Oh My! é mais um daqueles artistas impossíveis de se achar em sites de busca. O duo vem do selo 679 (o mesmo de Little Boots, Marina & The Diamonds e Annie), já conhecido por tentar introduzir há um bom tempo o pop alternativo no mercado popular, mas enquanto o nome não ajuda, o som definitivamente traz uma boa esperança à essas novas meninas. Produzidas e apoiadas pelo atual fenômeno pop inglês Example, o primeiro single promocional “Run This Town” foi uma divertida canção que nos fez lembrar de Yelle e até mesmo do CSS, e enquanto “Kicking & Screaming” ainda não é o primeiro single oficial, é o mais novo exemplo do belo futuro que as garotas devem ter.

Apesar da produção uniforme e cheia de batidas electro, ao invés de soarem como Yelle, dessa vez o duo soa como Katy B, graças ao ritmo mais lento e aos doces vocais aplicados no verso, que como de costume estão lindos e sincronizados. O jogo de sintetizadores em excesso (do jeito que todo mundo gosta), junto a palmas e um refrão delicioso que vai por “I mean it, I mean it” irão te convencer na hora. Destaque também para a ponte no final, em que as coisas ficam mais engraçadinhas bem estilo Lilly Allen, e apesar de ser calma, nos faz recuperar o fôlego para mais uns segundos de pop bem feito. A música também é a primeira do duo a ganhar um clipe, com uma edição alto-astral  que mostra as duas se divertindo por uma cidade pacata e até dividindo a cama com o mesmo rapaz. Infelizmente, sem papagaios dessa vez.

Oh My! – Kicking & Screaming (D/L: Botão direito, Salvar como…)

Nós gostamos muito de “Kicking & Screaming”, que deve manter o hype até o lançamento do primeiro single “Dirty Dancer”, que já soa brilhante a essa altura.

Obs.: Colaboradores eficientes dão nisso… Quando terminei o post, o Alexandre também já tinha escrito um pra música, então pode considerar o texto acima como uma criação de nós dois!

Qual o limite para o experimentalismo na música? Nenhum, quando se trata de Clap Rules. O trio eletrônico italiano mistura duas vertentes da música eletrônica que quase sempre andam separadas: dance e experimental. Geralmente quando pensamos em uma música dance logo invocamos as boas e insubstituíveis linhas de contrabaixo moduladas por vocais energéticos. O que vemos em “Get Excited” é completamente diferente. O vocal é espacial, o contrabaixo não revoluciona e não existe uma batida manjada, pelo contrário, as distorções soam místicas e computadorizadas. A faixa lembra muito Daft Punk, especialmente no refrão e na construção melódica. Fique excitado desde já:

Clap Rules – Get Excited (D/L: Botão direito, Salvar como…)

“Get Excited” faz parte do álbum Golden Hands que foi lançado esta semana pelo selo inglês Bear Funk. Ao todo são dez músicas neste estilo dance-astrológico que valem a pena ser conferidas.

“Manners” já foi comentada aqui no blog quando foi lançada em um single pela Kitsuné, e não foi para menos: o hit sueco das lindas garotas do Icona Pop é de tirar o folego. Como o Luis já definou, o single é marcado por uma “percussão descontrolada, sintetizadores oscilantes e um refrão viciante que vai por ba ba ba, ba ba” numa essa música que “é basicamente uma carta de amor que soa extremamente moderna e desajeitada ao mesmo tempo, com um refrão brincalhão mas que mantém um certo tom gélido”. A novidade, entretanto, é o recém-lançado vídeo de “Manners”. Trata-se de um clipe sem aquela roupagem pop já batida, como coreografias insinuantes e outras coisas que marcam o gênero. As garotas aparecem fluorescentes em meio a luzes e sombras. A desconstrução do pop é empolgante e combina com a qualidade da música. Casamento perfeito entre distorções e brilhos.

Icona Pop – Manners

“Manners” é oficialmente o primeiro single das garotas, e fará parte do debut pop que mais estamos ansiosos para ouvir em 2011. Se ainda não conhecia o duo, entre aqui e baixe o b-side do single também, a incrível “Top Rated”.

É comum ouvirmos que o rock está morto, de fato acredito mesmo que toda aquela roupagem arcaica e apenas modulada por guitarra e pedais está com os dias contados. Porém isso não indica morte do estilo e sim transformação. Algumas bandas conseguem combinar a tradição do rock com elementos novos e únicos.

