MGMT

A gente não sabe quanto a você, mas por aqui, o segundo disco do MGMT, Congratulations, que viu a banda se afastando do synth-pop experimental do primeiro disco para cair de vez na psicodelia dos anos 70, foi um dos nossos favoritos de 2010. É difícil para alguns aceitar que a banda não está mais afim de criar novos hits, mas sim fazer seu som à própria maneira – uma maneira muito mais arriscada (e aventurosa), diga-se passagem. E se você concorda conosco, vai adorar o que a dupla preparou para hoje, vulgo “4/20″ e também Record Store Day: a nova música dos caras, “Alien Days”.

A canção já vem sendo tocada ao vivo em seus shows e chega como a primeira amostra do terceiro disco dos nova-iorquinos, ainda sem título ou data de lançamento oficial. Entretanto, “Alien Days” já deixa claro que a banda não tem intenção alguma de abandonar a sonoridade do Congratulations, mas que talvez possa ter aumentado sua acessibilidade. De começo inusitado, com uma criança cantando sob uma base eletrônica misteriosa, a canção logo pega ritmo com a chegada da bateria e dos vocais abafados de Andrew VanWyngarden, que cantam sob violões acústicos, efeitos psicodélicos e solos de sintetizadores distorcidos, eventualmente caindo em um doce refrão, não tão grudento quanto os do primeiro disco mas suficiente para satisfazer aqueles que procuram uma coisa mais pop do grupo. Mas se assim como nós estiver mais preocupado com a viagem, então considere o single como mais um acerto em cheio do MGMT.

MGMT – Alien Days

“Alien Days” faz parte do terceiro disco da banda, que está previsto para sair em junho.

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Após o enorme sucesso de “Adorn” (vencedora de um Grammy Awards) e de um segundo single que passou sem grande destaque, Miguel lança o terceiro single do Kaleidoscope Dream. E nada melhor do que chamar um dos rappers com maior hype na atualidade, Kendrick Lamar, para um remix de “How Many Drinks?”. Miguel surge todo sério performando a música junto da sua banda, algo bem semelhante a uma versão em cores de “Suit & Tie”, do Justin Timberlake. O jogo de luzes é um dos maiores destaques do vídeo, utilizando de um grande backdrop rosado em alguns momentos. E quando chega a vez de Kendrick Lamar ele faz o que sabe de melhor, vestindo uma camiseta e um shorts, totalmente informal e diferente da proposta do vídeo até o momento. Mas quem disse que ficou ruim? A pitada de descontração só favoreceu o vídeo e nos fez reforçar a torcida pela música.

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A música que S O H N traz é uma mistura deliciosa do eletrônico com o R&B, algo que o How To Dress Well, Miguel, The Weeknd e Frank Ocean vêm fazendo recentemente. Seu novo single, “Bloodflows”, sucessor de “The Wheel”, nos apresenta um vídeo bastante simples, dirigido pelo italiano Christian Pitschl, e que se resume na atriz Nadja Langer parada em diversos cenários sombrios filmados entre a Alemanha e a Áustria. Essa simplicidade é que traz toda a beleza e intensifica a energia da música, que após a calmaria inicial se transforma em algo mais agitado e correspondido visualmente com explosões de fumaça. O vídeo é uma boa pedida para ficar no repeat e vai te fazer viciar, sem dúvida alguma, nessa produção fantástica.

O single será lançado no dia 12 de junho através da 4AD.

SD_Daylight

O trio de electropop Little Daylight, de Nova York, começou cativando o mundo dos blogs com seus remixes cheios de personalidade, que abrangem de Passion Pit a Edward Sharpe & The Magnetic Zeroes, de The Temper Trap a Niki and The Dove, e todos com uma autenticidade e ousadia admiráveis. Há dois meses lançaram seu primeiro single, “Overdose”, e provaram que seu talento vai além do mundo dos remixes, fincando a estaca na posição de queridinhos pelos blogs. O sucesso, entretanto, vai além dessa esfera e, nesse mês de maio, o trio entrará em turnê com ninguém menos que a Charli XCX.

“Name In Lights”, o segundo single do trio promissor, corresponde às expectativas bem no jeito do Little Daylight: mudando de estilo em relação ao primeiro single imponente. Esse novo parece ter caído dos céus, num synth-pop tão angelical que está mais para um “synth-heaven”. Com um jogo delicado e muito natural de texturas downtempo que competem na suavidade, o ambiente é refrescante e relaxante, como os harmoniosos do Au Revoir Simone. Entretanto, ainda há espaço para uma percussão e uma linha de baixo bem animadinhas, que quebram um pouco do ar cândido da música e revelam uma maturidade meio escondida, mas, com certeza, presente – como se fosse uma mocinha que mantém a meiguice de sua infância, mas já tem toda a avidez de uma mulher. E essa mesma impressão aparece também na técnica: o ambiente etéreo domina a cena, mas a produção é de uma qualidade impressionável, que merece destaque. O final é outro detalhe que traz magia de seu esconderijo: parece comum, mas termina como deveria, nos tranquilizando depois de ter nos levado a essa viagem celestial. Então feche os olhos e deixe-se levar por ela!

Little Daylight – Name In Lights

O primeiro álbum do Little Daylight já está sendo planejado e incluirá os dois singles, além de vários remixes de “Overdose”, como os de Tippy Toes, Ghost Loft e Twice As Nice.

