A internet adora boatos, fofocas, especulações. Foi assim com o projeto iamamiwhoami, e está sendo agora com o Just A Number 05272011. Sim, esse número (ainda) sem sentido faz parte do nome do duo, e pouco foi revelado ainda sobre quem são eles e o que é o projeto. Basicamente, há uma nuvem de mistério os perseguindo no momento, e como o que está mandando é o seu som, “Business” certamente se faz merecedora de tal atenção. Basicamente é como se a Robyn se encontrasse com a bizarrice do The Knife, e ainda pegasse um vocal masculino para dividir o microfone. Em outras palavras, a música é um pop eletrônico maníaco, com batidas electro sujas e um baixo estourado, tudo sob vocais agudos femininos que horas dão lugar para o vocal masculino misterioso, e horas ainda é cantado em coro pelos dois (ou mais gente). A música não tem uma estrutura convencional e nem mesmo um refrão aparente, mas ela te guia sem dificuldades até seu explosivo final, que definitivamente vai te deixar querendo mais. É excêntrica, pegajosa e de certa forma misteriosa, assim como a banda, e nos deixa na esperança de 05272011 não ser “só um número”, mas sim a data em que teremos algo concreto deles.

Just A Number 05272011 – Business

Se sente saudades do indie-rock britânico com uma pegada pop, e se nomes como Brother e The Milk já chamaram sua atenção esse ano, prepare-se para conhecer o Various Cruelties, a terceira promessa do brit-pop que 2011 está oferecendo. Em menos dos três minutos de “Neon Truth”, os caras vão te fazer cantar, dançar e até tocar sua guitarra imaginária, sob uma melodia que consegue acabar com qualquer mal humor de início de semana. A música é o novo single dessa banda que faz canções pop rock tal qual o Brother, porém se destaca por sair das influências dos Oasis e dos Libertines, optando por adicionar um toque gentil de ska e do soul dos anos 60, um pouco parecido com o que o The Milk anda fazendo. “Neon Truth” é divertida, alto-astral, e tem um final que fica repetindo “i love you” por meio minuto, de uma maneira menos clichê do que você pode imaginar. É uma daquelas raras canções animadas e serenas ao mesmo tempo, que conseguem levar todo o nosso stress embora, e se ouví-la olhando para o sol, na estrada ou na piscina, seu efeito ainda é duplicado.

Various Cruelties – Neon Truth

Se “Diva” pegou “A Milli” do Lil Wayne como exemplo, o primeiro single do quarto disco da Beyoncé, “Girls (Who Run The World)”, pega o hit do Major Lazer, “Pon The Floor”.  Dispensando o vocal que fez muita gente pirar nas pistas, a cantora fica só com a batida de tambores da música, criando um fundo para a sua própria doidera que soa como “Wind It Up”, a marcha-pop da Gwen Stefani, mas numa versão mais caótica, confusa e Missy Elliot; ou seja, mais hip-hop e menos pop. E isso resume o primeiro motivo porquê “Girls” não me encantou, pelo menos de cara. Beyoncé muda o seu jeito de cantar a cada segundo, contrastando com a simplicidade de “Single Ladies”, mas basicamente ela não canta, e faz raps, tal como em “Videophone” ou “Diva”. Ou seja, a música não tem melodia. E nem depender de um refrão ela pode, como alguns rappers fazem, pois esse aqui é tão ruim e sem brilho que era melhor ter ficado de fora. Mas de uma forma estranha, “Girls” ainda me dá esperança de que vai crescer e virar mais um hit para Beyoncé. A música é agitada e contagiante, e até quem está enjoado de “Pon The Floor” vai ficar com vontade de dançar, sem contar que ela traz todo o carisma da cantora, principalmente nos versos, que são simplesmente matadores. Além também do fato de que essa versão é um possível demo ainda não finalizado, o que ainda dá esperanças à música. Hoje, “Girls” é uma música mediana, e me deixa feliz ao saber que, por enquanto, Beyoncé não domina o mundo com ela.

