Bem vindos a mais um Friday Mixes! Resolvi deixar um pouco o mainstream de lado dessa vez, salvo algumas exceções é claro, em alguns dos remixes mais pesados que já passaram aqui pelo blog. O favorito, sem dúvida, é o de “Jona Vark”, do Gypsy & The Cat, que praticamente destruiu o som do meu carro no final de semana passado. Sério, o volume não aumentava mais. E já se inscreveu pra fazer parte da nossa equipe? Estamos em busca de novos membros e pretendemos trazer alguns leitores a bordo. Bora? No mais, bom final de semana e curta os remixes de hoje!

FRIDAY REMIXED 23 by ohmyrock1ano

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Gypsy & The Cat – Jona Vark (Tommy Trash Remix)

De vez em quando um remix simplesmente supera todas as minhas expectativas, de formas tão mirabolantes que ficam difíceis explicar com palavras. Embora eu não seja familiar com o folk-pop do Gypsy & The Cat, o seu grudento single “Jona Vark” é uma das belas canções de 2010, que nas mãos do Tommy Trash vira um electro progressivo de primeira. Camadas e camadas de sons vão se juntando a sintetizadores sonolentos, quase que numa produção do Empire of the Sun, até se tranformaram em um dos mais violentos sintetizadores que já vi esse ano, logo após o refrão, que a propósito, não vai sair da sua cabeça tão cedo. Um dos melhores remixes do ano, e recomendo que você baixe agora.

Gypsy & The Cat – Jona Vark (Tommy Trash Remix)

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Lady Gaga – The Edge Of Glory (Electrolightz Remix)

Pegue o novo single da Lady Gaga, “The Edge of Glory”, adicione uma produção doida, umas batidas que parecem ter sido tiradas de “Ghosts’n’Stuff” do Deadmous5 ou até mesmo de um disco do Daft Punk, e um break que pega emprestado dubstep, violinos e até gritos – só pra aquecer ainda mais as coisas. O remix, feito pelo Electrolightz, tira qualquer resquício dos anos 90 que o single da Gaga tinha, inclusive os saxofones, injetando nele uma dose de produção moderna não vista em nenhuma das faixas do Born This Way.

Lady Gaga – The Edge Of Glory (Electrolightz Remix)

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The Naked & The Famous – Young Blood (Futurecop! Remix)

E o Futurecop! nos faz viciar mais uma vez em “Young Blood”, aquele pseudo-hit do The Naked & The Famous do ano passado, que apareceu em todos os blogs moderninhos mas sumiu na mesma velocidade. Felizmente, o remix anima as coisas um pouco mais, trazendo uma batida glam retro, que apesar de divertida, vai te fazer se perguntar porque coloquei esse remix logo no início do post – até você ouvir o refrão. Repleto de batidas electro que vão te fazer procurar a pista mais próxima, o DJ recorta os vocais estridentes da banda e coloca por cima uma batida agressiva que contrasta com o restante da faixa.

The Naked & The Famous – Young Blood (Futurecop! Remix)

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Adele – Set Fire To The Rain (Thomas Gold Remix)

Esse remix de “Set Fire To The Rain”, da Adele, está fazendo o povo da BBC inglesa pirar desde dois dias atrás quando ele foi lançado. Sem demoras, já conseguimos a versão de estúdio dele, e basta ouvir uma vez pra saber que o seu lugar não é na rádio. As batidas aqui são gigantescas, com um crescimento que vai te fazer se perguntar – “quando essa porr* vai explodir”? Calma, pois apesar do crescimento lento, quando a músicar alçar voô, só no último minuto que ela vai aterrisar, e garanto, eis uma viagem que você não vai querer perder. Vale ressaltar, viagem em todos os sentidos.

Adele – Set Fire To The Rain (Thomas Gold Remix)

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Nicola Roberts – Beat of My Drum (KC Blitz Remix)

Nicola Roberts chegou de mansinho, e de repente, até os blogs mais puristas já estavam encantados pelo seu novo single, “Beat Of My Drum”, com uma pitada de CSS e Yelle. Aqui, a produção do Diplo dá espaço para uma batida eletrônica menos dançante e bem diferente da original, com todo um um toque de pop-step no refrão (dubstep + pop!), que continua tão adorável quanto na versão original.

Nicola Roberts – Beat of My Drum (KC Blitz Remix)

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Dev – In The Dark (Villains Remix)

Dev é aquela menina que canta “Like a G6″, e embora ainda não tenhamos apresentado a cantora formalmente aqui no blog, suas canções pop preparadas para as rádios nos fazem suar toda vez que ouvimos. Em seu novo single, “In The Dark”, tem um saxofone, mas aqui nesse remix, batidas dubstep sensuais se misturam ao instrumento, dando um tom completamente diferente pra música – muito mais adulto e não-mainstream se me pergunta. Detalhe pro break maravilhoso, onde o dubstep e o saxofone resolvem agitar um pouco e se misturam a um ritmo popular brasileiro – o samba! Incrível e inesperado.

