Primeiro de tudo, essa é A música do seu final de semana, desse e dos próximos. Se no final do ano eu fizer uma lista com as 10 maiores partymakers, ou faixas-pra-perder-a-dignidade-na-pista, “Hello” é presença na certa. Pra começar, ela é essencialmente Dragonette, mas por trás do vocal da banda estão as batidas intensas do produtor francês Martin Solveig. A parceria não podia ter dado mais certo. Se você se lembra dos primeiros hits do Ting Tings, já dá pra ter uma noção de como soa a música. Grudenta ao extremo, funky, com pegajosos riffs de baixo e sintetizadores pulsantes, que caem e sobem com tudo, a música inclui até um bridge com palminhas feito especialmente para os clubes, pra derramar bebida mesmo. O vocal de Martina Sorbara não fica atrás também, complementando as batidas de um jeito bem engraçadinho e atrevido, que canta de uma forma tão infantil que chega a parecer irônica. Baixe a música aqui em baixo e coloque pra tocar em todos os lugares, é claro, no volume máximo.

E vejam o clipe após o jump, que é bem legal também, que conta uma historinha engraçada sobre uma partida de tênis entre o DJ e o Bob Sinclair, gravado ao-vivo em frente a uma platéia de verdade durante o torneio de Roland Garros. A música é single do álbum SMASH, que sai em Novembro.

♫ Martin Solveig – Hello (Feat. Dragonette)

Veja o vídeo aqui!!!

O Sufjan Stevens surpreendeu definitivamente o mundo com o seu The Age of Adz. Tivemos uma primeira amostra do que seria seu trabalho novo com “I Walked” e “Too Much”, mas ao ouvir o disco por completo tive a sensação de que estava ouvindo um encontro entre o Radiohead e o Animal Collective, acrescentando um Sufjan completamente pirado e 30 pessoas cantando em coro. Prova disso é uma das melhores faixas do Adz, “I Want To Be Well”, além de gigante epopéia “Impossible Soul”, com seus vinte e cinco minutos de duração. Ela por si só merece um post a parte.

Em “I Want To Be Well”, Sufjan nos leva a uma viagem muito próxima ao que o Radiohead fez na clássica “2+2 = 5. A faixa tem uma energia incrível e vai crescendo assustadoramente até repetir “Well I Want to Be” por mais de 3 minutos em coro, como se Stevens cantasse quase que em transe. Já em “Futile Devices” temos um pequeno resgate daquilo que ele era, singelo e doce, numa de suas mais bonitas composições. A faixa que abre o álbum certamente destoa de todo o resto do disco, que é  mais barulhento e eletrônico, mas sem discrepância ou gratuidade. É como se ela nos preparasse pro que havia de vir.  Certamente, Sufjan fez um dos discos do ano, mas acima de tudo um divisor em sua carreira, e será lembrado por isso por um bom tempo.

Sufjan Stevens – I Want To Be Well

Sufjan Stevens – Futile Devices

Chiddy Bang, o rapper tão comentado nos últimos meses aqui no blog, que lançou o EP Air Swelly e a faixa “The Opposite of Adults (Kids)”, com o MGMT, infelizmente não vai lançar seu primeiro álbum esse ano. Porém, o cara vai lançar (mais) um EP, o The Preview, que já tem até primeiro sigle, “The Good Life”. A faixa que saiu no começo desse mês foi co-produzida pelo Pharrel, e não conta com nenhum sample famoso . Com uma vibe relaxada e marcas características tanto de Xaphoon quanto do Pharrel, a música consegue se sustentar, mas sinceramente fica bem aquém das outras faixas do cara.

Mas não abaixe suas expectativas. Uma nova faixa acabou de sair hoje, o próximo single na verdade, “Bad Boy”, com o Darwin Deez. A música tem samples de “Bad Day” do álbum do cara, que já ganhou até um remix meia-boca do Xaphoon, mas a versão final de Chiddy brilha mais do que qualquer uma. Ouça as duas faixas abaixo e aguarde pelo EP The Preview, que sai semana que vem já.

♫ Chiddy Bang – Bad Boy (Feat. Darwin Deez)

+ Chiddy Bang – The Good Life (Co-Produced by Pharrel)

Uma das bandas brasileiras mais hypadas de 2009 (e desse ano!) acaba de lançar e disponibilizar gratuitamente seu primeiro disco. Falo do Holger, grupo paulista que rodou o Brasil em diversos festivais e tocou até no gringo SXSW, e que traz uma luz para o rock feito em terras brasilis.