Beyoncé – Girls (Who Run The World)

O NewVillager é um duo vindo direto do Brooklyn, que na verdade se auto-proclama como um projeto-multimídia, pois combinam em suas apresentações filmes, desenhos, livros e qualquer outra coisa necessária para traduzir seu som na mais bela das artes. Sua biografia menciona que eles gravaram dez vezes cada uma das música do seu debut, com diferentes refrões e melodias, e de certa forma, dá pra perceber que o novo single, “Lighthouse”, realmente parece o resultado de diferentes ideias combinadas, tanto em sua música quanto em seu vídeo.

A música combina vocais graves com uma melodia energética, e ainda flerta com sintetizadoes, violões e uma boa dose de cantos que parecem ser cantados por vinte pessoas ao mesmo tempo dentro de uma igreja. É extremamente orgânica e feliz, e embora ela seja extremamente limpa e pop (sem nada de shoegaze), de alguma forma seu som me passou uma sensação de “sonho”, e é basicamente isso que afirma seu vídeo bizarro e visualmente estimulante. Com muita criatividade e pouco dinheiro gasto, a banda cria um ambiente psicodélico com vários atores fazendo coisas sem sentido, e usando roupas feitas de materiais como fitas de vídeo-cassete, vassouras, arames, papel higiênico e sacolas de lixo, pra citar alguns. Se você já jogou o maravilhoso e vivo e colorido mundo de Katamary Damacy, terá uma sensação parecida ao assistir o vídeo. É basicamente brilhante e um belo motivo pra você ficar ansioso para o debut do duo, que será lançado pela IAMSOUND, a mesma casa da Little Boots, da Florence & The Machine e da querida Cocknbullkid.

Festa: MASH!

Luis Felipe —  16/04/2011 — 5 Comentários

Amigos do ES. Pela primeira vez desde que construí esse blog, estarei fazendo um DJ set aqui em Vitória! E a festa não poderia ser melhor: a MASH!, do Massa Cult. Com o intuito de ser a primeira festa 100% Mash Up do Espírito Santo, estarei discotecando finalmente alguns dos melhores mashups que já ouvi, de novidades à pérolas-bem-guardadas, do pop ao indie – bem estilo Oh My Rock mesmo. Isso porque o nosso conterrâneo André Paste, o gênio-mirim dos mashups, também estará fazendo o seu set repleto de funk, indie e pop, assim como o DJ Ed de Belo Horizonte e o crew da própria Massa Cult. Se está aqui por Vitória e quer se divertir e se surpreender na mesma proporção, fica aqui o convite.

Fiz um minimix com três dos meus mashups favoritos que irei tocar hoje. Tem Lady Gaga de um jeito bem inusitado, pelo FAROFF; a Robyn roqueira com o ACDC; e por último, para os popheads, “Till The World Ends” e “Hold It Against Me”, ambas da Britney, se unem numa explosiva mistura que junta os dois hits do Dr. Luke em uma música só. Já dá pra sentir como será meu set, e se curtiu o que ouviu, espere por muito mais hoje a noite!

MASH! + Oh My Rock by ohmyrock2

Terceiro Friday Mixes seguido do blog, seria isso um milagre? Acreditem ou não, não estava brincando quando disse que tinha muita coisa bacana pra postar, e como os DJs parecem não cansar de nos bombardear com coisas legais a cada semana, fica ainda mais fácil manter o ritmo, e principalmente, a qualidade. Então se vem curtindo nossa pequena seção de remixes, embarque nesse volume 18, que passeia pelo mainstream e dá uma bela volta pelo alternativo, agradando todo mundo. Mas como um leitor fiel do Oh My Rock, tenho certeza de que vai ouvir todos, desde o remix maravilhoso de uma música que nunca nem ouvi a original (acreditem, não foi preciso), ao primeiro remix do Arcade Fire que eu ouvi na minha vida que merece ser postado com louvor, e até o remix do The Knocks pro Chris Brown, que recria essa música mediana dele em algo louvável. Ouça logo abaixo e comemore o fim de semana!

