Aqui está o primeiro vídeo do novo disco do Gorillaz, o The Fall. Depois de nos pegar de surpresa ao anunciar um novo disco sem mais nem menos que vai ser distribído de graça no Natal, o líder Damon Albarn ainda frisou que o novo trabalho foi feito inteiramente em um iPad e seus mil e um aplicativos. O primeiro gostinho do resultado você pode sentir agora, com a faixa “Phoner To Arizona”. Agora depois da pop e viciante “Doncamatic”, não espere algo do tipo. A faixa brinca com sons experimentais e distorções vocais, criando um clima extremamente “trippy”, auxiliada apenas pelo seu vídeo. Se as outras músicas do disco seguirão a mesma linha, não posso deixar de dizer que ficarei um tanto quanto decepcionado, mas ao se tratar do Gorillaz, o melhor que temos a fazer é esperar para julgar a obra por completo – é claro, não se esquecendo que é tudo de graça, um presente de Natal aos fãs. Aguardem dia 25, o The Fall, por toda a internet.

Gorillaz – Phoner To Arizona

Acho que fui um dos únicos blogueiros que não deu muita atenção ao James Blake, simplesmente por não ter achado muita graça no cara. Ele, que lançou três aclamadíssimos EPs em 2010, apareceu em várias listas de melhores de 2010 e foi chamado de “visionário” pelo Pitchfork, lançou esse ano como primeiro single um cover da Feist (de “Limit To Your Love”), e tinha o lançamento do seu disco para 04 de Fevereiro.

Para seu azar, entretanto, as 11 mp3s do James Blake cairam na rede ontem, e mesmo torcendo o braço, dei uma chance ao disco. 40 minutos depois eu declarei derrota. James, que faz um som minimalista e tem apenas 22 anos, até então vinha fazendo músicas baseadas nas batidas, sem vocais, ou quando tinha vocais, eram recortados e manipulados. No debut, todas as 11 faixas são cantadas por ele, mas sua voz na verdade é um mero complemento das suas batidas. Tome por exemplo “Wilhelms Scream”. O cara usa uma letra repetida várias vezes durante a faixa, que dão espaço para o crescimento do tom e da atmosfera comovente da música. Sua voz é apenas mais um mero instrumento aqui, mas que mesmo assim, em conjunto com suas delicadas batidas dubstep, formam algo único e original, como poucas coisas vistas ultimamente. Eis aqui o primeiro grande álbum de 2011.

James Blake – Wilhelms Scream

1,2,3 e seus dois singles “Confetti” e “Can’t Bribe God” estão no meu iPod desde Novembro de 2009, e na verdade já apareceram em muitos blogs afora, mas a melhor notícia para nós, fãs da banda, é que os caras acabaram de terminar o primeiro disco, que sai antes de Julho de 2011. Se você ainda não conhece a banda, te convido a escutar um dos sons mais legais do ano, um indie rock com um quê vintage e uma melancolia tipicamente indie, a banda junta guitarras, bateria e formam um som mais cru, mas igualmente acessível, pop e grudento. “Confetti”, o lado A, me lembrou as melhores músicas do The Black Parade, o segundo disco do My Chemical Romance, enquanto a encantadora e devastadora “Can’t Bribe God” soa como um clássico perdido dos anos 70. Se você gosta de Free Energy, Weezer, Freelance Whales, bandas indie no geral ou quer ouvir algo que combina perfeitamente com esse clima de reflexão de fim de ano, vicie a vontade nesses dois singles desse grupo de Pittsburgh que promete, mesmo que aos poucos, conquistar geral no ano que vem. Esperem pelo novo single e detalhes do álbum em breve.

1,2,3 – Confetti

1,2,3 – Can’t Bribe God

O Generationals e seu EP Trust tem sido uma das coisas que mais tenho escutado ultimamente. A banda de New Orleans não é nova, na verdade, e já gravou um disco em 2009, mas promete vingar mesmo em 2011. Como disse, o EP é uma amostra desse novo estilo da banda, que parece ter pegado as melhores influências do indie rock dos últimos dois anos e feito uma bela coleção de canções que prometem um futuro brilhante. O carro-chefe não poderia ser outra música se não “Trust”. Com um baixo hipnótico, solos de guitarras e todo um ar summer-pop, a música na verdade esconde por trás de sua encantadora melodia uma letra mais escura, um tanto quanto depressiva, que fala sobre os limites de uma quebra de confiança. Com todo um ar de Phoenix durante seus três minutos, quem sabe 2011, assim como a banda francesa em 2008, não seja o ano de todos redescobrirem o Generationals?

Generationals – Trust

Como diz na descrição da banda, Work Drugs “is a sedative-wave / smooth-fi group from an abandoned pier on the banks of the Delaware River in the beautiful jawn that is Philadelphia, PA”. Formado por dois integrantes: Benjamin Louisiana e Thomas Crystal, a banda da Filadélfia faz um som indie pop remisturando chillwave em um vocal ótimo de se ouvir.

Os Work Drugs estão com apenas um single, ótimo por sinal, e acabaram de lançar um videoclipe. Trata-se da track “Third Wave”, onde cenas de uma festa entram em contraste com uma viagem de iate. A música é boa e tenho certeza que vai cair nas graças dos navegadores de plantão. É só questão de tempo.

