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O rock não é somente um gênero musical. Foi-se o tempo onde a palavra era associado apenas à música. Hoje em dia o rock está por todo canto, influenciando nosso estilo de vida, nossas atitudes, nossa linguagem e porque não até mesmo outros gêneros musicais. E é com esse pensamento que a Converse está lançando o conceito #GETLOUD, que, de forma a celebrar o rock em suas diversas variáveis, está convocando a galera pra usar a hashtag nas redes sociais e se expressar – da forma que quiser – seu próprio conceito da palavra.

Carregando essa ideia e trazendo para o mundo do Oh My Rock, separamos uma pequena seleção de artistas que, não necessariamente fazem “rock”, mas que demonstraram, ao longo de 2013, atitude de sobra para se adequar ao conceito proposto. Sente só o que separamos

HAIM

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Elas são irmãs, bonitas, influenciaram uma legião de garotas a se vestirem que nem hipsters, mas convenhamos: difícil ver uma banda nova com tanta atitude que nem o HAIM. Com um dos show mais viscerais e catárticos da atualidade, as irmãs provam que o rock não tem cara, e que está muito longe de perder sua essência original. O rock está na veia dessas três, e esperamos que continue lá por um bom tempo.

Arcade Fire

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Quando surgiram as primeiras notícias do “Reflektor”, quarto disco de estúdio do Arcade Fire, tudo parecia indicar que a banda viria com seu disco mais pop e dançante até então. Com produção do James Murphy (LCD Soundsystem) e uma atmosfera levemente tropical, baseada nas origens haitianas da banda, o disco realmente se confirmou como um dos mais energéticos do grupo, mas também surpreendeu por não deixar de lado as guitarras e a atitude rocker que fizeram a fama do quinteto.

Kanye West

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Ele lançou a capa mais ousada do ano (ou melhor, a não-capa), fez um trabalho de divulgação quase nulo – sem hype algum-, lançou um CD do nada e convocou alguns dos produtores mais inovadores e futuristas para produzirem uma obra que diverge de praticamente qualquer outra coisa que ele já fez (ou que estão fazendo no hip-hop). Se o Kanye West não mostrou atitude em 2013, provavelmente ninguém mais mostrou.

E pra vocês, quais artistas ou bandas de destaque em 2013 que incorporaram melhor o espírito #GETLOUD?

Para entender melhor o conceito, o hotsite da Converse reúne diversas fotos, vídeos e textos que exemplificam o pensamento proposto. E fiquem ligados que o movimento não é apenas virtual. Nos canais online da Converse (Facebook, Twitter e Instagram), serão divulgados diversos encontros, festas e shows que irão rolar nas próximas semanas (com entradas gratuitas mas limitadíssimas, diga-se de passagem). Não podemos falar muito, mas confiem, vale a pena ficar ligado : )

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Lançado no dia 15 de outubro, o EP Wet prova que o Wet tem um futuro promissor. Os sons cheios de experimentalismo conquistam facilmente, como já havíamos comentado quando foram divulgadas as canções “No Lie” e “You Da Best”, que mudou de nome para “You’re The Best” na versão definitiva. O primeiro registro audiovisual do trio foi dirigido por Jared Hutchinson, que capta a mistura de melancolia e animação da música por meio de uma fotografia que se alterna entre imagens soturnas e outras cheias de luzes coloridas, o que representa bem o contraste entre a calmaria e a agitação dos jovens, que aparecem passeando de carro durante a noite e também em uma danceteria.

 

You’re the Best from Wet on Vimeo.

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Depois do inventivo clipe de “Honey”, o COIN retorna com “Atlas”, que é tão contagiante quanto o single anterior. Tirada do EP 1992, a música serve como uma comprovação do som despretensioso da banda, que tem características capazes de satisfazer quem curte desde Smallpools até Two Door Cinema Club, por conta de vocais suaves e guitarras vibrantes. Apesar de ser uma canção pop de fácil audição, “Atlas” possui uma letra sombria, cujo refrão aborda a morte da esperança. O videoclipe mostra as ações de um garoto e seu bastão, com direito a vários efeitos que ressaltam a estética caseira da produção.

