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THEME_PARK_album

Depois de lançar diversos singles que flertavam com o lado mais tropical do indie-rock, o trio londrino Theme Park finalmente anunciou os detalhes do seu primeiro disco, auto-intitulado, que sai surpreendentemente já no próximo mês, pelo selo Transgressive. Para a produção do álbum, o trio trabalhou em parceria com o produtor Luke Smith (Foals, Maccabees), que deixou velhas conhecidas como “Wax” e “Milk” ainda melhores.

Entretanto, para o primeiro single oficial do registro, quem foi chamado para comandar a produção foi o Ed Macfarlane, vocalista do Friendly Fires. Dessa forma, “Tonight” consegue soar tão tropical quanto singles como “Jamaica”, com suas guitarras dançantes e batuques sempre presentes, mas graças ao vocalista do Friendly Fires e toda a sua ginga que já conhecemos, a canção ganha toda uma vibe mais disco oitentista, da mesma forma que o segundo disco dos caras, o Pala. E apertar o play e sair dançando.

Theme Park – Tonight

Theme Park, o disco, será lançado no dia 25 de fevereiro pelo selo Transgressive.

Skaters+-+Schemers+EP+cover

Formado em 2011 pelos amigos Michael Cummings, Noah Rubin e Joshua Hubbard, o SKATERS surgiu do Brooklyn e já foi banda de apoio do Little Joy, além de conseguir o que muita banda sonha: abrir para os Strokes. No ano passado eles lançaram o fantástico EP Schemers, mas que foi retirado do ar para ser relançado este ano, usando de primeiro single a energética “Done For Good” para apresentá-los para uma maior audiência.

Se a gente tivesse que apostar com qual música o SKATERS convenceu os Strokes de que eles seriam a banda ideal para a abertura dos seus shows, certamente chutaríamos em “Done For Good”, seja pelas semelhanças ou simplesmente pela energia que escorre em seus dois minutos e meio. Juntando todos os elementos de um bom rock de garagem e resolvendo sua fórmula sem o menor esforço, o SKATERS produz aqui um indie-rock lo-fi, com guitarras em reverb e riffs cativantes, mas que não esquece da importância de um bom refrão.

SKATERS – Done For Good

gc  PROMO

Quem acompanha o blog desde o começo deve lembrar de uma pequena banda que conseguiu, em 2010, ter um dos nossos discos de estreia favoritos daquele ano: o fantástico Gorilla Maner, do Local Natives. Pra quem estava sentindo saudades de suas percussões vorazes, guitarras folk-rock e melodias vocais assombrosas, pode ficar tranquilo que em alguns dias a banda já lança seu segundo disco, Hummingbird, cujo próximo single acaba de ser divulgado.

Como prometido pelos caras, quem gostou do disco anterior vai se sentir em casa aqui, mas a evolução no som da banda é nítida, que agora conta com uma produção mais encorpoda e sem medo de grandiosa. Como uma mistura do som expansivo e atmosférico do segundo disco dos Foals com as percussões adoráveis das irmãs Haim, “Heavy Feet” chega cheia de palminhas, pianos dramáticos, guitarras e uma bateria propulsora que adiciona uma dose de tensão aos vocais relaxados, e se torna facilmente, após algumas audições, uma das melhores músicas que a banda já fez.

Local Natives – Heavy Feet

O segundo disco do Local Natives, Hummingbird, chega no dia 29 de janeiro.

Holy_Fire_II

O Foals, definitivamente, está de volta. A banda, que já é presença certa do terceiro dia do Lollapalooza brasileiro, divulgou recentemente “Inhaler”, a primeira amostra do seu terceiro álbum, que se distanciou um bom tanto da sonoridade mais leve do Total Life Forever, culminando em um som mais pesado, sujo e de guitarras violentas. Apesar da sonoridade mais adulta, a canção não conseguiu agradar a todos os fãs, e é para esses que o Foals lança agora o segundo single do Holy Fire, “My Number”.

A canção, que já tinha sido tocada anteriormente em alguns shows do grupo, se aproxima mais da sonoridade do disco anterior do que “Inhaler”, e traz um rock de guitarras funkies que se aproxima da fantástica “Total Life Forever”, canção título do último trabalho. Apesar de não se tratar de nenhuma evolução como “Inhaler”, pra quem procura aquele típico Foals com climinha dançante e um refrão que dá pra sair cantando de primeira, pode ouver “My Number” sem medo que a chance de decepção é praticamente nula.

Foals – My Number

O terceiro disco dos Foals, Holy Fire, chega no dia 11 de fevereiro pelo selo Transgressive Records.

