Chela – Guts

Luis Felipe —  12/03/2013 — 1 Comentário

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Você provavelmente já conhece a australiana Bon Chela – ou simplesmente Chela - seja pelas nossas páginas ou por outros blogs da internet. A cantora está construindo seu nome aos poucos, participando mais recentemente dos singles do Goldroom (“Fifteen”) e do Viceroy (“Dream Of Bombay”), entretanto, esta é a primeira vez que a apresentamos oficialmente por aqui – e com um single somente dela. Parte de uma mixtape a ser lançada no final do mês, o primeiro single da cantora, “Guts”, prova que Chela ainda tem muito pra nos mostrar.

A gente não sabe exatamente quem produziu esse primeiro single da Chela, mas a produção não fica longe dos materias do Goldroom ou do Viceroy, visto o clima relaxado e ensolarado que compõe a faixa, representado aqui pelos sintetizadores atmosféricos e pelos divertidos riffs de guitarra. Entretanto, a verdadeira surpresa fica por conta dos vocais de Chela, que apesar de já conhecidos, mostram uma nova faceta da cantora. Ao cantar sobre uma decepção amorosa, seus vocais soam a princípio delicados até se transformarem em uma besta feroz no refrão, culpa principalmente das harmonias vocais bizarras que parecem sair de um disco do Dirty Projectors, o suficiente para tirar a canção do óbvio e destacar a cantora de qualquer outra artista pop do momento. Estamos ansiosos por mais.

Chela – Guts

A mixtape da Chela, ainda sem título, deve sair no final de março.

Foxes – The Unknown

Jimmy —  11/03/2013 — 2 Comentários

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Apesar de um tempo sem lançar novos materiais devido a sua turnê, Louise Rose Allen, ou Foxes, mostra que apesar de ter explodido em 2012, é em 2013 que deve realmente brilhar. Com um EP de estréia, Warrior, e uma colaboração com o produtor Zedd em “Clarity“, Foxes começa 2013 com a notícia de que é a nova estrela do próximo single do Rudimental, atual febre da música eletrônica no Reino Unido, além é claro de estar preparando o lançamento do seu primeiro álbum, ainda sem data definida.

A fim de saciar a curiosidade dos fãs enquanto um novo single ou a parceria com o Rudimental não sai, Foxes divulgou uma versão ainda não finalizada de “The Unknown”, faixa que irá compor seu disco, sob um vídeo que mostra os bastidores de sua última turnê. Com uma produção mais animada do que alguns trabalhos anteriores, como seu primeiro single “Youth”, a faixa mostra uma Foxes mais descontraída e esperançosa, que não tem medo do desconhecido. A produção, que inclui batidas eletrônicas, pianos e sintetizadores, nos deixa perguntando o que há de ser melhorado em uma versão final, e assim como em sua última demo, “Let Go For Tonight”, o refrão extremamente pegajoso nos faz crer que estamos diante um futuro hit da cantora.

Foxes – The Unknown

Se ainda não conhece a Foxes, conheça também as outras faixas da cantora: “Youth”, “Home” e “Warrior”.

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O Woodkid, projeto do francês Yoann Lemoine, trilhou um longo caminho até a chegada do seu disco de estreia, a ser lançado na próxima semana. Conhecido por suas produções cinematográficas, como visto nos singles “Iron”, “Run Boy Run” e “I Love You”, o projeto conquistou pela vibe nostálgica e ao mesmo tempo épica, transmitida tanto pelas músicas quanto pelos clipes. Além das suas próprias produções, Woodkid já dirigiu clipes para Lana Del Rey, Drake e assinou diversos remixes, mas nada, entretanto, deve te preparar para a viagem sonora de The Golden Age, primeiro disco oficial do rapaz.

Para te dar um gostinho do que esperar no próximo dia 19, a canção título do trabalho, “The Golden Age”, é um belo exemplo de como Woodkid consegue capturar os melhores momentos de sua produção já conhecida e ainda assim nos impressionar. Começando vagarosamente, com os vocais de Lemoine sobre pianos e violinos, a canção narra um conto de fadas de uma cidade sem esperanças, e não demora muito até te apresentar seu belo refrão (provavelmente o melhor do disco). A supresa, entretanto, chega na casa do 1:30m, quanto trompetes e batuques deseperadores entram em cena como um príncipe encantado para resgatar a princesa – e de quebra deixar tudo mais épico no caminho.

Woodkid – The Golden Age

O The Golden Age, primeiro disco do Woodkid, chega no dia 19 de março.

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Tal como seu nome sugere, maiores detalhes sobre o Belgian Fog, projeto do californiano Robert Dale, de apenas 23 anos, ainda são bastante nebulosos. A primeira música do rapaz, “Wait For Help”, foi lançada há menos de um mês, mas desde que chegou aos nossos ouvidos não conseguimos tirá-la da cabeça. Ao contrário do que você pode esperar da maioria dos artistas que passam por nossas páginas, “Wait For Help” é claramente a obra de um homem só, fato que pode ser percebido principalmente na produção, que ainda não tem o polimento de outras canções do gênero. A boa notícia, entretanto, é que isso não a impede de ser excelente.

