Sky Ferreira só pode ter alguma obsessão com números. Primeiro, tivemos a brilhante “One”, sua melhor música até então, e agora temos “99 Tears” e “108”, duas das melhores faixas do seu novo EP, As If. E como eu suspeitava, “Sex Rules” é a pior das 5 novas músicas do mini-álbum, justamente por mostrar um lado old-school que é quase inexistente aqui. Se a outra música soava igual Madonna nos anos 80, “108”, a melhor da coletânea (e provavelmente a melhor música de Sky até agora), parece seguir os mesmos passos modernos de “One”, com vocais gaguejados, sintetizadoes suaves e alterações na voz da cantora a toda esquina. De fato não soa nada como as produções de hoje em dia, o que garante um ponto para Sky por ter pensado fora dos padrões e ter gravado essa música. Ouça a brilhante faixa de electro-pop logo abaixo, e não deixe de comprar o EP de Sky, que sai essa semana.

Sky Ferreira – 108

Um presente para quem adivinhar o que é D4D. A banda polandesa, que afastou muita gente com o seu nome antigo, volta agora com um acrônimo e com o lançamento do seu novo disco, o Who’s Afraid Of. Como se deve esperar de uma banda que faz uma capa como essa acima, espere o inesperado, pelo menos com o primeiro single, a brilhante “Love Is Dangerous”. E sinceramente, é a música que é perigosa aqui. Com uma produção estonteante, que inclui bolinhas de ping-pong quicando como batida, sintetizadores anos 80, dubstep, pianos, buzinas e lasers (só para citar alguns dos sons que consegui ouvir), se você não achar pelo menos um ponto que goste nessa faixa, é melhor reavaliar seu sinônimo de diversão. Para completar a loucura, o vídeo inesperadamente consegue chegar à sua altura, com uma espécie de gravação lo-fi de uma mulher extremamente doida fazendo passinhos idens no supermercado, aeroporto e outros lugares bizarros, no maior estilo câmera de segurança. E pra falar a verdade eu não a culpo. “Love Is Dangerous” é um perigo, e se tem algo que você deve fazer agora é assistir esse vídeo zilhões de vezes para aprender a coreografia. Garanto que não vai enjoar. E D4D, quer saber o que significa? Dick For Dick. Se prepare para uma sexta-feira intensa logo aqui abaixo.

D4D – Love Is Dangerous

Friends. Taí um nomezinho de banda difícil pra se achar na internet, principalmente quando sua única música se chama “Friends Crush”. E como o nome sugere, a paixão é instantânea. O quinteto do Brooklyn não faz disco music e nem electro-pop como a imagem pode sugerir. Muito pelo contrário. Com um tom relaxado, a faixa é de uma simplicidade tão grande que faz disso um charme, usando apenas uma bateria forte e uma guitarra que parece querer imitar o som das estrelas (vai entender quando ouvir). Se a descrição te faz pensar que a música poderia muito bem estar em um disco da Lykke Li, você não errou. Mas de um certo modo, o vocal de Samantha Urbini muda tudo aqui, transformando até mesmo as mais inocentes linhas (“Eu quero ser sua amiga/Planejar algo para o final de semana”), na proposta sublimar mais indecente que você vai ouvir no ano. E tenho certeza de que não vai querer recusar! Conheça e baixe a deliciosa faixa logo abaixo.

Friends – Friends Crush

O single de “Friends Crush” será lançado semana que vem só, então pode esperar que o álbum deve demorar ainda.

Puzzle-pop. Taí mais um gênero pra você colocar no seu iTunes, mas antes de sair falando pra todo mundo que ama o gênero desde os anos 90, vamos a uma breve explicação de como isso deve soar. Bem, pra falar a verdade é a primeira vez que ouvi esse termo, mas se depender do tUnE-yArDs, o gênero nada mais é do que um indie-pop bem estranho, daqueles excêntricos mas ao mesmo tempo encantador, que vai te fazer querer ter o amado desde os anos 90. Comandado por uma mulher, Merril Garbus, a banda já abriu para os também excêntricos/ótimos Dirty Projectors, e mesmo sem saber disso, as semelhanças são absurdas. Com um vocal que passeia do calmo para o nervoso e o estridente, absolutamente claro ou às vezes cheio de efeitos, a música é conduzida por batidas afrobeats, um baixo delicioso e vários samples vocais recortados, que vão dando forma à música até a chegada das guitarras e adoráveis trompetes. Com uma produção impecável e aventureira, divertida e surpreendente, não há quem negue que “Bizness” não é nada menos que uma vencedora, e eu mal posso esperar para ouvir mais desse novo disco, w h o k i l l, que sai agora dia 19 de Abril.