Se fizermos um balanço de todas as novas bandas que descubrimos em 2012, provavelmente metade das mais legais vieram da California. E, mais uma vez, é das praias badaladas de Venice Beach que surge o mais novo grupo a sair dessa “era de ouro” californiana: o quinteto Terraplane Sun. A banda já lançou um disco de estreia em 2011, mas é com um novo EP de cinco faixas, Friends, que eles ganharam devida atenção. Com uma produção orgânica parecida com a do Electric Guest mas com vocais e elementos pop retirados diretamente do Torches, do Foster The People, a banda passou 2012 na estrada com o Alabama Shakes e no meio tempo deu origem ao EP, que já vinha sendo tocado exaustivamente em seus shows mas agora ganha o polimento necessário para ser lançado e ouvido por todos.

Composto de seis canções repletas de refrões pegajosos, palminhas e outros detalhes que garantem uma acessibilidade imediata às faixas, o mais interessante, entretanto, é que as composições radiofônicas são contrastadas por uma produção vintage que flerta com o blues, com o rock clássico e até com o soul. Produzido pelo expert Dave Trumfio (My Morning Jacket, Wilco), o melhor momento do EP fica por conta de “Ya Never Know”, pontuado por uma linha de pianos persistentes que cresce junto a trombones, órgãos de igreja e um fantástico coral que se une aos vocais à-la Foster de Ben Rothbard, bem no climax. Adicione palminhas, tamborins e um dos refrões mais legais do ano que ficará claro o porquê do hype ao redor da banda.

Terraplane Sun – Ya Never Know

Para se ter outra ideia do que o EP é capaz, o primeiro single, “Get Me Golden”, apresenta um outro lado, totalmente oposto ao pop fúnebre de “Ya Never Know”. Dessa vez capturando melhor o espírito de verão que parece reger 365 dias por ano as praias californianas, “Get Me Golden” usa mais uma vez de artifícios como pianos, palminhas, riffs e solos de guitarra para criar um vibrante indie-rock que que captura a mesma inocência dos vocais do Mark Foster em uma composição que preza pela diversão entre os amigos e aproveitar a vida ao máximo, do jeito que deve ser.

Terraplane Sun – Get Me Golden

O fantástico novo EP do Terraplane Sun, Friends, foi lançado no dia 20 de outubro e sua audição é altamente recomendada por nós.

Vindos de Norwich, na Inglaterra, o Port Isla é um quarteto de folk-rock formado em 2011 por Will Bloomfield, que rapidamente alistou seus amigos recém-formados em música, Stanley e Henry, para começar a banda. Passaram os meses seguintes trabalhando nas músicas e fazendo breves apresentações ao vivo, até gravarem o EP recentemente lançado, auto-intitulado, que saiu mês passado de forma independente.

Para uma perfeita introdução ao quarteto, não precisa ir muito além do primeiro single divulgado, a excelente “Sinking Ship”, que apesar de soar como uma canção da KT Tunstall de início, se desenvolve para algo muito mais interessantes passados os 30 segundos iniciais. Sem muita demora, os pianos dramáticos e os riffs de guitarras logo são acompanhados por palminhas contagiantes e harmonias vocais reminescentes do primeiro disco do Fleet Foxes. Os detalhes e a movimentação constante dos elementos da produção são responsáveis por criar um número vibrante e de estrutura pop, capaz de fazer dançar até mesmo quem não gosta do gênero.

Port Isla – Sinking Ship 

Para mais músicas do Post Isla, recomendo que procurem no seu Soundcloud.

Um dos nossos selos americanos favoritos e casa de artistas como Alex Winston, The Knocks e St. Lucia, o Heavy Roc acaba de anunciar um novo nome a sua notória lista: Die Mason Die. A banda de folk-rock poderoso é o projeto de Samuel Mason, de apenas 20 anos, que criou tudo durante uma viagem de seis meses que saía de Sydney e terminava em Londres, as cidades em que Mason cresceu e nasceu, respectivamente. O resultado, que exala esse senso de liberdade e aventura, é o primeiro EP da banda, lançado no início do mês, Tongues In The Clamp.

A descrição em sua página oficial, que diz “folk-fantasmagórico”, define claramente o que se esperar dos primeiros segundos de “Lost”, o primeiro single do registro. Os experimentalismos, entretanto, logo chegam ao fim na casa dos 30 segundos, onde guitarras faroeste e uma bateria galopante definem a sonoridade expansiva da canção que, apesar de abusar de referências como Fleet Foxes e Mumford and Sons, apresenta a autenticidade do grupo junto a um refrão grudento e melodias acessíveis. O clipe, apesar da cinematografia um tanto simples, captura de forma brilhante a essência de uma viagem, e completa o tom esperançoso da canção.

Die Mason Die – Lost

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