Arquivos para Rock

Screen Shot 2013-04-08 at 18.42.43

O Queens Of The Stone Age dispensa apresentações, mas não custa nada te lembrar que o quinteto californiano liderado pelo cool hard rocker Josh Homme e recente show mais elogiado do Lollapalooza Brasil, já foi nomeado ao Grammy 4 vezes, sem contar que tocou em todos os festivais grandes do mundo, sendo inclusive headliner do Benicassim. Depois de um hiato onde cada membro se dedicou aos projetos paralelos à banda, eles voltam anunciando o sucessor do excelente Era Vulgaris de 2007 e sexto trabalho de estúdio da carreira: …Like Clockwork. Homme logo avisou que o disco traria participações de peso, até que o parceiro de Them Crooked Vultures, Dave Grohl, Trent Reznor e outros nomes bem respeitáveis foram revelados como colaboradores.

O primeiro single do novo registro é “My God Is The Sun”, porrada poderosa que enche qualquer admirador do Queens Of The Stone Age de expectativas para o disco que tem data de lançamento marcada para junho. Logo no início, a faixa já nos dá uma prévia do que podemos esperar no novo trabalho, chutando a porta do hard rock com o pé direito, irrompendo com batidas assombrosas e um riff de derreter os ouvidos. Os quase 4 minutos de música nos fazem ficar fascinados pela grandiosidade que a banda ganhou ao passar dos anos, um mix impecável de épico e good old rock and roll. Homme continua com seus vocais soberanos se encaixando perfeitamente às guitarras nervosas da banda, e “My God Is The Sun” encerra com uma aura forte de blues, o que é admirável. Mais badass que essa volta poderosa do Queens Of The Stones Age, impossível.

Queens Of The Stone Age – My God Is The Sun

Queens Of The Stone Age – My God Is The Sun

O disco, …Like Clockwork, chega no dia 4 de junho pelo selo Matador.

bRuffians_D2604by_lo

Originalmente formado em Ontario, o Born Ruffians vem ganhando cada vez mais destaque na cena alternativa do Canadá desde a sua formação em 2004, ano em que também lançaram o primeiro registro, de forma independente. Com o vocal poderoso de Luke Lalonde, o quarteto fez barulho com algumas performances locais em Toronto, ganhou popularidade online e, finalmente, debutou em turnês junto a nomes como Franz Ferdinand, Hot Chip e os conterrâneos canadenses do Tokyo Police Club. O primeiro disco numa gravadora grande, Red, Yellow & Blue (2008), tem o viciante hit “Hummingbird” e foi nomeado para o prêmio de melhor álbum do ano no Independent Music Awards. O sucessor, Say It (2010), veio mais focado e polido, e por isso as expectativas para o Birthmarks (2013) estavam lá em cima.

E aí que “Needle” é a primeira amostra de que o Born Ruffians voltou mais lapidado do que nunca, reforçando a alma garage-pop que conquistou a gente. Especialistas em riffs epidêmicos e em batidas dançantes, a banda volta melódica sem ser dramática, e contagia com um single despretensioso. “Needle” logo encanta com seu início suave à-la Fleet Foxes, mas que rapidamente dá lugar a uma melodia de aura solar e a batidas marcantes que lembram das californianas do Haim. Verdade que profundidade nunca foi o forte do quarteto canadense, mas quem liga pra isso quando se tem uma batida tão amigável e um refrão sing-along tão delicioso quanto esse?

Born Ruffians – Needle

Se antes o Born Ruffians fazia a gente lembrar de um Foals em tempos de Antidotes (2008), com “Needle” a banda já prova que tem identidade musical própria, mas ainda incompleta, num processo de solidificação. A atmosfera leve e charmosa do primeiro single do Birthmarks levanta as expectativas para o álbum e já dá sinal de que a banda talvez tenha achado a sua zona de conforto. O disco sai no dia 9 de abril pelo selo Paper Bag Records.