Auction é uma banda formada por cinco amigos ingleses. Tendo como principal influência Wild BeastsThe Police, a banda soa experimental, porém é possível decifrar elementos tradicionais no som. O nome Auction (leilão) é literal; a banda grava em uma antiga estação de trem leiloada. O primeiro single, “Statues”, é o tipo de música que começa calma e com vocais aveludados. Entretanto, após alguns segundos percebe-se a explosão dos sintetizadores e o aumento da velocidade do compasso. O calmo torna-se agitado e converge em um refrão empolgado e típico do rock inglês.

Auction – Statues (D/L: Botão direito, Salvar como…)

“Statues” faz parte de um debut álbum lançado independentemente, ou seja, mais um indie para nossa coleção.

Lizzy Grant, também conhecida como Lana Del Rey, é mais uma compositora que une bela voz e talento musical. Tendo as ruas de Nova York o seu palco, ela juntou influências que, como ela mesmo cita, transitam entre Elvis e Britney, construindo faixas suaves e repletas de referências dos anos 50, especialmente do jazz, soul e do pop. É uma mistura estranha, mas acreditem – funciona. Apesar de ter lançado algumas faixas por produtores e gravadoras diferentes, ela agora se prepara para o lançamento do primeiro disco.

O single “Video Games” é uma prévia do seu futuro trabalho e reúne, em seus cinco minutos, um pouco de escuridão, talvez refletida pelo uso de instrumentos mais clássicos como harpas, violinos e uma bateria militar, em uma base contínua e melancólica, que lembra em horas os trabalhos mais sóbrios da Florence & The Machine. Apesar da bela letra, que traz referências a “garotas más”, álcool e a Belinda Carlisle (“heaven is a place on earth”), o maior destaque, entretanto, é sua voz, tão bela quanto a própria cantora. Lana conduz graves e agudos de forma colossal, dando forma à sua composição que promete te assombrar até mesmo depois do seu final. O vídeo, também recém lançado, traz uma espécie de colagens com filmes antigos, celebridades e video-games, e ajuda a dar o tom da sua música.

Lana Del Rey – Video Games

É um começo impressionante para essa jovem cantora de 24 anos, e apesar de não saber como suas canções irão se encaixar no cenário pop de hoje, estamos ansiosos para ouvir mais dela.

Mais um Friday Mixes – mais um final de semana intenso a vista! Como disse semana passada, resolvi deixar para os Friday Mixes os remixes mais “pop”, aqueles que você consegue cantar junto, aqueles com aquelas músicas conhecidas. Os remixes mais pesados, mais “alternativos” ou que acabaram ficando se fora da edição – vão aparecer no Weekend Mixes, que já rolou semana passada. Mas chega de papo. Prontos para a diversão?

Friday Remixed 24 by OhMyRock

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Nicola Roberts – Beat Of My Drum (Ed Wilder Remix)

Alguém consegue ficar parado com “Beat Of My Drum” da Nicola Roberts? Se a sua resposta ainda for “sim”, se prepare para ouvir o melhor remix da faixa até agora, talvez até melhor que a original. O remix não é oficial, mas ganhou uma certa repercussão nos blogs até simplesmente sumir do mapa (culpe a Universal por isso). Mas não precisa procurar, o próprio Ed Wilder me mandou a mp3 da faixa. Com a loucura da original intacta aqui, Ed adicionou uma pitada de dusbtep e novas batidas electro que deixaram a música ainda mais dançante. O refrão, que conta agora com a força de trompetes, continua tão divertido como nunca. Baixem enquanto não tenha que retirar também.

Nicola Roberts – Beat Of My Drum (Ed Wilder Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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MNDR – Cut Me Out (Drop The Lime Remix)

Lançado pela Green Label Sound, “Cut Me Out”, a nova música de MNDR, acaba de ganhar um remix oficial do mesmo selo. Feito pelo DJ Drop The Lime, do Brooklyn, a música deixou as batidas electro pro refrão e acrescentou no verso tambores, apitos e tamborins, que lembram “Hey Mickey” e seu ar  de high-school, com palminhas e tudo mais, e nos fazem pensar na hora em cheerleaders americanas fazendo aquelas dancinhas coreografadas. É um remix até engraçadinho, que apesar da pretensão zero, supera a original e vai te fazer correr pra pista com seus drops e surpresas escondidas.

MNDR – Cut Me Out (Drop The Lime Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Rye Rye & Robyn – Never Will Be Mine (Kat Krazy Remix)

“Never Will Be Mine”, o single da Rye Rye com sample de “Be Mine” da Robyn, é um hip hop down-tempo que nunca imaginei que poderia existir um remix dele. Kat Krazy, a responsável pela proeza, transforma a melosa e uniforme música  em uma festa de sintetizadores, batidas anos 90 e sirenes, com uma produção diversificada que muda constantemente e faz a orginal passar vergonha. Já pode pedir um remix só de “Be Mine” assim?

