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Funeral Suits, como lí por aí, não é o nome de banda mais adorável que poderia ser encontrado, mas a música não é totalmente nostálgica ou melancólica – há sorriso até no mais triste dos homens. Há 18 meses a banda estava adiando o lançamento do aguardado álbum, Lily Of The Valley, que foi produzido magistralmente por um par de mãos abençoadas no mundo da música: Stephen Street, responsável por nada menos que alguns discos do The Smiths e do Blur. O álbum é sincero, cheio de uma variedade de gêneros que não encontramos com tanta coesão em qualquer lugar. Lá no fundinho podemos encontrar um pouco de The Shins, Libertines e Last Dinosaur. A banda vem com a mesma leva de artistas que enquadram os Zulu Winter e Hatcham Social, clamando por reconhecimento.

“All Those Friendly People” é o single de apresentação do álbum. Apesar de não serem ingleses, a banda está carregada de toda a influência que o brit-rock pode ter sobre alguém. Além disso, a música tem ares de música sueca, uma fofurinha na voz quase que inconfundível, com alguns falsetes formando uma harmonia deliciosa em conjunto com os instrumentos. Bateria, guitarra e baixo nunca são demais, ainda mais acompanhados por inteligentes arranjos eletrónicos no refrão, que dão o toque especial para a elaboração de grandes momentos.

Funeral Suits – All Those Friendly People

O álbum de estréia do Funeral Suits, Lily Of The Valley, foi lançado esse mês de Junho e pode ser ouvido na íntegra aqui.

Parece que finalmente o conflito de personalidade do The Concept, ou melhor, do The Royal Concept, chegou ao fim. Desde o começo do ano estamos vibrando com a banda e seus incríveis singles “Gimme Twice” e “D-D-Dance”, mas as comparações com o Phoenix foram, e ainda são, inevitáveis. Com um vocal que nos fez pensar se a banda não tinha sequestrado o Thomas Mars e uma sonoridade semelhante ao french-rock dos franceses, apesar de serem suecos, as canções eram boas mas deixavam o futuro da banda incerto. Com uma alteração de nome, um contrato firmado com a Universal, um clipe com quase 100.000 visualizações em três dias e um primeiro EP nas costas, o The Royal Concept parece estar pronto para sair da sombra do Phoenix e conquistar seu próprio espaço.

O disco, auto-intitulado, chega com cinco faixas, sendo duas delas as já conhecidas “Gimme Twice” e “D-D-Dance”, e três outras inéditas. “Goldrushed”, provavelmente a melhor do pacote, ainda conta com vocais parecidos com os do Phoenix, mas chega como uma espécie de The Strokes mandando um som em Marte. Menos frenética que os singles anteriores, a canção toma seu tempo para se construir até chegar eventualmente no refrão, que conta com alguns synths à-la Miike Snow e diminui as batidas para explodir em um colorido riff de guitarras e sintetizadores. No final, quando seu refrão for revelado por completo, vai ser difícil não abrir um sorriso.

The Royal Concept – Goldrushed

Seguindo a sonoridade mais expansiva de “Goldrushed”, temos também a excelente “Knocked Up”, que felizmente não é um cover do Kings Of Leon. Os riffs de guitarra, como de costume, abrem a faixa em conjunto com uma camada suave de sintetizadores, seguidas por um refrão de fácil. A surpresa, entretanto, é quando a música acelera suas guitarras, logo após o segundo refrão, se transformando em um número incrivelmente dançante, nos lembrando de novo dos Strokes, em uma versão mais polida.

The Royal Concept – Knocked Up

Se estava em dúvidas se a banda conseguiria se sustentar com apenas duas músicas, fique tranquilo. Com cinco excelentes canções, o The Royal Concept merece sua atenção, e por aqui já estamos completamente ansiosos pelo debut. Um clipe oficial para “Gimme Twice” também foi lançado, e pode ser visto aqui.

[Via]

Pra falar a verdade, ainda estou sem entender o título do novo disco do Dirty Projectors, Swing Lo MageIlan, que já teve um primeiro single, “Gun Has No Trigger”, mais sombrio e denso que suas outras canções, características estarão encorpadas no novo registro, de acordo com a banda. Com o novo single, entretanto, pelo menos o “Swing” do título faz mais sentido agora, visto que “Dance For You”, uma das canções mais pop e acessíveis do grupo até então, chega pelo sentido oposto que a primeira música.

Apesar de sua letra um tanto exotérica e reflexiva, é apertar o play em “Dance For You” para que palminhas invadam seu ouvido esquerdo, enquanto o lado direito é complementado por um ensolarado riff de guitarra. No centro, quem comanda são os vocais de Dave Longstreth, que aqui assume de vez sua posição como vocalista e não dá nem brecha para os experimentalismos e as harmonias vocais das garotas do grupo. No segundo verso, o simples riff abre caminho para um maravilhoso e distorcido solo de guitarra, que completa em conjunto a violinos o tom mais clássico e direto da música. Se ainda torce o nariz para a banda e quer dar pelo menos uma chance à eles, coloque os fones de ouvido (para um melhor efeito) e ponha a canção no máximo para tocar.

Dirty Projectors – Dance For You

O novo disco da banda, Swing Lo Magellan, sai no dia 10 de Julho.

O White Arrows, de Los Angeles, que já foi apresentado aqui no blog com seu single “Get Gone”, acaba de lançar o seu esperado debut, o Dry Land Is Not a Myth. O grupo passeia por aquilo que poderia ser chamado de afrobeat meio pop, como um Vampire Weekend mais tranquilo, com vocais à-la Paul Simon (só que com um pouco mais de reverb, deixando-o meio espacial). Após vários singles, e um certo tempo de espera, enfim surge seu primeiro trabalho. A produção ficou por conta do RAC (Remix Artist Collective) figura habitué do blog. O álbum traz dez faixas e tem como destaque, além da já citada “Get Gone”, as faixas “Coming Or Going”, “Settle Down” e “I Can Go”, o próximo single de trabalho.

