É com muita felicidade que eu apresento a primeira promoção do blog. Quando o Cléber e o João Paulo do Miojo Indie e do Alive Through the Music, respectivamente, me convidaram pra fazer parte do sorteio dessa lindíssima camisa do Arcade Fire, a primeira pergunta que eu fiz era se eu podia participar também. O presente é lá da Conto do Vigário, e pra ganhar, basta ler as instruções abaixo, tudo bem simples e explicado pelo Cléber:

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Achou “The Suburbs” o melhor disco de 2010? Tem “Funeral” como um dos seus álbuns da vida? Ama o Arcade Fire incondicionalmente? Então que tal ganhar essa camiseta fodona que a Conto do Vigário está sorteando? Para participar é bem fácil. Basta seguir os blogs @attmblog, @miojoindie, @omrblog e a @contodovigario, e retuítar a frase:

“Siga @attmblog, @MiojoIndie, @omrblog e @contodovigario e concorra a essa camiseta do Arcade Fire http://kingo.to/zs5″

Será sorteada uma única camiseta da banda, sendo que o vencedor(a) escolhe o tamanho da peça. A promoção é valida para todo território nacional e terá seu sorteio realizado no dia 29/04 às 21:30. Aproveite e confira outros modelos de camisetas no site da grife.

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Para aproveitar, se vocês ainda não conhecem os dois blogs acima, não sabem o que estão perdendo. O Miojo Indie traz resenhas diárias dos maiores álbums lançados, então praticamente todas as bandas que falamos aqui, quando sai o disco, você acha lá no blog com direito ainda a resenha.

Já o Alive Through The Music é mais focado em notícias e resenhas de música, então todos os artistas que falamos aqui, quando sai alguma novidade sobre lançamento do disco, clipes, e outras coisas que também não cobrimos, aparece por lá. Então estão avisados. Só dar RT na frase acima e seguir os nossos parceiros que já está valendo. O vencedor será anunciado nesse mesmo post, na sexta feira.

Arcade Fire – Sprawl II (Dellamorte Remix)

Wolfgang Gartner é um DJ renomado e conhecido por produzir batidas puramente electro pra deixar qualquer um suado na pista, e vem sendo comparado ultimamente com o Justice e o Deadmous5. Com faixas carregadas no baixo e puramente instrumentais, o cara parece não ter precisado de muito além disso para conquistar uma legião de fãs, estes que aparentemente estão extremamente aborrecidos com o seu novo single, “Forever”. E sim, se ainda não reparou, o motivo da raiva é a presença do enxerido do Will.I.Am, que de acordo com eles, “forma uma barreira contra o rico som de Wolfgang”. Realmente, se for fã de música eletrônica e raves em geral, recomendo que espere por uma versão dub da faixa. Agora se quer se divertir sem compromisso, e se alterar sem precisar de “aditivos”, o novo single de Wolfgang vai no mínimo te impressionar. Primeiro porquê Will.I.Am está furioso nessa faixa, que é provavelmente a melhor coisa que ele já participou nesses últimos anos. Ele canta o delicioso refrão, mas também grita e faz raps nos versos, de uma maneira não muito normal pra ele, que parece trazer do Black Eyed Peas só o gosto por rimas porcas, mas que pouco importam no meio do batidão (aqui ele rima “Wolfgang” com “gang bang”). E por falar nas batidas, preciso comentar? À primeira vista, se não conhece a baixaria do que Wolfgang é capaz, vai soar como um remix, mas daqueles insanos, com uma produção impecável e pronta pra dilacerar qualquer pista. O ritmo se encaixa com perfeição com os malabarismos do Will, e depois de ouvir a faixa finalizada, fica difícil imaginar ela passando a mesma sensação se fosse só instrumental. Larga de ser chato e vem torcer com a gente pra essa música parar no mainstream, porque se chegar lá, só os hits do Martin Solveig pra tirá-la do topo…

Wolfgang Gartner – Forever (Feat. Will.I.Am)

E para quem gostou de “Forever”, uma boa notícia. Aparentemente, esse não será o único single com vocais de “gente famosa”, então se não gostou dos vocais do Black Eyed Peas aqui, se prepare para ter um ataque cardíaco em breve.

Com o feriado à vista, malas estão sendo preparadas e playlists para a viagem estão sendo feitas, e bem a tempo de toda a baderna que nos espera, o Ecletic Moniker nos traz seu primeiro single, que parece ser a trilha sonora perfeita para o momento. O grupo, que vem da Dinamarca, combina aqui grandes refrões com uma melodia tão feliz e ensolarada, que soa como se “Under The Sea”, da Pequena Sereia, fosse regravada pelo Vampire Weekend. Com um começo bem tropical, a banda ainda pega um pouco das batidas africanas da banda já citada, que são misturadas a uma produção repleta de diferentes camadas e efeitos sonoros. E se você achar a música a cara do Brasil, bem, basta ouvir a letra com cuidado que ao meio das referências à Barcelona, Argentina e a própria Ilha de Páscoa, vai achar algumas surpresas que parecem ter sido preparadas para o “samba people”. Pegue seu Wayfarer, seu fone de ouvido e é claro, os bons drinks, e aperte o play nessa faixa que serve 365 dias do ano para nós brasileiros.

THE ECLECTIC MONIKER – Easter Island

E se gostou do que ouviu, entre aqui no BandCamp dos caras e baixe o resto do EP, A Part of Something Bigger, com mais três faixas maravilhosas, e um pouco menos ensolaradas.

