Você é daqueles saudosistas que sempre identifica nas bandas atuais a sonoridade de tal década que você mais curte, ou pelo contrário, acha totalmente overrated essa mania das bandas se inspirarem (ou até as vezes copiarem descaradamente) o som de uma banda antiga? Acha que eles deveriam criar o seu próprio ritmo? Se prepara pra ficar confuso agora com o Religious to Damn.

De descendência afegã, mas criada no meio de toda a bagunça sonora que um pai músico pode oferecer em Nova York, Zohra Atash, vocalista e líder do grupo, não nega suas influências e constrói com sua banda uma música que vem do rock psicodélico do Jefferson Airplane, o vocal inspirado da Kate Bush e os momentos mais harmoniosos da Patti Smith, tudo isso misturado com instrumentos que vêm desde o leste europeu a pitadas de agressividade e elegância que dariam facilmente pra criar um novo cunho no mundo da música, e eleger a Zohra como sua atual rainha: cigana do rock.

Religious to Damn – Drifter

Depois de uma tremenda enrolação em 2010, parece que o muito-adiado álbum de estréia do Wolf Gang, Suego Faults, finalmente vai dar as caras esse ano. Com “Dancing With The Devil” finalmente lançado em formato físico, acaba de cair na rede mais uma música do grupo, “Something Unusual”, b-side da faixa e descrita pelo próprio artista como “mais um gostinho do álbum”. Se “Lions In Cages” mostrou o lado grandioso do projeto, e “Dancing With The Devil” o agressivo, “Something Unusual” chega com um tom despretencioso, diferente de todas as músicas já saídas até agora, chegando a lembrar bastante as músicas mais tranquilas do primeiro disco do MGMT, graças ao estilo sussurado/falado de cantar aplicado aqui. Mas as marcas registradas do cara, refrões pegajosos e arranjos harmoniosos, parecem ter vindo com tudo nessa faixa, que é menos-que-espetacular mas serve muito bem de aperitivo para o disco. Ouça logo abaixo.

Wolf Gang – Something Unusual

Aguarde ansiosamente pelo Suego Faults, o disco do Wolf Gang, que será lançado no dia 27 de Junho.

Se esse novo disco do Fleet Foxes está melhor do que o primeiro, isso é um fato que ainda não posso confirmar, mas Helplessness Blues já merece mérito só pelo fato de me deixar na dúvida. A banda se vê em constante expansão do seu som nesse disco, e como prova a melhor e última faixa do disco, “Grown Ocean”, eles não só conseguem isso com uma certa folga, mas principalmente sem perder a essência folk-rock que já cativaram muitos. Com um começo agitado para o resto da discografia da banda, mas lento para o que está por vir, a banda vai gradativamente aumentando o número de instrumentos nessa aqui, e construindo a melodia até chegar ao seu refrão, que em plena catarse e ao som de flautas, apresenta a maneira mais incompreensível que eu já vi de cantar a palavra “there”. E então a orquestra se desconstrói, só para montar tudo de novo mais uma vez. No fim, não se sinta culpado se sentir arrepios ou se ficar com um sorriso bobo no rosto. “Grown Ocean” apresenta o tipo de genialidade que pouco se vê hoje em dia, e é notável o cuidado que eles tiveram com sua produção, que além de impecável é uma das coisas mais belas que pude ouvir recentemente. E para facilitar tudo, a música ainda recebeu um vídeo criado a partir de filmagens do seu making-of, que embora seja interessante, não acrescenta muita coisa. Assista logo abaixo:

Fleet Foxes – Grown Ocean

“Grown Ocean” faz parte do segundo disco do Fleet Foxes, o Helplessness Blues, que estará disponível dia 3 de Maio.

Friday Mixes XVI finalmente está aqui. Tirando a brincadeira de ontem (gostaram?!) e o “best of” que fizemos semana passada, na verdade tem um mês desde o último Friday Mixes original, e como disse, acumulou muita coisa boa. Destaque para o extraordinário remix da Britney, logo abaixo, e o melhor remix de “Rolling in the Deep” da Adele que você vai ouvir. Bom sábado e até semana que vem!!

