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Pra quem já escreveu músicas pra Icona Pop, Kylie Minogue e Selena Gomez, nada mais natural do que, algum certo dia, tentar se aventurar de forma solo. E foi assim, em meados de 2013, que os nova-iorquinos Mike Del Rio e Crista Ru decidiram se isolar dos grandes nomes do pop para fazerem música pra si próprios, que estão lançando agora sob o nome POWERS. Entretanto, se você está esperando algo próximo da sonoridade das popstars citadas, melhor passar longe. Pelo menos na primeira música do projeto, “Money”, a história é bem diferente.

Começando com uma das introduções mais grandiosas que uma música pop poderia ter, as onipresentes harmonias vocais da dupla soam a princípio como um canto de chegada aos céus, logo interrompidos, entretanto, por um grave estremecedor e samples bizarros que vão de gritos a sons de filme de terror, nos fazendo imaginar como seria “Cry Me A River”, do Justin Timberlake, sob a produção do Yeezus (Kanye West). Cantado na maior parte por Mike Del Rio, a música também apresenta os vocais de Crista Ru na chegada do refrão, que demonstra perfeitamente a habilidade do duo em criar verdadeiras pérolas pop.

POWERS – Money

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A mistura nada comum do synth-pop de Sorcha Richardson com a as rimas da dupla Fortunate Ones deu origem ao trio nova-iorquino CON VOS, que acaba de anunciar o primeiro EP, Cocoon Bloom, para o início de 2014. A combinação pode parecer um pouco inusitada a princípio, mas basta uma audição no primeiro single da banda, “Coast”, pra sacar que a ideia faz mais sentido do que parece.

De vibe relaxada, com sintetizadores ensolarados que poderiam facilmente embalar a trilha de GTA: Vice City ou Drive, a produção oitentista combina com elegância os vocais apaixonados de Sorcha com os versos de hip-hop da dupla pra fazer de “Coast” uma suave canção de amor, onde eles declaram que viajariam “de costa a costa” pra encontrar sua paixão. Com uma música dessas de fundo, a gente também não se importaria nem um pouco de fazer essa viagem.

CON VOS – Coast

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A gente não sabe muita coisa sobre o Bless. Além de que ele tem só 18 anos e vive na ensolarada Los Angeles, as informações sobre o músico são bem escassas. Os planos do jovem são ainda incertos, mas com apenas quatro faixas no Soundcloud, ele já faz um barulho considerável pelos blogs de música, com o seu som suave e envolvente.

“Didn’t I” foi a primeira música postada na página do Bless. Cheia de momentos relaxantes e sensuais, tem sample da faixa de mesmo título de um dos nomes mais clássicos da soul music na década de 70, Darondo. O som do Bless tem o poder de despertar mil sensações no ouvinte, e traz influências múltiplas, que podem ser percebidas em cada minuto de faixa. “Didn’t I” tem força e solidez para fazer do seu ouvinte um apreciador em apenas alguns segundos, e mais do que isso, pede uma noite solitária e um drink na mão para ser uma experiência musical completa.

Bless – Didn’t I

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Após nos encantar com “Bon Voyage”, a sueca Marlene surpreende com seu novo single, que explora seu alcance vocal com uma sonoridade voltada para o R&B. Além de ter um forte potencial radiofônico, “Stay Awake” é uma balada romântica que comprova a versatilidade da artista, que deve agradar aos fãs de cantoras como Katy B, Laura Welsh e até Mariah Carey. A nova música lançada por Marlene já tem um clipe, dirigido por SIKOW. O clipe possui um clima calmo e sedutor, destacando a beleza e a expressividade da cantora.

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Guitarras nervosas são o grande destaque da nova música do The Preatures, que será lançada oficialmente com outra canção no dia 23 de março. Enquanto a banda australiana não divulga a data de lançamento do aguardado debut, aproveite “Better Than It Ever Could Be”, que soa como uma harmoniosa mistura de Blondie, Fleetwood Mac, David Bowie e Joan Jett. O clipe do novo trabalho do The Preatures combina com a sensação psicodélica provocada pela música, graças a diversos elementos vintage usados pelo diretor Josh Logue. Depois de ver a vocalista Isabella Manfredi e os outros integrantes nos clipes de “Is This How You Feel?” e “Manic Baby”, é possível acompanhar os artistas em uma apresentação que brinca com uma estética cheia de elementos de programas de TV da década de 1970, bem como jogos de videogame retrôs.

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Antes de falarmos sobre a música, seremos bem francos quanto essa aqui: ela é um hit, sem dúvidas. Entretanto, a sueca Sa’ra Charismata precisa trocar esse nome artístico urgente (ou pelo menos tirar essa aspa do caminho!) se não quiser desperdiçar o pop de ouro (risos) que é “Gold Digga”, seu primeiro single oficial. A gente não sabe muita coisa da garota além de que ela é sueca e que a Suécia é aquele país que provém 99% da música pop de qualidade de todos os blogs de música pop de qualidade, sendo Sa’ra – ou pelo menos essa música em questão – uma das mais gratas surpresas de 2014 até agora.

Recortes vocais abrindo e fechando a música de forma bizarra podem parecer a princípio como a maior surpresa que a música irá te oferecer, mas “Gold Digga”, apesar de seguir a risca sua estrutura pop, diverte e surpreende a cada segundo dos seus três minutos, apresentando uma produção mais lenta que não sairia muito de linha do disco da Lorde ou até mesmo da , enquanto os vocais da cantora te fazem imaginar como seria uma canção da Gwen Stefani nos dias de hoje. A produção não seria sueca se não fosse um breakdown de vocais alterados à-la “Speakerphone”, da Kylie, e “Gold Digga” cumpre o requisito, atirando ainda no caminho um refrão duplo que não tem medo de apelar, fazendo jus à primeira frase do post: ela é um hit, sem dúvidas.

Sa’ra Charismata – Gold Digga

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Não se assuste, caro leitor, pois você não está lendo errado. É claro que se não fosse por um nome bastante peculiar e querido aqui no blog (vulgo, Cashmere Cat) provavelmente não estaríamos dando a mínima pro novo single do Ludacris, que conta com a produção do nosso norueguês favorito, versos do Wiz Khalifa e um refrão do Jeremih. A canção já vem sendo tocada nos sets do Cashmere Cat desde meados do ano passado, mas hoje – finalmente – foi lançada como a nova música de trabalho do Ludacris, e cumpre todas as expectativas para quem estava ansioso pela versão final.

Usando de base a infame “Barbie Girl”, do Aqua, o refrão cantado por Jeremy distorce a letra da música e a traz para o presente, enquanto a produção do Cashmere Cat – apesar de um pouco reprimida em comparação às suas aventuras solos – não leva pra outra época se não o futuro, como é de praxe do produtor. Os versos descartáveis de Ludacris e Wiz Khalifa provavelmente não servirão para nada além de atrair uma nova gama de ouvintes para o som moderno e mirabolante de Cashmere, mas hein, poderíamos pedir por algo melhor do que isso? 2014 é o ano do gato, e a dominação acaba de começar.

Ludacris – Party Girls (Feat. Cashmere Cat, Wiz Khalifa & Jeremih)

Ludacris – Party Girls (Feat. Cashmere Cat, Wiz Khalifa & Jeremih)