tUnE-yArDs – Bizness

Jamie XX, adivinhem, do The XX, têm recebido muito amor da blogosfera. Um dos mais óbvios motivos é um remix que o cara fez para “NY is Killing Me”, originalmente do Gil Scott-Heron, e que aqui ganha um remix do remix, feito pelo Hoodie Allen, conhecido aqui do blog já. Cheguei a postar ano passado uma mixtape bem divertida dele, que segue a linha do Chiddy Bang de pegar samples de músicas indies do momento. Para que já ouviu o remix, já sabe o que esperar: esqueça as melodias felizes e alegres de suas outras músicas e imagine uma batida electro tão suja e dark quanto os clubes mais escondidos da mega-cidade americana. E é com um senso de urgência e paixão que Hoodie demonstra todo seu amor e ódio para a cidade em que cresceu, com uma perspectiva tão gritante que só complemente esse remix com as mesmas características. Ouça logo abaixo.

Hoodie Allen – NY Is Killing Me (Prod. By Jamie XX)

“NY is Killing Me” é na verdade o novo single da próxima mixtape de Hoodie, Leap Year, que deve sair em meados de Julho. A primeira faixa, “Dreams Up”, com a participação da Oh Land, você já ouviu aqui.

Featuring Robyn. Se você tem alguma dúvida ainda, sim, essa música abaixo é cantada pela Robyn, e se isso não for o suficiente para te fazer ouví-la agora, recomenda dar uma passada nesse post aqui e ficar obcecado pela cantora. Deixando o fanatismo de lado, bem, essa é uma música dos Teddybears. Pra quem não conhece, os caras na verdade são um coletivo de produtores suecos, que inclusive já trabalharam no Robyn, de 2005, mais especificamente na incrível “Cobrastyle. Aqui, entretanto, o resultado fica bem aquém, embora não tenha ficado ruim. Com batidas futurísticas, um vocal em vocoder cantando “cardiac arrest” e um refrão um tanto simples, a música vale pela intenção de ouvir os vocais da nossa querida cantora mais uma vez, mas não sei se me teria interessado caso fosse uma tal de Maipei que estivesse cantando, como tinha sido planejado. Vejam também o divertido lyric-video logo abaixo.

Teddybears – Cardiac Arrest (Feat. Robyn)

A música é o primeiro single do novo álbum dos caras, que ainda não tem data pra sair.

Ser hypado pela NME, a publicação britânica que é a “bíblia” da new-music, tem lá suas desvantagens. Ele pode matar uma música, mas pode transformar um zero num 10. Olhe pro The Vaccines: o hype foi tanto que eles até brincaram com o nome do debut, chamando-o de What Did You Expect From The Vaccines?. Dito isso, apresento o Brother, os novos queridinhos do semanário, que vêm chamando os caras como uma das “maiores esperanças da guitarra de 2011”. Bem, antes de mais nada, creio eu que eles não vão mudar sua vida. Porém, “Darling Buds of May”, o primeiro single e uma das únicas músicas deles, é o bastante pra te convencer a dar pelo menos uma pesquisada a mais. O quarteto, que não tem medo de mostrar as influências do britpop que têm nas mangas, chega aqui com uma música extremamente simples e com um tom despretencioso, que encanta por suas guitarras e um refrão, que como o mesmo diz… é o que é! E ele é muito bom. Aperte o play no clipe abaixo pra entender o que estou falando…

Brother – Darling Buds of May

O disco, ainda não intitulado, chega em meados de Julho, mas se estiver ansioso, já dá pra ver vários vídeos de apresentações ao vivo dos caras. Mas cuidado: Brother não é um nome tão fácil assim de se achar no Google, isso eu garanto…