Arquivos para Rock

Screen Shot 2015-06-22 at 22.14.52

Após um debut subestimado (não por nós), que incluiu as pegajosas “(All I Wanted Was) Danger” e “Broke Up The Family”, o grupo The Milk está prestes a voltar com um novo trabalho de estúdio, ainda sem previsão de lançamento. A primeira amostra é o single “No Interruptions”, que conta com o mesmo rock vintage e marcante do viciante álbum Tales From the Thames Delta, de 2012. A nova canção da banda britânica flerta com o reggae, com o funk dos anos 70 e até com R&B. O arranjo cheio de energia é de grudar na cabeça, mas o destaque fica para a voz cheia de soul do Nicky Nunn, tanto que é quase impossível não se arrepiar quando o vocalista clama por salvação. Basta ouvir uma vez para querer repetir a dose!

.

Guitarras nervosas são o grande destaque da nova música do The Preatures, que será lançada oficialmente com outra canção no dia 23 de março. Enquanto a banda australiana não divulga a data de lançamento do aguardado debut, aproveite “Better Than It Ever Could Be”, que soa como uma harmoniosa mistura de Blondie, Fleetwood Mac, David Bowie e Joan Jett. O clipe do novo trabalho do The Preatures combina com a sensação psicodélica provocada pela música, graças a diversos elementos vintage usados pelo diretor Josh Logue. Depois de ver a vocalista Isabella Manfredi e os outros integrantes nos clipes de “Is This How You Feel?” e “Manic Baby”, é possível acompanhar os artistas em uma apresentação que brinca com uma estética cheia de elementos de programas de TV da década de 1970, bem como jogos de videogame retrôs.

.

Poucos dias depois de apresentar aquiWe Are Twin, chegou a vez de mostrar a você o videoclipe de “The Way We Touch”, música que vicia qualquer admirador de pop com uma levada rock dançante. O clipe de estreia da dupla pode ter um orçamento limitado, mas isso não impede que o trabalho audiovisual seja feito com capricho. No vídeo, acompanhamos o processo de gravação da música e presenciamos a transformação de um duo em uma banda, cujos novos integrantes são encomendados pela internet. Assim como a deliciosa “Los Angeles”, do Memoir, a canção do We Are Twin já nasceu com cara de hit, pronta para ecoar na cabeça do público graças à voz impactante da vocalista e ao ritmo contagiante.

LeTrouble_PhotoBy_SebastienLepine_2

Quando os primeiros segundos do som do Le Trouble começarem, a sensação é de que você, sem saber como, já está seduzido pela melodia viciante do quinteto baseado na província de Quebec. Formado em 2011 após o encontro do guitarrista canadense Max com o vocalista australiano (e dono de poderosos falsetes) Michael, o Le Trouble logo se viu com material suficiente para lançar a sua estreia. E aí o EP Reality Strikes saiu no ano passado, meio que de forma independente. Desde então, os garotos têm impressionado a cena canadense com suas músicas bastante ecléticas, sempre  lotadas de energia e guiadas por dançantes riffs de guitarra.

O novo single, “Real Talk”, começa bem marcadinha, com vocais em falsete e uma guitarra prometendo explodir a qualquer segundo. E é só chegar o refrão que a coisa engrena de vez, com os vocais pouco intimidadores se encorpando e dando vida a feroz refrão, que soa como uma versão dançante das músicas tempos de Funeral, do Arcade Fire, mantendo toda aquela grandiosidade. Sem perder a energia durante os quatro minutos, ao chegar no final você terá certeza de que “Real Talk” e o Le Trouble são um verdadeiro achado dentre o cenário da mesmice que se encontra o indie-rock, causando lembranças em quem sente falta das guitarras dançantes que entoaram boas produções de alguns anos atrás.

