Arquivos para Rock

artworks-000038982255-t9u6nd-original-1

Gabriel Bruce é aquele cara de 23 anos com uma das vozes mais impressionantes (e graves) da atualidade, que em 2012 já nos impressionou com a produção inventiva de “Sleep Paralysis” e a grandiosidade de “Perfect Weather”. Pronto para lançar seu primeiro disco este ano, Love In Arms, Bruce está de volta para apresentar o último gostinho antes da obra completa, onde deixa a melancolia dos singles anteriores de lado a favor de uma sonoridade um pouco mais animada.

Ao ouvir “Cars Not Leaving” pela primeira vez, a sensação que tive é de estar ouvindo a faixa de encerramento do Sam’s Town, do The Killers, mas com a produção mais vibrante do Day & Age. Como disse, aqui a tristeza é substituída por um tom esperançoso, com a composição que parece ter saído do repertório do Springsteen sendo acompanhada por uma produção crescente, que abusa de pianos, órgãos e saxofones para servir de apoio ao grandioso refrão, cantado de forma dramática por Bruce.

Gabriel Bruce – Cars Not Leaving

“Cars Not Leaving” será lançado pelo selo Luv Luv Luv no dia 11 de março, antecipando a chegada do disco, Love In Arms, que sai no mesmo selo no dia 6 de maio.

Night-Engine-Square_640

Apesar de novos, os rapazes do Night Engine, quarteto de Manchester formado há menos de um ano, fazem um som que mistura ao mesmo tempo influências de bandas clássicas e modernas. Declaradamente uma banda de guitarras, o grupo tem apenas três canções até então, mas seu primeiro single, “I’ll Make It Worth Your While”, é aquele tipo de música pra animar qualquer festa, além de ditar um futuro promissor aos garotos.

Misturando influências do David Bowie em “Let’s Dance” com as guitarras e os vocais em coro do primeiro disco do Franz Ferdinand, o single é uma junção de todos os elementos que podem compor um indie-rock dançante, desde o refrão atirado, cantado aos gritos pela banda, até os riffs de teclado e os vocais embriagados que predominam os versos. A produção vintage, mas inegavelmente moderna, não mede esforços para te fazer mexer, contando ainda com guitarras funkies e uma linha de baixo energética, como visto nas melhores canções do rock inglês do começo da década passada.

Night Engine – I’ll Make It Worth Your While

Confira mais lançamentos do Night Engine em seu Soundcloud, e aguarde conosco por mais novidades.

The-Royal-Concept

Apesar de já estar certo para nós que o The Royal Concept será uma das bandas mais legais de 2013, os suecos acabam de subir um pouco mais no nosso conceito com esta série de covers que estão começando a fazer no Youtube, atendendo a pedido dos fãs. E a primeira apresentação contou com nada menos que “Cobrastyle”, single dos suecos Teddybears e que mais tarde foi regravado pela Robyn.

Se você já achava que as duas versões eram energéticas o suficiente, considere mudar de opinião quando ver o que os caras fizeram aqui. Adotando vocais robotizados no estilo Daft Punk, a banda aproveita das vozes extras para adicionar novas harmonias vocais na canção, que ganha também novos efeitos e guitarras energéticas. Entretanto, é na casa dos dois minutos – quando entra um dos solos de sintetizadores mais legais que eu já vi – que o cover justifica sua existência, provando também as habilidades dos rapazes.

The Royal Concept – Cobrastyle (Robyn x Teddybears Cover)

Se você está por fora, o The Royal Concept já lançou neste ano o single “World On Fire”, além de ser dono do excelente EP auto-intitulado do ano passado.

.

Uma das melhores faixas do segundo disco do Delphic, “Memeo”, acaba de virar single e ganhar um clipe. A faixa que foi considerada pelos antigos fãs da banda como uma das poucas que valem a pena no novo disco, consegue transmitir toda sua vibe de rock eletrônico para o clipe, que mostra a banda tocando a música ao meio de diversos efeitos visuais, que dão um ar psicodélico à produção.

“Memeo” é o segundo single do álbum Collections, que será lançado no dia 28 de Janeiro. Confira também a dançante “Baiya“, que é o primeiro single do álbum.

website_landing_1024

O quarteto nova-iorquino The Postelles não dá as caras desde 2007 quando lançaram seu disco de estreia, auto-intitulado, produzido por Albert Hammond Jr, do The Strokes. Donos de um indie-rock quase country, cheio de guitarras, violões e que remete diretamente às produções do Elvis Costello, a banda retorna agora com o primeiro single do seu segundo disco, …And It Shook Me, cuja produção desta vez fica a cargo de Eric Spring, que já trabalhou com nomes como Patti Smith e Cass McCombs.

O primeiro single do novo trabalho é “Pretend It’s Love”, que mantém as raízas da banda no revivalismo do rock dos anos 50 mas ao mesmo tempo os aproxima do pop ao trazer de convidado os graciosos vocais de Alex Winston, que aqui se entrelaçam com os do vocalista Daniel Balk em um dueto dinâmico e natural, que dá uma dica de relacionamento não muito comum em canções pop. A fluidez das harmonias vocais aliada a uma produção viva e orgânica, com solos de guitarra aparecendo já no primeiro minuto, agrada mesmo quem busca além de refrões fáceis e melodias assoviáveis, duas coisas que a canção tem de sobra.

The Postelles – Pretend It’s Love (Feat. Alex Winston)

O segundo disco do The Postelles, …And It Shook Me, sai no dia 23 de abril pelo selo +1 Records.

Wild-Party

Apesar do Texas não ser exatamente o maior exportador de indie-pop do planeta, é de lá que chega o quarteto Wild Party, que acaba de lançar seu primeiro disco no último dia 15 de janeiro. Donos de uma sonoridade alegre e de bem com a vida, a banda, liderada pelos vocais de Lincoln Kreifels e Lucas Hughes, trazem similaridades com outros artistas queridos como o Phoenix e o Two Door Cinema Club, graças a refrões grudentos e a uma produção de primeira, mas que não se esquece de priorizar as guitarras.

Apesar de ser apenas o primeiro disco, a desenvoltura do quinteto pode ser percebida logo na primeira música do trabalho, “When I Get Older”, que apesar de trazer aquela letra batida sobre ser jovem e estar apaixonado, te faz esquecer de qualquer clichê graças às suas melodias instantâneas e igualmente joviais. Começando com uma guitarra tipicamente Strokes mas que logo evolui para uma melodia pop grudenta, “When I Get Older” consegue ser ainda melhor graças a um adorável refrão e uma produção acelerada pontuada por palminhas, riffs e sintetizadores.

Wild Party – When I Get Older

O primeiro disco do Wild Party, Phantom Pop, foi lançado no dia 15 de janeiro.

.

Eles podem não ter feito muito sucesso de crítica ano passado, mas quando lembrarmos de 2012 certamente traremos os californianos do Electric Guest à cabeça. Lançando singles do seu excelente disco de estreia, Mondo, de forma homeopática, e inclusive lançando no meio do caminho um single avulso não incluso no disco, “Holiday”, Asa Taconne e sua trupe estão de volta com um clipe para “The Bait”, uma das mais agitadas do registro, que aqui ganha ritmo e movimento graças a uma performance de um grupo de dança e a uma apresentação expressiva por Asa. Apesar de simples, o efeito é hipnotizante e eficaz, realizado de uma forma que não deixa de trazer o ar cômico que está na veia da banda, e complementando com maestria as palminhas e as guitarras funkies da produção do Danger Mouse.

Página 4 de 58« Primeira...345...1020...Última »