Já não deve ser novidade para você que o Hurley, novo álbum do Weezer vazou. Mas se depois do Raditude e do Red Album você está com um pé atrás em ouvir qualquer coisa relacionada à banda, saiba que embora a capa seja a mais ridícula feita pelos caras, esse é seu melhor disco lançado nos últimos dois anos, e embora eu adore o Make Believe, pra mim os dois discos competem como o melhor trabalho pós-Pinkerton. Pra você sentir o que estou querendo dizer, pegue de exemplo Hang On, na minha opinião a melhor da nova safra. A música, que embora seja bem produzida, tem uma clara falta de polimento, característica na verdade de todo o disco, que aqui só faz bem à faixa. Lembrando bastante a ótima Dreamin do Red Album, Hang On tem uma  melodia crescente que vai ganhando proporções e instrumentos até chegar no refrão, que tem a banda cantando em coro o título. A faixa ainda conta com a participação do ator Michael Cera, que faz as vozes de fundo e toca até mesmo um mandolin, e o que pode parecer piada, acaba sendo a faixa que nos traz mais lembranças do Weezer antigo, e é claro, nos dá esperança de que os próximos álbuns sejam cada vez melhores.

♫ Weezer – Hang On

Se voce é daqueles que como eu ama folk, neo folk, freak folk e estava esperando uma coisa diferente do atual trabalho do Sufjan Stevens tenho o prazer de apresentar ao Shugo Tokumaru. Aí fica aquela questão: folk, feito por um japonês? Respondo: sim, e da melhor qualidade.  Com 4 discos lançados, todos cantados em sua lingua materna, Shugo faz de sua música uma experiência deliciosa de se sentir, mesmo que sem entender uma palavra sequer. Suas melodias são ensolaradas e cheias de xilofones, banjos, instrumentos de sopro, violões de 12 cordas, vocais – muitos vocais. O timbre de Tokumaru agrada de cara e por momentos podemos até esquecer que as letras são em japonês. Tudo foi feito por ele. Desde a composição, gravação, até mixagem. O típico one man band.
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O seu mais recente trabalho é o Port Entropy e acabou de ser lançando no Japão. Com 12 faixas, o disco revela uma evolução  em seu repertório e mostra mais uma vez que ele é uma das melhores coisas que o oriente produziu nos últimos tempos. Uma das músicas de destaque do Port é Rum Hee. Com tudo aquilo que já nomeei no parágrafo anterior, a faixa é perfeita para se acordar de bom humor e tomar aquele café da manhã, seja sozinho ou em família.

♫ Shugo Tokumaru – Rum Hee

http://www.youtube.com/watch?v=2FJ99ju9rfw&feature=player_embedded

Depois de dois discos amados pela imprensa e pelo público alternativo, o Kings of Leon caiu de repente na graça do povo com o terceiro, virando headliners dos mais famosos festivais de rock e vendo o topo dos charts mundo afora, da Jovem Pan à Billboard e ao iTunes. O segredo do sucesso? Bem, os caras que já faziam um indie-rock de qualidade resolveram abdicar do termo “indie”, dando uma polida a mais em suas faixas, trasformando músicas como Sex On Fire e Use Somebody em verdadeiros hinos à-la U2. Primeiro disco pós fama repentina, e a pressão não poderia ser menor. É com esse fardo que chega Radioactive, primeiro single do álbum Come Around Sundown, que continua com o polimento do último disco e o coração dos dois primeiros. A música é típica Kings Of Leon, com um baixo pegajoso, guitarras poderosas e um refrão pra todos cantarem juntos. Com um ritmo mais lento que Sex On Fire e mais agitado que Use Somebody, a banda ainda aposta em elementos inéditos como um coro de crianças gospel no final, que adiciona o ar de grandiosidade que eles tanto buscam agora. Se você gostava antes, não tem porquê deixar de gostar agora. Para nós brasileiros, só nos resta esperar o show no SWU, e é claro, o lançamento do novo disco dia 19 de Outubro. Ouça a música logo abaixo e veja o clipe clicando aqui.

♫ Kings Of Leon – Radioactive

Pra quem estava quieto durante 4 anos, Sufjan Stevens está bem vivo nesse fim de ano. Já falamos do EP do cara aqui, o All Delighted People, e sobre o lançamento de The Age of Adz, assim como seu primeiro single, a suave I Walked. Se curtiu o novo estilo que o cara está seguindo, vá em frente e abrace Too Much com toda força. O som eletrônico suave está aqui de volta, com mais força ainda, espalhados por 6 minutos que, apesar da duração, não é desafiador e deve agradar logo de primera. Várias camadas de eletrônico e vocais em harmonia chegam lembrar bastante a contrução de faixas do último CD do Animal Collective, e embora a música seja bem definida com refrões e versos nos seus primeiros 4 minutos, os últimos 2, apenas instrumentais, são provavelmente a maior aventura que o cara já arriscou fazer. Agora o toque orgânico ainda está aqui, e essa é a principal diferença do Merriweather Post Pavillion, que constrói bem essa loucura final com uso dos intrumentos mais diversificados possíveis além dos eletrônicos, como trombones, palmas, flautas e até mesmo uma orquestra completa no seus últimos segundos. Aguardamos o The Age Of Adz, que sai mês que vem, dia 10 de Outubro.

