O Japayork apareceu no final do ano passado com seu primeiro single, “Teenagers”, que foi lançado pelo blog Popjustice. Pra falar a verdade eu não dei muita atenção quando a música foi lançada, mas só há pouco tempo, quando ouvi sua versão finalizada, que realmente fiquei encantado pelo single. Seu nome artístico veio de viagens “que mudaram sua vida” que o cara fez, adivinhem, para o Japão e para Nova York, e após algumas noitadas, em sessenta minutos, “Teenagers” estava escrita. A música toma de inspiração a frustração com a vida, com os trabalhos que não gostaríamos de fazer e com os chefes que não gostaríamos de ter que aguentar, e transforma isso numa celebração que demanda que você esqueça tudo isso e fique feliz pelo resto da noite. É pesada em elementos eletrônicos e em sintetizadores, mas sem deixar a sua melodia se perder na produção, o Japayork ainda nos traz um belo refrão e versos cantados num falsetto à-la Mika. É uma música para os finais de semana, então aperta o play aqui em baixo e venha celebrar com a gente!

Japayork – Teenagers

Japayork diz que um álbum está a caminho, e que nele não vai haver canções tão curtas como essa. Soa promissor, então vamos acompanhar para saber qual será o próximo passo, e visto que essa música é de dezembro, ele deve estar mais próximo do que parece.

Fazer esse post foi complicado, principalmete porque Jhameel não é um artista convencional. Com uma personalidade intrigante, sua biografia cita que ele fala quatro línguas, e deseja expressar através de sua música os triunfos e desafios da condição humana. Depois de rejeitar um contrato com o exército americano, o cara começou a escrever seu disco, e em pouco tempo o The Human Condition estava na rede, de graça, para qualquer um que quisesse baixar.

Sem singles, a tarefa mais difícil do post, como disse, foi escolher uma música para apresentar Jhameel a vocês. O disco todo é permeado por uma mistura de instrumentos orquestrais, guitarras, sintetizadores e uma percussão sólida, e os vocais, acima de tudo, coroam a sinceridade do cantor transformando suas letras em pura poesia. O legal é que o próprio artista tocou todos os intrumentos aqui, e o resultando é impressionante e deve ser valorizado, por ser uma coisa extremamente casual porém profissional. Mas vamos lá, primeiramente não podia deixar de apresentar a faixa título, “The Human Condition”, que me lembrou na hora o TV On The Radio, pelo seu experimentalismo pop e sua percussão funky que não vai deixar ninguém parado. A instrumentação também é um dos brilhos da faixa, que vai desde trompetes à uma guitarra bem típica da outra banda, além é claro das harmonias vocais e os tons de voz de Jhameel, que viajam do grosso para o estridente em segundos.

Jhameel – The Human Condition

Outra favorita, das muitas do disco, é “THC”, que sim, é sobre exatamente isso que você está pensando. Com uma letra brilhante que começa numa rodinha de amigos fumando aquele cigarrinho, o cara começa a viajar na vida, falando que está queimando a “inibição humana” e não deveria deixar “falsas superstições” impedirem você de fazer o que quiser. Com um dos refrões mais grudentos do álbum, que repete “puff puff pass” ao som de palminhas e uma guitarra mega feliz, além de ser uma música deliciosa de ouvir, ela vai fazer você querer imprimir sua letra pra mostrar pros seus pais o quão brilhante uma letra sobre maconha pode ser.

Jhameel – THC

O cara cita Phoenix, MGMT, Jónsi e Sufjan Stevens como suas influências, mas sinceramente, Jhameel tem tantas facetas em seu disco que fica difícil ser outra pessoa se não ele mesmo. Outras favoritas do disco que você deve checar são “Cafe Du Monde”, com seu refrão “da-dadada”, o pseudo-single “Bernal Heights” e a energética “How Many Lovers”, que fala disso também que você está pensando. No geral, todas as faixas são boas, e como a boa arte deve ser apreciada, Jhameel está aceitando doações em seu site para continuar seu trabalho, mas independente de você estar se sentindo generoso ou não, corra aqui agora e baixe, de graça, um dos discos mais surpreendentes e inesperados do ano.

PS.: Vai ser muito difícil não querer doar pelo menos uns centavos quando ver a emocioante mensagem do cara na página para baixar o disco.