Rye Rye & Robyn – Never Will Be Mine (Kat Krazy Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Foster The People – Call It What You Want (Mille Remix)

A já dançante-em-sua-forma-original “Call It What You Want” acaba de ganhar um remix oficial, com todo o clima de embalos do sábado a noite que você nunca pensou ouvir em uma faixa dos indie-rockers mais modernos do ano. Guitarras chiclete dos anos 80, palminhas e uma batida retrô feita especialmente para ele – esse é o remix do Mille para uma das músicas favoritas de muita gente do Foster The People. O remix é tão divertido que vale a pena mesmo pra quem não conhece ainda a faixa, que aliás é o próximo single do grupo depois de “Houdini”.

Foster The People – Call It What You Want (Mille Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (Mitzi Remix)

O novo single do Two Door Cinema Club, a ótima “Something Good Can Work”, acabou de ganhar um EP de remixes com nomes como RAC e Housse de Racket, entretanto, é o quarteto do Mitzi que leva o prêmio de melhor remix, talvez até o mais legal que a banda já recebeu. Cowbells, batidas electro e uma percussão agitada dão o tom aqui, que inclusive conquistou também o pessoal da Kitsuné, que chegou a adicionar a faixa no disco de remixes da sua última coletânea. Detalhe: a música original nem mesmo apareceu na coletânea das versões originais.

Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (Mitzi Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Maroon 5 – Moves Like Jagger (Sex Ray Vision Remix)

“Moves Like Jagger” é a música mais legal do Maroon 5 em alguns anos, e dado o sucesso que está fazendo, os remixes eram inevitáveis. Rápido no gatilho, mais uma vez o Sex Ray aparece com um remix pra uma faixa recém-lançada, e mais uma vez ele prova que é tão bom quanto é rápido. Sintetizadores e bleeps fluem naturalmente com a essência mais “rock” da banda, dando à faixa um tom mais dançante e bem diferente do que estamos acostumados a ouvir deles: um som preparado para as pistas.

Maroon 5 – Moves Like Jagger (Sex Ray Vision Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Duck Sauce – Big Bad Wolf (Gold Top Remix)

O novo single do Duck Sauce ainda nem saiu, mas seus remixes já começaram a pintar. Com a mesma fórmula da sua última música, o duo repete “The Big Bad Wolf” sem parar e usa um sample de uivo de lobo, que apesar de inocente gruda logo de cara graças à uma edição bem bolada. O Gold Top, entretanto, faz tudo o que um DJ precisa fazer. Num remix progressivo com drops e batidas crescentes, além de ser legal e dançante, é atualmente a única maneira de você sentir – em alta qualidade – o hit sucessor de “Barbra Streissant”.

Duck Sauce – Big Bad Wolf (Gold Top Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Adele – Rumour Has It (Atom Christie Remix)

Adele toma um chá de gás hélio e canta seu novo single, “Rumor Has It”, pra esse remix maravilhoso do Atom Christie. Wobbles suaves garantem o quê de dubstep, que impede a faixa de ser dançante – mas mesmo assim longe de ser lenta. Vocais recortados, batidas pop fortes e versos acelerados dão uma cara completamente diferente da versão original, e prova mais uma vez que as baladas da cantora podem se transformar em inusitadas e exóticas produções nas mãos dos DJs corretos.

Adele – Rumour Has It (Atom Christie Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes #24 (D/L: Botão direito, Salvar como…)

A música eletrônica é inusitada e sempre pode surpreender. RAC é um grupo de DJs europeus e americanos que há algum vem nos impressionado com remixagens fantásticas, que sempre aparecem em nossas páginas. Sempre quando leio “RAC Remix”, sei que se trata de mais uma obra prima dos sintetizadores. Porém, fora todo o contexto musical do grupo, eles também possuem um apreciável lado NERD. O álbum digital Nintendo vs. Sega II é um conjuntos das famosas trilhas de videogame reinterpretadas. Sonic, Pokémon, Mario e outros jogos clássicos foram contemplados com o gracejo musical do grupo. E o que mais impressiona é a qualidade dos remixes: são bons de ouvir e apresentam a leveza característica das produções do RAC. Não se trata apenas de loucura em formato mp3, é também uma possibilidade de reviver – por alguns minutos – os anos dourados da infância.

Mario Kart 64 – Koopa Troopa Beach (RAC MIX) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

Pokémon – Red/Blue Opening Theme (RAC Blue Satellite MIX) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

O álbum com todos os remixes pode ser baixado gratuitamente no site do coletivo.