Emil & Friends é a cria de Emil Yves Hewitt e seus “amigos” (Alex, Steve e Dan), que lançaram o disco de estréia chamado de Lo & Behold esse ano, que como dizem, nasceu da paixão pelo “eletrônico francês, pelas produções do Timbaland e pelos clássicos do Queen“, resultando no que a banda mesmo chama de “pop estranho”. As canções do disco são tão variadas quanto suas inspirações, mas no fundo, é essa diversidade de sons e estruturas que representa o forte da banda, que com um misto de refrões pegajosos, produções excêntricas e uma vibe moderna, ganhou nossos ouvidos pouco antes do fim do ano.

Repare só na diferença entre as duas músicas que vamos apresentar. A primeira delas, “Crystal Ball”, é basicamente o que você poderia esperar do Phoenix se eles resolvessem fazer uma continuação do Wolfgang Amadeus Phoenix só que com mais sintetizadores, com uma estrutura a base de guiatarras e sons eletrônicos que lembra de cara o hit “1901″. Com um refrão fácil, marcante e pronto para as postas, a canção ainda traz um solo de keytar em seu bridge, roubando o destaque para si e tornando as coisas ainda mais dançantes.

Emil & Friends – Crystal Ball

Mas se tem outra música capaz de representar melhor as referências citadas pela banda, ela é “C.U.P.I.D.”, que como disse, é totalmente diferente de “Crystal Ball” e também das outras 10 faixas do disco. De primeira você irá sentir a vibe disco-francesa que os caras citaram, com direito a um baixo meloso e vocais processados, mas logo suas deliciosas influências R&B à-la anos 2000 aparecem da melhor maneira possível. Adicione ainda à produção sintetizadores estelares e um refrão ridiculamente pegajoso que soletra seu título (“C-U-P-I-D, king of all the ladies”), que não tem como ir errado com essa aqui.

Emil & Friends – C.U.P.I.D.

As músicas fazem parte do primeiro disco do Emil & Friends, Lo & Behold, lançado no dia 23 de Novembro. O disco foi pouco divulgado, mas recomendo que corram atrás pois cada uma de suas faixas merecia uma resenha à parte. Ouça-o na íntegra clicando aqui.

É difícil acreditar no sucesso de uma banda chamada Fibes, Oh Fibes!, mas basta ouvir o novo single desse trio sueco (e ver também quem está comandando a direção do novo disco deles), que fica claro que “sucesso” é algo que eles irão buscar em 2012. O Fibes, Oh Fibes! é Christian Olsson nos vocais e pianos, Mathias Nilsson na guitarra e Edvin Edvinsson no baixo, e o primeiro disco deles, 1987, foi lançado em 2009 e concorreu ao Grammis (prêmio sueco equivalente aos Grammys) de melhor disco pop. Agora eles estão de volta sobre a supervisão e produção do Pontus Winnberg (do Miike Snow) e do John Eriksson (do Peter Bjorn & John), e prometem o novo disco, Album, para Abril do próximo ano.

Se a data parece longe, pelo menos os primeiros singles ouviremos bem cedo. O primeiro deles, “Cerahtonia”, saiu esses dias e carrega bem essa produção esperada pelos fãs das duas bandas. A canção trata-se de um pop fino e minimalista, que começa apenas com um baixo pulsante, uma batida militar e os vocais cristalinos de Olsson, só para culminar em um refrão onde solos de trompetes fazem as vezes, guiados por pegajosos “papapas”, que da segunda vez que aparece se transforma em um refrão completo que fala sobre a obsessão da geração Y em estar sempre ligado com “o que está acontecendo”. A produção carrega todo o charme dos mestres suecos que ajudaram a fazê-la, e aliada à composição grudenta da banda, coloca o Fibes, Oh Fibes! em nossa lista de “nomes para se vigiar” em 2012 – queira você goste do nome ou não.