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Quando o Generationals lançou seu primeiro EP, comentamos aqui que o grupo tinha potencial para cair no gosto do grande público. Parece que o momento de fazer sucesso finalmente chegou, visto que o terceiro álbum da banda possui uma pegada ainda mais pop que os trabalhos anteriores, sem comprometer a essência experimental das músicas. Lançado no começo deste mês, Heza é um álbum bastante cativante, capaz de fazer você ficar batendo palmas e cantarolando as canções. Para divulgar o álbum, nada melhor que um clipe bem produzido e que mostra o charme do Generationals. O vídeo de “Put A Light On” foi filmado em Nova Orleans, cidade natal dos artistas. Dirigido por Vice Cooler, o videoclipe capta a movimentação dos membros da banda, assim como os próprios moradores da cidade, que aparecem dançando e se preparando para colocar as fantasias características dos tradicionais festivais realizados no local. A letra da música pode até abordar longas esperas, mas o videoclipe passa bem rápido, deixando você com vontade de apertar o play incontáveis vezes.

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É até difícil começar a escrever esse post falando alguma coisa que já não havia sido dita. Sim, o Daft Punk está de volta, eles recrutaram uma série de colaboradores de peso que você já sabe de cor, vão lançar dia 21 de maio pela Columbia seu quarto disco, Random Access Memories, cuja maior mudança de todas, basicamente, está na pretensão do duo, que desta vez está lá nas alturas. Donos de uma das maiores campanhas de marketing que eu já vi, o barulho em torno do disco e, consequentemente, do seu primeiro single, “Get Lucky”, foi tanto que fez surgir nas últimas semanas uma séries de fakes com recortes dos trechos que já haviam sido divulgados, gerando um frenesi que finalmente (FINALMENTE!) chega ao fim hoje, com o lançamento oficial da música. E aí, como você acha que ela é?

Em resumo: ela é igualzinha a tudo o que você já ouviu dela, e quando eu disse no começo do post que ia ser difícil eu passar pra vocês alguma coisa inédita, me referia também à música em questão. Não vamos negar. Ficamos viciadíssimos na música quando saíram os primeiros trechos, certamente ainda vamos ouví-la inúmeras vezes (a maioria em festas ou celebrações) e não há de negar que unir elementos do futurismo do Daft Punk, do disco-funky do Nile Rodgers (dono apenas de alguns dos maiores hits dos anos 80) e os vocais elegantes do Pharrell já é um fato e tanto, mas a diversão acaba por aí. Com sintetizadores quase inexistentes, as guitarras de Nile Rodgers em um looping imutável por 4 minutos e os vocais do Pharrell ocupando todo o espaço que o Daft Punk poderia utilizar para explodir nossas cabeças com um produção insana, a canção é basicamente isso tudo o que você andou ouvindo até agora, um recorte dos trechos já divulgados e com versos esquecíveis (pra não dizer deploráveis) por conta do Pharrell.

Até a melhor parte da música já havia sido mostrada nos previews, um middle-8 logo após o segundo refrão, onde os vocais robotizados do Daft Punk entram em cena para fazer um espetacular um jogo de harmonias vocais, que dão um gostinho (bem curto) daquilo que queríamos ouvir de fato. É claro que nada disso vai te impedir (tá bom, e nem NOS impedir) de cantar a música quando ouvirmos por aí, de vibrar quando você ouví-la naquela rádio popular e de louvar pelo fato dos robôs estarem aproveitando da sua fama para levar, de fato, uma boa música para o mainstream, mas para aqueles que esperavam um pouco mais do que já havia sido mostrado, recomendo ficarem de olho na versão do álbum, com direito a dois minutos a mais, e que provavelmente irá dar mais equilíbrio à música, com mais partes do Daft Punk somente.

Daft Punk – Get Lucky

The+Preatures+3

Quantas novas bandas você conhece que assinaram logo de cara um contrato de nada mais, nada menos que CINCO discos com apenas algumas músicas em mãos? Pois é, antes de conhecer o quinteto australiano The Preatures – anteriormente conhecidos por The Preachers – nossa resposta também seria zero. E apesar de australianos, se antes não soubéssemos, chutaríamos facilmente que se tratava de mais uma banda californiana tomada das mesmas influências do Haim (diga-se, Fleetwood Mac, Blondie e o pop “com alma” dos anos 80), tamanha a similaridade entre as bandas, seja pelos vocais ou pela produção que passeia com leveza entre o vintage e o moderno. Entretanto, não estamos falando de mais uma “cópia” ou “apenas mais uma banda”: o The Preatures já é uma das nossas novas bandas favoritas e certamente será uma das suas logo após conferir seu novo single.

A música em questão, ”Is This How You Feel?”, chega com um som descontraído e ao mesmo tempo totalmente cheio de atitude, parecendo não estar nem aí para a pressão da gravadora mas também sem demonstrar muita dificuldade em criar um perfeito hit indie. Os vocais de Isabella Manfredi passeiam com ferocidade pela música, acompanhada de uma guitarra funky, palminhas, batidas fortes e harmonias vocais bem posicionadas. Apesar da fórmula totalmente Haim, no segundo verso, com a entrada dos vocais do seu namorado, Jak Orion, as coisas começam a tomar forma própria, só para culminar em um eletrizante solo de guitarras no desfecho, que coloca um ponto final à selvagem história de amor da música. Basicamente, é uma suja canção de rock’n'roll disfarçada com um polimento pop, e certamente uma das músicas de estreias mais promissoras que ouvimos desde – sim – “Forever”.

The Preatures – Is This How You Feel?

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