É comum ouvirmos que o rock está morto, de fato acredito mesmo que toda aquela roupagem arcaica e apenas modulada por guitarra e pedais está com os dias contados. Porém isso não indica morte do estilo e sim transformação. Algumas bandas conseguem combinar a tradição do rock com elementos novos e únicos.

Auction é uma banda formada por cinco amigos ingleses. Tendo como principal influência Wild BeastsThe Police, a banda soa experimental, porém é possível decifrar elementos tradicionais no som. O nome Auction (leilão) é literal; a banda grava em uma antiga estação de trem leiloada. O primeiro single, “Statues”, é o tipo de música que começa calma e com vocais aveludados. Entretanto, após alguns segundos percebe-se a explosão dos sintetizadores e o aumento da velocidade do compasso. O calmo torna-se agitado e converge em um refrão empolgado e típico do rock inglês.

Auction – Statues (D/L: Botão direito, Salvar como…)

“Statues” faz parte de um debut álbum lançado independentemente, ou seja, mais um indie para nossa coleção.

Lizzy Grant, também conhecida como Lana Del Rey, é mais uma compositora que une bela voz e talento musical. Tendo as ruas de Nova York o seu palco, ela juntou influências que, como ela mesmo cita, transitam entre Elvis e Britney, construindo faixas suaves e repletas de referências dos anos 50, especialmente do jazz, soul e do pop. É uma mistura estranha, mas acreditem – funciona. Apesar de ter lançado algumas faixas por produtores e gravadoras diferentes, ela agora se prepara para o lançamento do primeiro disco.

O single “Video Games” é uma prévia do seu futuro trabalho e reúne, em seus cinco minutos, um pouco de escuridão, talvez refletida pelo uso de instrumentos mais clássicos como harpas, violinos e uma bateria militar, em uma base contínua e melancólica, que lembra em horas os trabalhos mais sóbrios da Florence & The Machine. Apesar da bela letra, que traz referências a “garotas más”, álcool e a Belinda Carlisle (“heaven is a place on earth”), o maior destaque, entretanto, é sua voz, tão bela quanto a própria cantora. Lana conduz graves e agudos de forma colossal, dando forma à sua composição que promete te assombrar até mesmo depois do seu final. O vídeo, também recém lançado, traz uma espécie de colagens com filmes antigos, celebridades e video-games, e ajuda a dar o tom da sua música.

Lana Del Rey – Video Games

É um começo impressionante para essa jovem cantora de 24 anos, e apesar de não saber como suas canções irão se encaixar no cenário pop de hoje, estamos ansiosos para ouvir mais dela.

Mais um Friday Mixes – mais um final de semana intenso a vista! Como disse semana passada, resolvi deixar para os Friday Mixes os remixes mais “pop”, aqueles que você consegue cantar junto, aqueles com aquelas músicas conhecidas. Os remixes mais pesados, mais “alternativos” ou que acabaram ficando se fora da edição – vão aparecer no Weekend Mixes, que já rolou semana passada. Mas chega de papo. Prontos para a diversão?

Friday Remixed 24 by OhMyRock

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Nicola Roberts – Beat Of My Drum (Ed Wilder Remix)

Alguém consegue ficar parado com “Beat Of My Drum” da Nicola Roberts? Se a sua resposta ainda for “sim”, se prepare para ouvir o melhor remix da faixa até agora, talvez até melhor que a original. O remix não é oficial, mas ganhou uma certa repercussão nos blogs até simplesmente sumir do mapa (culpe a Universal por isso). Mas não precisa procurar, o próprio Ed Wilder me mandou a mp3 da faixa. Com a loucura da original intacta aqui, Ed adicionou uma pitada de dusbtep e novas batidas electro que deixaram a música ainda mais dançante. O refrão, que conta agora com a força de trompetes, continua tão divertido como nunca. Baixem enquanto não tenha que retirar também.

Nicola Roberts – Beat Of My Drum (Ed Wilder Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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MNDR – Cut Me Out (Drop The Lime Remix)

Lançado pela Green Label Sound, “Cut Me Out”, a nova música de MNDR, acaba de ganhar um remix oficial do mesmo selo. Feito pelo DJ Drop The Lime, do Brooklyn, a música deixou as batidas electro pro refrão e acrescentou no verso tambores, apitos e tamborins, que lembram “Hey Mickey” e seu ar  de high-school, com palminhas e tudo mais, e nos fazem pensar na hora em cheerleaders americanas fazendo aquelas dancinhas coreografadas. É um remix até engraçadinho, que apesar da pretensão zero, supera a original e vai te fazer correr pra pista com seus drops e surpresas escondidas.

MNDR – Cut Me Out (Drop The Lime Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Rye Rye & Robyn – Never Will Be Mine (Kat Krazy Remix)

“Never Will Be Mine”, o single da Rye Rye com sample de “Be Mine” da Robyn, é um hip hop down-tempo que nunca imaginei que poderia existir um remix dele. Kat Krazy, a responsável pela proeza, transforma a melosa e uniforme música  em uma festa de sintetizadores, batidas anos 90 e sirenes, com uma produção diversificada que muda constantemente e faz a orginal passar vergonha. Já pode pedir um remix só de “Be Mine” assim?

