Turboweekend – On My Side

Os synth-rockers dinamarqueses do Turboweekend estão indo para o terceiro disco com a mesma bela forma que começaram. Para o novo disco, ainda não intitulado mas que deve sair esse ano, a banda se mudou para Londres para trabalhar com o produtor Supple Danton, conhecido pelos seus trabalhos com o Massive Attack, o Coldplay e o Elbow, cujos frutos podem ser vistos pela primeira vez no novo single da banda, “On My Side”.
Se a nova canção lembra algum dos trabalhos citados, talvez o mais próximo seja o Coldplay, ainda que sua sonoridade tenha pouco em comum com a trupe de Chris Martin. Com uma letra que fala de guerra e lealdade, a canção na verdade se parece muito mais com os britânicos do Wolf Gang do que qualquer outra banda, por trazer um produção revigorante e energética que abusa de melodias cantaroladas e riffs de pianos. Com menos sintetizadores e mais guitarras dessa vez, os dinamarqueses parecem estar no rumo certo e nos deixam ansiosos para ouvir o trabalho completo, cujos detalhes devem sair muito em breve.
Zulu Winter – Silver Tongue

E com orgulho que nós fazemos o primeiro post em português sobre o Zulu Winter. Busquei no Google e no Google Search e não encontrei nada. Na realidade ainda não há muito conteúdo sobre eles em nenhuma língua, mas isso é por pouco tempo. A banda, formada em conta com 5 integrantes, está na estrada há mais ou menos um ano. Depois de lançarem o single “Never Leave” e posteriormente “We Should Be Swimming”, eles foram convidados a abrir os shows do Keane a partir de Março de 2012. De acordo com o The Guardian, a banda tem tudo para se transformar em 2012 na nova sensação Britânica, assim como aconteceu com os moleques do Howler e Vaccines. E, contando com os mesmos produtores do Kaiser Chiefs e do White Lies, pouca coisa não é. Além do Keane, o Zulu Winter já fez abertura para um dos queridinhos aqui do blog, o fabuloso Clock Opera.
O novo single que antecede o álbum, “Silver Tongue”, é direta, é pá-pum, e seus 3 minutos e 25 segudos passam que você nem percebe. Os falsetes lembram de longe o Keane, a nostalgia remete ao Coldplay e a densidade da música faz uma ponte com o shoegaze. É uma mistura louvável, e ainda tem umas pitadinhas áureas à lá M83. É delícia e sucesso certo. A música é bem fácil, o refrão é pegajoso e repetitivo, a bateria marcante aliada à milhões de efeitos eletrônicos criam uma música viciante e bem elaborada.
Zulu Winter – Silver Tongue (DEMS Remix)
O álbum, Language, será oficialmente lançado no dia 14 deste mês, mas já pode ser ouvido no site oficial da banda. Corre que o disco está ótimo.
Citizens! – Caroline

Você acreditaria se dissermos que não sabíamos que o Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, estava por trás dos Citizens! quando postamos seu primeiro single, “True Romance”? A verdade é que, apesar do hype que está sendo criado agora, os portugueses/britânicos possuem um indie-pop genuinamente sem-vergonha, cuja produção de ponta só melhora as divertidas composições que possuem.
Seu novo single, “Caroline”, última música que antecede o lançamento do disco, é mais um exemplo do quão grudento eles podem ser. Curta e veloz, com menos de três minutos, a canção já começa com teclados e guitarras mas não perde tempo pra se desenvolver, caindo direto na farra do refrão, onde assumem com a protagonista que na verdade “nunca fizeram sentido mesmo”. Apesar de repetitivo, é quase impossível sair da música sem o refrãozinho na cabeça, e pra falar a verdade, se for pra ser tão legal assim, podem continuar fazendo quanto sentido quiserem.
“Caroline” é um lançamento duplo, e serve tanto pra promover o primeiro disco dos caras, o Here We Are, quanto para o EP Caroline, estreia da banda no mercado americano. Ambos os lançamentos ocorrem no dia 28 de Maio, pelo famoso selo francês Kitsuné. Do disco, também já postamos os singles “Girlfriend” e “Reptile”.
Alabama Shakes – Hold On