Finalmente, está aqui. Depois de muita espera, o aguardado álbum do Wolf Gang, Suego Faults, está pronto para sair. Com lançamento marcado para o dia 25 de Junho, o disco chegou com o anúncio do primeiro single, “Dancing With The Devil”, mas quem vai carregá-lo de agora em diante é a antiga favorita dos fãs, “The King And All Of His Men”. A música foi lançada há mais de 2 anos, e chegou a ganhar até um clipe, mas ressurgiu agora com novos vocais e uma versão completamente remasterizada, ganhando até um minuto a mais para competir com o brilho moderno dos últimos singles.

Essa foi a música que me fez perseguir cada passo do Wolf Gang desde então, e como um fã da original,  posso confirmar que tudo o que mais gostava nela está aqui, desde os pulsantes pianos, os épicos “oooohs” no refrão e o break da faixa, com batidas tribais e harmonias vocais indígenas, que continua tão poderoso quanto antes. Na nova versão, além do vocal mais limpo, percebi que o ritmo foi acelerado, os instrumentos estão mais agressivos, e foram adicionadas novas linhas de sintetizadores que prenchem bem a única lacuna de potencial que ainda restava aqui. Ou seja, o que já era bom, ficou ainda melhor. Confira a versão 2011 da faixa, e se ainda não a conhece e gosta o mínimo dos The Killers ou do Empire of the Sun, conheça um dos meus singles favoritos de 2009 pra cá logo abaixo:

Wolf Gang – The King And All Of His Men

Fiquem animados para o Suego Faults, que só sai em Junho, mas se quiser ter um gostinho de como tudo vai ficar, clica no link aqui em baixo que você consegue ouvir 5 faixas do disco (ou seja, metade dele), no Album Sampler que foi disponibilizado no início da semana. Incrível ou não?

Clique aqui para ouvir 5 faixas do álbum!

Depois da apresentação da nova seção semana passada, gostei de ver o pessoal comentando e elogiando a iniciativa, então nada mais natural do que continuar essa semana com o segundo volume dos meus mashups favoritos. Vamos ouvir que tem muita coisa boa hoje também!

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Britney Spears vs. Coldplay – Clock it Against Me

Britney Spears se encontra com o Coldplay aqui nessa versão de “Hold It Against Me”, que pega emprestado os pianos de “Clocks”, mas que graças aos DJs From Mars, a história não se resume a isso. Os caras criaram uma nova batida, adicionaram um drama no começo, mas logo depois do refrão, distorcem o vocal da cantora numa espécie de marchinha electro à-la “Pon The Floor”, que cabe perfeitamente em qualquer pista de dança. É bonita, dançante e bem executada. Precisa de mais algum adjetivo pra um mashup?

Britney Spears Vs. Coldplay – Clock it Against Me

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MGMT vs. Far East Movement – G6 Kids

O DJ Lobsterdust vai fazer alguns indies tremerem agora, mas a única sensação que ele me trouxe no começo pôde ser resumida a uma gargalhada. Chamem de senso de humor ou gosto pelo trash, mas “Like a G6″, o hit do Far East Movement com a Dev, combina muito melhor do que você pode imaginar com “Kids” do MGMT, o hino de metade dos leitores do Pitchfork em 2008. Chorem ou dançem, mas ouçam esse remix, que é uma daquelas pérolas a ser guardada para surpreender os amigos.

MGMT vs. Far East Movement – G6 Kids

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LCD Soundsystem vs. Justin Timberlake – My Love is Someone Great

Esse mashup, produzido por ninguém menos que o Diplo, saiu na internet como um remix, e sem nenhuma palavra citando o LCD Soundsystem no meio. Quando fui ouvir, bang, a surpresa. Minha faixa favorita do Sound of Silver, a infinitamente triste/depressiva “Someone Great”, tinha acabado de ceder seu instrumental à minha faixa favorita do Justin, “My Love”, e embora não fique dançante nem nada, a música ganha um aspecto mais sério, conforme as batidas do Timbaland ficam de fora. É legal e relaxante, e provavelmente deve agradar aos dois grupos de fãs, desde que o preconceito seja deixado de lado.

