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É diretamente dos anos 2000, época de ouro do “indie-rock antêmico”, que o RAC parece ter tirado inspiração pro primeiro single do seu segundo disco, “Back of the Car”. Com os vocais de Nate Henricks e produção do próprio André Anjos, se “Back of the Car” pudesse ser resumida em uma palavra, como já adiantamos, seria “antêmica”. De começo calmo, a canção não demora pra engrenar e chegar no mantra do refrão, que tem a intenção descarada de ser cantado a plenos pulmões em festivais. Pegando influências que vão de The Killers a Beirut, o RAC, geralmente conhecido por suas produções tropicais e mais eletrônicas, surpreende ao trazer um indie-rock coberto por sintetizadores que sai da sua zona de conforto, mas que imprime certamente o toque do produtor.

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Alex Winston – Down Low

Os vocais mais afiados do pop ganharam nova concorrência em 2012, com a chegada da Alex Winston, que, apesar de não ter ganhado o sucesso que merecia, certamente ganhou nossa atenção pra qualquer trabalho que fizesse a partir dali. Agora, rumo ao segundo disco, This Ain’t Luck, Alex lança uma amostra do que vem por aí através do EP The Day I Died, que conta com três faixas do novo trabalho.

É entre a disfarçadamente feliz “The Day I Died” e o rock-americana de “Dead End” que se encontra “Down Low”, uma baladinha romântica que funciona para Winston da mesma forma que “Lies” funciona para a Marina & The Diamonds. A produção opaca deixa os holofotes com a cantora e seus vocais cristalinos, que se unem a uma melodia majestosa para o que deve ser a balada definitiva de 2015, com características, porém, para pertencer a qualquer década.

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O duo australiano do Panama está de volta após uma série de singles e remixes bem sucedidos, que formaram seu EP de estreia, Always, lançado ano passado. O novo single, a inevitável “Jungle”, encapsula em seus três minutos praticamente tudo o que fez da banda uma das nossas maiores apostas pro futuro: das melodias nostálgicas à-la M83, que te farão viajar pro passado, aos sintetizadores melancólicos e vibrantes do primeiro disco do MGMT, a canção é um belo recomeço para a dupla, e, se tudo der certo, uma bela amostra de um disco de estreia que vem por aí.

SVE

Com um grande alcance vocal, SVĒ promete figurar entre as playlists de muita gente, graças a músicas como “My Religion”, que tem boas chances de colocar a cantora no mesmo patamar que a sueca Tove Lo. De letra fácil de lembrar e perfeita pra ser cantada junto, “My Religion” é um synthpop dançante para nenhum fã de Say Lou Lou Betty Who botar defeito. A cantora, originária do Brooklyn, prepara-se para lançar seu primeiro álbum em 30 de junho, denominado My Religion, e prova através da canção título que o debut deverá ser um dos mais cativantes do ano. Se quiser mais um gostinho, ouça “Talking to the Walls” e “Riot”, que conta com um clipe bem bacana.

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Antes de lançar seu álbum de estreia, chamado Pathology, o Trails and Ways divulgou a faixa “Jacaranda”, que é mais um exemplo do dream-pop ensolarado e até mesmo meio exótico do grupo, repleto de guitarras animadas e vozes delicadas. A música mais recente lançada pela banda de Oakland conta com a mesma vibe relaxante encontrada nas canções anteriores, sem deixar de lado as batidas pegajosas e o espírito jovial. E se você achou o título “Jacaranda” familiar, é porque o grupo se inspirou em uma viagem pelo Brasil feita pelo guitarrista Keith Brower Brown, que também cuida dos synths. Durante o período no país, Brown aprendeu a tocar cuica e conheceu mais sobre bossa nova, o que ajudou na composição de novas músicas para o grupo.

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O duo de New York ASTR (Adam e Zoe) lança o single “Activate Me”, primeira mostra do novo EP Homecoming. O novo trabalho tem a missão de manter os bons olhos da crítica e finalmente chegar ao grande público. Com o novo single, co-produzido pelo hitmaker Darkchild (responsável por grandes hits de Nelly Furtado, TLC) eles apostam numa mistura de soul noventista com o deep-house do Reino Unido. O resultado é algo extremamente dançante e bem diferente dos trabalhos prévios e mais obscuros do duo. Em parceria com o canal Noisey, traz diversos takes de Adam e Zoe em imagens que parecem extraídas de um VHS e criam o projeto audiovisual ideal para garantir que o ASTR se torne algo grande. Nem que seja na sua playlist.

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Após alcançar o público mainstream e finalmente tornar seu nome conhecido no mundo todo, The Weeknd entrega mais um single do aguardado segundo álbum de estúdio (tirando a compilação Trilogy formado por suas três mixtapes). “The Hills” traz um apelo muito mais pop do que os trabalhos anteriores e, ainda assim, se mantém fiel ao R&B que o consagrou como um dos precursores dessa nova leva de artistas. No vídeo da faixa, dirigido por Grant Singer, Ariel (seu nome de batismo) caminha pelas ruas após um acidente de carro. Enquanto interpreta a música coberto de sangue, parece confuso enquanto segue atrás de algo. Mais comercial e mantendo a linha que mistura de maneira tênue o sombrio com o apelo sensual, “The Hills” mostra o quão acessível esse novo disco será.