Dev – In The Dark (Villains Remix)

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Two Door Cinema Club – What You Know (Religion Remix)

O Two Door Cinema Club é uma das bandas mais queridas pelos DJs, e agora é a vez do grupo Religion deixar sua marca. Com uma batida electro suave e até alguns sininhos de vaca de percussão, a música ganha uma dose extra de atitude no refrão, onde a coisa fica um pouco mais pesada, e principalmente com os vocais de Alex Trimble recortados no final. No geral, não é um remix dançante, mas é maravilhoso, e me lembrou o trabalho do Madeon, pra quem conhece.

Two Door Cinema Club – What You Know (Religion Remix)

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Frankmusik – Do It In The AM (The Other Tribe Remix)

Confesso que não estou gostando muito dessa nova fase do Frankmusik, mas tenho que admitir que esse relaxante remix de “Do It In The AM” pelo The Other Tribe é impossível de não gostar. Por falar em tribos, o remix é repleto de percussões orgânicas e batuques que parecem ter vindos da selva, que horas vão lembrar o trabalho do Four Tet, num remix que já começa bom nos trinta segundos e dura por mais seis minutos, trocando as batidas três vezes no caminho pra agitar as coisas. E eu já falei que ele é sexy?

Frankmusik – Do It In The AM (The Other Tribe Remix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes #23

Ano passado chegamos a comentar sobre o Mini Viva, um grupo de pop britânico que foi cancelado antes que pudessem gravar seu primeiro disco. Suas músicas eram divertidas, mas nada que nos tenha feito lamentar a perda, ainda mais agora, que a voz mais interessante do grupo resolveu tentar carreira solo. Chamada por Britt Love, apesar do terrível nome, a cantora já traz um primeiro single melhor do que qualquer coisa vista no seu trabalho anterior.

Assim como o nome genérico, o primeiro single “Come With Me” não causa uma boa impressão, graças à coincidência com as produções do Kleerup pra Robyn, que são óbvias demais pra ser ignorada. O climão emo-pop, os sintetizadores melancólicos e até mesmo a letra (onde ela diz que nunca mais quer se apaixonar) vão lembrar de cara “With Every Heartbeat”, mas dizer que a faixa pega emprestado tantas referências de uma outra de mais de quatro anos de idade é um testamento da qualidade da original. Eu poderia ficar aqui citando mais alguns bons motivos os quais essa música é tão igual a outra, mas bem, assim como as batidas massivas do primeiro grande hit de Robyn nos conquistou de primeira, assim que terminei de ouvir essa aqui eu já estava esquecendo de tudo. Só fica a esperança de que Britt tenha outras cartas na manga para nos impressionar. Ouça a novíssima música desse novíssimo projeto logo abaixo.

Britt Love – Come With Me

Enquanto o Oh My Rock continua crescendo, estive pensando em trazem alguns colaboradores a bordo. Assim, estou convidando pela primeira vez aqui no blog vocês, leitores, que nos acompanham, gostam do blog, e acham que de alguma forma poderiam contribuir com nossas postagens. Precisamos formar um bom grupo pra alçar novos voôs, e se você acha que está pronto pra embarcar nessa conosco, basta me enviar uma mensagem por aqui falando um pouco de você, me mandando os seus endereços de twitter/Last.Fm ou o que tiver, e uma sugestão de cinco posts que gostaria de postar aqui – com uma prévia escrita de um deles pelo menos, pra eu ter uma ideia do texto. Obrigado a todos que participarem, e se conhecer alguém que esteja interessado, não hesite em nos indicar!

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Perdi a passagem para embarcar no trem do Yuksek, mas antes tarde do que nunca, certo? Se assim como eu, você ainda não conhecia o cantor e sua maravilhosa série de singles que vem precedendo seu novo disco, pare imediatamente o que estiver fazendo e ouça este aqui, que infectou meus ouvidos de umas semanas pra cá. A música, que começa com uns cantos gregorianos, não demora muito pra evoluir numa pura festa indie-rock, e chega a trazer algumas lembranças do Phoenix, graças às batidas dançantes que competem com riffs de guitarra pra ver quem te faz dançar mais. Mal eles sabiam, entretanto, que ninguém consegue rivalizar com o violino, que quando aparece rouba a cena de qualquer instrumento que esteja tocando. Basicamente, a música é brilhante, e amamos cada segundo dela, dos versos, o refrões e cada vez que Yuksek canta “on a train” neles. Se ainda não conhece, não perca mais tempo e ouça logo. O álbum, Living On The Edge Of Time, sai semana que vem.

