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O SOFI TUKKER é uma daquelas bandas que me fazem agradecer saber falar português. E o mais engraçado é que não, não estamos falando de uma banda brasileira. O promissor duo, formado por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern, vem lá de Nova York e assinou, no ano passado, com o selo Heavy Roc (The Knocks, St. Lucia). E a vantagem do português é que, até então, as músicas lançadas pelo duo são na nossa língua.

A primeira delas, “Drinkee”, chegou em outubro do ano passado e não demorou pra explodir internet afora. Com uma letra em português extraída de um poema do Chacal, que não poderia soar mais “festa”, a canção também não deixa ninguém parado com suas batidas, enquanto uma guitarra sedutora e igualmente viajante incrementa a melodia.

SOFI TUKKER – Drinkee

E a mais nova da dupla, lançada nesse ano, é a igualmente dançante (e merecedora do título) “Matadora”. Utilizando um instrumento de cordas (chamado charango) pra dar início à produção, os nova-iorquinos misturam instrumentos orgânicas a batidas eletrônicas que soam como um pop-cigano feito sob medida para as festas. A letra, que mais uma vez usa um poema do Chacal de base, é um quebra-cabeça a parte, que vai te deixar tentando entender o trava-línguas até depois que a música acabar.

SOFI TUKKER – Matadora

E se você quer conhecer um pouco mais da dupla (assim como nós), recomendamos a leitura da entrevista que fizemos com eles, logo abaixo ou clicando aqui.

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A maravilhosa Alessia Cara aparece de novo aqui com uma das faixas do seu EP, a poderosíssima “Outlaws”. Depois do estrondo que “Here” causou na blogosfera, ganhando nossos corações e playlists, e levando a jovem canadense de Ontario até os ouvidos de muita gente famosa, Cara volta com mais uma faixa incrível, provando que hinos instantâneos é o que ela sabe fazer melhor.

A aura vintage, meio ’50s, de “Outlaws” é o pano de fundo para os belíssimos vocais de Cara, que caminham delicadamente pelos quase 3 minutos e meio de música. Com cara de trilha sonora de domingo preguiçoso, a melodia carismática, que mostra grande influência do jazz, é daquelas de arrancar sorrisos. Cara prova mais uma vez sua versatilidade ao mostrar que consegue cantar qualquer coisa, e sua suavidade novamente desponta como sua característica mais forte.

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Os sintetizadores da nova do Neon Indian vieram diretamente do futuro para estourar os seus ouvidos. Ou vieram dos clubes dos anos 80? A vibe de “Slumlord”, o segundo single do álbum que será o seguidor do excelente Era Extraña (2011), consegue fazer um ode à nostalgia e ao mesmo tempo evocar sons noturnos, tropicais e futurísticos.

Talvez tenha sido a mudança de ares de Alan Palomo do Texas para o Brooklyn a inspiração para o novo trabalho, chamado VEGA INTL. Night School. Os dois primeiros singles, “Slumlord” e a ótima “Annie”, mostram que o álbum tem potencial para ser o mais experimental da sua carreira. Mais do que isso, o próprio Palomo define muito bem a aura que o novo disco mostrou até agora, quando disse que: “A maioria das coisas que aprendi sobre a natureza humana nos meus vinte anos aconteceu depois do anoitecer, Eu gosto de chamar os lugares que vou de Night Schools”.

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A australiana Gordi está apenas começando sua carreira musical, mas se depender do seu primeiro single, “Can We Work It Out”, o futuro será bastante ensolarado pra garota de 22 anos. Com um timbre rouco que imediatamente chama a atenção para si, Gordi apresenta uma sonhadora e emotiva canção que flerta na medida certa com o folk e com o pop, pegando o melhor dos dois mundos mas sem levantar bandeira pra nenhum deles. Adicionando à instrumentação orgânica, uma suave camada de sintetizadores é o suficiente para garantir à canção uma vibe única, remetendo a uma mistura da fragilidade do WET com as percussões ferozes do HAIM, com uma leve pitada de despretensão no caminho. Apaixonante.

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É combinando movimento e emoção que o londrino Alxndr London te convida para um encontro em “DATE X”, desses que você não deveria negar. Utilizando camadas eletrônicas mescladas a um vocal soul, o truque pode não ser muito diferente do que o Ben Khan e o Jai Paul andam fazendo, mas graças ao gingado do rapaz e uma produção extremamente caprichada, Alxndr sai vitorioso com um primeiro single difícil de negar. Aperte o play e tente resistir a essa linha de baixo.

Caiu na rede há poucos minutos essa preciosidade, parceria do ZHU com AlunaGeorge. O trabalho faz parte do projeto Genesis Series, que inclui os pesos-pesados Skrillex, Gallant, A-Trak e outros. “Automatic” é um hit automático, conseguindo captar o melhor do ZHU com seu deep house poderoso, e o pop fresco e pegajoso do AlunaGeorge. É claro que a união de dois nomes que foram revelação há poucos anos nos traria uma música sensacional. Com várias camadas de vocais, um piano certeiro, e inclusive um saxofone para dar o toque final e classudo à canção, ZHU, que já tinha emplacado com a música “Faded” no ano passado, promete bombar e conquistar cada um dos ouvidos atentos à música eletrônica que estiverem espalhados pelo mundo. Põe no repeat!

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Johanan é a nova cria a sair do prolífero mercado pop da Escandinávia, preenchendo no caminho todos os requisitos (dentre eles, um contrato com o badalado selo Neon Gold) para se tornar a próxima sensação vinda da Suécia. Entretanto, o requisito primordial chega sob o nome de “Go On (Let It Go)”, um massivo número pop que escancara as pretensões nada humildes do cara, soando como uma tentativa do Sigur Rós em fazer música pras rádios. De início sutil, Johanan logo apresenta seus delicados vocais, que crescem em sintonia com a produção ambiciosa, que, ao final – repleto de violinos, sintetizadores e uma percussão exuberante – beira a catarse, culminando em um épico pop que você não vai conseguir largar.