♫ Sufjan Stevens – Too Much

[Via]

Depois de passar por alguns escândalos pessoais ano passado, Rihanna nos trouxe seu melhor e mais pessoal trabalho, o Rated R. Mas isolando os fãs dos batidões como Don’t Stop The Music e Disturbia, o álbum não foi um sucesso comercial como previsto, salvo pelo ótimo single Rude Boy, uma das mais agitadas do set. Problema nenhum para o mundo pop.  Pegando todo o material agitado descartado do álbum passado e deixando a fase dark (e pouco comercial) de lado, a cantora aproveita o embalo conquistado e já parte pra próxima, o novo álbum Loud, que pelo nome já diz sua proposta. E o primeiro single, Only Girl (In The World), apenas confirma. Os versos, com uma vibe bem reminescentes do álbum anterior podem parecer inocentes a princípio, mas espere chegar ao refrão que você vai perceber a fera que é essa música. É lógico que não soa nem um pouco clássica quanto Umbrella, e nem mesmo, arrisco dizer, Don’t Stop The Music, sem contar que  a produção disco-trance do Stargate (Disturbia) parece com tudo já feito pelo David Guetta ou Tiesto. Mas dê algumas rodadas na música, que apesar de não ser a melhor do ano tem lá seu charme, e deve render muitos remixes e playlists ainda.

♫ Rihanna – Only Girl (In The World)

Mexer no TOP40 bandas de 2010 do Stereogum hoje em dia é sinal de ficar confuso com muita coisa, ou ignorar grupos que possuam um nome ou capa de cd que não chamem atenção, devido ao grande número de bandas com várias sonoridades que nos fazem automaticamente procurar por “qualidade” da forma mais rápida possível. Bem, deveria ter sido assim comigo até me pegar ouvindo a banda com o nome/capa de cd mais sem graça da lista, Warpaint. No final só consegui dizer: UAU!
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O grupo californiano (completamente composto por mulheres, LINDAS) existe desde 2007, mas só após fixar sua formação final no ano passado, que já chegou até a ter a atriz Shannyn Sossamon como bateria e vocal, é que vem fazendo mais barulho pela imprensa, e pelo mundo. Tendo seu primeiro e (até agora) único trabalho de estúdio sido apadrinhado pelo ex-RHCP John Frusciante, a banda trouxe uma psicodelia-folk que nos seus momentos mais crus nos lembram da melancolia da Cat Power (fase The Greatest), e que nos mais inspirados, bem… não tenho coragem de comparar a nada, mas se você gosta da linha de guitarra do math-rock dos Foals em Total Life Forever, e do dream-pop do School of Seven Bells, você vai se deliciar com a delicadeza com que as Warpaint juntam tudo isso e tornam-os seu.
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Elas conseguem acertar em cheio ao misturar uma melodia vinda do blues, com a atitude e os intrumentos que o rock e o eletrônico nos fornecem hoje em dia, e é na música Billie Holiday que tudo isso se consolida, quando todas começam a soletrar o nome da Lady de uma forma tão nostálgica que você vai jurar que já ouviu essa música antes, ou que sua música de ficar sentado numa janela em uma tarde cinzenta deveria soar exatamente assim, entregando a música mais hipnotizante do EP. Fique de olho que o álbum completo delas sai oficialmente agora em outubro, e aqui embaixo você consegue baixar todas as músicas do EP.
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Neste sete de setembro o Belle and Sebastian liberou em seu site oficial para download uma faixa do seu mais novo trabalho. A canção título Write about love já está disponível deixando os fãs cada vez mais instigados. Primeiro, eles lançaram um pequeno video promo simulando uma performance numa tv, em seguida jogaram um video de quase 30 minutos, apresentando I Want The World To Stop e I Didn’t See It Coming. Agora vem o download da música e expectativa para o lançamento cresce a cada dia.
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Com o passar dos anos a sonoridade do grupo foi mudando, mas claro sem perder a qualidade e o tom caracteristico do Belle and Sebastian. Write About Love remete muito ao último trabalho do grupo, The Life Pursuit, de 2006, e tem a participação da atriz Carey Mulligan do filme Educação. Querer descrever B&S é lugar comum diante da trajetória da banda. O que só posso dizer é que esses 4 anos de hiato foram longos e que venha mais um bom disco. E pelo que já se pode ouvir, certamente virá.
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