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Britney Spears – Till The World Ends (DOCTOR ROSEN ROSEN Remix)

As vezes aparecem remixes tão bons, que eu me pergunto se não devo tratá-los como posts convencionais, e esse remix de “Till The World Ends”, da Britney, me fez questionar isso ontem. Eu já estava com um remix insano dessa música pronto, que combinava muito mais com o espírito dançante dessa edição do Friday Mixes, mas simplesmente mudei tudo de última hora para não deixar esse aqui passar em branco. Basicamente, se eu amava a original por algumas razões, amo esse remix por outras completamentes diferentes. O tema de “fim do mundo” é levado a sério nesse remix, que transforma os gritinho de estádio de futebol em uma coisa completamente épica, com gritos de ÓPERA adicionados à mistura e uma batida macabra e excitante dando o tom, que transforma o hit das pistas numa música que poderia tocar no clímax de todos os blockbusters de catástrofe por daqui a 10 anos. Se odiou a original, ou gosta de remixes que dão novas interpretações ao seu tema, ouça agora um dos remixes mais criativos do ano.

Britney Spears – Till The World Ends (DOCTOR ROSEN ROSEN Remix)

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Adele – Rolling In The Deep (The Soundmen Remix)

Depois do clima fim-de-mundo do remix anterior, é hora de voltar às pistas. E por falar em retornos, desde que ouvi o incrível (e mega-baixado) remix do The Soundmen para “When You Were Young”, do The Killers, que conquistou geral com seus recortes e “go’s”, estava só esperando para ver qual a próxima que os caras iriam aprontar, e realmente, a espera não foi em vão. Os caras simplesmente tranformam essa versão do maior hit da Adele numa música infinitamente mais dançante, com os mesmo “go’s” e recortes de vozes do remix dos The Killers, mas mantendo a mesma estrutura da original. Para você ter ideia da loucura, os caras usam de batida a própria voz da cantora, que recortadas formam um “tum-tum-ta-ta” que permeia em todos os versos.  Com synths à-la Lady Gaga e uma produção feita do zero, os The Soundmen mais uma vez colocam no lixo qualquer outro remix (e olha que não foram poucos) já feito pelos outros DJs. Se eles fazem isso com apenas dois remixes nas mangas, nem preciso dizer que, mais uma vez, aguardo ansiosamente pelo próximo trabalho dos caras, que estão provando ser a coisa mais quente no cenário de remixes do ano.

Adele – Rolling In The Deep (The Soundmen Remix)

 

Katy B – On A Mission (Sub6 Remix)

Dá vontade de não elogiar esse remix, mas não consigo. Pegue “On A Mission”, da Katy B, e retire todas as batidas dubstep da original, colocando em seu lugar um trance pesado, mas que eleva música à milésima potência em questão de “dançabilidade”. Resumo: duvido que irá conseguir ficar parado ao ouvir esse remix. E porquê do ódio então, você me pergunta? Bem, depois de ouvir esse remix, você irá passar a odiar todos os “radio edits” que surgirem pela sua frente, já que a música só foi lançada nessa versão ainda, e sua pequena duração de 3 minutos acaba justamente quando a coisa tá pegando fogo. A vontade que dá, como disse, é de odiá-lo por isso, mas ouve aqui em baixo e diz se tem como…

Katy B – On A Mission (Sub6 Remix)


Martin Solveg & Dragonette – Hello (The Knifes Remix)

“Hello”, do Martin Solveig com os vocais da Dragonette, foi uma das maiores party-starters de 2010, e posso lembrar até hoje da primeira vez que ouvi a música. Desde então, estou na espera de um remix decente da faixa, que  nunca tinha aparecido, o que é estranho pra uma faixa que, embora seja praticamente perfeita para seu propósito (animar!), implorava para ser remixada. Eis então que surge essa nova versão pelo The Knifes, que não traz somente uma versão “decente”, mas sim avassaladora da faixa. Batidas de tambores dão um ar afromusic à faixa, que ainda inclui sintetizadores modernos e completamente renovados. E a melhor parte? As paradas e os crescimentos de batidas, a melhor coisa da original, são mantidas aqui, nesse remix que vai te fazer se apaixonar (de novo), por uma das músicas mais “levanta-da-cadeira” de 2010.

Martin Solveg & Dragonette – Hello (The Knifes Remix)

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Oh Land – Sun Of A Gun (2ToneDisco Remix)

Oh Land parece estar entrando com tudo no mercado norte-americano, e esse remix de “Sun of A Gun” pelo 2ToneDisco deve ajudar ainda mais as coisas para ela. De fora ficam os doces arranjos pop da faixa original, que dão espaço à batidas house e uma energia disco que certamente foi feita com as pistas em mente. Adicione na mistura ainda uma nova linha de baixo, que marca a presença em toda faixa, novos sintetizadores, e batidas crescentes que vão deixar todo mundo doido aos 3:30 minutos, e eis que temos o melhor remix da cantora em mãos. Agora só resta usá-lo nas pistas.