Fibes, Oh Fibes! – Cerahtonia

Como disse, o disco chamado Album sai só em Abril, mas no dia 21 de Janeiro a banda lançará o primeiro single oficial dele, “Apex Of The Sun”, então fiquem de olho em nossas páginas para mais novidades.

Se em “Born To Die” Lana Del Rey declarava todo o seu amor incondicional a um namorado longe de ser “certinho”, em sua mais nova música, “Off To The Races”, ela decreta de vez que somente os bad boys a atraem. A música está sendo distibuída (acreditem) gratuitamente no iTunes britânico, e compõe mais uma peça do seu muito aguardado debut Born To Die, que sai dia 31 de Janeiro.

Aqui Lana parece esquecer por um momento o tom de “balada emocional” que permeia seus singles anteriores a favor de uma batida agitada com quês de R&B só para contar as aventuras de tirar o fôlego com seu namorado, que apelida ter um “cocain heart”, chama-o de ladrão e jura estar com ele “até o final”. A música tem cinco minutos, não segue uma estrutura exata e traz a melhor e mais bem escrita composição da cantora, começando com Lana cantando como se estivesse abrindo um número soul até evoluir e transformar seus vocais que passeiam entre o hip-hop, o agudo/”lolita” e o tom angelical que estamos acostumados, com direito no caminho a uma produção impecável e um bridge maravilhoso quase no fim. E como se não fosse o bastante, Lana ainda nos presenteia com seu melhor refrão até então, uma verdadeira jóia a parte, que deve convencer por si só até os mais céticos que sim, independente do hype ou da discussão que a cerca, Lana Del Rey é a primeira (e verdadeira) super-estrela de 2012 – e o melhor, com os devidos méritos. E pra você que gostava dela desde “Video Games” e achou que ela não iria se superar, ouça “Off To The Races” logo abaixo, certamente uma das melhores canções pop que 2012 terá para nos oferecer.

Lana Del Rey – Off To The Races

Pra quem tá chegando agora, sem problemas. Confira também os singles “Video Games”, “Blue Jeans” e mais recentemente “Born To Die”, e aguarde assim como nós seu primeiro disco, Born To Die, que por muita sorte sai mês que vem, dia 31 de Janeiro.

[Via]

E a velha história do hype continua. Quando postamos sobre a Azealia Banks pela primeira vez e sua incrível (e talvez maior party-starter do ano) “212″, mais da metade dos sites especializados se mantiveram calados sobre o que viria a ser não muito tempo depois o maior novo-fenômeno musical do ano depois da graciosa Lana Del Rey. Com rimas sujas, um batidão que mistura moombathon com techno e uma personalidade única, Azealia entretanto logo caiu nas graças do “povo” ao anunciar que estava trabalhando com nomes como Diplo e Paul Epworth, ao ser eleita pela NME como a pessoa “mais legal de 2011″, e é claro, ao receber uma indicação ao prêmio da BBC que prestigia os novos talentos da música.

Esse final de semana, entratanto, Azealia liberou mais uma prévia do que anda fazendo nos estúdios sob o nome de “Liquorice”, que apesar de não bater a indestrutível “212″, se revela mais uma agitada produção com a maioria dos ingredientes da canção anterior. Batidas leves com raps furiosos dão início à música, que logo chega em seu refrão com uma batida house crescente e tem Azealia deixando as rimas de lado a favor de um vocal R&B no melhor estilo Mariah Carey. Basicamente, se tem alguém que consegue mudar os vocais do demoníaco para o angelical – tirando a Nicki Minaj – essa pessoa é Azealia Banks, e se você ainda não conhece suas produções malucas e (principalmente) sua boca suja, melhor não perder mais tempo.