Le Trouble – Real Talk (Part 2)

A faixa é o primeiro single do lançamento formal do Reality Strikes, previsto para novembro.

miko

Há (quase) exatos 2 anos atrás, fizemos um post tímido sobre a banda The Chain Gang Of 1974. A demora por novidades não foi culpa nossa, a banda entrou numa espécie de hiatus sem lançar qualquer trabalho e só voltou a dar as caras agora. E voltou quase irreconhecível. Kamtin Mohager é o responsável pelo trabalho, e esteve desde o inicio de 2013 focado na produção de seu novo álbum, que ainda não tem data oficial de lançamento. O disco vem sendo produzido por nada menos que Isom Innis, do Foster The People, com a ajuda de Tony Hoffer, que já produziu trabalhos para M83, Phoenix e Silversun Pickups. Já sabemos mais ou menos o que esperar, né?

“Miko” é a primeira faixa que vem a público para divulgar essa nova fase da banda. Gostem ou não, a faixa tem uma introdução quase idêntica à música “2012” do brasileiro SILVA. Mas são só os primeiros segundos, porque logo depois da calmaria super sincronizada, a música tem sua primeira explosão de guitarras e baixos ululantes que mais nos lembram um Bloc Party moderninho. A música é cheia de camadas eletrônicas e carrega o tom etéreo dark-synth-pop do M83 mas mesmo assim não perde sua essência rock nem suas raízes new-wave. Bela mistura. Quem mais se destaca são os tambores e a bateria pesada, num tom quase militar. Esperamos que Mohager tenha guardado um pouco dessa energia para as outras canções do seu próximo álbum.

The Chain Gang Of 1974 – Miko

.

A banda Esperanza pode parecer um nome novo no cenário pop rock, porém, trata-se de uma reformulação de um grupo que já existia e havia lançado um álbum autointitulado Sabonetes, em 2010. Formada por Artur Roman, Wonder Bettin, João Davi e Alexandre Guedes, a banda curitibana possui um repertório de clipes como “Descontrolada”, “Quando Ela Tira O Vestido”, “Marcapágina” e “Hotel”. Ao criar o álbum Esperanza, lançado em julho, a banda sentiu a necessidade de reformular o nome, de modo a acompanhar a evolução sonora do novo trabalho, gravado de forma independente. As novas canções são cheias de nuances, com uma sonoridade que pode agradar aos fãs de artistas como Pública, Vivendo Do Ócio, Smallpools, Hurts e até SILVA, devido à pegada delicada e à energia que gruda na cabeça. “Sem Porquê” é o primeiro clipe da banda Esperanza, que investiu em animações e conta com uma produção caprichada para ilustrar o tom épico da canção. Assim, podemos conferir os integrantes do grupo em uma viagem pelo espaço, que se torna cada vez mais psicodélica na medida em que a música avança, fazendo qualquer fã de ficção científica sorrir com as claras referências a clássicos como “2001 – Uma Odisséia No Espaço” (1968), por exemplo.

tnaf-7-23-630x630

Após disponibilizarem um show para download gratuito, lançarem uma versão do primeiro disco repleta de demos, b-sides e remixes, e terem emplacado um dos maiores hinos “indie” de 2010, “Young Blood”, o The Naked And Famous finalmente está de volta com o lançamento de um segundo disco, In Rolling Waves, previsto para setembro.

Como prelúdio do novo trabalho, “Hearts Like Ours” é a nova tentativa dos australianos de conquistar aqueles que cantavam em coro o refrão de “Young Blood”. A canção é uma baladinha indie que vai crescendo aos poucos, com uma melodia esperançosa (daquelas que pedem para você acender um isqueiro no show) e um refrão que vai se revelando ao longo dos seus quatro minutos, adicionando guitarras, sintetizadores e backing-vocals grandiosos. “Hearts Like Ours” repete a mesma fórmula certeira que se vê em Passive Me, Agressive You, e pode não ser o hit pronto que “Young Blood”, mas mostra que a banda ainda é capaz de render bons frutos.

The Naked And Famous – Hearts Like Ours

O álbum In Rolling Waves será lançado no dia 16 de Setembro.

Página 1 de 59123...1020...Última »