Oh Land – Sun Of A Gun (2ToneDisco Remix)

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Jamie Woon – Lady Luck (Hudson Mohawke’s Schmink Wolf Re-fix)

Se o Jamie Woon fez uma das músicas mais sujas e encantadores ao mesmo tempo do ano até então, e esse remix parece ficar só com a sujeira da faixa. E aparentemente isso é uma coisa boa. As batidas R&B de “Lady Luck” são trocadas por outras do mesmo estilo, só que mais fortes, que ganham ainda mais presença no refrão. Pode não ser o remix feito para as pistas que o cara precisa, mas como o subtítulo diz, ela também não pretende ser isso. Imagine como um novo take, e se me permitem dizer, uma versão melhor e menos enjoativa da faixa, que mantém os mesmos aspectos porém um pouco mais inusitados.

Jamie Woon – Lady Luck (Hudson Mohawke’s Schmink Wolf Re-fix)

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Metronomy – The Look (Fred Falke Remix)

A última que o Fred Falke aprontou, com “We R Who We R” da Ke$ha, deixou a maioria de nós com o queixo caindo. Aqui, o cara está de volta com uma das músicas mais legais do novo disco do Metronomy, “The Look”, com um remix que deixa de fora o orgão que levava o ritmo da música e acrescenta as famosas batidas “falkenianas”, que muitos de nós já amam. Espaçando um pouco mais as falas da música, o cara fica com tempo de sobra para brincar com seus versos e criar um momentum incrível para a faixa, que tem vários daqueles ápices que obrigam todos a jogaram as mãos pro alto. Difícil o Fred Falke decepcionar, e esse aqui é mais um para sua listinha imbatível.

Metronomy – The Look (Fred Falke Remix)

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Ellie Goulding – Under The Sheets (Baby Monster Remix)

Ellie Goulding pode ter lançado seu disco ano passado, mas remixes de qualidade de suas faixas não param de surgir. Esse aqui, por exemplo, é um caso bem curioso. A música, que começa bem lenta e suave, vai construindo sua melodia de uma maneira a deixar o ouvinte na ponta da cadeira à espera de grandes batidas electro que parecem explodir a qualquer momento. Entretanto, a música permance com seus suaves sintetizadores, e depois que você se conforme que ela não vai ficar mais pesada, você pára pra apreciar o seu belíssimo som. Para finalizar em grande estilo, o Baby Monster ainda colocou um coral para cantar o refrão final junto com a cantora, e nem preciso dizer como ficou o resultado, né? Simplesmente, um download obrigatório.

Ellie Goulding – Under The Sheets (Baby Monster Remix)

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[PACOTE COMPLETO] ♫ Friday Mixes XVI

Friday Mixes XVI by ohmyrock1ano

Bem vindos ao melhor Friday Mixes que esse blog já teve! Se acabe nessas pérolas aqui abaixo, mas não se esqueçam de entrar à meia-noite aqui no blog pra uma surpresinha bem agradável! E boa sexta à todos!

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Rebecca Black – Friday (Sex Ray Vision Remix)

E assim, do nada, esse tal de Sex Ray Vision pega o mais novo meme da internet, Rebecca Black e seu irresistível pseudo-hit, e adiciona raps, um novo refrão e sintetizadores, assim como o Chiddy Bang se ele tivesse mais bolas pra isso. A letra, uma diversão a parte, traz conselhos para a vida, como “não importa o assento que você escolha, você é o que você é”. Praticamente um clássico. Ouça e vicie sem medo.

Rebecca Black – Friday (Feat. Sex Ray Vision)

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Strike – Paraíso Proibido (ROTIV Remix)

Quando recebi o email do DJ Rotiv, uma das únicas poucas pessoas do mundo que consegue ter um nome ao contrário mais legal que o original, eu começei a rir. Pra falar a verdade, eu não sei quem é Strike, mas foi só apertar o play que que tive uma remota lembrança de já ter escutada essa música. E o pior, o remix ficou extremamente foda. Batidas electro e um começo engraçadinho fazem desse remix uma pedida ESSENCIAL para o dia de hoje.