Yuksek – On A Train

Florrie é uma pessoa adorável. Em pleno 2011, a futura popstar já nos presenteou com algumas músicas e até um EP gratuito esse ano, produzida por nomes de peso como Fred Falke e Xenomania, e como se não fosse o bastante, vai soltar semana que o vem o próximo deles, o EP Experiments. A última faixa do disco, “Begging Me”, você já ouviu por aqui, e dessa vez é a hora de “Experimenting With Rugs”, o novo single a sair do EP.

Tirando “Give Me Your Love”, “Experimenting With Rugs” é sua melhor música até agora, e sua mais experimental. Sem versos, a música é composta por três refrões graciosos, que se alternam conforme a produção vai mudando o tom, intercalando os três com um violão acústico (que desliga todos os instrumentos para brilhar sozinho), e até uma parte com um riff de sintetizadores igualmente adorável, em sua composição mais adulta até agora. O lado ruim, entretanto, é que como são três refrões e nenhum verso, assim que terminar de ouvir os cinco minutos e meio da música, provavelmente já vai saber cantá-la de cor. O resultado é muito bom, como disse, mas se tivesse mais variedade em sua composição, a música poderia ser sua melhor até agora. Ouça e veja seu vídeo estilão James Bond vintage (com uma versão editada da faixa), logo abaixo.

Florrie – Experimenting With Rugs

Como diz em um post do seu blog, ela ainda não está assinada – mas só porque quer. Ela quer levar seu próprio tempo pra fazer seus trabalhos, fazer muitos shows e criar uma base de fãs, e quem sabe, no futuro, ela lance um álbum propriamente dito. E o dia que isso acontecer, ela certamente poderá contar com a gente. Por enquanto fiquem de olho no EP de Florrie, Experiments, que sai semana que vem.

Rai Knight não se contenta a um único título. Começou a vida musical aos 15 anos, apenas com um violão, onde cantava na sua escola por hobbie, até que começou a escrever suas próprias canções. Quando viu que a coisa ia pegar, juntou suas roupas e se mudou para Seattle, onde se afiliou a uma gravadora de indie-rock. Depois foi pra Los Angeles, fazer “urban glam” como ela mesmo diz, e depois, resolveu sair do país: foi pra Escócia, mexer com techno. Depois de oito anos fora e um belo portfolio musical nas costas, Rai voltou para sua cidade natal, Detroid, onde está atualmente assinada em uma gravadora de hip hop produzido seu primeiro disco.

Mas ela não faz hip hop. Assim como sua bagagem, seu primeiro EP tem de tudo. O primeiro single, “Without U”, é um cover de outra banda de sua cidade, Black Milk, que aqui toma uma dose de tequila e pinta o cabelo de vermelho, numa versão repleta de batidas fortes, melodias claras e o suave vocal de Rai, que nos mata toda vez que canta “good” e “again”. Imagine uma Oh Land mais cheia de coisas acontecento ao mesmo tempo, com vocais alterados e recortados, formando uma espécie de som estranho mas igualmente adorável, daqueles que chegam a ser perigosos de tão infectantes que são. “Without U” é exatamente assim.

Rai Knight – Without U

Agora se ficou curioso e quer ouvir uma produção original da cantora, seu EP Self Portrait está sendo distribuído de graça em seu BandCamp no estilo “pague o que quiser”. Outro destaque fica para “Persistence” e sua melodia anos 2000, soando como uma Nelly Furtado old school produzida pela Madonna dos anos 90. Refrões bem bolados e vocais recortados parecem ser marca da cantora, que abusa dos elementos nessa aqui também, fazendo dessa mais uma adorável composição que a destaca do mercado pop de hoje.

Rai Knight – Persistence

Se gostou do que ouviu, corra aqui e baixe o EP logo, e aproveite suas outras quatro faixas irresistíveis.

Active Child é o nome do projeto de Pat Grossi, e é daqueles caras que fazem de tudo. O cara compõe suas músicas, canta, produz e ainda toca alguns instrumentos, e apesar de ter ganhado uma certa notoriedade esse ano por conta de alguns EPs lançados, só em agosto o projeto terá um primeiro disco, chamado de You Are All I See.

Batidas minimalistas, uma produção R&B e melodias suaves são o forte do Active Child, mas em seu primeiro single, a belíssima “Playing House”, o cara resolveu dividir os vocais com o projeto lo-fi How To Dress Well, de Tom Krell, também não muito estranho ao tipo de música que Pat Grossi produz. Ao contrário da outra banda, entretanto, as batidas aqui passam longe do lo-fi, e caracterizam uma certa atmosfera vista recentemente nas músicas do The Weeknd. São batidas densas, que firmam a base perfeita para os vocais frágeis dos dois cantores, que embora tão distintos entre si, andam em perfeita harmonia nos versos e refrões da música. Ouça “Playing House” logo abaixo e aguarde pelo disco, que sai dia 23 de Agosto pelo selo Vagrant.

Active Child – Playing House (Feat. How To Dress Well)

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