Rye Rye & Robyn – Never Will Be Mine (Kat Krazy Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Foster The People – Call It What You Want (Mille Remix)

A já dançante-em-sua-forma-original “Call It What You Want” acaba de ganhar um remix oficial, com todo o clima de embalos do sábado a noite que você nunca pensou ouvir em uma faixa dos indie-rockers mais modernos do ano. Guitarras chiclete dos anos 80, palminhas e uma batida retrô feita especialmente para ele – esse é o remix do Mille para uma das músicas favoritas de muita gente do Foster The People. O remix é tão divertido que vale a pena mesmo pra quem não conhece ainda a faixa, que aliás é o próximo single do grupo depois de “Houdini”.

Foster The People – Call It What You Want (Mille Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (Mitzi Remix)

O novo single do Two Door Cinema Club, a ótima “Something Good Can Work”, acabou de ganhar um EP de remixes com nomes como RAC e Housse de Racket, entretanto, é o quarteto do Mitzi que leva o prêmio de melhor remix, talvez até o mais legal que a banda já recebeu. Cowbells, batidas electro e uma percussão agitada dão o tom aqui, que inclusive conquistou também o pessoal da Kitsuné, que chegou a adicionar a faixa no disco de remixes da sua última coletânea. Detalhe: a música original nem mesmo apareceu na coletânea das versões originais.

Two Door Cinema Club – Something Good Can Work (Mitzi Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Maroon 5 – Moves Like Jagger (Sex Ray Vision Remix)

“Moves Like Jagger” é a música mais legal do Maroon 5 em alguns anos, e dado o sucesso que está fazendo, os remixes eram inevitáveis. Rápido no gatilho, mais uma vez o Sex Ray aparece com um remix pra uma faixa recém-lançada, e mais uma vez ele prova que é tão bom quanto é rápido. Sintetizadores e bleeps fluem naturalmente com a essência mais “rock” da banda, dando à faixa um tom mais dançante e bem diferente do que estamos acostumados a ouvir deles: um som preparado para as pistas.

Maroon 5 – Moves Like Jagger (Sex Ray Vision Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Duck Sauce – Big Bad Wolf (Gold Top Remix)

O novo single do Duck Sauce ainda nem saiu, mas seus remixes já começaram a pintar. Com a mesma fórmula da sua última música, o duo repete “The Big Bad Wolf” sem parar e usa um sample de uivo de lobo, que apesar de inocente gruda logo de cara graças à uma edição bem bolada. O Gold Top, entretanto, faz tudo o que um DJ precisa fazer. Num remix progressivo com drops e batidas crescentes, além de ser legal e dançante, é atualmente a única maneira de você sentir – em alta qualidade – o hit sucessor de “Barbra Streissant”.

Duck Sauce – Big Bad Wolf (Gold Top Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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Adele – Rumour Has It (Atom Christie Remix)

Adele toma um chá de gás hélio e canta seu novo single, “Rumor Has It”, pra esse remix maravilhoso do Atom Christie. Wobbles suaves garantem o quê de dubstep, que impede a faixa de ser dançante – mas mesmo assim longe de ser lenta. Vocais recortados, batidas pop fortes e versos acelerados dão uma cara completamente diferente da versão original, e prova mais uma vez que as baladas da cantora podem se transformar em inusitadas e exóticas produções nas mãos dos DJs corretos.

Adele – Rumour Has It (Atom Christie Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes #24 (D/L: Botão direito, Salvar como…)

A música eletrônica é inusitada e sempre pode surpreender. RAC é um grupo de DJs europeus e americanos que há algum vem nos impressionado com remixagens fantásticas, que sempre aparecem em nossas páginas. Sempre quando leio “RAC Remix”, sei que se trata de mais uma obra prima dos sintetizadores. Porém, fora todo o contexto musical do grupo, eles também possuem um apreciável lado NERD. O álbum digital Nintendo vs. Sega II é um conjuntos das famosas trilhas de videogame reinterpretadas. Sonic, Pokémon, Mario e outros jogos clássicos foram contemplados com o gracejo musical do grupo. E o que mais impressiona é a qualidade dos remixes: são bons de ouvir e apresentam a leveza característica das produções do RAC. Não se trata apenas de loucura em formato mp3, é também uma possibilidade de reviver – por alguns minutos – os anos dourados da infância.

Mario Kart 64 – Koopa Troopa Beach (RAC MIX) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

Pokémon – Red/Blue Opening Theme (RAC Blue Satellite MIX) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

O álbum com todos os remixes pode ser baixado gratuitamente no site do coletivo.

Conheça Beni e a próxima mania que estamos prevendo para 2011: the Bubble. O produtor australiano Beni, assinado pela Modular Records (a mesma do Rapture), vem criando aos poucos o hype para o lançamento de seu massivo single, “It’s A Bubble”. Primeiro foi lançado um remix do The Magician para a faixa, bem do nada, e de pouco em pouco foram surgindo alguns vídeo na internet de um passo de dança chamado the Bubble, até então sem sentido, onde você simplesmente faz um movimento com os pulsos, junta as mãos e abre, como se fosse uma bolha estourando.