Com todas as faixas cantandas em inglês, o Sunga não deve nada aos trabalhos feitos por bandas de fora. Por sinal, esse é um sentimento de que deve ser deixado de lado, visto que as nossas produções estão crescendo cada vez mais em criatividade (vide também o Do Amor, como postamos aqui). No caso do Holger, um rock dançante, com influências de afro e quase todas as músicas cantadas em uníssono pela banda, faz do Sunga um dos melhores discos nacionais de 2010. Exemplo disso são as faixas faixas “Let’em Shine Below”, “Eagle”, “Genemoçambique”, “Toothless Turtles” e a mega dançante “Beaver”, a queridinha de público e críticos. Não é pra menos. A música tem um toda essa levada afro que permeia o disco, e facilmente gruda em quem escuta, e a única vontade que dá é de ir batendo o pé, balançando a cabeça e depois dançar por completo. Baixe e ouça “Beaver” abaixo, mas pegue o Sunga comple lá no Trama Virtual, clicando aqui.

♫ Holger – Beaver

Uma das novas apostas do cenário musical independente acaba de lançar seu primeiro trabalho. Falo da Glasser, com seu Ring. Há alguns posts atrás falamos da viciante “Home”, com seus barulhos e até um próprio instrumento criado pela moça, provando sua capacidade inventiva na criação de suas canções. Agora chegou a hora de conhecer todo o seu trabalho. Não me decepcionei. O disco traz uma força estranha e uma sonoridade meio peculiar. O tom grave da voz da Glasser pode trazer comparações a cantoras como Cat Power, Bat for Lashes e até mesmo a Florence & the Machine. Um ar místico e espiritual circunda o trabalho da Cameron Mesirow e isso a gente pode comprovar claramente na bela “Plane Temp”, onde um trecho da letra é repetido a exaustão e gruda assustadoramente na cabeça por um bom tempo, tal como “Home”. De forma melódica, seus instrumentos nos levam a sons quase que indígenas, de uma forma sombria e melodiosa, quase que uma experiência espiritual.

♫ Glasser – Plane Temp

Uma breve explicação da banda antes de começarmos o post:

Anos atrás aprendi que os esquizofrênicos se tornam esquizofrênicos em torno dos 20 anos, depois de alguma experiência traumática. A música basicamente é do ponto de vista de um esquizofrênico que ainda consegue distinguir e falar sobre seu problema com coerência. Outra coisa, a música nasceu a partir de duas melodias de piano que são tecnicamente difíceis de tocar, impossíveis na verdade, como se gritassem “esquizofrênicas” “

Se ficou curioso com a criação da música, saiba que os pianos são mesmo loucos nessa aqui. Começando com eles, vocal em falsette e uma melodia ensolarada que lembra o The Shins e o Vampire Weekend, a música não tem medo de ser pop e agitada, sendo basicamente, desculpem a piada, esquizofrênica. O trio formado por bateria, piano e guitarra segura a música do começo ao fim, que na verdade, propositalmente ou não, só vai ficando cada vez mais maníaca até seu desfecho. A canção é o primeiro single do segundo álbum dos caras, o Everything Under the Sun, que saiu dia 7 de Setembro a meio de tantos lançamentos que acabou passando batido por mim. Mas se o single é alguma indicação, os caras provaram aqui que dominam a fórmula para canções pop de qualidade, e já estou dando um jeito de ouvir o álbum.

♫ Jukebox The Ghost  – Schizophrenia

http://www.youtube.com/watch?v=xdUvaIV0t7E&feature=player_embedded

My Gold Mask é um nome conhecido na blogosfera a um bom tempo já, mas enrolei tanto que acabei postando só agora. Mas se você deixou passar “Violet Eyes”, do EP A Thousand Voices, não se desespere, ainda dá pra entrar no bonde. A banda, o duo na verdade, é composto pelos vocais de Gretta Rochelle e as guitarras de Jack Armondo, que dizem fazer um pop cru e minimalista, tirando muito do pouco. Misture o melhor da descrição com o um tom indie/eletrônico/viajante que teremos a brilhante “Violet Eyes”, que de cara lembra o Yeah Yeah Yeahs antigo (principalmente pela voz roca de Gretta), e que como o Pitchfork comentou, se parece com o the XX tocando riffs do Metallica. O resultado é uma canção pop, suja, que soa terrivelmente nostálgica e empolgante.

Enquanto nada da banda ainda se compara ao impacto de “Violet Eyes”, o novo single “I Don’t Need The Reason” segue a mesmíssima linha, servindo até mesmo de continuação para o primeiro single. A faixa vai estar no novo EP, o A Million Miles (From Where We Were Last). Baixe as duas abaixo e fique de olhos bem aberto pra esse nome a partir de agora.

♫ My Gold Mask – Violet Eyes

♫ My Gold Mask – I Don’t Need The Reason

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