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Em geral, mudanças são associadas a confusão e desgaste, mas a mudança que os integrantes do Arthur Beatrice fazem no clipe de “Grand Union” é uma experiência que proporciona momentos de reflexão enquanto o grupo carrega móveis e objetos. A diretora Kate Moross garante um efeito contemplativo, que combina com a delicadeza de “Grand Union”, que é o primeiro single do debut dos ingleses, programado para 3 de fevereiro. O álbum de estreia será chamado Working Out e também incluirá faixas presentes no EP The Carter, lançado em julho.

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Se você ainda não conhecia a Tove Lo, prepare-se para mais um vício. Caso você já tenha escutado o som da sueca Tove Nilsson, temos uma ótima notícia: a artista assinou um contrato com uma gravadora e deve lançar seu debut no começo do próximo ano. Para comemorar a novidade, seu novo single, “Out Of Mind”, é um excelente exemplar do talento da cantora, que já foi comprovado nas incríveis “Habits” e “Love Ballad”. A nova canção é uma balada que começa suave, numa pegada similar à sonoridade de cantoras como Laura Welsh e Frida Sundemo, mas basta o refrão começar para Tove Lo deixar transparecer sua personalidade, de energia visceral. O clipe de “Out Of Mind” exibe a cantora sendo perseguida por seus próprios demônios, retratadas por meio de sombras que, literalmente, saem da cabeça da artista.

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A possibilidade de um apocalipse serve de inspiração para inúmeros artistas. Quem também aderiu à tendência é o Summer Camp, que divulgou o clipe de “Two Chords”, dirigido por Chris Boyle. Depois do simpático vídeo do single “Fresh”, o duo nos brinda com um clipe tão gostoso quanto a música, que é dublada de forma hilária por um casal de âncoras de um jornal. A tensão sexual entre o casal de apresentadores televisivos é latente, mesmo com o mundo perto de acabar. Os músicos Elizabeth Sankey e Jeremy Warmsley também dão as caras como, respectivamente, uma mulher do tempo e um especialista em catástrofes entrevistado pelos jornalistas. Enquanto o nosso fim não chega, ficamos na torcida para que “Keep Falling”, melhor faixa do álbum Summer Camp, também ganhe um clipe à altura.

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Ninguém tem uma voz tão única como a de Pat Grossi, cabeça por trás do aclamado projeto Active Child. Depois de lançar um dos melhores discos de estreia de 2011, é hora do produtor/multi-instrumentalista explorar novas sonoridades com a chegada do seu novo EP, Rapor, a sair no dia 22 de outubro mas que já conta com streaming por aqui.

Das novas faixas, os destaques sem dúvidas ficam por conta das parcerias com o Mikky Ekko, em “Subtle”, e com Ellie Goulding, em “Silhouette”. Demonstrando seu lado mais dançante até então, o produtor surpreendente com a pulsante “Subtle”, que mais parece com uma música perdida do Michael Jackson do que com qualquer outra do repertório do rapaz. Sem entregar refrão algum mas nos deixando na ponta da cadeira por 4 minutos, a canção combina os vocais angelicais de Grossi com versos acelerados por parte de Ekko, culminando certamente em uma das melhores parcerias do ano.

Active Child – Subtle (Ft. Mikky Ekko)

Não muito atrás, Ellie Goulding, que inclusive incluiu um cover do Active Child no seu último disco, resolveu retribuir o favor com uma participação em uma das faixas do EP, “Silhouette”. Dessa vez diminuindo um pouco o ritmo mas ainda assim fugindo da sua zona de conforto, Active Child convoca sintetizadores e pianos pra uma grandiosa montanha-russa emocional que intercala os vocais da dupla com tanta sutileza que fica difícil não se emocionar. Bela e delicada do início ao fim.

Active Child – Silhouette (Ft. Ellie Goulding)

Pra ouvir o novo EP do Active Child, basta clicar aqui.

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