splashh

Estamos por aqui à espreita, cuidando de longe da banda Splashh desde o ano passado. Os burburinhos existem desde a formação do grupo, que tem como membros Toto Vivian, Sasha Carlson, Thomas Beal e Jacob Moore. Algo soa familiar? Talvez já tenha caído no esquecimento, mas Toto Vivian que até o momento era um total desconhecido, teve os holofotes mirados sobre si quando sua música “Washing Away” foi trilha sonora de um dos bombásticos comerciais de 2012 da marca de roupas TOPSHOP, que é a queridinha dos hipsters, antenados ou como queiram chamá-los. A música era sensacionalmente pegajosa, mas logo ficou pra trás nesse mundão de bolas-de-neve da informação. O Splashh ainda tem pouco material na rede, mas já podemos sentir de longe que vem coisa muito boa por aí. Apesar do gênero já estar meio saturado e cheio de bandinhas mais-do-mesmo, o Splashh consegue trazer frescor e vida nova ao surf-garage, punk-garage ou grunge-pop. Poucas ouvidas já me remetem a nomes de peso, tipo Yuck ou Tame Impala ou ainda influências lá nos 90′s com o Pixies ou Blur.

O nome da música serve como definição perfeita para si própria: “Sun Kissed Bliss” é literalmente o “Sol que Beijou a Felicidade” – aliás, o tema  sol e verão são recorrentes em músicas dessa estética  meio surf, meio psicodélica. Guitarrinhas com riffs simples e repetitivos, bateria e baixo acompanham perfeitamente a sintonia da música. O que não podia faltar era o efeito de distorção no vocal, deixando-o meio hazy, algo entre nebuloso ou obscuro, que é exatamente como a música soa. O álbum de estreia, já tem nome, Luv Luv Luv será lançado ainda esse ano. O mundo da música tem memória curta, tá aí de novo trazendo à tona a mesma temática que bombou há alguns anos atrás. Tudo para fazer do verão a melhor época do ano.

Splashh – Sun Kissed Bliss

night-engine-young-and-carefree640

No final de janeiro apresentamos por aqui o Night Engine, banda de Londres e dona do single “I’ll Make It Worth Your While”, que a primeira vista soava como um hit perdido do indie-rock britânico de meados dos anos 2000 e que nos conquistou com facilidade seja pelo sentimento nostálgico ou pelo refrão completamente dançante. O desejo de criar um “som da noite” foi tão intenso que garantiram aos rapazes uma turnê com o Kaiser Chiefs e o The Joy Formidable no Reino Unido, que deve ganhar ainda mais força com o lançamento do novo single dos rapazes, Give Me A Chance / Young and Carefree.

Enquanto o lançamento só se dá no dia 27 de maio, a banda acabou de divulgar “Young And Carefree”, canção que vai te fazer repensar qualquer conceito que tenha a respeito de “b-sides”. Se o single anterior era um tiro certeiro – e um tanto quanto seguro – no mercado de rock britânico, “Young And Carefree” é um número ousado e grandioso que não deve passar despercebido. Com um começo dramático e sombrio, a canção toma um rumo inesperado aos 90 segundos, quando o vocalista exclama que está “pronto para morrer”, ao som de um baixo dançante que parece sair dos discos do !!! e um refrão cantado em coro junto a batidas galopantes, que vão fazer o Franz Ferdinand correr atrás do prejuízo. A produção ambiciosa ainda passeia com facilidade pelos números dançantes do Bowie dos anos 70 e pelas melodias grandiosas do The Killers, culminando em um número que está pronto para ser o novo hino de guerra de uma geração – jovem e desenfreada, como diz o título – e que está só esperando ser descoberto para atingir seu potencial.

Night Engine – Young And Carefree

O Night Engine irá lançar seu single duplo, “Give Me A Chance” e “Young And Carefree”, no dia 27 de maio pelo selo Demand Vinyl.

991345a1

2013 é definitivamente o ano dos comebacks, e como já esperado desde o ano passado, os queridinhos do Phoenix são um dos maiores integrantes da lista de retornos que nos espera este ano. O último disco da banda, Wolfgang Amadeus Phoenix, foi culpado por catapultar em 2009 os franceses para pistas e iPods de qualquer um que ouve algo além das rádios, e é assim, numa pressão imensa, que os rapazes retornam com “Entertainment”, o primeiro single do novo álbum, Bankrupt!.