A internet adora boatos, fofocas, especulações. Foi assim com o projeto iamamiwhoami, e está sendo agora com o Just A Number 05272011. Sim, esse número (ainda) sem sentido faz parte do nome do duo, e pouco foi revelado ainda sobre quem são eles e o que é o projeto. Basicamente, há uma nuvem de mistério os perseguindo no momento, e como o que está mandando é o seu som, “Business” certamente se faz merecedora de tal atenção. Basicamente é como se a Robyn se encontrasse com a bizarrice do The Knife, e ainda pegasse um vocal masculino para dividir o microfone. Em outras palavras, a música é um pop eletrônico maníaco, com batidas electro sujas e um baixo estourado, tudo sob vocais agudos femininos que horas dão lugar para o vocal masculino misterioso, e horas ainda é cantado em coro pelos dois (ou mais gente). A música não tem uma estrutura convencional e nem mesmo um refrão aparente, mas ela te guia sem dificuldades até seu explosivo final, que definitivamente vai te deixar querendo mais. É excêntrica, pegajosa e de certa forma misteriosa, assim como a banda, e nos deixa na esperança de 05272011 não ser “só um número”, mas sim a data em que teremos algo concreto deles.

Just A Number 05272011 – Business

Se sente saudades do indie-rock britânico com uma pegada pop, e se nomes como Brother e The Milk já chamaram sua atenção esse ano, prepare-se para conhecer o Various Cruelties, a terceira promessa do brit-pop que 2011 está oferecendo. Em menos dos três minutos de “Neon Truth”, os caras vão te fazer cantar, dançar e até tocar sua guitarra imaginária, sob uma melodia que consegue acabar com qualquer mal humor de início de semana. A música é o novo single dessa banda que faz canções pop rock tal qual o Brother, porém se destaca por sair das influências dos Oasis e dos Libertines, optando por adicionar um toque gentil de ska e do soul dos anos 60, um pouco parecido com o que o The Milk anda fazendo. “Neon Truth” é divertida, alto-astral, e tem um final que fica repetindo “i love you” por meio minuto, de uma maneira menos clichê do que você pode imaginar. É uma daquelas raras canções animadas e serenas ao mesmo tempo, que conseguem levar todo o nosso stress embora, e se ouví-la olhando para o sol, na estrada ou na piscina, seu efeito ainda é duplicado.

Various Cruelties – Neon Truth

Se “Diva” pegou “A Milli” do Lil Wayne como exemplo, o primeiro single do quarto disco da Beyoncé, “Girls (Who Run The World)”, pega o hit do Major Lazer, “Pon The Floor”.  Dispensando o vocal que fez muita gente pirar nas pistas, a cantora fica só com a batida de tambores da música, criando um fundo para a sua própria doidera que soa como “Wind It Up”, a marcha-pop da Gwen Stefani, mas numa versão mais caótica, confusa e Missy Elliot; ou seja, mais hip-hop e menos pop. E isso resume o primeiro motivo porquê “Girls” não me encantou, pelo menos de cara. Beyoncé muda o seu jeito de cantar a cada segundo, contrastando com a simplicidade de “Single Ladies”, mas basicamente ela não canta, e faz raps, tal como em “Videophone” ou “Diva”. Ou seja, a música não tem melodia. E nem depender de um refrão ela pode, como alguns rappers fazem, pois esse aqui é tão ruim e sem brilho que era melhor ter ficado de fora. Mas de uma forma estranha, “Girls” ainda me dá esperança de que vai crescer e virar mais um hit para Beyoncé. A música é agitada e contagiante, e até quem está enjoado de “Pon The Floor” vai ficar com vontade de dançar, sem contar que ela traz todo o carisma da cantora, principalmente nos versos, que são simplesmente matadores. Além também do fato de que essa versão é um possível demo ainda não finalizado, o que ainda dá esperanças à música. Hoje, “Girls” é uma música mediana, e me deixa feliz ao saber que, por enquanto, Beyoncé não domina o mundo com ela.

Beyoncé – Girls (Who Run The World)

O NewVillager é um duo vindo direto do Brooklyn, que na verdade se auto-proclama como um projeto-multimídia, pois combinam em suas apresentações filmes, desenhos, livros e qualquer outra coisa necessária para traduzir seu som na mais bela das artes. Sua biografia menciona que eles gravaram dez vezes cada uma das música do seu debut, com diferentes refrões e melodias, e de certa forma, dá pra perceber que o novo single, “Lighthouse”, realmente parece o resultado de diferentes ideias combinadas, tanto em sua música quanto em seu vídeo.

A música combina vocais graves com uma melodia energética, e ainda flerta com sintetizadoes, violões e uma boa dose de cantos que parecem ser cantados por vinte pessoas ao mesmo tempo dentro de uma igreja. É extremamente orgânica e feliz, e embora ela seja extremamente limpa e pop (sem nada de shoegaze), de alguma forma seu som me passou uma sensação de “sonho”, e é basicamente isso que afirma seu vídeo bizarro e visualmente estimulante. Com muita criatividade e pouco dinheiro gasto, a banda cria um ambiente psicodélico com vários atores fazendo coisas sem sentido, e usando roupas feitas de materiais como fitas de vídeo-cassete, vassouras, arames, papel higiênico e sacolas de lixo, pra citar alguns. Se você já jogou o maravilhoso e vivo e colorido mundo de Katamary Damacy, terá uma sensação parecida ao assistir o vídeo. É basicamente brilhante e um belo motivo pra você ficar ansioso para o debut do duo, que será lançado pela IAMSOUND, a mesma casa da Little Boots, da Florence & The Machine e da querida Cocknbullkid.

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