É claro que esses virais só fazem sentido quando tudo é explicado no final, e apesar de nem tudo ter sido revelado, hoje saiu um documentário do single, “It’s A Bubble”, que juntou todas as peças. Filmado na França por Cedric Blaisbois, ele conta a história de como o “fenômeno” surgiu. Tudo começa com Jonas, amigo coreógrafo de Beni, que “ficou louco” quando ouviu a música e decidiu “fazer algo com ela”. Ele, auto-proclamado “the mother of the Bubble”, criou o passo de dança que falei acima e jogou na internet, atraindo mais curiosos, até que decidiu recrutar mais dançarinos pra participar de um concurso de dança, e aí… bem, o resto você vê no vídeo. É hilário, as figuras que você vai ver são encantadoras, e te fazem torcer de verdade para a sua vitória nesse campeonato underground de dança, mesmo com os poucos 10 minutos de duração.

A grande decepção, entretanto, é que a própria música não é revelada por completa no vídeo. Apesar do seu lançamento previsto para o final de Julho, conseguimos hoje botar as mãos no single, e aqui estamos compartilhando. E já digo, resistir é inútil: você sabe que vai querer dançar isso. Com os vocais de Sean Delear e Turbotito, “It’s A Bubble” é uma agitada canção com uma clássica energia house. Repleta de pianos, saxofones, um baixo estremecedor, um refrão feito para as pistas e incansáveis barulhos de bolhas estourando, a música tem de tudo pra ser a próxima febre do sábado a noite, mesmo que apenas nos clubes underground franceses.

Beni – It’s A Bubble (Feat. Sean Delear & Turbotito) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

Beni – It’s A Bubble (The Magician Remix) (D/L: Botão direito, Salvar como…)

“It’s A Bubble” é o primeiríssimo lançamento de Beni, que tem um álbum previsto para ainda esse ano, chamado de House of Beni. Como disse, nem tudo foi revelado ainda. Beni está pedindo pra você aprender a fazer o the Bubble (aprenda aqui) e mandar pra um vídeo pra ele, para participar de um “projeto ultra-secreto”. E aproveite: não é todo dia que uma faixa já vem com um passo de dança tão característico, e principalmente com um projeto tão adorável por trás. E aí, já aprendeu a fazer o Bubble?

Ssion (pronuncia-se Shun) é uma banda formada em 1996 em Kansas City. Enquadrada dentro do gênero art punk, a banda é conhecida pela mistura entre os dogmas do rock com a descontração da dance music, assim como outras bandas de deboche como Chicks on Speed e CSS, que aliás, não tem vergonha de declarar em entrevistas o amor e a devoção à criatividade da banda. Depois de fazer uma propaganda da Pepsi em 2009, o grupo desapareceu da mídia durante alguns anos, mas agora estão de volta com um novo álbum, Bent. Descontraído e experimental, o novo disco reúne músicas empolgantes; é difícil encontrar uma faixa que não agrade os ouvidos. O abre-alas do álbum é “Earthquake”, que contém uma levada particular e um refrão facilmente incorporado em nossas mentes. “Psy-Chic” é o primeiro single e gruda de primeira, e  junto com “Luvvbazaar” forma os maiores destaques dançantes do álbum. Em faixas como “Feelz Good (4-Evr)”, o experimentalismo é o principal expoente, que traz distorções que arrepiam e vocais de impacto.

Ssion – Psy-Chic

Ssion – Earthquake

A melhor notícia é que trata-se de um álbum com qualidade superior e de graça. O site da banda disponibiliza o download,  mas dá pra baixá-lo clicando aqui. Não perca esta oportunidade de surpreender-se com o alternativo.

Canon Blue é o projeto do multi-instrumentalista Daniel James, que enquanto estava em turnê com o Efterklang, já estava preparando novas canções para o segundo disco. Depois de mais de três anos de espera, finalmente temos algo de concreto do álbum, já intitulado de Rumspringa. Proclamado como um “álbum de pop orquestrado”, se o primeiro single é alguma indicação, Canon Blue parece ter criado um ambiente luxuoso, com uma produção rica e dramática, mas sem esquecer da estação em que o hemisfério norte se encontra: o verão.

Além de dar a dica no nome, “Indian Summer” tem um começo tropical repleto de steel-drums, mas não demora muito até aparecer o lado orquestral da história. Violinos, diferentes camadas de percussão, clarinetes, guitarras e até um coral de fundo são alguns dos elementos que fazem jus ao título que o projeto está levando, que combinados e alternados formam uma das músicas mais bonitas – e alegres – da estação. No refrão, Daniel repete “No you won’t never reach me”, e pelos quatro minutos de duração da faixa, ele parece estar bem certo disso.

Canon Blue – Indian Summer

Enquanto o álbum não sai, Canon Blue está em uma turnê conjunta com os favoritos do Foster The People. Rumspringa será lançado dia 29 de Agosto e conta com produção e participação dos próprios membros do Efterklang assim como de Jónsi do Sigur Rós.