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Nova York é uma selva cultural e, é de lá que vem o (ou a) Lion Babe, uma das nossas novas bandas favoritas. O duo formado pela cantora Jillian Hervey e o produtor Lucas Goodman já está na ativa desde 2012, mas o disco de estreia saiu só no mês passado.

Com o lançamento do primeiro álbum, já foram lançados os singles, “Wonder Woman“,  “Impossible” e a maravilhosa “Where Do We Go”. Na faixa que soa como um delicioso R&B futurístico, Jillian canta sobre uma base cheia de toques vintage, misturando o dance dos anos 80 com o drum and bass atual. Cordas, trompetes, sintetizadores e um teclado bem marcado, dão o tom.

A dupla ainda conta com maravilhas como “Treat Me Like Fire“, lançada no início do projeto, além de já terem chamado a atenção do Childish Gambino. Além de abrirem pro cara em 2012, a parceria rendeu uma colaboração em “Jump Hi“, faixa do disco de estreia do Lion Babe, intitulado Begin, que você ouve na íntegra aqui.

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O SOFI TUKKER é uma daquelas bandas que me fazem agradecer saber falar português. E o mais engraçado é que não, não estamos falando de uma banda brasileira. O promissor duo, formado por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern, vem lá de Nova York e assinou, no ano passado, com o selo Heavy Roc (The Knocks, St. Lucia). E a vantagem do português é que, até então, as músicas lançadas pelo duo são na nossa língua.

A primeira delas, “Drinkee”, chegou em outubro do ano passado e não demorou pra explodir internet afora. Com uma letra em português extraída de um poema do Chacal, que não poderia soar mais “festa”, a canção também não deixa ninguém parado com suas batidas, enquanto uma guitarra sedutora e igualmente viajante incrementa a melodia.

SOFI TUKKER – Drinkee

E a mais nova da dupla, lançada nesse ano, é a igualmente dançante (e merecedora do título) “Matadora”. Utilizando um instrumento de cordas (chamado charango) pra dar início à produção, os nova-iorquinos misturam instrumentos orgânicas a batidas eletrônicas que soam como um pop-cigano feito sob medida para as festas. A letra, que mais uma vez usa um poema do Chacal de base, é um quebra-cabeça a parte, que vai te deixar tentando entender o trava-línguas até depois que a música acabar.

SOFI TUKKER – Matadora

E se você quer conhecer um pouco mais da dupla (assim como nós), recomendamos a leitura da entrevista que fizemos com eles, logo abaixo ou clicando aqui.

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A maravilhosa Alessia Cara aparece de novo aqui com uma das faixas do seu EP, a poderosíssima “Outlaws”. Depois do estrondo que “Here” causou na blogosfera, ganhando nossos corações e playlists, e levando a jovem canadense de Ontario até os ouvidos de muita gente famosa, Cara volta com mais uma faixa incrível, provando que hinos instantâneos é o que ela sabe fazer melhor.

A aura vintage, meio ’50s, de “Outlaws” é o pano de fundo para os belíssimos vocais de Cara, que caminham delicadamente pelos quase 3 minutos e meio de música. Com cara de trilha sonora de domingo preguiçoso, a melodia carismática, que mostra grande influência do jazz, é daquelas de arrancar sorrisos. Cara prova mais uma vez sua versatilidade ao mostrar que consegue cantar qualquer coisa, e sua suavidade novamente desponta como sua característica mais forte.

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Os sintetizadores da nova do Neon Indian vieram diretamente do futuro para estourar os seus ouvidos. Ou vieram dos clubes dos anos 80? A vibe de “Slumlord”, o segundo single do álbum que será o seguidor do excelente Era Extraña (2011), consegue fazer um ode à nostalgia e ao mesmo tempo evocar sons noturnos, tropicais e futurísticos.

Talvez tenha sido a mudança de ares de Alan Palomo do Texas para o Brooklyn a inspiração para o novo trabalho, chamado VEGA INTL. Night School. Os dois primeiros singles, “Slumlord” e a ótima “Annie”, mostram que o álbum tem potencial para ser o mais experimental da sua carreira. Mais do que isso, o próprio Palomo define muito bem a aura que o novo disco mostrou até agora, quando disse que: “A maioria das coisas que aprendi sobre a natureza humana nos meus vinte anos aconteceu depois do anoitecer, Eu gosto de chamar os lugares que vou de Night Schools”.

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A australiana Gordi está apenas começando sua carreira musical, mas se depender do seu primeiro single, “Can We Work It Out”, o futuro será bastante ensolarado pra garota de 22 anos. Com um timbre rouco que imediatamente chama a atenção para si, Gordi apresenta uma sonhadora e emotiva canção que flerta na medida certa com o folk e com o pop, pegando o melhor dos dois mundos mas sem levantar bandeira pra nenhum deles. Adicionando à instrumentação orgânica, uma suave camada de sintetizadores é o suficiente para garantir à canção uma vibe única, remetendo a uma mistura da fragilidade do WET com as percussões ferozes do HAIM, com uma leve pitada de despretensão no caminho. Apaixonante.

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É combinando movimento e emoção que o londrino Alxndr London te convida para um encontro em “DATE X”, desses que você não deveria negar. Utilizando camadas eletrônicas mescladas a um vocal soul, o truque pode não ser muito diferente do que o Ben Khan e o Jai Paul andam fazendo, mas graças ao gingado do rapaz e uma produção extremamente caprichada, Alxndr sai vitorioso com um primeiro single difícil de negar. Aperte o play e tente resistir a essa linha de baixo.

Caiu na rede há poucos minutos essa preciosidade, parceria do ZHU com AlunaGeorge. O trabalho faz parte do projeto Genesis Series, que inclui os pesos-pesados Skrillex, Gallant, A-Trak e outros. “Automatic” é um hit automático, conseguindo captar o melhor do ZHU com seu deep house poderoso, e o pop fresco e pegajoso do AlunaGeorge. É claro que a união de dois nomes que foram revelação há poucos anos nos traria uma música sensacional. Com várias camadas de vocais, um piano certeiro, e inclusive um saxofone para dar o toque final e classudo à canção, ZHU, que já tinha emplacado com a música “Faded” no ano passado, promete bombar e conquistar cada um dos ouvidos atentos à música eletrônica que estiverem espalhados pelo mundo. Põe no repeat!