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Pelo título, já dá pra começar a sentir qual é a vibe do novo single do Miami Horror. O quarteto australiano que ganhou nossas playlists com o ótimo Illumination (2010) reaparece na cena eletrônica com o acompanhante do single “Real Slow”, lançado previamente. A primeira faixa já sinalizava que o tom festeiro da banda começou a desacelerar, mas “Colours In The Sky” é o som que realmente te convence que essa é a nova aura do Miami Horror.

Com uma introdução calorosa, pitadas psicodélicas surgem logo nos primeiros segundos do novo single, que chega carregado de sintetizadores aconchegantes. A balada do Miami Horror não abandona a alma tropical que o Illumination teve, mas mostra um lado mais maduro e menos epidêmico da banda, que muita gente ainda não conhecia. Depois do bem sucedido debut, o quarteto se mudou da Australia para as areias californianas, e a influência dessa mudança é clara durante toda a faixa. Mais sensual do que qualquer coisa que você tenha ouvido deles antes, a sensação é de que “Colours In The Sky” seria uma trilha sonora perfeita para uma noite preguiçosa de verão. O charme permanece por todos os 4 minutos de música, ganhando mais força no final, quando o refrão é cantado repetidamente. Dá pra cantarolar junto sem medo de ser feliz.

Miami Horror – Colours In The Sky (feat. Cleopold)

“Colours In The Sky” foi lançado como single junto de “Real Slow” via Neon Gold, no dia 12 de novembro.

sonlux

Ryan Lott trabalha literalmente entre a música clássica e a eletrônica, e é daí que resulta o som denso e delicado do seu projeto Son Lux. O músico de Nova York já está no quarto álbum, Lanterns, lançado esses dias pela Joyful Noise, cujo primeiro single, “Lost It To Trying”, foi imediatamente considerado uma das melhores faixas do ano pela Pitchfork.

Deslizando entre instrumentos orgânicos e eletrônicos com uma delicadeza que os confunde, saxofones, flautas e pianos se unem a sintetizadores e recortes vocais para formar uma multidão de sons que te faz imergir na psicodelia futurista da produção. Adicionando uma nova surpresa a cada compasso, a faixa progride a um ritmo intenso e dinâmico, compondo flashes que pulam aos ouvidos de forma constante, sem negar a essência da música. Ao invés de soar cansativa, a produção maluca te estimula a ouví-la várias vezes, demonstrando na prática a junção do conhecimento de música clássica e contemporânea de Lott.

Son Lux – Lost It To Trying

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Não sei quantos fuzileiros navais no mundo resolveram trocar a carreira da guerra pela música, mas Jacob Summers e seu projeto Avid Dancer estão aí pra provar que eles existem. E pelo o que indica o primeiro single do americano, “Stop Playing With My Heart”, a decisão é mais do que justa.

Pelo menos na sua estreia, ao contrário do que o nome possa sugerir, o Avid Dancer não pretende nos colocar pra dançar, mas sim embarcar numa viagem de 4 minutos que te deixará sedento por mais. Bebendo da mesma fonte que o Tame Impala, o rapaz afunda sua produção em diversas camadas sonoras lotadas de reverb para criar um número ambicioso e acessível ao mesmo tempo. Solos de guitarra, sintetizadores, baixos marcantes e elementos psicodélicos são adicionados a cada segundo, embrulhados com uma embalagem pop e  lacrados com um belo refrão, culminando numa espécie de sequência de “Feels Like We Only Go Backwards”, dos australianos.

Avid Dancer – Stop Playing With My Heart

Yeo+Girl

O australiano Yeo vem fazendo música desde 2006, combinando e testando os mais diversos gêneros para, aos poucos, ir moldando seu próprio som. Apesar de permanecer no anonimato até agora, o lançamento do seu primeiro EP, previsto para o início de 2014, prova com seu novo single, “Girl”, que a fórmula do rapaz está mais do que pronta para conquistar o mundo.

Um R&B futurista inegavelmente sexy, “Girl” utiliza as mesmas técnicas do Jai Paul para criar um ambiente dominado por graves que soam como o vai e vem de uma onda. Trabalhando de forma minimalista junto a guitarras melódicas, batidas esparsas e vocais distorcidos, o resultado é um número downtempo nada menos que exuberante, que te faz querer flutuar por suas diversas camadas de som rumo ao infinito.

Yeo – Girl

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É quase inacreditável o fato de que ainda não fizemos um post do Cashmere Cat por aqui, visto que o norueguês Magnus August Hoiberg, nome por trás do projeto (e de outros como Trippy Turtle, YOLO Bear, etc), teve algumas das músicas mais inovadoras ouvidas por nós em 2013. Entretanto, após o lançamento do EP Mirror Maru, no começo do ano, e de um remix pro Miguel que certamente o catapultou a uma nova gama de ouvintes, nosso novo produtor favorito nos deixou sem desculpas com o lançamento do seu novo single, “With Me”, primeiro do seu novo EP, que sai agora em Janeiro.

Mesclando elementos orgânicos como harpas e pianos à sintetizadores, graves potentes e recortes vocais estranhamente adoráveis, a melhor dica pra ouvir uma música do produtor é simplesmente esquecer de regras ou estruturas, e se deixar levar pela viagem sonora que cada música apresenta. E a gente promete: é uma viagem que você provavelmente irá querer ter várias vezes, ainda que soe (para alguns) um pouco difícil de digerir a princípio. Em “With Me”, elementos etéreos como pianos e xilofones contrastam com sintetizadores industriais e vocais encharcados de autotune, que nos guiam por uma música aparentemente sem rumo, mas que na verdade não dá nenhum passo em falso.

Cashmere Cat – With Me

O single faz parte do EP Wedding Bells, que sai em Janeiro pelo selo Lucky Me.

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Bandas brasileiras geralmente passam despercebidas no meu radar, mas confesso que fiz questão de ouvir uma música do Go Spaceship, antiga banda do jovem produtor Rico (que agora atua com um projeto solo), só para confirmar o que eu já imaginava: as duas coisas não tem nada a ver uma com a outra. Se na banda original do garoto predominavam as guitarras e os vocais indie-rock, aqui – felizmente – a coisa toma novos rumos.

Como demonstrado em seu novo single, “This Song”, a vibe adolescente do seu primeiro projeto é completamente ignorada a favor de um house classudo que não deixa nada a dever a nomes gringos como Disclosure e Bondax. Aproveitando de batidas noventistas e inúmeros recortes vocais (que provavelmente saíram de algum R&B perdido dos anos 90), o rapaz constrói melodias e dá vida a uma produção que poderia facilmente embalar tanto uma festa de piscina quanto um clube em Ibiza. Aliás, mais do que pronto para conquistar terras brasileiras, Rico tem em “This Song” seu grande trunfo para explodir lá fora, onde a cultura da música eletrônica está cada vez mais em alta, e sabemos que é apenas uma questão de tempo até cantarmos essa vitória.

Rico – This Song

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Após muitas fotos, arte, música e muito rock, a Converse encerrou os intensos 45 dias de produção cultural com uma festa que nos fez imergir por completo no espírito #GETLOUD. Após sermos convidados a usar a hashtag e expressar o rock da nossa própria maneira, o convite agora foi para assistirmos ao show do lendário punk Mike Watt, ex-integrante de bandas como Minuteman, fIREHOSE e Missingmen, e que hoje é baixista dos Stooges (a banda do Iggy Pop). O cara fez história nos anos 70, e, a convite da Converse, acompanhamos de perto sua apresentação no Studio RJ, realizada nesta segunda-feira.

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