Ok, confesso que nós falhamos. Mas estamos aqui pra nos redimir. A internet gira tão rápido, que num piscar de olhos deixamos escapar alguma coisa genial. Há alguns dias, foi lançado oficialmente Boys & Girls, o tão aguardado álbum debut dos Alabama Shakes. O quarteto mais explosivo que já surgiu na música nos últimos meses é capaz de nos transportar lá pra década de 70 com facilidade. Assim como os Black Keys fazem digestão dos artistas da época e nos transmitem suas releituras, o Alabama Shakes vai a fundo e busca nas mesmas instantes, inspiração para tentar renovar o rock do ano que promete ser o fim do mundo. Não se engane, não estamos falando de nenhuma bandinha estereotipada cool do Brooklyn, nem de um artista hipster que vai desaparecer daqui algumas semanas. Os Alabama Shakes são agressivos, e entoam toda sua rebuscagem semântica num emaranhado de referências.
O rock ganha voz por meio de uma mulher. Isso mesmo. Brittany Howard com sua voz grave e rouca, traz amiúde Janis Joplin para o primeiro plano. Aqui o blues rock do faroeste encontra o R&B. Jack White encontra AC/DC. Nina Simone encontra o The Black Keys. Todo esse emaranhado de gêneros e estilos é construído numa base sólida de guitarras e baixos marcantes, somado ainda à uma voz poderosa e incomparável. “Hold On”, a faixa que mais marca a carreira da banda até agora, tem um refrão clássico e uma produção limpa, e ganhou um clipe que saiu oficialmente no dia 30 do mês passado, que mostra momentos íntimos da banda em estúdio. Brittany se destaca, justamente por ser uma figura ímpar no universo visual e estético de que falamos. A jovem de 22 anos pouco se importa se está vestida a caráter, o que ela quer mesmo é soltar o vozeirão e mostrar pro mundo que as mulheres é que comandam.
O debut do Alabama Shakes, Boys & Girls, foi lançado no dia 6 de Abril pelo selo Rough Trade.
Team Spirit – Fuck The Beach

Está com saudades do Passion Pit e ficou ansioso com o retorno da banda? Então conheça agora o Team Spirit, projeto criado por Ayad Al Adhamy, um dos membros da banda, que começou escrevendo algumas canções com sua guitarra e acabou formando um projeto paralelo. E sim, eu disse guitarras. Esqueça da sonoridade de sua banda de origem, visto que Ayad parece ter deixado o synth-pop com o Passion Pit e pegado algumas influências do power-pop e do surf-rock para o Team Spirit, como visto em seu primeiro single, “Fuck The Beach”.
Remando na maré contrária das outras bandas de surf-rock, “Fuck The Beach” deixa claro em seu título a falta de apego pelas praias, apesar de sua sonoridade não se desviar muito de um Wavves da vida. A canção chega com versos sujos, com uns vocais que lembram um pouco do Timid Tiger, mas acabam dando de cara em um divertidíssimo refrão, que deixa a seriedade de lado e se afoga no pop, trazendo pra festa tamborins, palminhas e até umas harmonias vocais em sua segunda estrofe que vão te fazer lembrar de um Foster The People tocando punk. O vídeo, dirigido pelos suecos Hannes & Johannes, é gritante e vai te deixar com um nó na cabeça.
Ayad Al Adhamy e seus amigos Roman Tobias Pettigrew e Dave Weingarten formam o Team Spirit, que já conta com um EP de três faixas pronto pra ser ouvido aqui!
Soft Care – Girls

E é mais uma vez de Los Angeles que sai a mais nova aposta para cena indie de 2012. Dessa vez estamos falando do projeto do californiano Devon Geyer, Soft Care, que, pelo o que podemos ouvir em seu primeiro single, faz uma daquelas misturas de synth-pop com chillwave e indie-rock que aparentemente deu certo. No seu caso, bastante.
A canção começa logo de cara com sintetizadores lo-fi e vocais abafados, e não adianta ajustar o som pois o audio desprovido de grave é da própria música. Ignorá-la por isso, entretanto, seria um grande erro. Os vocais elásticos de Devon lembram um pouco o de Christopher Owens no primeiro disco do Girls, mas o som aqui é outro. Divertida em cada sentido da palavra, a canção logo se desenvolve para um frenético número onde sintetizadores, riffs e até um solo matador de guitarra no final não darão trégua para descanso. O refrão, com uma melodia pra ser cantada em coro, soa como se o Oberhofer se juntasse com a aparelhagem do Neon Indian para uma declaração final (“fuck those girls!”) à todas as garotas erradas que já passaram por suas vidas.
”Girls” é o primeiro single do debut do Soft Care, Quiet Courage, que sai no final de Setembro.
Clock Opera – Ways To Forget