Azealia Banks – Liquorice

Depois de entrar de vez para o selo 679 (Marina & The Diamonds, Little Boots e Spark), distribuir gratuitamente seus dois primeiros singles (“Run This Town” e “Kicking & Screaming”) e lançar por fim uma das melhores músicas pop do ano (“Dirty Dancer”), as meninas do Oh My! resolveram finalizar o ano distribuindo gratuitamente mais uma peça que compõe seu curto repertório. Dessa vez não se trata de um single, entretanto, mas sim de um cover para “Higher”, das The Saturdays. A canção, produzida por MNEK (falaremos dele em breve!), traz uma produção completamente renovada, atual e muito mais pop que as outras músicas do duo. Embalada principalmente pelo refrão açucarado da original, as garotas adicionam seu carisma e transformaram a música  em mais um pop bem construído que, pelo seu preço (um “like” no Facebook), vale muito a pena o download.

Oh My! – Higher

A canção pode ser baixada acima, mas se quiserem fazer do “jeito certo”, basta passar na página das meninas e dar um “curtir” por lá, afinal de contas, é o mínimo que elas merecem.

Coincidência ou não, falamos hoje aqui no blog sobre o Sleigh Bells, e o quão desconfortável seu som soou pela primeira vez que o ouvimos. São guitarras estridentes, sintetizadores lo-fi e um vocal gritado, que a princípio fez muitos virarem as caras, mas que logo cederam à banda e os coroaram como uma das melhores estréias do ano, graças ao seu ótimo primeiro disco, Treats, e é claro, à energia contagiante de sua frontwoman, a ex-professora (que devia ser bem nervosa em classe) Alexis Krauss.

E se a sonoridade abrasiva da banda te agrada, “Born To Lose”, o novo deles, terá o mesmo efeito que as outras 11 canções do duo. A música que precede o lançamento do segundo disco do grupo, Reign Of Terror, começa com guitarras distorcidas e até meio grunges, mas a promessa de “algo novo” logo se dilui ao meio das batidas pesadas e dos sintetizadores lo-fi que marcaram o primeiro trabalho do grupo. E isso não é nada mal. Com um refrão pessimista mas adorável, Alexis canta melodicamente (como em “Rill Rill”) em primeiro plano e grita nos fundos (como em “Kids”) o título da faixa, tudo isso enquanto guitarras estridentes e synths poluídos invadem seu ritmo, só para culminar em um final brilhante onde os intrumentos e um belo solo de guitarra tomam o spotlight e brilham ainda mais que Alexis. Se era bagunça que você queria, é isso o que o Sleigh Bells prometem trazer de volta em 2012.

Sleigh Bells – Born To Lose

“Born To Lose” é o primeiro single do segundo disco da banda, o Reign of Terror, que chega no dia 14 de Fevereiro pelo selo Mom+Pop Records.

Se com o primeiro disco (apesar de incrível) o Fun. recebou pouca atenção, foi só lançar um single com a Janelle Monaé (“We Are Young”) que de repente a banda apareceu no radar de muito gente. Culpe também o novo selo dos caras, o Fueled By Ramen, do Fallout Boy Patrick Slump, que colocou o single pra ser cantado até em Glee. A música fará parte do disco Some Nights, lançado pelo selo no dia 21 de Fevereiro, e que acaba de ganhar mais um single extraído dele, a esquisita “One Foot”.

A canção soa basicamente como se os Sleigh Bells resolvessem trocar as guitarras por instrumentos de sopro, visto que a canção nos traz um repetitivo sample de trompas que provoca uma reação semelhante ao ouvir as músicas da banda americana pela primeira vez. Adicione à bagunça ainda uma bateria militar e até um toque de conga misturado alí no meio, que unidos, apesar de causar a estranheza inicial, basta alguns minutos para “fazer sentido” e se revelar como mais uma peça de pop baroque tal como a anterior, mas com uma produção agitada, detalhada e cheia de texturas – apesar de um tanto repetitiva.

Fun. – One Foot

O disco Some Nights sai dia 21 de Fevereiro pelo selo  Feb. 21st via Fueled By Ramen.

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