Resenha: Boss In Drama – Pure Gold

Para ouvir o disco completo do Boss In Drama, basta acessar essa página!
Não é fácil ser brasileiro e gostar de electro-pop. Apesar do número imenso de lançamentos semanais do estilo, é sempre frustante lembrar que praticamente todos eles são internacionais e que possivelmente nunca o veremos ao vivo. Dito isso, fica fácil saber porquê o Boss In Drama está recebendo todo esse carinho, especialmente dos brasileiros: ele sempre foi a nossa esperança. E não porque era o único, mas sim porque músicas como “I’ve Got Tonight” e “Favorite Song” nos trouxeram tudo o que havia de melhor no gênero – mas feito aqui em nossa terra, por gente que fala a mesma língua que a gente. Depois de andar sumido por um tempo, receber elogios do Justin Timberlake, ganhar um VMB e até produzir pro CSS, eis que o jovem músico de 22 anos voltou esse ano com o single “Pure Gold”, que finalmente iria preceder seu primeiro álbum de mesmo nome, o qual tenho o prazer de resenhar a seguir.
[RESENHA] Robyn – Body Talk

Robyn não é uma popstar convencional. Depois de seis anos parada, lançando apenas um ou dois brilhantes singles no caminho, no começo do ano a cantora revela sua meta para 2010: lançar três álbuns, que juntos iriam compor um projeto chamado Body Talk. Um método não muito comum, convenhamos, mas a cantora parece simplesmente não ligar. Ela quis fazer seu disco do seu jeito, lançá-lo no seu próprio selo e liberá-lo da sua maneira, e a conseqüência de tudo isso é o melhor projeto pop do ano.
SHOW: OK Go @ Estúdio Emme (SP)

OK Go no Estúdio Emme
Vou ser muito sincero ao dizer que eu estava cheio de expectativas para esse show, e das piores. A primeira era sobre o lugar: o Estúdio Emme é um lugar muito bacana mas peca por ser pouco divulgado, e todas as vezes em que eu fui (e não foram poucas) estava vazio. Ver o OK Go com a casa vazia não tem graça. A segunda seria a do próprio grupo, como seria o show de uma banda que tem os melhores clipes do mundo sob a minha perspectiva? Como manter a mesma experiência? Terceira era sobre o setlist, pois eu não tinha ouvido muito o último disco e de acordo com o que havia sido publicado pela casa, seria a tour dele. Vamos ser claros que as músicas mais divertidas dos caras são a do segundo disco (Oh No), e que um show deles sem tocar nenhuma música do mesmo seria uma pena.
The Count & Sinden – After Dark (Feat. Mystery Jets)

Mystery Jets sempre foi uma banda com um material muito bom, mas que infelizmente nunca viu a luz do sol do sucesso por muito mais que algumas semanas com seus singles, a não ser quando contava com parcerias fofíssimas como a da Kate Nash em Disco Elizabeth, e o hino romântico-indie de 2008 Young Love, com a Laura Marling. “Mas tudo está prestes a mudar!” alguém deve ter pensado quando eles se juntaram ao duo The Count & Sinden e fizeram a música que já é a maior partymaker do semestre, a After Dark.
Os caras acabaram de lançar seu debut após esmagar a galera com sua música MEGA (em maiúsculo, que por sinal é o nome do álbum), e já chegaram com direito a EPIC WIN, escrito em fonte outdoor em cada esquina do mundo. Não tô brincando. Onde mais você vai encontrar um CD com hip-hop, house, electro, trance, funk, dreampop, dubstep, kuduro, cumbia, flamenco, e um cheirinho de forró e samba pelas bordas?
http://www.youtube.com/watch?v=fs9vRtZsMz0&feature=player_embedded
RESENHA: Matthew Dear – Black City
Bons DJs, nascendo ou aprendendo, acabam tendo que se adaptar as mudanças do cenário eletrônico, que é um dos mais mutáveis da música pop. House, techno, minimal, maximal ou electro, os nomes e classificações estão aí e seu número é quase maior do que a relação de todos os Pokémons. Mas quando você consegue pegar um pouco de cada, e evoluir a sua sonoridade, não apenas adaptá-la, surge um belo CD como esse Black City, do texano Matthew Dear.
Sufjan Stevens – All Delighted People EP

O queridinho do cenário indie está de volta. Sufjan Stevens, que acabou de lançar um EP, All Delighted People, vem fazendo o que sabe de melhor: belas canções, com arranjos que envolvem xilofones, vocais em coro e instrumentos de sopro, que muitas vezes lembram cantos cristãos. O trabalho do EP é soberbo, mas nada não menos diferente de um cara que um dia se propôs a lançar 50 discos fazendo referência a todos os estados americanos.
Na modesta opinião desde que escreve, a melhor faixa é a de abertura, que dura 11:38min e remete a alguns de seus antigos trabalhos. De acordo com sua gravadora, a música é uma dramática homenagem ao Apocalipse, e se formos fazer algum tipo de comparação, a faixa lembra muito o penúltimo trabalho da Joanna Newson, o álbum Ys. Praticamente uma epopéia. O EP, que tem 8 faixas e 60 minutos de duração, também conta com uma versão classic rock da música título. E outro detalhe, se vocês prestarem mais atenção na capa, verão ali até o Leonardo DiCaprio. O All Delighted People pode ser adquirido por $5 aqui, ouvido por completo aqui em baixo, ou baixado em qualidade máxima na barra aqui ao lado.
♫ Sufjan Stevens – All Delighted People (Original)
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MELHORES ÁLBUNS DE 2010 – PARTE 1
O ano de 2010 está sendo muito bom para a música em geral, e mesmo sem um álbum avassalador quanto o do Animal Collective do ano passado, tivemos algumas surpresas, expectativas atendidas e decepções. Com a maioria dos lançamentos esperados já lançados, ainda assim temos muita coisa para ouvir. Entretanto, temos aqui um saldo geral dos álbums que mais se destacaram para mim nessa metade do ano (lançamentos até 30/06/2010). A lista final que farei no final do ano pode haver alterações, a medida que ouvir os álbums novamente e tirar novas conclusões. Enfim, clique abaixo para ver a lista, conhecer alguns artistas que não escrevi ainda (prometo consertar isso), e é claro, opinar se concordaram ou não com meu top 20. Também gostaria muito de ver quais são os SEUS álbums favoritos até então, então não esquece de comentar no box!
RESENHA: Tame Impala – Innerspeaker
Tame Impala já está em seu segundo CD, Innerspeaker, e é uma banda australiana de rock psicodélico que nunca pensei que fosse gostar. O primeiro CD passou despercebido por mim, mas este segundo me conquistou de certo. O interessante aqui é que cada música tem sua peculiaridade, e brinca com um estilo diferente. Temos as mais pops e pegajosas, as mais rockers, as épicas de 7 minutos, as mais viajantes pra os “stoners” e até uma instrumental para quem quer apenas ouvir os sons das guitarras. Guitarras, entretanto, estão presentes em todas as faixas, sejam diretas nas mais pops ou mais distorcidas nas mais psicodélicas. O vocal de Kevin Parker também chega a lembrar muitas vezes o de John Lennon, tanto no tom quanto na maneira de cantar. As canções têm o nível de maturidade que o MGMT mataria e desejaria ter, sem soar enfadonho ou inacessível.
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