Strike – Paraiso Proibido (ROTIV Remix)

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The Strokes – Reptilia (DJ Cremoso Remix)

O DJ Cremoso, mais conhecido como “a maionese do brega”, é um dos mais sábios DJs brasileiros, e um dos caras com gosto mais abrangente que eu conheço. Afinal, pra misturar o clássico “Reptilia” dos Strokes com o famoso estilo tecno-brega, tem que ter um gosto muito amplo. De fora ficam as guitarras e em seu lugar, pianinhos de tecnobrega fazem todos os solos que conhecemos de cor.

The Strokes – Reptilia (DJ Cremoso Remix)

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Britney Spears – Hold It Against Me (Samba Version RMX)

Que tal uma versão samba de “Hold It Against Me”? O hit de Britney ganha uma nova forma com esse remix que pega a original e coloca os nossos batuques brasileiros por cima, criando até um novo gênero em seu breakdown: o sambastep. De tão bom que esse remix é, o SoundCloud me bloqueeou de postá-lo no player vermelho lá de baixo, mas não se esqueça que pode ouví-lo antes de baixar clicando na setinha de play aqui abaixo também!

Britney Spears – Hold It Against Me (Samba Version RMX)

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Justin Bieber – Baby (Pagodão Mix)

Nesse, que é o ápice dos remixes brasileiros, duas das coisas que mais adoro na vida se unem para criar a mais fantástica explosão sonora que já presencie: Justin Bieber e pagode. Já dá pra sentir o clima de como vai soar né? Como disse, cuidado, pois esse aqui vai te fazer mudar sua opinião completamente de como um remix deve soar.

Justin Bieber – Baby (Pagodão Mix)

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[D/L] Pacote Completo – Friday Mixes XVI

Friday Mixes XVI by ohmyrock1ano

Você está na balada, ouvindo uma música que nunca ouviu, mas curte tanto que poderia ficar dançando por mais dez horas se o lugar ficasse aberto. Ou simplesmente acha uma música tão boa que deixa ela no repeat e vai até dormir ouvindo-a. “Nein Mann”, do Laserkraft 3D, pode se encaixar em qualquer dos exemplos anteriores. Os raver s, que se auto-titulam de “Blue” e “Red”, criaram um hit que passou um pouco batido por aqui no Brasil, mas que na Europa, entre os bons apreciadores do house underground alemão, foi um hit gigante graças também a um clipe super criativo, sucesso comparado ao de “D.A.N.C.E.”, que elevou o Justice a um dos nomes obrigatórios a se ter em qualquer set de alguém que conhece musica boa pra se divertir.

Mas não se engane ao procurar algo da trupe do Ed Banger no Laserkraft, pois seu objetivo é fazer um puro house alemão onde você não pode cansar no meio da festa, mas sim continuar pedindo para que continue até a eternidade. Fiquem também com o remix dos caras para a música “Through the Night”, do Grum, onde eles deixam o techno um pouco de lado e arriscam no electro. O remix de tão bom ganhou até um vídeo oficial, que você pode conferir clicando aqui.

Laserkraft 3D – Nein Mann

Grum – Through The Night (Laserkraft 3D Remix)

Bastou a Cocknbullkid twittar que o novíssimo single dessas duas garotas tinha sido escrito por ela, que já fui logo procurar saber de quem se tratava. E para a minha surpresa, o Oh My! é um novíssimo duo que até agora só tem essa música mesmo, mas que é o suficiente para nos deixar curiosos. Assinadas pelo selo que tem uma quedinha por electropop, o 679, casa de garotas como Marina & The Diamonds, Little Boots e mais recentemente Spark, as meninas chegam aqui com “Run This Town”, um pop ridiculamente simples mas viciante da mesma forma. Ao contrário das outras artistas do selo entretanto, o Oh My!, pelo menos nessa música, apresenta uma pegada rocker que combina bem com a atitude “rebelde” das moças, que literalmente gritam no refrão que “mandam na cidade”. Tudo bem que pelas batidas pop da faixa, elas acabam se complicando pela rebeldia exagerada, mas fica difícil não sucumbir ao apelo da faixa quando suas vozes encantadores misturadas ao tal simples-porém-efetivo refrão chegarem aos seus ouvidos. Talvez seja apenas um pop bobo que acabou me conquistando, mas pelo menos é um pop bobo de qualidade. E tem um papagaio no vídeo delas, tem coisa mais incrível? Baixe a faixa a seguir e veja um teaser do seu futuro vídeo logo a baixo também.

Oh My! – Run This Town