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FRIDAY REMIXED – Vol. 18 by OhMyRock

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The Steelwells – This Dance Is Out Of Your Hands (Barry Watkins Remix)

Se tem uma coisa que eu não gosto de fazer, é postar remixes de músicas desconhecidas. A graça do remix é surpreender quem ouviu a original, e se você não ouviu a original, metade da magia está perdida. Porém, tive que abrir uma excessão para essa aqui. Quem são os The Steelwells ou como a versão original de “This Dance Is Out Of Your Hands” soa, não me pergunte, mas esse remix aqui é simplesmente matador, e tem mais plays no meu iPod do que qualquer outra faixa dessa página. Basicamente é um electro cheio de partes brilhantes, vocais recortados e um refrão que vai querer te fazer sair pulando por aí, e me lembra a genialidade das primeiras músicas do Frankmusik. Ou seja, basicamente brilhante, revigorante e alto-astral. Ouça sem medo, e depois vá ouvir a original e me contar como é. Enquanto isso, eu continuo ouvindo essa.

The Steelwells – This Dance Is Out Of Your Hands (Barry Watkins Remix)

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Arcade Fire – Black Mirror (KNIGHT STALKER Remix)

Eu raramente posto algum remix do Arcade Fire, porque simplesmente nenhum deles fazem jus às versões originais. Talvez porque muitos DJs têm medo de mexer em suas composições, ou até mesmo porque suas música não combinem com batidas electros. Mas como disse, como a graça dos remixes é surpreender os ouvintes, o KNIGHT STALKER fez um belíssimo trabalho com “Black Mirror” aqui, transformando a música num electro sujo e cheio de batidas pesadas, mantendo a mesma estrutura da original mas reutilizando apenas os vocais da faixa. Se tem uma música que poderia ser tocada numa festa mega-louca de Skins, esse violento remix seria a pedida ideal, e como Gerard mesmo pergunta ao espelho mágico “onde as bombas irão cair”, se esse remix fosse a versão original, a resposta do espelho seria simplesmente “seu cérebro”.

Arcade Fire – Black Mirror (KNIGHT STALKER Remix)

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Robyn – Call Your Girlfriend (Kaskade Remix)

Finalmente, “Call Your Girlfriend”, uma das melhores músicas do Body Talk da Robyn, ganhou um remix digno da faixa original. Embora a outra versão seja relativamente lenta, Kaskade não perdeu tempo com batidas dubstep ou coisas do gênero, e mandou logo uma batida house progressiva que deixou a faixa infinitamente mais dançante do que a original. Subidas e descidas criam expectaticas, principalmente no insano da faixa, que na original já era maravilho, e aqui continua dando arrepios. Duvido alguém ficar parada nessa aqui.

Robyn – Call Your Girlfriend (Kaskade Remix)

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Britney Spears – I Wanna Go (Sex Ray Vision Remix)

Não me culpem se a Britney fez o CD mais dançante do ano. E o pior, parece que mesmo assim, cada faixa está ganhando um remix diferente. Dessa vez, o Sex Ray, que fez aquele remix à-la Chiddy Bang de “Friday”, da Rebecca Black, transforma uma das músicas favoritas dos fãs em algo ainda mais dançante, e acredite, isso foi possível. O segredo? Efeitinhos de GameBoy, um baixo diferente, sintetizadores novos e um refrão que explode ainda mais do que a original. Essa é a versão definitiva da música, e aquela que merece tocar e muito nas pistas.

Britney Spears – I Wanna Go (Sex Ray Vision Remix)

 

Gwen Stefani – Hollaback Girl (2011 Version)

Não me pergunte o nome original desse remix, e nem de onde eu tirei. Só sei que ele é desse ano, e que é maluco. Com um baixo pronto pra fazer sua caixa de som tremer, as batidas militares da original ganham ainda mais força aqui, e o refrão vira um trance completamente diferente do resto do remix. E embora “Hollaback Girl” soe atual até mesmo depois de 7 anos, o 2011 do nome realmente faz jus, pois a faixa consegue soar ainda mais moderna aqui, e nos deixa na ansiedade de ouvir qualquer material novo da Gwen.

