apresentação ao pop vintage do rapaz, Sivu ainda continua trabalhando num pequeno callcenter em Waterloo, entretanto, se depender do lançamento do seu novo single, “Bodies”, que também serve de título para o seu novo EP, as coisas devem estar prestes a mudar para o rapaz de 24 anos.

Mais uma vez produzido em parceria com Charlie Andrew, produtor vencedor do Mercury Prize pelo seu trabalho no excelente disco de estreia do Alt-J, “Bodies” mais uma vez ecoa traços do reconhecido disco, como as guitarras gentis e a produção delicada, mas que graças aos vocais em falsete de Sivu, que remetem na hora ao Wild Beasts, toma novos rumos e se posiciona como algo mais voltado ao pop. Evocando temas bíblicos como forma de refletir sobre as emoções humanas, a canção inicia com percussões velozes, quase ciganas, só para cair em um grandioso refrão, onde os vocais líricos de Sivu tomam forma imponente para transmitir com clareza a mensagem da música.

Sivu – Bodies

O primeiro EP de Sivu, Bodies, chega no dia 3 de junho pelo selo Third Rock Recordings.

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