Definimos constantemente músicas como “grudentas” por aqui, mas “Wait For Help” é uma verdadeira merecedora do termo. Dos riffs desengonçados de sintetizadores analógicos, que parece uma demo perdida do Miike Snow antes do sucesso, ao vocal cheio de falsetes e sussurros de Dale, que por muitas vezes lembram o Gotye, “Wait For Help” não tem falta de pontos altos. Entretanto, não há de negar que o maior trunfo da música é seu maravilhoso refrão, que nos revela uma alma confusa, cheia de problemas, e que consegue disfarçar qualquer defeito da produção e elevá-la para algo promissor.

Belgian Fog – Wait For Help

Magic-Man-Paris

Magic Man é o nome perfeito para esta banda, visto que para fazer música que nem a deles, é necessário quase que dominar alguns truques de magia. A banda, que surgiu em 2010 como um duo para o álbum de estreia Real Life Color, ganhou pouca divulgação e assim ficaram quase que no anonimato. Até hoje. Sem menosprezar o trabalho de 2010, que já era fantástico, o Magic Man retorna agora, quase três anos depois, como uma banda reformulada de cinco integrantes, que prometem chacoalhar o cenário musical em breve.

E a canção responsável por introduzir a nova fórmula dos rapazes é “Paris”, novo single que nos enfeitiçou desde o primeiro play. Uma mistura envolvente de doses perfeitas de synth-pop e pop-rock, “Paris” tem sua abertura com um piano tímido, mas em poucos segundos, graças ao acréscimo de uma bateria eletrônica, sintetizadores e linhas de guitarra, a canção ganha corpo e encanta nossos ouvidos, como as melhores canções do gênero. O vocal adocicado acompanhado de elementos eletrônicos e sobreposição de texturas completam o futuro hino pop, um alerta do promissor caminho que aguarda a banda.

Magic Man – Paris

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Apesar de nem todo artista a sair da Suécia conseguir alcançar o nível de nomes como Robyn, Miike Snow e Icona Pop, não há como negar que o país atualmente é referência quando se fala no gênero. Nossa paixão quase cega pelos suecos pode até às vezes ser enganada pelo pedigree do país, mas a novata Frida Sundemo, que apareceu em nossas páginas com os singles “Indigo” e “Snow”, vem provando a cada lançamento que não deve nada à qualidade dos conterrâneos. Com um contrato firmado com a EMI, que prevê o lançamento do EP Indigo para ainda este mês, a nossa nova sueca favorita chega com seu número mais grandioso até então, “Home”, mostrando que há muito mais por trás dos sintetizadores etéreos do que vimos até então.

Apesar das batidas dançantes de “Indigo” terem prendido nossa atenção de início, o novo single segue os passos dos sintetizadores atmosféricos vistos em “Snow” para se transformar do sereno ao épico em pouco mais de quatro minutos. Misturando pianos majestosos que seguem a cartilha de regras da Robyn junto a violinos e bateriais tribais que parecem retiradas do Ceremonials, da Florence & The Machine, “Home” não tem medo de soar grande. A canção se desenvolve lentamente apoiada nos frágeis vocais de Frida, que conseguem chamar nossa atenção mesmo junto a uma produção detalhista e um marcante coral de harmonias vocais masculinas, que contracenam com a cantora no refrão.

Frida Sundemo – Home

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A gente confessa que uma canção pop às vezes não precisa de muito cérebro pra nos conquistar, mas é uma felicidade imensa ver artistas tão jovens como a Chloe Howl e a Lorde batendo de frente com alguns temas que ficaram tanto tempo afastados das nossas músicas favoritas. Se unindo à safra do pop-inteligente, que pode ir muito além de melodias pegajosas, o nova-iorquino Jed Nayef faz do seu primeiro single, “Freaks”, um grito de independência para aqueles que, por algum motivo, não se encaixam nos padrões estabelecidos.

Mesclando doses de humor a uma crítica pertinente sobre a sociedade taxativa em que vivemos, Jed traz uma composição que narra a história de um sonho americano distorcido vivido por um rapaz ignorado por todo o resto, mas que, apesar de se declarar um “strange motherfucker“, proclama sua liberdade para muito em breve. Apesar da seriedade do tema, a canção é tratada com naturalidade pelos vocais graves de Nayef, que chega sobre uma batida despreocupada e guitarras que parecem sair de um disco do Bowie, se aliando ainda a um delicioso riff de xilofones e sintetizadores no refrão, que ajudam a estabelecer o single como uma das estreias mais brilhantes que um novo artista poderia pedir.

Jed Nayef – Freaks

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