Gwen Stefani – Hollaback Girl (2011 Version)


Chris Brown – Beautiful People (The Knocks Remix)

Não se desespere por estar ouvindo uma música do Chris Brown. O cara pode não ter uma f.a.m.a. boa, mas ele tem lá alguns singles que prestam. Esse aqui, embora não seja exatamente dele e sim do Benny Benassi, ganha uma versão totalmente diferente e mais criativa nas mãos do The Knocks. Os caras adicionam aquela típica batida que já conhecemos e tanto amamos, e ainda cria um refrão completamente diferente pra faixa, que parece até com os “oh-oh-oh”s de “Till The World Ends”, da Britney. Ouça sem preconceitos, e aproveite esse remix super criativo pelos The Knocks.

Chris Brown – Beautiful People (The Knocks Remix)

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Wolf Gang – Dancing With The Devil (Coco Bongo Remix)

O Wolf Gang tem um dos debuts mais esperados do ano por mim, e enquanto “Dancing With The Devil” traz um som mais pesado e diferente pra banda, esse remix joga as coisas pro alto e adiciona sintetizadores alegres que transformam completamente o clima da música, que perde o refrão original e ganha até um outro bem no finalzinho. O único pecado, como acontece algumas vezes, é a curta duração da faixa, que com pouco mais de três minutos nos deixa na vontade de mais sete.

Wolf Gang – Dancing With The Devil (Coco Bongo Remix)

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Passion Pit x Jackson 5 – The Jackson Pit (Sleepyhead / I Want You Back) [Xaphoon Jones Remix]

Esse mashup esteve no topo do Hype Machine por quase uma semana, e merecido. Foi a música que mais chamou atenção da mixtape lançada pelo Xaphoon Jones, do Chiddy Bang, e é daqueles remixes que vai te fazer estranhar até mesmo a original depois. Se não sacou pelo título, o hit do Passion Pit, “Sleepyhead”, é misturado ao hit do Jackson 5, “I Want You Back”. Pode parecer estranho, mas acredite, elas se misturam perfeitamente, e como disse, depois de ouvir esse mashup, você nunca mais vai olhar para as duas músicas do mesmo jeito.

Passion Pit x Jackson 5 – The Jackson Pit (Sleepyhead / I Want You Back) [Xaphoon Jones Remix]

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes XVIII

Friday Mixes XVIII by ohmyrock1ano

Ser um segundo single da Lady Gaga não é uma tarefa fácil, e tenha certeza que você será julgado pelo público por isso. Com um legado que traz “Poker Face” e “Telephone” nas costas, “Judas”, o aguardado novo lançamento da cantora, chega com a promessa de agradar àqueles que não gostaram do lançamento anterior, que não teve muito das suas marcas registradas, como repetições e os já conhecidos “gagaísmos”, que elevou a cantora a outros patamares em “Bad Romance”. Se você estava procurando por isso, vai ficar feliz em saber que sim, eles estão presentes em “Judas”. Mas não exatamente da mesma maneira.

Com uma batida tribal-industrial que vai soar como simples barulho para alguns, a música chega a soar nos versos como “Steppin Up”, a louca canção da M.I.A, só que com Gaga cantando com um sotaque mezzo-árabe e soltando até uns gritos que parecem ter saído de algum culto religioso do oriente-médio. Como disse, não é parecido com nada que Gaga já fez, e enquanto muitos devem estranhar os versos agressivos da música, ele basicamente dá um passo à frente de todas as músicas mainstreams do momento, e estreita ainda mais a fronteira entre elas e as canções pop mais experimentais, vide a da própria M.I.A. O refrão, entretanto, é outra história. É como se “Judas” pegasse o de “Bad Romance” e tentasse encaixar sua harmonia com a doidera de suas batidas, e o processo não poderia ter sido feito com mais êxito. Aqui, todo mundo que já ouviu os maiores hits de Gaga se sentirão em casa, e até mesmo seguro, graças a sensação de familiaridade que ele traz, sem tirar seu brilho. “Judas” é uma canção que deve dividir opiniões, talvez ainda mais do que “Born This Way”, e talvez por conta disso ela não seja o mesmo hit que “Bad Romance” foi. Mas para aqueles que estão acostumados com o diferente, que têm a cabeça aberta, e é claro, que gostam de música pop, “Judas” não será mais uma música apedrejada, e sim aplaudida. Chegou a hora de você julgar “Judas”, e para isso, basta apertar o botão de play aqui de baixo.

Lady Gaga – Judas

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