LCD Soundsystem vs. Justin Timberlake – My Love is Someone Great

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Mash Me Up – Vol. II by luissal

O Spector é um quinteto de Londres que anda abrindo para os The Vaccines, e embora não tivessem nenhum material na rede ainda, pouco menos de duas semanas atrás a última música do seu set ao vivo caiu na rede.  Pelos comentários de quem já viu um show dos caras, a escolha não poderia ter sido melhor. O primeiro single, “Never Fade Away”, é britânico mas soa como uma típica balada indie rock americana, carregada por uma melodia tão bonita que até sua mãe iria gostar. Sua acessibilidade  pop entretanto, vem acompanhada com um pingo da nostalgia triste dos anos 80, e tem um tom melodramático que passeia pelo glorioso e o patético, mas sempre te deixando com um sorriso no rosto. Embalada ainda por um elegante refrão e uma produção dinâmica que muda a cada estrofe, a verdadeira força da música, entretanto, são os vocais de Macpherson, que eleva a sua tensão até o último momento possível, te mostrando o abismo mas nunca te deixando cair. Sem perder tempo, conheça os ingleses logo abaixo:

Spector – Never Fade Away

Infelizmente, nenhuma outra música além desta está na rede por enquanto, mas se assim como eu ficou curioso, aguardem por mais novidades em breve.

Conheça os Fixers, nossa próxima obsessão. Guarde esse nome pois certamente verá os caras muito mais vezes aqui no blog, e o motivo é bem simples: nossa queda por bandas de pop-eletrônico. Eles na verdade são de Oxford, na Inglaterra, mas têm muito mais em comum com a psicodelia californiana dos Estados Unidos, justamente por terem uma ambição cósmica ao invés de se contentarem com o médio. Eles podem muito bem estar tocando em boates indies com privadas sujas nesse momento, mas se dependerem do seu recém lançado single, já já estarão nos grandes festivais americanos e europeus, e só quero ver a bagunça que eles vão causar.

A faixa que embalou toda minha empolgação foi “Crystals”, que inclusive já vem sendo muito tocada pela rádio da NME, e é uma maravilhosa ode ao catálogo das saladas ensolaradas feitas pelo Animal Collective e os Beach Boys. Basicamente, é um pop experimental e acessivo, com uma produção impossível de compreender totalmente de primeira, que chega a lembrar a criatividade do MGMT nos primeiros singles, mas num ritmo bem mais acelerado. Isso tudo graças a uma percussão hiperativa, sintetizadores psicodélicos, camadas de harmonias vocais e até mesmo palminhas e barulhos de água caindo, complementados por um refrão que promete provocar dores nos pés. O vídeo, que acabou de sair, eleva a doidera à uma nova potência, com imagens caleidoscópicas, bananas voadores e grids como o de Tron, que provavelmente te deixará alterado se conseguir assistí-lo por completo. Tente logo abaixo:

Fixers – Crystals

Mas “Crystals” não foi a única que me deixou assim. Clicando aqui, você pode ouvir o resto do EP Here Comes 2001 So Let’s All Head For The Sun, que foi lançado no começo do mês, e terá mais 3 belos motivos que te deixará no mesmo lugar q:ue estamos queremos um disco dos Fixers. E logo, por favor.

Ouça aqui e ouça o restante do EP!

Totatlly Enormous Extinct Dinosaurs, ou T.E.E.D. para os mais íntimos, é o nome do projeto do britânico Orlando Higginbottom, que já lançou uma série de EPs no ano passado pela Greco-Roman. Mas ano novo, casa nova, o cara se mudou para a Polydor Records, a mesma gravadora de La Roux e Jamie Woon, e é com seu brilhante single “Trouble” que é dado o pontapé inicial. A faixa tinha sido divulgada em uma versão editada para o SoundCloud esses dias, mas só ontem teve seu lançamento oficial, e a versão final é ainda mais gloriosa. Numa mistura de sintetizadores, um baixo firme e barulhinhos de laser, “Trouble” parece ser a pedida ideal para um clube obscuro das profundezas da galáxia. Sim, ela tem um toque todo futurístico e exótico, mas os tambores de aço utilizados aqui deixam o clima todo mais tropical e caribenho, quase como um calypso electro, se é que possível. As batidas chegam a lembrar uma versão mais estilizada dos hits da La Roux, mas com um vocal mais introspectivo. E se tudo soar como uma selva de sons à princípio, dê algumas chances à música que seu brilho fará sentido logo logo. Confira a versão oficial logo abaixo.

Totally Enormous Extinct Dinosaurs – Trouble

Velhos hypes vão ganhando discos, e novos hypes vão surgindo. Se estiver necessitado de um pouco de synth pop na sua vida, parece que o T.E.E.D. poderá suprí-lo ainda esse ano. Embora não saibamos a data ainda, seu álbum já está pronto, e deve ser anunciado em breve. Aguardem por mais novidades.

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