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A gente não sabe muita coisa sobre o Bless. Além de que ele tem só 18 anos e vive na ensolarada Los Angeles, as informações sobre o músico são bem escassas. Os planos do jovem são ainda incertos, mas com apenas quatro faixas no Soundcloud, ele já faz um barulho considerável pelos blogs de música, com o seu som suave e envolvente.

“Didn’t I” foi a primeira música postada na página do Bless. Cheia de momentos relaxantes e sensuais, tem sample da faixa de mesmo título de um dos nomes mais clássicos da soul music na década de 70, Darondo. O som do Bless tem o poder de despertar mil sensações no ouvinte, e traz influências múltiplas, que podem ser percebidas em cada minuto de faixa. “Didn’t I” tem força e solidez para fazer do seu ouvinte um apreciador em apenas alguns segundos, e mais do que isso, pede uma noite solitária e um drink na mão para ser uma experiência musical completa.

Bless – Didn’t I

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Após nos encantar com “Bon Voyage”, a sueca Marlene surpreende com seu novo single, que explora seu alcance vocal com uma sonoridade voltada para o R&B. Além de ter um forte potencial radiofônico, “Stay Awake” é uma balada romântica que comprova a versatilidade da artista, que deve agradar aos fãs de cantoras como Katy B, Laura Welsh e até Mariah Carey. A nova música lançada por Marlene já tem um clipe, dirigido por SIKOW. O clipe possui um clima calmo e sedutor, destacando a beleza e a expressividade da cantora.

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Guitarras nervosas são o grande destaque da nova música do The Preatures, que será lançada oficialmente com outra canção no dia 23 de março. Enquanto a banda australiana não divulga a data de lançamento do aguardado debut, aproveite “Better Than It Ever Could Be”, que soa como uma harmoniosa mistura de Blondie, Fleetwood Mac, David Bowie e Joan Jett. O clipe do novo trabalho do The Preatures combina com a sensação psicodélica provocada pela música, graças a diversos elementos vintage usados pelo diretor Josh Logue. Depois de ver a vocalista Isabella Manfredi e os outros integrantes nos clipes de “Is This How You Feel?” e “Manic Baby”, é possível acompanhar os artistas em uma apresentação que brinca com uma estética cheia de elementos de programas de TV da década de 1970, bem como jogos de videogame retrôs.

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Antes de falarmos sobre a música, seremos bem francos quanto essa aqui: ela é um hit, sem dúvidas. Entretanto, a sueca Sa’ra Charismata precisa trocar esse nome artístico urgente (ou pelo menos tirar essa aspa do caminho!) se não quiser desperdiçar o pop de ouro (risos) que é “Gold Digga”, seu primeiro single oficial. A gente não sabe muita coisa da garota além de que ela é sueca e que a Suécia é aquele país que provém 99% da música pop de qualidade de todos os blogs de música pop de qualidade, sendo Sa’ra – ou pelo menos essa música em questão – uma das mais gratas surpresas de 2014 até agora.

Recortes vocais abrindo e fechando a música de forma bizarra podem parecer a princípio como a maior surpresa que a música irá te oferecer, mas “Gold Digga”, apesar de seguir a risca sua estrutura pop, diverte e surpreende a cada segundo dos seus três minutos, apresentando uma produção mais lenta que não sairia muito de linha do disco da Lorde ou até mesmo da , enquanto os vocais da cantora te fazem imaginar como seria uma canção da Gwen Stefani nos dias de hoje. A produção não seria sueca se não fosse um breakdown de vocais alterados à-la “Speakerphone”, da Kylie, e “Gold Digga” cumpre o requisito, atirando ainda no caminho um refrão duplo que não tem medo de apelar, fazendo jus à primeira frase do post: ela é um hit, sem dúvidas.

Sa’ra Charismata – Gold Digga

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Não se assuste, caro leitor, pois você não está lendo errado. É claro que se não fosse por um nome bastante peculiar e querido aqui no blog (vulgo, Cashmere Cat) provavelmente não estaríamos dando a mínima pro novo single do Ludacris, que conta com a produção do nosso norueguês favorito, versos do Wiz Khalifa e um refrão do Jeremih. A canção já vem sendo tocada nos sets do Cashmere Cat desde meados do ano passado, mas hoje – finalmente – foi lançada como a nova música de trabalho do Ludacris, e cumpre todas as expectativas para quem estava ansioso pela versão final.

Usando de base a infame “Barbie Girl”, do Aqua, o refrão cantado por Jeremy distorce a letra da música e a traz para o presente, enquanto a produção do Cashmere Cat – apesar de um pouco reprimida em comparação às suas aventuras solos – não leva pra outra época se não o futuro, como é de praxe do produtor. Os versos descartáveis de Ludacris e Wiz Khalifa provavelmente não servirão para nada além de atrair uma nova gama de ouvintes para o som moderno e mirabolante de Cashmere, mas hein, poderíamos pedir por algo melhor do que isso? 2014 é o ano do gato, e a dominação acaba de começar.

Ludacris – Party Girls (Feat. Cashmere Cat, Wiz Khalifa & Jeremih)

Ludacris – Party Girls (Feat. Cashmere Cat, Wiz Khalifa & Jeremih)

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Apesar de não ser tão experimental quanto “Waste Of Time”, o novo single da é acessível sem perder aquela peculiaridade da cantora, que vai lançar No Mythologies To Follow no dia 10 de março. Para se preparar para a sua estreia, nada melhor do que uma música bastante agradável e que revela diferentes facetas da artista dinamarquesa, soando como uma espécie de Lorde mais animada. No clipe de “Don’t Wanna Dance”, a versão solitária e triste da moça é apresentada em um sofá colorido, enquanto o lado mais otimista domina o vídeo ao surgir se divertindo com as amigas. Dirigido por Georgia Hudson, o clipe conta com muita poeira, carros sendo jogados atrás da cantora de forma hipnotizante em um ferro velho, além de olhares penetrantes e passos de dança em sintonia com o clima de liberdade da música.

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A dupla Mark Hadley e Keeley Bumford querem fazer do seu projeto, Hotel Cinema, tomar novas proporções em 2014. Soando como uma espécie de encontro entre a produção etérea do The Naked & Famous com os vocais emotivos da Lykke Li, o indie pop dinâmico da dupla mistura elementos orgânicos e eletrônicos para compor seu primeiro EP, o recém lançado Exposition.

Um dos destaques do trabalho, “Elegy”, começa a base de sintetizadores que nos fazem imaginar o CHVRCHES fazendo música de praia, mas as comparações logo param de fazer sentido a medida que a produção introduz novos elementos. No refrão, onde a canção realmente alça vôo, apesar da composição grudenta são as encantadoras melodias de sintetizadores que não sairão da cabeça, e que, unidas a belíssimas harmonias vocais que chegam a lembrar do Dirty Projectors, culminam em uma espécie de terapia sonora capaz de deixar qualquer um mais feliz.

Hotel Cinema – Elegy