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A cativante “Safe And Sound” foi responsável por popularizar o Capital Cities, que lançou diferentes versões de clipes para o single de estreia, incluindo um vídeo bizarro envolvendo animais. Para divulgar a nova música de trabalho, o duo voltou a usar imagens animalescas. Dirigido pela própria dupla em parceria com Carlos Lopez Estrada, o triste e criativo videoclipe de “Kangaroo Court” apresenta uma realidade alternativa em que todos são animais e as zebras sofrem discriminação. Por conta disso, o protagonista se disfarça de cavalo para entrar no clube “The Kangaroo Court”, onde o animal é desmascarado e julgado depois de se interessar por uma cachorra. Assim como o clipe oficial de “Safe And Sound”, o novo material audiovisual da dupla tem uma produção caprichada, o que nos deixa na expectativa de que “Farrah Fawcett Hair”, a música mais extasiante do álbum In A Tidal Wave Of Mystery, também ganhe um vídeo à altura da canção.

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Quem conhece o Empire Of The Sun sabe muito bem que conferir os vídeos do duo é o mesmo que ser levado a uma aventura que mistura fantasia com referências futurísticas saídas de filmes de ficção científica. Depois dos desertos e outras paisagens vistas no clipe de “Alive”, os artistas colocam o “pé no chão” para o vídeo de “DNA”, que ajuda a promover o álbum Ice On The Dune. Dirigidos por Emmet Malloy, os músicos Nick Littlemore e Luke Steele aparecem perdidos em San Fernando Valley. Enquanto o pop dançante e cheio de sintetizadores toca, acompanhamos a dupla performática fazer coisas banais, como andar de bicicleta, pegar um ônibus vazio durante a noite e arranjar confusões após uma festa. O contraste dos figurinos chamativos com os cenários comuns só aumenta impressão de que os artistas vieram de outro planeta.

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Depois de “Closer” nos alegrar com a celebração da química entre pessoas e de “I Was A Fool” nos lembrar de como uma decepção amorosa pode ser melancólica, a dupla Tegan And Sara resolveu continuar a divulgação do álbum Heartthrobe com “Goodbye, Goodbye”, que contagia mesmo sendo sobre a dificuldade de se despedir de alguém com quem se teve um relacionamento. Com seu novo videoclipe, as irmãs mostram como a interação via diversas formas de comunicação reflete nossas emoções. Sob direção de Natalie Era Robison, o clipe também se destaca por exibir as inúmeras plataformas tecnológicas pelas quais nós lidamos com a rejeição e acabamos relações, desde mensagens escritas a mão até mensagens em aplicativos de aparelhos móveis.

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Com um clima otimista, “Elevate” conquista facilmente não só os fãs do St. Lucia como também quem escuta o grupo pela primeira vez. O synth-pop ao mesmo tempo descontraído e grandioso de “Elevate” serve como single de estreia do projeto encabeçado por Jean-Philip Grobler, que lançará o álbum de estreia When The Night no dia 8 de outubro. Para ilustrar a vibe agradável da canção, o diretor Norton intercala cenas de pessoas aproveitando o clima quente em vários locais do Brooklyn com imagens da banda tocando em um apartamento, que virou o ponto de encontro depois que o grupo foi despejado do estúdio de gravação. O clipe termina em festa com os amigos dos integrantes se reunindo no topo do prédio e se rendendo aos sons tropicais da música.

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Se fazer música já não é uma negócio muito fácil, imagina fazer com outra pessoa a distância. Pois bem, foi exatamente assim que o Honey Bones deu vida ao seu primeiro EP, auto-intitulado, lançado mês passado pelo Bandcamp naquele esquema “pague o que quiser”. O duo, formado pelos amigos Ivan Silva e David Mikkelson, ficava trocando arquivos de música entre a Califórnia e Idaho, entretanto, o resultado final, um indie-pop ensolarado de produção caprichada, tem muito mais a ver com as praias californianas do que com as montanhas de Idaho.

Como boa representante do projeto, o primeiro single escolhido pelos rapazes é a excelente “Dragg”, um indie-pop grudento que parece feito sob medida para estourar nas rádios. Começando com leves baterias que chegam a lembrar do Miike Snow e um riff de guitarras ensolarado que conquista logo de cara, a canção não demora a apresentar os vocais carismáticos de Mikkelson, que passeiam por delicados pianos, batidas orgânicas com influências do R&B, cowbells e palminhas devidamente posicionadas, que parecem sair de uma música do Haim. A produção alterna entre o relaxante e o alto astral com facilidade, beirando a euforia com a chegada do refrão, suficiente para coroar o Honey Bones como sua nova banda de indie-pop favorita e te fazer correr para o Bandcamp baixar o restante do EP.

Honey Bones – Dragg

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Os californianos do Bad Suns querem trazer à tona todas as emoções que estão dentro e você, ou pelo menos, essa é a proposta do infeccioso primeiro single do quarteto, “Cardiac Arrest. Com início tímido e acordes despretensiosos, a faixa ganha poder com a entrada dos vocais surpreendentemente carismáticos de Christo Bowman, e explode de vez no refrão contagiante que deixa a música com cara de hit de radio. O quarteto de Los Angeles aposta no coro chiclete e na melodia de aura grandiosa para iniciar sua escalada até o topo dos charts, e me baseando na atenção que eles tem recebido na cena californiana, eu aposto que eles chegam lá rápido. Se 90210 ainda estivesse no ar, isso seria trilha sonora certa.

A presença tímida dos riffs de guitarra até que deixa “Cardiac Arrest” com uma cara um tanto nostálgica, de alternative rock de meados dos anos 2000, mas é inegável que a sua força vem da tendência indie pop que o Bad Suns deixa transparecer a cada verso do seu primeiro single oficial. Quando damos o play na faixa fica aquela sensação de que você já a ouviu em algum lugar, talvez pela semelhança com hits mais conhecidos da já estourada Imagine Dragons, talvez pela competência do quarteto de LA em fazer essa mistura despretensiosa de pop e indie rock. Apesar de prometer “palavras e sons para provocar o corpo e a mente”, o Bad Suns cai no clichê “boy meets girl” com sua primeira faixa. Mas quem se importa, quando se tem um refrão tão viciante quanto esse?

Bad Suns – Cardiac Arrest

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Como um blog que divulga música nova, talvez essa seja a primeira vez que você verá por aqui uma postagem sobre um artista já falecido. E é com essa infeliz notícia que venho apresentar o projeto Different Marks, formado pelo duo Catz ‘N Dogz e seu colaborador de longo prazo, Martin Dawson, que infelizmente faleceu no último ano. Como forma de retribuição ao amigo, o disco foi liberado gratuitamente e acabou nem ganhando título, sendo chamado apenas de Untitled e lançado de forma independente na internet.

Além de contar com a produção do trio, o disco tem um foco especial nos vocais e em diversas colaborações ao longo de suas faixas, sendo “Can’t Figure Me Out”, interpretada por Ben Westbeech, certamente um dos maiores destaques da obra, soando como uma pequena pérola future-pop com traços de R&B. A produção eletrônica downtempo ao mesmo tempo em que abusa de graves e batidas eletrônicas também exibe uma instrumentação orgânica a base de harpas e pianos, que casam perfeitamente com os vocais cheios de emoção do rapaz, que são recortados e sampleados ao longo dos quatro minutos da faixa, ganhando efeitos e mudanças de pitch que garantem o frescor futurístico e hipnotizante, capaz de colocar um sorriso no rosto daqueles que gostam de James Blake, Jai Paul e SBTRKT.

Different Marks – Can’t Figure Me Out

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