Quarenta minutos do seu dia será o necessário para convencê-lo de que o Clock Opera só cumpriu com o que prometeu. Lançado no próximo dia 24 de Abril, o Ways To Forget, tão esperado debut do quinteto, consegue ser acessível ao mesmo tempo que artístico, e deve surpreender até mesmo quem já ouviu todos os singles e remixes lançados pela banda até então. O álbum segue a linha dos singles iniciais já lançados, trazendo os sintetizadores de “Once And For All”, a intensidade-rocker de “Lesson N.7″ e a emoção de “Belongings” para criar uma obra de 10 faixas que merece ser ouvida do início ao fim.
E se acha que já ouviu o melhor da banda, conheça agora “The Last Buoys”. Com um produção orgânica mas não menos mágica, a canção deixa de lado os sintetizadores e as guitarras a favor de gentis pianos que já te ganham logo de cara, só impulsionados em seguida por um baixo pulsante e um refrão completamente sublime, tão grande capaz de criar um buraco no espaço. Os vocais de Guy Connelly atingem novos patamares nessa aqui, que contam a história fantasiosa de uma viagem sem rumo e criam um belíssimo número pop que, se ouvido pelo Chris Martin, certamente o causará um bloqueio-criativo para o novo do Coldplay.
Clock Opera – The Last Buoys
E para contrastar com a beleza na simplicidade de “The Last Buoys”, está “A Piece of String”, um frenético número dançante que acaba de ganhar uma boa repaginada para o disco. A batida mais parece com um número de R&B funky do Jai Paul ou até com uma espécie de “sambinha-eletrônico”, tudo isso graças a samples eletrônicos que aqui são processados e recortados numa frequência absurda, causando um efeito sonoro semelhante a uma sinfonia de synths que te farão se mexer imediatamente. Apesar da sua estrutura fora do normal, a canção vai ganhando momentum até a “sinfonia-eletrônica” ficar cada vez mais furiosa e culminar em um intenso refrão, que acaba abruptamente com a música.
Clock Opera – A Piece of String
Se acompanhou nossos posts, então já ouviu mais da metade do Ways To Forget, primeiro disco do projeto de Guy Connelly. Se gostou do que ouviu, as chances são alta de que irá gostar das outras três músicas restantes do disco. O Ways To Forget sai no dia 24 de Abril pelo selo Moshi Moshi Records, mas pode ser ouvido logo abaixo, cortesia do Hype Machine. Se perdeu, confira os singles “Man Made”, “Lesson N. 7″, “Belongings” e “Once & For All”, todos extraídos do disco.
Nameless – Angelina

Nameless é uma daquelas bandas que há algumas semanas atrás, nem meia dúzia de pessoas tinham conhecimento na face da terra. Aí veio a bomba, saíram em uma coletânea da renomadíssima Kitsuné. Agora, ou eles aproveitam a onda, ou serão esquecidos novamente. Mas se depender da música, então estão mais que aprovados! Rock eletrônico classudo, com cara da cena francesa mas com pé no rock britânico. A voz remete um pouco os Klaxons e o estilo ao Franz Ferdinand, e as batidas secas acompanhadas de um baixo ganham tanto ritmo que poderiam levar facilmente uma pista à loucura. Só tem um problema: o nome da banda é meio, digamos… comum. Graças ao nome, “Nameless”, a tag do Last.Fm deles reúne milhões de músicas que não tem nome dos artistas (“nameless”), por isso há uma confusão de títulos e gêneros que vão desde ‘kenyan hip hop’, ‘afro-beat ‘, ‘ukranian’ a até mesmo ‘thrash metal’.
Mas “Angelina” não é nada disso. Começa com o refrão de forma acústica até mergulhar imediatamente em uma batida dançante completada por uma guitarra veloz. A produção limpa, as guitarras, o refrão repetitivo (mas muito divertido) e a atitude sem vergonha parece pegar um número de anotações dos discos do Franz Ferdinand, mas assim como vimos recentemente no caso do The Concept com o Phoenix, quem liga pra isso com um resultado desses? O vídeo, filmado em slow-motion, tem um monte de jovens bem vestidos se degladiando em uma floresta, e é super divertido de assistir.
Então, por enquanto precisaremos nos contentar com a pouca informação e conteúdo que temos. Se quiser, podem ouvir, dançar e cantar o primeiro EP da banda, auto-intitulado, até que se tenha mais notícia sobre eles.
Bem Vindo
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