Com uma pegada mais indie-rock no começo, “I Can Go” tem tudo pra explodir em seu refrão, mas não é exatamente isso que acontece. A cadência diminue e os synths entram em cena deixando-a ainda mais bonita, melódica e menos rocker. Aliás, a mistura de várias dessas influências não se restringe à apenas essa faixa, mas permeia por todo o disco, resultando num pop tropical, meio psicodélico e extremamente contagiante.

White Arrows – I Can Go

Dry Land Is Not a Myth foi lançado agora em Junho pelo selo Votiv.

O Last Dinosaurs é atualmente a banda mais ocupada da Austrália. Com uma turnê esgotada e planos de aterrisar no ocidente em breve, o quarteto é dono de um indie-rock que mistura sem vergonha aquele ar descompromissado do Two Door Cinema Club com um toque tropical à-la Friendly Fires. Depois de cinco anos lançando músicas avulsas e um EP que saiu ano passado, a banda está pronta para lançar seu primeiro disco, In A Million Years, cujo mais recente single, “Andy”, é um belo demonstrativo de seus riffs frenéticos e melodias contagiantes.

Com um curto mas explosivo riff de guitarra abrindo a faixa, “Andy” combina guitarras com uma percussão tropical e um leve toque de sintetizadores, que adiciona uma textura única à sua produção. Sua estrutura, não muito convencional para seu indie-rock favorito, demonstra o cuidado da banda em pontuar seus ápices, que chega com seus dois versos intercalados pelo mesmo riff do começo, que na casa dos dois minutos explode em um eufórico refrão cheio de cor. Na ponte, a banda te dá somente alguns segundos para descansar, logo culminando em um gigantesco solo de guitarras. Se “Andy” fosse realmente o último dinossauro na Terra, sem dúvidas que seria um T-Rex.

Last Dinosaurs – Andy

Nós recomendamos que você ouça imediatamente o debut do Last Dinousaurs, o In A Million Years, que já conta com outros bons singles como “Zoom” e “Time & Place”. E convenhamos, isso é a cara de tocar em em algum festival brasileiro… Assim espero.

U2, The Killers, Muse. Se tem uma coisa que todas essas bandas tem em comum é o senso de rock-megalomaníaco que acompanham suas canções, que parecem feitas sob medida para lotar estádios e ser cantadas em coro. O quinteto inglês The Chevin, apesar de novato na cena, parece seguir a mesma receita. Os caras já abriram para o White Lies, para o Franz Ferdinand, já tiveram um single (“Champion”) como trilha do jogo Fifa 2012 e já contam com uma data marcada no David Letterman para Agosto, bem na véspera de lançamento do seu disco, Borderland.

O primeiro single do registro, “Drive”, não faz nada feio e decreta de vez a ambição do grupo, que fez uma composição de causar inveja em Bono e compania. Nos primeiros segundos será difiícil não notar as semelhanças dos vocais com o de Matt Bellamy (Muse), apesar de depois eles ficarem praticamente idênticos aos de Brandon Flowers (The Killers). Pouco isso vai importar, entretanto, quando ouvir seu refrão pela primeira vez, um grandioso ataque sônico que certamente será amado e odiado nas mesmas proporções. Na ponte da música, quando no melhor estilo The Killers o vocalista pára tudo para suplicar a Deus, a canção logo se prepara para seu gran finale que, com violinos, harmonias vocais e até cantos de ópera, consegue ser ainda mais ambicioso que os três minutos anteriores, nos lembrando vagamente dos momentos de êxtase do Arcade Fire. Seu clipe também merece destaque, e traz uma série de montagens de colisões, trens e pessoas dançando mescladas a um vídeo da banda tocando em uma arena, só que tudo com muita cor e com uma edição frenética que casa com cada batida da música.

The Chevin – Drive

Nós estamos muito impressionado com o The Chevin e o debut do grupo, Borderland, sai em Agosto tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. Grave esse nome, pois se depender de “Drive”, a banda deve ir longe.

O The Milk é um daqueles casos antigos do blog, um que vem desde 2010 e continua firme e forte mas que, infelizmente, ainda não tem um debut. O problema, entretanto, pelo menos no Reino Unido está prestes a ser resolvido, sendo o novo single, “Everytime We Fight”, o carro-chefe do disco, que será lançado pela Sony em Setembro.

A banda já nos conquistou com o soul abrasivo de “Danger”, o r&b sereno de “B-Roads” e por último o rock-catártico de “Broke Up The Family”, e agora, com “Everytime We Fight”, temos em mãos seu número mais funky e ao mesmo tempo cheio de alma, com um refrão apaixonante que logo se destaca como um dos mais fortes da banda (e isso nao é dizer pouco). Em contrapartida com o refrão mais soul, os versos trazem uma bateria funky que, aliada a guitarras e baixos cheios de ritmo, criam um número imensamente dançante e ao mesmo tempo com uma melodia tão linda que gruda até sem querer. O vídeo pega o título da canção e explora seu sentido literal, e como foi escrito durante os ataques vandalistas de Londres, captura bem o espírito dos eventos, ao mesmo tempo em que também pode ser visto como uma analogia ao estado de um relacionamento.

The Milk – Everytime We Fight

O excelente single de “Every Time We Fight” será lançado no dia 24 de Junho, seguido pelo esperado álbum, Tales From The Thames Delta, em Setembro, ambos pela Sony.

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