Work Drugs – Third Wave

Gavim Russom é o cara que está por trás do projeto The Crystal Ark. Ele é quem constrói instrumentos para o LCD Soundsystem e nesse novo projeto, traz uma single sagaz. O cara esteve no Brasil e explorou os diversos sons, e a partir de uma tour intensa criou o The Crystal Ark com aspirações que vão do funk carioca à tropicália.

“The City Never Sleeps” é a música que sucede “The Tangible Presence of Miraculous”, single anterior que faz jus ao objetivo do projeto. No novo single, Russom conta com os vocais maravilhosos de Viva Ruiz que dão um clima latina a música.

The Crystal Ark – The City Never Sleeps

O Friday Mixes andou meio sumido, mas só porquê hoje é sábado não quer dizer que remixes não serão bem-vindos, né? Ainda mais que estou a um tempinho sem postar, a seleção de hoje é basicamente o melhor da safra de remixes que saiu na internet desde o último Friday Mixes. Destaque para o espetacular remix faroeste de “In For The Kill”, da La Roux, logo no final.

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Willow – Whip My Hair (CJ Milli Remix)

Pense na mistura: o infectante refrão de “Whip My Hair”, da Willow, com samples de “Shame For You”, do primeiro disco da Lily Allen, e de quebra os vocais do maravilhoso novo single do Soundremedy, “Downtown”. O resultado é uma canção esquizofrênica, agitada, e que conta até com um solo de saxofone no final. Mesmo que tenha ódio mortal da Willow e seu radiante single, ouça sem medo esse remix. Imperdível.

Willow Smith – Whip My Hair (CJ Milli Remix)

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Ke$ha – Sleazy (Richie Powda Remix)

Ke$ha e sua coleção de singles prontos para farrear acaba de ganhar mais um membro, com a engraçadinha “Sleazy”. Com algumas das letras mais infames da breve carreira da cantora, o remix eleva a canção a outros níveis, com uma porrada a mas de sintetizadores e barulhos estranhos, mas mantendo a mesma duração da original. Ao ouvir a música, tudo o que você vai querer fazer é dançar no lixão mais próxima da sua cidade. Detalhe que o remix até ganhou um lyric-video bem bacana, que você pode conferir aqui.

Ke$ha – Sleazy (Richie Powda Remix)

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Miike Snow – Animal (Treasure Fingers / WLDCT REWORK)

Quando eu acho que estou cansado do Miike Snow e suas maravilhosas canções, sempre aparece um remix para me fazer apaixonar de novo pelos caras, e da mesma forma, esse remix de “Animal” chega bem na hora certa para me acompanhar nesse final de ano. Com poucas mas perceptíveis mudanças em relação a original, essa é a música ideal para celebrar o que seja, e necessária, portanto que esteja na sua playlist de ano novo. Para tocar no primeiro minuto de 2011 e comemorar com os amigos.

Miike Snow – Animal (Treasure Fingers / WLDCT REWORK)

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Natalia Kills – Mirrors (Frankmusik Remix)

Natalia Kills já ganhou bastante atenção aqui no blog, mas não pude deixar de postar esse brilhante novo remix que o seu mais novo colega de gravadora Frankmusik fez para ela. Com um som mais electro e ainda mais Lady GaGa, a música poderia substituir facilmente a original, que chega a soar até mais dark nessa versão. Lembrando que enquanto os remixes que estão saindo são legais, o que quero ver mesmo é o seu álbum, Perfectionist, que sai em 2011.

Natalia Kills – Mirrors (Frankmusik Remix)

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Florence & The Machine – You’ve Got The Love (Star Guitar Remix)

Florence ganha uma divertida versão de “You’ve Got The Love”, aqui, que deixa a música mais pronta para as pistas do que sua versão original.

Florence & The Machine – You’ve Got The Love (Star Guitar Remix)

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Vampire Weekend – The Kids Don’t Stand A Chance (Miike Snow Remix)

Um dos meus remixes favoritos, se você ainda não conhece, é basicamente a famosa música do Vampire Weekend mas com uma produção toda do Miike Snow por trás. O sucesso do remix foi tão grande (e merecido!), que ele chegou a ser até tocada ao vivo pelas duas bandas. Impecável e necessário, o final é uma baderna de sintetizadores digna das melhores músicas do Miike Snow, mas com toda a emoção do Vampire.

Vampire Weekend – The Kids Don’t Stand A Chance (Miike Snow Remix)

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Gorillaz – On Melancholy Hill (She Is Danger Remix)

A melhor canção do Plastic Beach ganha uma versão mais lentinha aqui, que lembra os melhores remixes do Four Tet, então fica a dica para quem for fã da banda, ou para quem quiser apenas uma música gostosa para relaxar no fim da tarde com a pessoa que gosta.

Gorillaz – On Melancholy Hill (She Is Danger Remix)

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La Roux – In For the Kill (Dragon King WESTERN Remix)

O melhor remix da vez fica com esse aqui, um take faroeste no clássico da La Roux, “In For The Kill”. Dramática, emocionante, com guitarras e nenhum som de sintetizadores, embora seu single já tenha ganhado vários remixes, este aqui do Dragon King é mais um exemplo de como se fazer uma bela releitura de uma música sem tirar a sua essência.

La Roux – In For the Kill (Dragon King WESTERN Remix)

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[D/L] Friday Mixes X

Friday Mixes X by OhMyRock

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