Ao meio de novos e antigos elementos, “Entertainment” é basicamente o que você pode esperar de um “primeiro single” do Phoenix: energético. A composição em si não ter o mesmo apelo que “1901″, e traz elementos antigos (mas ainda assim eficientes), como a repetição de palavras e o efeito “montanha russa” que predomina praticamente todas as canções do disco anterior, com versos acelerados e uma pequena pausa no refrão que vai pegando força só para culminar em um inevitável “looping” (neste caso, um grudento riff de sintetizadores). Mas é a produção, feita pela própria banda e pelo veterano Philippe Zdar, que diferencia a canção de todas as outras da banda. O começo frenético soa como um Delphic brincando com o timbre de sinterizadores de “Paradise”, do Coldplay, mas resultando num monstro completamente diferente, que leva o foco para os vocais do Thomas Mars nos lembrar que estamos ouvindo uma música do Phoenix. A banda inclusive chega a apostar em algo mais grandioso no middle-8, com um coral de garotas cantando junto à melodia dos riffs, e nos lembrando dos melhores momentos de “Haiti”, clássico do Arcade Fire e a mais “tropical” do seu Funeral.

Phoenix – Entertainment

O novo disco dos franceses, Bankrupt!, chega com ainda mais antecipação no dia 22 de abril, pelo selo Glassnote.

CavemanInTheCity

Se eu tivesse que apontar o disco mais injustiçado de 2011 (e também um dos melhores, visto nossa lista de discos favoritos do ano), certamente ele seria o CoCo Beware, do quinteto nova-iorquino Caveman. Um disco de guitarras e extremamente melódico, que passeia pela leveza do Real Estate e a grandiosidade do Arcade Fire, o trabalho está prestes a ganhar um sucessor, desta vez abraçado pelo selo Fat Possum, que liberou nesta semana seu primeiro single.

Apesar do título, “In The City”, a canção passa longe do caótico e te embarca em uma relaxante viagem sonora para um lugar bem distante das grandes metrópoles. Carregada por uma linha de sintetizadores propulsiva, digna do dream-pop nostálgico do Beach House, a canção se difere dos trabalhos anteriores do quinteto graças à produção expansiva e cheia de detalhes, mas que ainda assim não esconde as belezas dos vocais de Matthew Iwanusa, que transformam a canção em algo que o Grizzly Bear poderia fazer se flertasse com sintetizadores.

Caveman – In The City

O segundo disco do Caveman, auto-intitulado, sai no dia 2 de abril pelo selo Fat Possum, e já podemos adiantar que é um dos melhores discos que ouvimos nos últimos meses.

artworks-000040560608-14n01n-t500x500

Se você deu uma passada no seu site favorito de música no final de janeiro, provavelmente ficou sabendo da comoção em torno da nova música do The Strokes, “One Way Trigger”, com blogs gringos trazendo comparações com o A-Ha e brasileiros citando Gaby Amarantos e seu tecno-brega. Teclados midi, vocais em falsete e um Strokes apontando para uma direção totalmente inédita foram as maiores críticas da canção mais polarizante de 2013, mas para nós, ficou um sentimento positivo de inquietude para descobrir o que mais Casablancas e companhia estariam aprontando.

Eis então que surge “All The Time”, o primeiro single oficial do Comedown Machine, quinto disco de inéditas dos nova-iorquinos, que, ao contrário da promocional “One Way Trigger”, não desvia da fórmula vencedora da banda e traz aquela produção que todos os fãs queriam ouvir, recheada de duelos de guitarras, vocais old-school e a combinação verso/refrão facilmente identificável. Não que a música seja ruim, mas depois da criatividade e ousadia percebida na canção anterior, ao contrário da maioria dos fãs, agora é nossa vez de ficar com um gosto amargo e esperar que o disco explore novas sonoridades e adicione novas variáveis à saturada equação da banda.

The Strokes – All The Time

Ainda assim estamos muito curiosos para ouvir o Comedown Machine, novo disco do The Strokes, que sai em pouco mais de um mês, no dia 26 de março.

Página 3 de 58« Primeira...234...1020...Última »